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Paulo Gonçalves troca Honda pela Hero Motorsports. Ambição: vencer o Dakar

Motard de Esposende junta-se ao cunhado Joaquim Rodrigues Jr., de Barcelos, na equipa da marca indiana

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Foto: Facebook de Paulo Gonçalves

O motard Paulo Gonçalves é o mais recente reforço da Hero Motorsports, equipa com a qual o piloto português espera lutar pela vitória no Dakar, anunciou hoje o construtor indiano em comunicado.


O piloto de Esposende deixa a Honda, ao fim de cinco anos marcados por lesões, que limitaram as possibilidades de lutar pela vitória no rali Dakar, prova rainha de todo-o-terreno, “o principal objetivo” de cada temporada, disse à Lusa o piloto, de 40 anos.

“Estou bastante entusiasmado. Espero estar à altura do desafio e que a equipa cresça”, comentou Paulo Gonçalves, que se junta ao cunhado Joaquim Rodrigues Jr. na equipa da marca indiana.

Para além dos dois portugueses, alinham ainda com as cores da Hero o espanhol Oriol Mena e o indiano Chunchunguppe Santosh, numa estrutura preparada pela equipa alemã Speedbrain, que já foi responsável pela participação da BMW e Honda no Dakar.

“É uma estrutura que eu conheço bem e com a qual consegui o segundo lugar no Dakar e o título de campeão do mundo de todo-o-terreno em 2013”, sublinhou Paulo Gonçalves.

O piloto português, que mantém o sonho de conquistar a maior maratona de todo-o-terreno do mundo, sobretudo numa altura em que a prova vai mudar, novamente, de cenário: “Sou um privilegiado pois, estando à partida da próxima edição, alinho na prova em três continentes diferentes. Fiz os dois últimos em África e dez dos 11 que se disputaram na América do Sul”.

“O objetivo é trabalhar como até aqui. Nos últimos dois anos não fui feliz no período pré-Dakar, com dois acidentes que me impediram, em 2018, de alinhar, e em 2019 de estar nas melhores condições”, observou o piloto da Hero.

Sobre a mudança para a Arábia Saudita, Paulo Gonçalves acredita que “vai trazer uma nova dinâmica à prova”. “Vamos todos ao desconhecido e em igualdade de condições. Na América do Sul já nos sentíamos em casa, mas agora mudamos todos. Não há pilotos que vivam na região e que possam treinar naquelas pistas até ao dia da prova, enquanto os europeus estavam impedidos de treinar nos seis meses antes da competição”, explicou.

Paulo Gonçalves já treina com a nova mota, que considera “muito interessante”, depois de ter recuperado de uma queda sofrida na edição deste ano do Dakar, que lhe provocou a compressão de vértebras e um traumatismo craniano.

“A próxima corrida será a segunda etapa do Mundial, a Rota da Seda, que tem mais de Dakar do que o próprio Dakar deste ano. São dez dias seguidos e o percurso atravessa três países (Rússia, Mongólia e China), quando, em 2019, o Dakar teve dez dias, mas com um de descanso pelo meio e as pistas desenhadas num único país”, apontou.

A luta pelo Campeonato do Mundo de todo-o-terreno não será um objetivo este ano, até por já ter falhado uma prova.

Em 2018, ainda com a Honda, Paulo Gonçalves foi o único piloto a vencer duas provas do Mundial, no Chile e na Argentina.

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Depois da “dobradinha”, Autódromo do Algarve quer trabalhar para manter MotoGP e F1

Algarve

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Foto: DR / Arquivo

O Autódromo Internacional do Algarve (AIA) promete trabalhar “muito” para manter a Fórmula 1 e o mundial de velocidade MotoGP, cuja ‘dobradinha’ corresponde aos frutos do trabalho realizado nos últimos 12 anos.

“O anúncio da prova de MotoGP é o culminar de 12 anos de trabalho, que nos permite colher os frutos de tudo o que fizemos. Passámos um carrossel de dificuldades, com momentos difíceis e outros bons, mas hoje temos uma alegria”, disse o diretor de circuito, Paulo Pinheiro, em conferência de imprensa.

A última prova do campeonato do mundo de velocidade MotoGP vai decorrer no AIA entre 20 e 22 de novembro, anunciou hoje a Dorna, promotora do evento, cerca de um mês depois do Grande Prémio de Portugal de Fórmula 1, de 23 a 25 de outubro, que tinha sido confirmado há duas semanas.

Paulo Pinheiro promete trabalhar “muito” para garantir que o voto de confiança depositado pela Liberty (Fórmula 1) e pela Dorna, que organizam as duas provas, possa ser renovado no próximo ano.

“Toda a nossa equipa – e aqui incluo também Turismo de Portugal, Turismo do Algarve, câmaras e outras entidades – terá de fazer uma grande corrida para que seja impossível dizer que não a Portimão. O nosso objetivo é, para o ano, termos F1 e MotoGP. E normalmente, quando a gente quer uma coisa a gente consegue”, sublinhou o diretor do AIA.

Numa situação normal, não verificada este ano face aos efeitos da pandemia de covid-19, uma corrida de Fórmula 1 custa, no mínimo, 40 milhões de dólares e uma corrida de Moto GP custa, no mínimo, 10 milhões de dólares.

Paulo Pinheiro reconheceu que esses são valores elevados, mas lembrou que o autódromo algarvio e o país têm prós que poderão permitir negociações “em condições que os outros países não conseguem”, nomeadamente a qualidade da pista reconhecida pelos pilotos, o clima, a resposta à covid-19 e a “força institucional muito forte” de dirigentes portugueses nas federações internacionais.

“Tudo isto dá-nos um peso que outros países não têm. Nós temos feito um bom trabalho de casa e, como consequência, estamos agora finalmente a colher esses frutos. Temos de responder ao desafio com um bom nível organizativo, de agarrar nisto com as duas mãos e trabalhar, trabalhar, trabalhar”, acrescentou.

Já para a presidente da Câmara de Portimão, a conjugação da realização das corridas de Fórmula 1 e Moto GP é a “tempestade perfeita”, elogiando Paulo Pinheiro pelo seu trabalho.

“Isto é a tempestade perfeita, temos aqui todos os condimentos e isso, de facto, só se consegue com muito trabalho. Paulo, tens de ser uma pessoa feliz e perfeitamente realizada, porque conseguiste a ‘dobradinha’. Não é fácil ter a MotoGP e a F1”, referiu Isilda Gomes.

O presidente da Federação Internacional de Motociclismo, o algarvio Jorge Viegas, ressalvou que, para 2021, a prova de MotoGP não está, para já, incluída no calendário, mas a autarca apelou à defesa das suas “raízes”.

“Sendo algarvio, será a primeira pessoa a fazer tudo o que for possível para a prova voltar. Podemos contar consigo para que no próximo ano possamos estar a viver um momento idêntico a este”, concluiu Isilda Gomes.

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Portimão recebe última corrida do Mundial de MotoGP em 22 de novembro

Algarve

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Foto: DR / Arquivo

O Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão, vai receber a 14.ª e última prova do campeonato do mundo de velocidade MotoGP, anunciou hoje a organização.

O circuito algarvio integra o calendário de 2020, para o qual estava de reserva, depois do cancelamento das provas de Argentina, Tailândia e Malásia, devido à pandemia de covid-19.

A prova portuguesa vai fechar a temporada, uma semana depois do Grande Prémio da Comunidade Valenciana, em 15 de novembro.

Esta vai ser a 15.ª edição do Grande Prémio de Portugal de motociclismo, depois de 13 provas, entre 2000 e 2012, no autódromo do Estoril, e da estreia, em 1987, no circuito espanhol de Jarama.

Após três provas, o Mundial é liderado pelo francês Fabio Quartararo (Yamaha), com 59 pontos, mais 17 do que o espanhol Maverick Viñales (Yamaha). O português Miguel Oliveira (KTM) ocupa o 12.º lugar, com 18.

O Autódromo Internacional do Algarve (AIA) vai receber também o Grande Prémio de Portugal de Fórmula 1, em 25 de outubro.

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Miguel Oliveira parte do 13.º lugar para o GP da República Checa de MotoGP

MotoGP

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Foto: DR / Arquivo

O piloto português Miguel Oliveira (KTM) ficou-se hoje pela 13.ª posição na qualificação para o Grande Prémio da República Checa de MotoGP, terceira prova da temporada, que se realiza no domingo.

O luso não conseguiu um lugar direto na segunda fase de qualificação (Q2) devido a uma queda sofrida na terceira sessão de treinos livres, quando seguia na sua volta mais rápida.

Desta forma, teve de passar pela primeira fase da qualificação, a Q1, onde foi o terceiro mais rápido, falhando a passagem à Q2 (reservada para os dois mais rápidos da Q1) por apenas 37 milésimos de segundo.

Desta forma, o piloto de Almada sairá da quinta linha da grelha.

Na Q2, o domínio foi francês, com Johann Zarco (Ducati) a conseguir, surpreendentemente, a ‘pole position’, batendo o seu compatriota Fabio Quartararo (Yamaha), líder do Mundial, por 303 milésimos de segundo.

O italo-brasileiro Franco Morbidelli (Yamaha) foi o terceiro mais rápido do dia.

Numa qualificação em que os seis primeiros ‘couberam’ em menos de meio segundo, a melhor KTM é a do espanhol Pol Espargaró, na sexta posição, a 455 milésimos de segundo do autor da ‘pole’.

O GP da República Checa de MotoGP é a terceira corrida da temporada e disputa-se NO domingo, com o francês Fabio Quartararo a liderar o campeonato, com 50 pontos, e o português Miguel Oliveira na 13.ª posição, com oito.

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