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Desporto

Volta a Portugal: As etapas e os números de uma edição especial

Ciclismo

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Foto: Facebook Volta a Portugal

O percurso ‘possível’ da edição especial da Volta a Portugal em bicicleta concentrou a montanha a abrir, deixando apreensivo um pelotão sem ritmo competitivo, que ao quinto dos nove dias da prova já terá subido Senhora da Graça e Torre.


Em contexto de pandemia de covid-19, e depois de a organizadora Podium ter renunciado a erguer a 82.ª edição este ano, a Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC) assumiu as ‘rédeas’ de uma edição especial e chamou o habitual ‘desenhador’ da Volta a Portugal para ‘salvar’ a prova rainha do calendário nacional.

Resultado? Um percurso à imagem de Joaquim Gomes, com um prólogo a abrir, um contrarrelógio a fechar, e as incontornáveis chegadas a Santa Luzia e Senhora da Graça, com a Torre de regresso para desempenhar o papel de convidada especial.

O traçado, que recupera pontos de partida e chegada previstos para 82.ª edição, que deveria ter ido para a estrada entre 29 de julho e 09 de agosto, peca, contudo, pelo excesso de chegadas em alto nos primeiros dias, um senão inevitável perante um formato mais curto da prova (tem menos duas etapas e abdicou do dia de descanso) e a necessidade de começar em Fafe, no domingo, e terminar em Lisboa, em 05 de outubro.

Após quase seis meses de paragem devido à pandemia de covid-19, o pelotão nacional vai enfrentar três chegadas em alto logo nas quatro primeiras etapas em linha, um risco ‘calculado’ que pode significar que, no final da quarta tirada, a geral individual possa já estar definida, com possíveis acertos a serem realizados no contrarrelógio final ou a resultarem de azares envolvendo candidatos, e que, consequentemente, haja um desinteresse do público, ‘obrigado’ a ver a corrida pela televisão.

Coube a Fafe, uma das paragens habituais da Volta a Portugal, a honra de inaugurar esta edição especial, com um prólogo de sete quilómetros que ‘entregará’ a primeira amarela e que é talhado para homens velozes que se dão bem na luta contra o cronómetro.

A versão mais curta da corrida não permite momentos de descanso ou transição e, assim, logo ao segundo dia, os ciclistas enfrentam a etapa mais longa da competição, uma ligação de 180 quilómetros entre Montalegre e o alto de Santa Luzia, em Viana do Castelo, onde está instalada uma contagem de montanha de terceira categoria coincidente com a meta.

O primeiro grande teste às forças dos favoritos está, todavia, reservado para a segunda etapa, que começa em Paredes e termina, depois de ultrapassados 167 quilómetros, no alto da Senhora da Graça, em Mondim de Basto.

Nesse dia 29 de setembro, o pelotão irá ainda enfrentar, antes da subida ao ponto mais alto do monte Farinha, outras duas outras contagens de primeira categoria, na serra do Marão (aos 96 quilómetros) e no Barreiro (131,7).

Os ‘sprinters’ deverão ter uma oportunidade no final dos 171,9 quilómetros da terceira tirada, entre Felgueiras e Viseu, um dia teoricamente ‘tranquilo’ para os homens da geral, antes da jornada que poderá ser a mais decisiva na luta pela amarela: na quarta etapa, há 148 quilómetros para percorrer entre a Guarda e o ponto mais alto de Portugal Continental, a Torre.

A meta, coincidente com um prémio de montanha de categoria especial, será alcançada pela vertente que muitos consideram a mais exigente da Serra da Estrela, a subida de 20,2 quilómetros desde a Covilhã, com passagem pelas Penhas da Saúde. A escalada de segunda categoria nas Penhas Douradas (ao quilómetro 72,5) e a subida de terceira categoria em Sarzedo (111) completam a ‘ementa’ montanhosa do dia.

A quinta etapa, que vai ligar Oliveira do Hospital a Águeda, ao longo de 176,3 quilómetros, dará nova hipótese de vitória aos mais velozes, na véspera de a Volta a Portugal assinalar o cinquentenário da primeira vitória de Joaquim Agostinho, num périplo de 155 quilómetros na região Oeste, entre Caldas da Rainha e Torres Vedras.

Loures, onde a República foi declarada um dia antes do resto do país, em 04 de outubro de 1910, assinala a efeméride com o arranque da sétima etapa, que terminará em Setúbal, já depois de uma subida de segunda categoria na Arrábida, a 13,4 quilómetros da chegada, e de percorridos 161 quilómetros.

No dia em que se celebram oficialmente 110 anos da Implantação da República Portuguesa, Lisboa vai coroar o vencedor da Volta a Portugal de 2020. O dono da camisola amarela será encontrado no final do contrarrelógio de 17,7 quilómetros, que parte da Avenida Ribeira das Naus para chegar na Praça do Comércio, depois de percorridas algumas das artérias mais simbólicas da zona ribeirinha e da baixa da cidade.

Etapas

Etapas da Volta a Portugal em bicicleta, cuja edição especial se disputa entre domingo e 05 de outubro, num total de 1.183,9 quilómetros, de Fafe a Lisboa:

27 set: Prólogo, Fafe – Fafe, 7 km (CRI).

28 set: 1.ª Etapa, Montalegre – Santa Luzia (Viana do Castelo), 180 km.

29 set: 2.ª Etapa, Paredes – Senhora da Graça (Mondim de Basto), 167 km.

30 set: 3.ª Etapa, Felgueiras – Viseu, 171,9 km.

01 out: 4.ª Etapa, Guarda – Torre (Covilhã), 148 km.

02 out: 5.ª Etapa, Oliveira do Hospital – Águeda, 176,3 km.

03 out: 6.ª Etapa, Caldas da Rainha – Torres Vedras, 155 km.

04 out: 7.ª Etapa, Loures – Setúbal, 161 km.

05 out: 8.ª Etapa, Lisboa – Lisboa, 17,7 km (CRI).

Total: 1.183,9 quilómetros.

Os números da Volta

Números da Volta a Portugal de bicicleta, cuja edição especial se disputa entre domingo e 05 de outubro, num total de 1.183,9 quilómetros, de Fafe a Lisboa:

0: equipa do World Tour, o escalão principal do ciclismo.

0: dias de descanso.

3: número de corredores cujo tempo conta para a classificação por equipas.

5: equipas ProTeam (Arkéa-Samsic, Burgos-BH, Caja Rural, Nippo Delko Provence e Rally Cycling), o segundo escalão do ciclismo.

5: vencedores de edições anteriores presentes (João Rodrigues, Rui Vinhas, Gustavo Veloso, Alejandro Marque e Ricardo Mestre).

3: chegadas em alto (1.ª, 2.ª e 4.ª etapas).

4: camisolas em disputa – amarela (geral individual), vermelha (pontos), branca e vermelha (montanha) e branca (juventude).

5: recorde de vitórias (David Blanco).

7: extensão em quilómetros do prólogo, em Fafe.

7: máximo de ciclistas por equipa.

9: dias de competição, menos dois do que nas edições anteriores.

15: equipas participantes (10 portuguesas, 2 espanholas, 2 francesas e 1 norte-americana), menos quatro do que no ano passado.

17: contagens do prémio da montanha (1 de categoria especial, 3 de primeira categoria, 3 de segunda, 4 de terceira e 6 de quarta).

30: percentagem máxima de fecho de controlo de tempo previsto pelos regulamentos (8.ª etapa).

21: metas volantes.

17,7: extensão em quilómetros do contrarrelógio individual (8.ª).

33: horas estimadas para o vencedor completar o percurso.

125: pontos atribuídos ao vencedor para o “ranking” Continental da União Ciclista Internacional.

148: extensão em quilómetros da etapa mais curta (excluindo os contrarrelógios), entre a Guarda e a Torre (4.ª).

160.2375: Frequência em que as informações da corrida são transmitidas na Rádio-Volta.

105: número máximo de corredores.

125: pontos para os ‘rankings’ da União Ciclista Internacional atribuídos ao vencedor.

180: extensão em quilómetros da etapa mais longa (2.ª), entre Montalegre e o alto de Santa Luzia (Viana do Castelo).

1.183,9: extensão total em quilómetros, menos 347,1 do que no ano passado. *

1.961: maior altitude (metros), na Torre, Serra da Estrela, ponto de chegada da 4.ª etapa.

2.142: prémio em euros para o vencedor da cada etapa, com exceção do prólogo (1.043).

9.090: prémio em euros para o vencedor final.

70.754: valor total dos prémios em euros.

* a prova teve mais dois dias.

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Futebol

Tomás Esteves vai jogar na segunda liga inglesa por empréstimo do FC Porto

Futebolista de Arcos de Valdevez

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Foto: DR / Arquivo

O defesa arcuense Tomás Esteves vai jogar no Reading, da segunda divisão inglesa de futebol, por empréstimo do FC Porto, anunciou o emblema líder do ‘Championship’.

“Estamos satisfeitos por anunciar que o lateral de 18 anos Tomás Esteves junta-se aos ‘royals’ num empréstimo de uma época do FC Porto. Bem-vindo ao Reading”, escreveu, na rede social Twitter, o clube inglês.

Esteves junta-se a Alfa Semedo, que este ano saiu do Benfica, e a Lucas João no contingente luso na equipa.

É o segundo negócio entre as duas partes neste defeso, depois de os ‘dragões’ terem contratado o avançado Danny Loader aos ‘royals’, que lideram a segunda liga inglesa com 12 pontos, os mesmos do Bristol.

Vencedor da Youth League com os ‘azuis e brancos’, o lateral jogou depois na equipa B, na II Liga, e fez três jogos pela formação principal em 2019/20, dois na I Liga, sagrando-se campeão nacional.

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Futebol

Nanú no FC Porto até 2025

Mercado de transferências

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Foto: FC Porto

O lateral-direito Nanú (ex-Marítimo) assinou um contrato de cinco temporadas com o FC Porto, anunciou hoje o clube campeão da I Liga portuguesa de futebol.

O jogador guineense, de 26 anos, soma 56 partidas na equipa principal do Marítimo e 71 pela equipa B dos madeirenses, com sete golos marcados, o último dos quais no Estádio do Dragão, no triunfo dos insulares sobre os ‘dragões’ (3-2), na última jornada.

Nanú nasceu em Coimbra, tendo passado, durante a formação por clubes como Taboeira, Benfica e Beira-Mar, no qual chegou a sénior, tendo ainda jogado no Gafanha, em 2014/15, por empréstimo dos aveirenses, e no Gil Vicente, em 2017/18, cedido pelo Marítimo.

“Não há palavras para descrever este momento. Sentimento de grande felicidade. De poder realizar um sonho, um sonho que quero viver. Quero agradecer esta oportunidade. E vou agarrar com unhas e dentes. E quero dar muitas alegrias ao FC Porto, dar títulos e ajudar o máximo dentro e fora de campo”, assumiu.

Em declarações aos órgãos do clube, Nanú disse que sempre trabalhou “para chegar a este nível”, assegurando que “o objetivo é ser campeão e ganhar o máximo de títulos possível”.

“Tenho essa facilidade de jogar em várias posições, mas o mais importante é jogar numa posição em que o ‘mister’ senta que estou bem e possa contribuir para a equipa. Qualquer posição para mim é boa, mas claro que a lateral-direito é a posição onde me posso destacar e esperar mais as minhas qualidades”, disse.

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Futebol

Vizela cede empate ao cair do pano

II Liga

em

Foto: FC Vizela / Facebook

Vizela e Desportivo de Chaves empataram hoje 1-1, no encerramento da quinta jornada da II Liga de futebol, num jogo em que os vizelenses, em inferioridade numérica mais de meia hora, estiveram em vantagem até aos 90 minutos.

Francis Cann adiantou o Vizela, aos 61 minutos, com um remate frontal a coroar a superioridade da equipa no jogo, mas Zé Tiago, aos 90, restabeleceu a igualdade, na transformação de uma grande penalidade a castigar uma entrada faltosa sobre João Reis na área dos locais, fixando um resultado que acaba por ser lisonjeiro para os transmontanos.

Mais simples de processos e agressiva com e sem bola, o Vizela foi quase sempre superior e dispôs de várias oportunidades para marcar, mas o guarda-redes Paulo Vítor foi quase sempre o maior obstáculo, apenas não conseguindo deter o remate frontal de Francis Cann, três minutos depois de os vizelenses ficarem reduzidos a 10, por expulsão de Ericson.

Com um plantel mais experiente, o candidato Chaves procurava trabalhar mais a construção, mas abusou do jogo lateralizado, quase sempre previsível e sem incomodar Ivo Gonçalves, apenas batido de grande penalidade, aos 90 minutos.

Os flavienses, que apenas aceleraram o jogo nos minutos finais, acabaram o jogo por cima e com queixas da arbitragem, por não sancionar grande penalidade num puxão que pareceu evidente a Zé Tiago na área do Vizela.

Com este empate, Vizela e Desportivo de Chaves ascenderam ao quinto lugar, ambos com oito pontos, mas os flavienses têm menos um jogo.

Ficha de jogo

Jogo disputado no Estádio Capital do Móvel, em Paços de Ferreira.

Vizela – Desportivo de Chaves, 1-1.

Ao intervalo: 0-0.

Marcadores:

1-0, Francis Cann, 61 minutos.

1-1, Zé Tiago, 90 (grande penalidade).

Equipas:

– Vizela: Ivo Gonçalves, Koffi Kouao, Matheus Costa, Aidara, Kiki Afonso, Ericson, Zag, Marcos Paulo, Francis Cann (Tavinho, 86), Cassiano (Diogo Ribeiro, 75) e Fernando Cardozo (Samu, 58).

(Suplentes: Pedro Silva, João Pedro, Marcelo, Samu, Ofori, Tavinho, André Soares, Kiko e Diogo Ribeiro).

Treinador: Álvaro Pacheco.

– Desportivo de Chaves: Paulo Vítor, João Reis, Luís Rocha, Bura (Niltinho, 87), José Gomes (Wellington Carvalho, 64), Luís Silva, Benny (Nicolas, 69), Baxti, Zé Tiago, João Teixeira e Roberto.

(Suplentes: Ricardo Moura, Rafael Vargas, Calasan, Raphael Guzzo, Kevin Pina, Niltinho, Wellington Carvalho e Nicolas).

Treinador: Carlos Pinto.

Árbitro: Miguel Nogueira (AF Lisboa).

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Luís Rocha (09), Ericson (12 e 56), Aidara (55), Luís Silva (66) e Zé Tiago (90+2). Cartão vermelho por acumulação de amarelos para Ericson (56).

Assistência: Jogo realizado à porta fechada devido à pandemia de covid-19.

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