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Barcelos: Detenção por crimes de incêndio em edifício

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A Polícia Judiciária anunciou hoje que deteve o presumível autor da prática de dois crimes de incêndio numa habitação de Barcelos onde residiam várias pessoas, incluindo uma sua ex-companheira, com recurso a engenho incendiário.

A relação do suspeito com uma das locatárias da residência atacada terminou “recentemente”, estando agora a correr trâmites um processo por violência doméstica.

Segundo a polícia, “foram provocados vários incêndios, nomeadamente numa viatura, assim como na residência das vítimas, com recurso a engenhos incendiários, que só não provocaram maiores danos pessoais e patrimoniais dada a rápida intervenção de terceiros”.

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Fabricava notas falsas em Esposende para vender na internet

Contafação

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Foto: Ilustrativa / DR

O Tribunal de Coimbra começa a julgar na segunda-feira o alegado líder de um grupo que se dedicava à contrafação de notas de euro, após uma investigação que levou à apreensão de mais de 20 mil notas por toda a Europa. Inicialmente, as notas eram fabricadas em Fão, no concelho de Esposende.

O arguido, de 34 anos, é acusado de liderar um grupo de quatro pessoas que se dedicava à produção e envio de notas de euro contrafeitas, tendo sido apreendidas e detetadas, entre início de 2017 e agosto de 2019, 24.775 notas de 50 euros e 10 euros criadas por esta organização, refere o Ministério Público, na acusação a que a agência Lusa teve acesso.

Os restantes quatro arguidos estão a ser julgados noutro processo, que começou no dia 18, também no Tribunal de Coimbra, e que conta já com leitura de sentença marcada para 15 de junho, às 13:30.

O alegado líder do grupo, que está em prisão preventiva, está a ser julgado num processo separado por ter requerido tribunal de júri, estando os restantes a ser julgados por um coletivo de juízes.

De acordo com a acusação, o grupo dedicava-se à contrafação de notas de euro e à sua venda na ‘darknet’, enviando para destinos na Europa, como Montenegro, Irlanda, Alemanha, Inglaterra, França, Áustria, Luxemburgo, Bélgica ou República Checa, sendo as encomendas pagas em ‘bitcoin’ (criptomoeda).

O grupo ter-se-á formado nos finais de 2016, sendo constituído pelo arguido, a companheira que teve entre 2016 e 2018, e os pais desta, aos quais se juntou um outro homem em 2019.

Segundo o Ministério Público, o líder do grupo tratava de publicitar a venda das notas na Internet (vendia a dez euros cada nota de 50), orientando depois os restantes membros para tratar de produzir as quantidades pretendidas e enviar as notas, que ao início eram fabricadas na residência da sua companheira e dos seus pais, em Fão, Esposende, bem como num anexo de uma casa que estes tinham em Valadares, Vila Nova de Gaia.

No início de 2018, o líder do grupo mudou-se para a Colômbia, mas manteve a atividade do grupo, contactando com a ex-companheira através de plataformas como o Signal e o Whatsapp.

Em 2019, o grupo passou a produzir as notas no concelho de Cantanhede, altura em que se juntou mais um elemento à organização.

O Ministério Público (MP) afirma que as notas começaram a ser identificadas logo em janeiro de 2017, a circular em Montenegro e na Irlanda, sendo depois detetadas ainda nesse ano também em Portugal, nas cidades do Porto e de Leiria.

Em junho de 2019, foram apreendidas várias encomendas com diversos destinos europeus, inclusive uma com 605 notas contrafeitas de 50 euros, inseridas dentro de uma câmara de vigilância, que tinham como destino a Inglaterra.

Nessa altura, nota o MP, a atividade estava a expandir-se ao ponto de o grupo estar à procura de “um serviço de estafetas para efetuar o envio pelos correios”, altura em que a operação da PJ pôs termo à sua atividade.

Para além das 24.775 notas de 50 e 10 euros detetadas entre 2017 e agosto de 2019, foram ainda apreendidas 287 notas de 50 euros e 87 notas de 10 euros nas buscas realizadas.

O líder do grupo, tal como os restantes arguidos, é acusado de um crime de contrafação de moeda e um crime de passagem de moeda falsa.

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Barcelos

Feira de Barcelos reabre quinta-feira com todos os feirantes e no mesmo local

Covid-19

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Foto: CMB / Arquivo

A feira de Barcelos reabre totalmente já na próxima quinta-feira, após luz verde das autoridades de saúde, anunciou hoje o presidente da Câmara.

Em videoconferência de imprensa, Miguel Costa Gomes adiantou que o parecer positivo à reabertura a 100% da feira foi dado na passada sexta-feira.

Como O MINHO noticiou, o regresso da feira com todos os setores a funcionar dependia apenas da autorização da DGS, a qual assegura que há condições para adotar todas as medidas de contenção da propagação da covid-19.

Recorde-se que a feira de Barcelos, uma das maiores do país, reabriu no dia 7 de maio, apenas para o setor alimentar, que engloba 250 comerciantes e produtores agrícolas locais.

Feirantes exigem reabertura total da feira de Barcelos

A dificuldade em reabrir na totalidade, salientou o presidente da Câmara, era o realojamento de mais cerca de 430 feirantes.

No entanto, o Município conseguiu chegar a uma solução em que o espaço da feira será o mesmo de sempre, embora alargado na zona junto à esquadra da PSD e Jardim das Barrocas, o que vai ao encontro do pedido pelos feirantes.

No dia 18 deste mês, um grupo de feirantes manifestou-se em frente à Câmara de Barcelos, exigindo o regresso de todos os setores e que e a feira se mantivesse no Campo da República.

Dois dias depois, representantes dos feirantes foram recebidos pela vereadora com o pelouro das Feiras e Mercados, Anabela Real, e as partes chegaram a um entendimento que, agora, tem luz verde das autoridades de saúde.

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Cávado

Prozis bloqueada em Itália: “Cada dia que passa é uma fortuna”

Empresa de Esposende fatura 50 milhões anuais no país

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Foto: DR / Arquivo

O site de venda ‘online’ de suplementos alimentares da Prozis.com estava inacessível. Itália, na sexta-feira da semana passada, reportando a empresa, com sede em Esposende, um prejuízo diário de milhares de euros naquele que é um dos seus principais mercados.

Em declarações à agência Lusa, o fundador e presidente da Prozis disse estar a ser afetado por a situação desde quarta-feira à noite, algo que também acontece com a Zumub, concorrente portuguesa da Prozis e com mais um ‘e-commerce’ espanhol de venda de suplementos alimentares.

“Já estamos a investigar esta situação e a falar com a Vodafone e a Telecom Italia”, afirmou Miguel Milhão, no final da semana passada, convicto de que se trata de “uma espécie de sabotagem”: “Nós já estávamos a desconfiar que isto era sabotagem, mas se existe outra empresa com o mesmo problema da mesma área, então definitivamente é sabotagem”, sustentou, admitindo que a iniciativa parta da “concorrência italiana”.

Conforme explicou, “alguém que tem a acesso à rede está ativamente a criar confusão para não ser possível aos clientes de Itália acederem ao portal” das empresas portuguesas, direcionando os respetivos DNS para o ‘local host’, ou seja, para o computador do próprio cliente, o que impede o acesso aos ‘sites’.

Garantindo que se trata de uma situação inédita nos 14 anos de vida da empresa, que fatura 200 milhões de euros/ano, dos quais 50 milhões em Itália, Miguel Milhão fala num prejuízo diário em torno dos 150 mil euros.

“Cada dia que passa é uma fortuna”, lamentou, admitindo que a posição “tão dominante” da Prozis no mercado gere inimizade e prevendo que a situação vá desembocar em “anos de processos judiciais”, dado o “nível de ilegalidade impressionante” em causa.

Quanto à probabilidade de se tratar de um problema técnico, não intencional, o presidente da Prozis diz que “seria como ganhar o Euromilhões”.

Já o diretor-geral da Zumub, explicou, também na sexta-feira, que a página eletrónica da empresa estava inacessível em Itália desde as 20:00 de quarta-feira.

“A situação manteve-se assim durante todo o dia de ontem [quinta-feira] e até ao momento”, afirmou Urbano Veiga, explicando que “os visitantes que acedem ao ‘site’ recebem uma mensagem de erro porque o DNS [do inglês ‘Domain Name System’ ou Sistema de Nomes de Domínio, que localiza e traduz os endereços dos ‘sites’ para números IP] dos respetivos domínios foi bloqueado em Itália”.

Segundo refere, “estes bloqueios foram reportados por centenas de utilizadores italianos” e estão a ocorrer nas duas maiores empresas de serviços de internet italianas (Telecom Italia e Vodafone), apesar de a Telecom Italia afirmar que não existe nenhum bloqueio ativo”.

De acordo com o diretor-geral da Zumub, “outros grandes ‘e-commerce’ europeus de outras áreas de negócio (num conjunto de mais de 100 ‘sites’ testados) continuam a funcionar dentro da normalidade”, sendo que, “até ao momento, a Zumub.com não foi notificada por quaisquer autoridades italianas de que o seu sítio estivesse banido em Itália”.

Embora admita poder tratar-se de um problema técnico alheio à empresa, o diretor-geral da Zumub considera a situação “muito estranha”, já que parece afetar apenas duas empresas portuguesas e uma espanhola do mesmo setor de atividade, e destaca o forte impacto financeiro que está a ter na atividade da empresa em Itália.

Com uma faturação anual de 5,2 milhões de euros, a Zumub fatura cerca 100 mil euros por mês em Itália, que é o seu principal mercado internacional, num total de 1,2 milhões de euros/ano, e diz estar a ter um prejuízo diário na ordem dos sete mil euros com este bloqueio.

A Zumub integra, juntamente com a transportadora de ‘e-commerce’ Delnext, o grupo português Combinação Pura, cujo volume de negócios anual ascende a sete milhões de euros, 60% dos quais no exterior.

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