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Futebol

Benfica campeão nacional de futebol

Última jornada da I Liga

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O Benfica chegou hoje ao 37.º título de futebol da sua história, numa época em que teve duas caras e renasceu com a entrada, quase a meio do campeonato, do treinador Bruno Lage.


Na edição 2018/19 da I Liga é obrigatório dividir o percurso das ‘águias’ num ‘antes’ e ‘depois’: em vitórias, em golos, em jogadores reabilitados, e, claro, no treinador, com a chegada de um homem ‘da formação’ a ser em janeiro a vitamina que se revelou eficaz.

Com uma campanha sofrível até novembro e dezembro – eliminado também da ‘champions’ -, o clube ainda resistiu à saída do anterior técnico, Rui Vitória, segurado pelo presidente Luís Filipe Vieira no final de novembro de 2018.

Para tudo mudar foi preciso esperar pelo início de janeiro e por nova derrota no campeonato, a terceira (com Portimonense fora e antes com Belenenses fora e Moreirense em casa), a que se juntam dois anteriores empates (Sporting e Chaves).

Rui Vitória, o treinador que esteve nos títulos de 2015/16 e 2016/17, deixou de ter margem de manobra e a solução, que parecia de recurso, recaiu em Bruno Lage, jovem treinador de 42 anos, até então na equipa B.

O futebol, muitas vezes, ‘pobre’, deu gradualmente espaço a uma equipa renovada, confiante, dominadora e goleadora, capaz de chegar hoje a uma série invencível de 19 jogos, com 18 triunfos e um empate.

Números que permitiram ao Benfica passar – com a entrada de Lage – de quarto classificado à 15.ª ronda, a sete pontos do FC Porto, para líder do campeonato, uma reviravolta consumada no Estádio do Dragão (com triunfo por 2-1 em 02 de março).

As ‘águias’ ficaram à 24.ª jornada apenas dependentes de si para serem campeãs, num percurso em crescendo, em sentido inverso ao realizado pelo FC Porto, com várias perdas de pontos em momentos capitais.

Às vitórias, a cada fim de semana, juntaram-se a números impressionantes e dois golpes nos principais rivais, nos seus redutos: em Alvalade, com uma exibição de gala a dar uma vitória por 4-2, e, depois, no Dragão.

O ‘novo’ Benfica mostrou ainda uma inacreditável veia goleadora, com sucessivas vitórias por quatro ou mais golos, chegando até à maior goleada nos últimos 55 anos em jogos da Liga, ao vencer na Luz o Nacional por 10-0, na 21.ª jornada.

Com Bruno Lage o Benfica marcou 68 golos, o que lhe permitiu um total de 103, igualando o registo de 1963/64, então num campeonato disputado por 14 equipas.

A entrada de Bruno Lage deu ainda sentido e elogios à formação, com o treinador a aproveitar desde logo João Félix, que, de pouco aproveitado por Rui Vitória, passou a indiscutível, com a equipa a mudar taticamente.

Félix, que tinha sido duas vezes titular até janeiro, tornou-se o exemplo de um novo Benfica, marcou golos, deu a marcar, e tornou-se o ‘rosto’ de uma equipa renascida, que aproveitou também os jovens ‘B’ Ferro e Florentino, e viu aparecer o melhor Rafa de sempre.

Com ele mostraram-se também Gabriel, até o médio brasileiro se lesionar, que tinha apenas quatro jogos a titular, ou o grego Samaris, que de ‘proscrito’ (com seis minutos na ‘era’ Rui Vitória), passou a peça nuclear no campeão.

O Benfica campeão, que contou ainda com a melhor época do avançado suíço Seferovic, que apontou um total de 23 golos na competição, depois de agarrar o lugar devido a um castigo de Jonas na derrota em Portimão, tem o rosto de Bruno Lage, sem medo de dar jogo a Félix (19 anos), Florentino (19 anos) ou Ferro (22 anos), na aposta que fez em Gabriel ou na reabilitação de Samaris. Mas também pela tática, a coragem, a ousadia de jogar para o espetáculo, com resultados.

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Futebol

Jogo entre Vizela e Chaves remarcado para 5 de outubro

Covid-19

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Foto: FC Vizela / Facebook

Os encontros entre Académico de Viseu e Académica, e Feirense e Desportivo de Chaves, suspensos na primeira jornada da II Liga de futebol devido a casos positivos de covid-19, já têm nova data, implicando ainda mexidas noutra partida.

Segundo informou hoje a Liga de clubes, o jogo entre o Académico de Viseu e Académica realiza-se no dia 07 de outubro, enquanto a partida entre Feirense e Desportivo de Chaves vai ser disputada a 15 de outubro.

Já o embate entre o Vizela e o Desportivo de Chaves, relativo à quinta jornada, foi remarcado para 05 de outubro.

Quanto ao jogo entre Sporting e Gil Vicente, que foi o primeiro do principal campeonato português (I Liga) a ser adiado devido à pandemia de covid-19, ainda não foi anunciada nova data para o mesmo.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 961.531 mortos e mais de 31,1 milhões de casos de infeção em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

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Futebol

Câmara do Porto ameaça UEFA com tribunal após cancelamento da Supertaça europeia

Futebol

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Foto: DR / Arquivo

O presidente da Câmara do Porto ameaçou hoje recorrer à justiça para reclamar os prejuízos causados pela decisão da UEFA de não realizar a final da Supertaça europeia de futebol na cidade, acusando aquela instituição de “mentir”.

“Não podemos aceitar não haver contacto com a autarquia e depois que publicitem, no site deles, mentiras”, afirmou o independente na reunião do executivo de hoje onde foi entregue aos vereadores da oposição uma missiva dirigida à UEFA.

O autarca explicou que a UEFA alegou que a final da Supertaça foi transferida para Budapeste por causa da pandemia, argumento que não o município não pode aceitar.

“Não nos dizem nada, romperam um acordo pré-contratual de um contrato que está em vigor e pior dizem que é por causa da pandemia. (…) Não me consta que em Budapeste não haja pandemia”, disse, lamentando “o desrespeito” com o que o processo foi conduzido.

Moreira recorda que o Porto não concorreu para receber a final da Volta a Portugal deste ano, por estar comprometido com as duas candidaturas que foram aceites pela UEFA: a final da Liga das Nações, realizada no ano passado, juntamente com a cidade de Guimarães, e a supertaça europeia deste ano.

E avisou: “em Géneve [na Suíça, país em que está a sede da UEFA] há tribunais”.

Na carta enviada à UEFA, distribuída hoje aos vereadores, Moreira manifesta “surpresa e consternação” pelo facto de a câmara ter tomado conhecimento através da comunicação social de que o Comité Executivo da UEFA decidiu que o Porto já não seria o local de realização da Supertaça Europeia, agendada para o passado mês de agosto e que o jogo teria lugar na Hungria, devido à pandemia de covid-19.

Na missiva, a autarquia assinala que à data da decisão – 17 de junho – o Porto já não registava nenhum teste positivo desde 05 de junho, ou seja, cerca de 12 dias, situação que manteve durante mais de um mês.

“Julgamos assim incompreensível a decisão (…) nem admitimos que nos seja invocado ‘force majeure [força maior]’”, porque na verdade o evento irá decorrer numa outra cidade europeia, e porque um evento da UEFA, a fase final da Champions League, foi organizada em Portugal, numa cidade onde a incidência da covid-19 era maior que no Porto”, lê-se na carta hoje conhecida.

Melhor seria, entende a autarquia, que a UEFA, tendo atribuído a fase final da Liga dos Campeões a Lisboa, dissesse que, por causa disso, optou por não realizar a final da Supertaça europeia no Porto.

Na missiva enviada a 16 de setembro, realça-se ainda que, além dos prejuízos decorrentes da alteração do evento ao nível da logística e infraestrutura já executadas para a realização do evento no Porto, resultam ainda prejuízos de imagem e reputação para a cidade e para o seu município, “na medida em que os adeptos, toda a comunidade futebolista, e também potenciais visitantes e organizadores de eventos presumirão que o Porto não é seguro por causa da pandemia de covid-19”.

A autarquia salienta que não deixará de reclamar a reparação dos prejuízos causados por esta decisão, contudo, diz estar disponível para alcançar uma solução favorável a todos.

Os vereadores da CDU, PS e do PSD mostraram-se solidários com a posição assumida por Rui Moreira, tendo lamentado que a autarquia não tenha sido ouvida sobre esta matéria.

Ilda Figueiredo, vereadora da CDU, que levantou o tema, lamentou que tanto o Primeiro-Ministro e Presidente da República, que apoiaram a realização em Lisboa da Liga dos Campeões, não tenham tido a mesma atenção com o Porto, que foi vítima de uma “discriminação clara”.

Também o vereador do PSD, Álvaro Almeida, criticou a postura do poder central, que se repete “sobretudo quando está em causa algo em Lisboa”.

Pelo PS, Maria João Castro disse estar solidária com a decisão tomada pelo presidente da Câmara do Porto, considerando que “a cidade foi muito maltratada”.

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Futebol

Diogo Silva assina pelo Gil Vicente até 2023

Mercado de transferências

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Foto: Imagem Gil Vicente TV

O defesa central brasileiro Diogo Silva reforçou o Gil Vicente, da I Liga portuguesa de futebol, por três épocas, confirmou hoje o clube de Barcelos, na página oficial na rede social Facebook.

Contratado ao Ypiranga, clube que milita na série C brasileira (terceiro escalão) e pelo qual disputou 14 jogos oficiais em 2020, o futebolista, de 25 anos, mostrou-se “grato” aos minhotos por lhe darem a primeira oportunidade de jogar na Europa.

“Isto significa muito para mim. O sonho de todos os atletas, principalmente no Brasil, é o de vir para a Europa e ter sucesso. Estou grato ao Gil Vicente por me ‘abrir a porta'”, disse, no vídeo publicado pelo clube na rede social.

Diogo Silva, que se definiu como um jogador com “velocidade” e “força”, confessou estar “ansioso” por realizar o “primeiro jogo a nível europeu” e reconheceu que a presença de mais 13 elementos brasileiros no plantel “facilita” a sua integração no Gil.

Além do Ypiranga, Diogo Silva representou ainda, como sénior, Maringá, Velo Clube e Londrina, todos do Brasil.

O atacante é o 14.º reforço dos ?galos’ para a temporada 2020/21, depois do guarda-redes Daniel Fuzato, dos defesas Joel Pereira, Souleymane Aw, Talocha e Tim Hall, dos médios Antoine Léautey, Kanya Fujimoto, Leandrinho, Guilherme Mantuan e Lucas Mineiro e dos avançados Boubacar Hanne, Miullen e Renan Oliveira.

O plantel gilista ia começar o campeonato às 18:30 do passado sábado, frente ao Sporting, em Lisboa, mas as autoridades de saúde adiaram o desafio, agora marcado para a semana de 12 a 16 de outubro, face aos 18 casos de covid-19 identificados no clube barcelense: 10 em jogadores, cinco na restante estrutura do futebol, incluindo o treinador principal, Rui Almeida, e três em pessoas alheias ao departamento de futebol profissional.

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