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Braga

32.094 edições depois, Diário do Minho chega aos 100 anos

Jornal regional de inspiração cristã, propriedade da Arquidiocese de Braga, é um dos dois diários impressos com sede em Braga – o outro é o Correio do Minho. Nasceu a 15 de abril de 1919. É líder nas vendas em banca e em assinaturas

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Foto: Arquidioceses de Braga (2017) / Divulgação (fundo)

32.094 edições em papel. Centenas de milhares de páginas impressas. De 4 páginas para as atuais 40. 18 diretores, todos homens. O jornal bracarense Diário do Minho faz hoje 100 anos e O MINHO foi conhecer um pouco melhor da sua história.

A 15 de abril de 1919 saiu para as bancas a primeira edição do Diário do Minho. Na primeira de quatro páginas falava-se de cultura, literatura, espectáculos. Da Santa Sé e da Páscoa. Ao fundo, começava a ser publicada, como folhetim, um extracto de uma novela que ocuparia os números seguintes.

O diretor era Joaquim Pereira Vilela que sairia dois anos depois. Custava 29 reis (dois centavos).

Damião Pereira é o actual diretor do jornal. Em conversa com O MINHO assume “o orgulho e o agradecimento” por estar à frente do projeto nas comemorações do centenário.

“Orgulho de pertencer a uma equipa fantástica, que faz um trabalho extraordinário e de gratidão para com todos aqueles que desde o início fizeram com que o jornal chegasse aos 100 anos”.

Vídeo: Damião Pereira (2014) / YouTube de DishMob Braga

Com os tempos conturbados que passa a generalidade do Comunicação Social, o diretor assume que “sempre procuramos adaptarmo-nos a novos modelos de negócio” que poderão trazer a sustentabilidade da edição em papel, que “continuará a ser a nossa prioridade”.

Não acreditando no fim do papel, Damião Pereira vê o futuro como “uma fusão do digital com o papel. O digital vai precisar que as notícias sejam saboreadas de outra forma, com mais tempo e diferentes perspectivas. Espero que daqui a 100 anos ainda haja papel e comemorações de mais um centenário”.

Evolução

O jornal foi sofrendo alterações de formato ao longo dos tempos. A primeira página a cores surge em 1922, num domingo, segundo dados fornecidos na edição de hoje, em papel.

Em 1977 passou a tablóide (formato actual) depois de oscilações no seu tamanho. Neste ano passa das quatro para as oito páginas, com a exceção da quinta-feira que tinha 12. Em 1989 o jornal publica-se com 16 páginas à segunda-feira e 20 nos outros dias. No dia de aniversário em 1994 passa para 24 páginas diárias, já teve 48 e actualmente está nas 40 páginas.

Diário do Minho inaugurou um novo espaço, em 2017, por altura do 98.º aniversário. Foto: Arquidiocese de Braga

O jornal até 1998 não se publicava ao domingo e nos dias seguintes aos feriados. Hoje só no dia 26 de Dezembro e na segunda-feira de Páscoa é que não há Diário do Minho.

Entre os vários prémios e distinções recebidos ao longo dos anos, em novembro de 2018 foi galardoado com a Medalha de Ouro do Município de Braga.

Veleiro ‘O Esposende’

A 26 de abril de 1919 é publicada a primeira imagem no jornal: a reprodução de um veleiro “O Esposende” construídos nos estaleiros de Fão. A segunda foi, alguns dias depois, e reproduzia o quadro “A Ceia” de Leonardo Da Vinci.

A entrevista a Eurico Almeida sobre uma campanha antitífica e antivariológica foi a primeira a ser editada. A seção de entretenimento é a mais antiga e o suplemento ‘Igreja Viva’ o primeiro a sair.

Assuntos mais ‘quentes’

O ‘Diário do Minho’ não foi imune à sociedade e discussões acaloradas em diferentes sectores sociais.

Vídeo: Convívio natalício exotra colaboradores do Diário do Minho a semearem esperança (2017) / YouTube de Diário do Minho

Damião Pereira lembra-se da “polémica com o estacionamento subterrâneo”, em Braga, atribuído à empresa Bragaparques e que deu “muito que falar na altura” com opiniões para todos os gostos.

“Os referendos ao aborto serviram para o jornal valer-se do seu estatuto editorial onde está escrito que condenamos tudo o que se opõe à vida humana, e o aborto é um dos casos”.

Carlos Nuno Vaz, sobrinho do Cónego António Luís Vaz, diretor do jornal aquando das comemorações dos 50 anos, recorda em crónica publicada hoje, “os sacrifícios” do tio para garantir o jornal durante 34 anos.

E dá o exemplo das grandes festas passadas em Melgaço: “as dificuldades de comunicação e eles não terem automóvel próprio” faziam com que chegassem “na noite de Natal já depois das 20:00, a uma casa sem luz eléctrica” e regressassem a Braga “no dia imediato, logo após o almoço abreviado, porque a feitura do jornal urgia”. Uma situação “quase desumana”.

Colaboradores

Carlos Nuno Vaz recorda, na mesma crónica, que o jornal há 50 anos tinha “dois redactores em três dias da semana, três nos restantes, responsáveis por um diário”, o que o tio diretor apelidava de “quase impossível”.

Foto: Diário do Minho / Editorial: “Olhamos de frente para o futuro!”

Hoje, segundo Damião Pereira, a empresa tem 80 funcionários 20 dos quais afetos ao jornal e ao novo projeto jornalístico, a revista “Minha”, publicada em Dezembro de 2018.

Gráfica

A gráfica Diário do Minho é hoje, o sustentáculo financeiro do jornal. Imprime cerca de 130 jornais regionais, além de livros, revistas, catálogos, entre outros.

“Está sempre em processo de modernização porque os trabalhos pedidos vão sendo cada vez mais exigentes”, reconhece Damião Pereira.

“Daí que o jornal se vá reinventando para encontrar sempre novas soluções que dêem sustentabilidade à gráfica”, finaliza Damião Pereira.

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Braga

Despedida de solteiro junta 100 quilos de alimentos para ajudar idosos em Vila Verde

A ideia partiu do padrinho do noivo, um antigo vereador na Câmara de Ponte da Barca

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Foto: Facebook

A despedida de solteiro de Óscar Gomes, administrativo de 28 anos e natural de Valões, concelho de Vila Verde, ficará marcada na história pessoal do noivo, mas também na dos utentes do Centro Social de Covas, que, fruto de uma ação solidária, receberam perto de 100 quilos de comida.

A ideia partiu de José Costa, padrinho do noivo, médico de profissão e antigo vereador da Câmara de Ponte da Barca, sugerindo que cada um dos 25 convidados para a despedida de solteiro trouxesse pelo menos três quilos de bens alimentares para doação a uma instituição à escolha.

Óscar, noivo babado, contou a O MINHO que os amigos aderiram e trouxeram perto de 100 quilos de bens alimentares.

Foto: Facebook

“Decidimos depois oferecer os alimentos ao Centro Social de Covas, por ser aqui na União de Freguesias do Vade, de onde sou natural e por ser a instituição mais próxima de minha casa”, explica.

Os bens foram já entregues naquela instituição que aproveitará os mesmos para ajudar os utentes a quem prestam serviços em regime de domicílio. A noiva, Catarina Ribeiro, de 26 anos e optometrista de profissão, acolheu bem a ideia, adiantou o noivo.

O casamento está marcado para o próximo dia 10 de agosto e os noivos asseguraram, à partida, uma entrada com o pé direito no matrimónio, com uma ação solidária que dá que falar na região, recolhendo elogios de autarcas e da sociedade civil em geral.

Carlos Cação, presidente da União de Freguesias do Vade, foi quem sugeriu o Centro Social de Covas como recetor da oferta, e entrou assim na engrenagem que permitiu o gesto solidário.

Atualmente, este centro social, sob direção de Luísa Gonçalves, acolhe 37 utentes dos concelhos de Vila Verde e de Ponte da Barca, em regime de apoio ao domicílio, mas está para breve a inauguração de um novo espaço físico que perimitirá aumentar o número de utentes para perto de 60. A média de idades deste utentes é de 87 anos, sendo a União de Freguesias do Vade um dos locais mais envelhecidos de Vila Verde.

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Braga

Edifício da Confiança já foi classificado e será vendido este ano

Preço-base de 3,8 milhões de euros

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Foto: Sérgio Freitas/CM Braga

O edifício da antiga fábrica Confiança, de Braga, foi já classificado como “imóvel de interesse público” pelo Ministério da Cultura, revelou, sexta-feira à noite, na Assembleia Municipal, o presidente da Câmara, Ricardo Rio.

O autarca adiantou que a classificação permite ao Executivo camarário a sua venda, em hasta pública, com o preço-base de 3,8 milhões de euros, o que acontecerá, provavelmente, em outubro.

“O fim do processo classificativo permite-nos elaborar um caderno de encargos com regras claras para todos os interessados, e com as normas obrigatórias em matéria de preservação da traça e da estrutura do edifício”, disse o autarca a O MINHO.

Na ocasião, Rio abordou a recente exigência de um grupo de associações da cidade de transformação da Confiança num centro cívico e cultural, sublinhando que tal será feito pelo Município, mas noutro local, a Escola Francisco Sanches: “tal consta do programa eleitoral da coligação Juntos por Braga (PSD/CDS/PPM) e o anteprojecto está já a ser elaborado”, revelou.

O Centro Cívico será criado com meios financeiros da Câmara visto que, tal como sucede na Confiança, não há fundos comunitários para o efeito. Em novembro de 2011, a câmara, ainda presidida pelo socialista Mesquita Machado, decidiu, por unanimidade, comprar as instalações da fábrica, tendo sido aventada a hipótese de ali instalar valências culturais.

Posteriormente, em setembro de 2018, a nova maioria PSD/CDS-PP/PPM, liderada por Ricardo Rio, no executivo e na Assembleia Municipal, votou pela venda, alegando que, por falta de fundos disponíveis para a reabilitação, o edifício se apresenta em “estado de degradação visível e progressiva”.

A autarquia já tentou vender o imóvel por duas vezes em hasta pública, ambas travadas por providências cautelares que, no entanto, foram decididas a favor do município pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga.

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Braga

PJ investiga fogo em apartamento de Braga que obrigou a hospitalizar a moradora

Vítima de 49 anos

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Foto: CMTV

A Polícia Judiciária (PJ) está a averiguar as causas de um incêndio que tornou hoje inabitável um apartamento de Braga e obrigou à hospitalização da locatária, disseram fontes policiais e da Proteção Civil.

As autoridades suspeitam da possibilidade de fogo posto pela vítima, que sofre de problemas psiquiátricos, segundo avança o Correio da Manhã.

A mulher, de 49 anos, foi levada ao Hospital de Braga em “estado grave devido a intoxicação por inalação de fumos”, segundo fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS), e cerca das 12:00, quase quatro horas após o sinistro, mantinha-se internada.

Ainda de acordo com esta fonte, o incêndio foi registado às 07:47 na Rua Tanque da Veiga, em Maximinos, Braga, e os bombeiros conseguiram circunscrevê-lo ao apartamento, num terceiro andar.

Fontes policiais disseram à agência Lusa que a PSP de Braga foi chamada a tomar conta da ocorrência, comunicando-a depois à PJ, que enviou uma brigada ao local.

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