Seguir o O MINHO

País

Jornadas do Património decorrem entre hoje e domingo com mais de 800 atividades

“Património e Educação”

em

Casa de Ruben A. em Carreço, Viana do Castelo. Foto: Wikipedia

As Jornadas Europeias do Património (JEP) realizam-se entre hoje e domingo sob o tema “Património e Educação”, com mais de 800 propostas de atividades em Portugal, todas com preocupação de segurança sanitária, e muitas a decorrerem ‘online’.


O público poderá realizar visitas orientadas no espaço físico ou virtual em mais de três centenas de entidades, envolvendo 127 concelhos em Portugal continental e ilhas, atravessando todo o território, do distrito de Viana do Castelo ao de Faro, do Funchal, na Madeira, a Ponta Delgada, nos Açores.

As 800 iniciativas previstas resultam de uma resposta de entidades públicas e privadas ao apelo lançado pela Direção-Geral do Património Cultural (DGPC), entidade coordenadora das JEP a nível nacional, e que terão, na sua maioria, entrada gratuita nos três dias.

Todas as atividades presenciais, segundo a DGPC, cumprem as medidas de segurança e as normas definidas pela Direção-Geral da Saúde (DGS), desde 300 visitas, guiadas e livres, 45 espetáculos, 45 exposições, 67 oficinas e 34 conferências.

Devido à pandemia de covid-19, em 2020 as JEP distinguem-se por uma oferta “sem precedentes de eventos ‘online’”, que inclui 82 visitas e exposições virtuais, 56 apresentações e 57 filmes, segundo a mesma fonte.

No caso dos museus, palácios e monumentos sob tutela da DGPC, a gratuitidade aplica-se da seguinte forma: hoje e no sábado, aos visitantes que participem nas atividades programadas no âmbito das JEP, e no domingo, a todos os visitantes.

Iniciativa conjunta do Conselho da Europa e da Comissão Europeia, as JEP são consideradas o evento cultural mais amplamente celebrado e partilhado pelos cidadãos da Europa, com mais de 70 mil eventos organizados todos os anos visando sensibilizar a sociedade para a importância do envolvimento de todos na proteção e valorização do Património Cultural.

Museus e palácios nacionais, autarquias, estabelecimentos de ensino e diferentes entidades privadas vão abrir portas nestes dias da iniciativa, congregando mais de 50 países e dezenas de milhares de atividades, para valorizar o património comum da Europa e promover a sua proteção.

O tema deste ano das JEP – “Património e Educação” – visa destacar “a riqueza e complexidade” da relação entre ambos, através de múltiplas expressões, da literatura e das artes, aos monumentos, aos museus, aos sítios arqueológicos e às paisagens, como indica a DGPC.

Entre as entidades envolvidas estão o Museu Monográfico de Conímbriga, que propõe a “Festa do Mosaico”, e o Museu Carlos Machado, em Ponta Delgada, que oferece a mostra “Para que o céu não nos caia em cima da cabeça”, sobre “conteúdos identitários, culturais e patrimoniais, presentes nas [suas] coleções”.

“A Criança em Roma: Educação e Lazer”, do Museu Nacional de Arqueologia, em Lisboa, é outra proposta ‘online’, que parte da “variedade e riqueza dos testemunhos arqueológicos e iconográficos” existentes, para “uma aproximação” à história da vida quotidiana da época.

O Museu José Malhoa, nas Caldas da Rainha, a Mina do Lousal, em Grândola, a Porta do Relógio, no Redondo, e o edifício da Faculdade de Engenharia da Universidade da Beira Interior, antiga fábrica de lanifícios da Covilhã, são outras propostas de visita ‘online’, assim como a Rota do Românico, a partir de Marco de Canavezes, o Museu de Lamas, em Santa Maria de Lamas, Aveiro, o Portugal dos Pequenitos, em Coimbra, e a Rota Turística do Abade João, de Penacova à Figueira da Foz.

As atividades presenciais dominam, porém, a lista disponível, com mais de 400 inscritas. São gratuitas, mas exigem inscrição. Vão da visita guiada ao Núcleo Megalítico do Mezio, em Arcos de Valdevez, às abordagens multidisciplinares dos PADA Studios, no antigo parque industrial do Barreiro, aos percursos da cidade velha de Faro.

Entre as propostas já inscritas, encontra-se a abertura ao público da Casa-Museu Fernando de Castro, no Porto, administrada pelo Museu Nacional de Soares dos Reis, que promoverá visitas orientadas ao local da Rua de Costa Cabral.

Em Viana do Castelo, o centenário de nascimento do escritor Ruben A. (1920-1975) é assinalado com uma visita à sua casa no Carreço. A iniciativa parte do Centro de Estudos Regionais, e realiza-se no dia 26, quando passam 45 anos sobre a morte do autor de “A Torre da Barbela” e “O Mundo à Minha Procura”.

As iniciativas das JEP, em atualização permanente, podem ser consultadas nesta página.

Anúncio

País

Marcelo apela a “férias cá dentro” para o turismo recuperar

Economia

em

Marcelo Rebelo de Sousa. Foto: Presidencia.pt / Arquivo

O Presidente da República insistiu hoje, em Vila Real, no apelo para que os portugueses façam turismo “cá dentro” no Natal, Páscoa ou próximo verão para ajudarem o turismo a “rearrancar”.

Marcelo Rebelo de Sousa jantou esta noite, em Vila Real, com cerca de 10 empresários ligados ao ramo da hotelaria e referiu que tem estado a percorrer o país “para perceber como é que o nosso turismo pode rearrancar” após a crise provocada pela pandemia de covid-19.

“Houve um período de recuperação que foi ali o mês de agosto e um bocadinho do início de setembro, mas é evidente que as taxas voltaram a cair e apesar dos portugueses terem, com o turismo interno, dado tudo o que podiam dar, um contributo notável, o que é facto é que não chega”, afirmou.

O Presidente da República aproveitou para apelar outra vez aos portugueses para que “façam turismo cá dentro”.

“No Natal e no fim do ano, na Páscoa e na programação das férias, os que puderem tê-las no verão que vem, porque isto vai continuar até lá, não vai haver recuperação do turismo a nível internacional até lá”, salientou.

E continuou: “para além disso temos que ver qual é a situação exata e como é que se pode apoiar, na base de medidas, algumas o Governo já anunciou, mas ainda não foram definitivamente aprovadas como seja, garantir o emprego, isto um regime que substitua o ‘lay-off’ simplificado, onde o que o substitui não chegou”.

“Segundo, aguentar as empresas, porque é preciso aguentá-las e aguentar o emprego senão quando for preciso rearrancar as empresas já não estão lá e os trabalhadores já não têm nada a ver com aquele tipo de atividade profissional”.

De acordo com a Direção-Geral da Saúde (DGS), desde o início da pandemia, Portugal já registou 2.018 mortes e 79.885 casos de infeção, estando hoje ativos 27.413 casos, mais 474 casos do que no domingo.

Continuar a ler

País

Novo coronavírus terá infetado 10% da população mundial

Segundo a OMS

em

Foto: DR / Arquivo

O novo coronavírus terá infetado 10% da população mundial, cerca de 780 milhões de pessoas, muito acima dos 35 milhões de casos oficialmente confirmados desde o início da pandemia de covid-19, admitiu hoje a Organização Mundial de Saúde.

A estimativa foi avançada pelo diretor de emergências de saúde da OMS, Michael Ryan, que revelou também que a entidade já escolheu os membros da equipa internacional que vai investigar as origens da pandemia, embora não tenha adiantado uma data para o arranque dos trabalhos.

A origem do vírus é um dos temas que mais críticas trouxe à OMS na resposta à pandemia, nomeadamente dos Estados Unidos, que apontou o dedo à China e a uma excessiva proximidade da organização a Pequim.

Numa intervenção na abertura de uma sessão especial do Conselho Executivo sobre a resposta ao SARS-CoV-2, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, vincou a necessidade de acelerar a reforma da instituição ao nível da gestão de emergências, sem deixar de defender o trabalho efetuado no combate à pandemia.

Tedros Ghebreyesus valorizou a reforma que implementou nos últimos três anos na OMS, que tinha sido acusada de subestimar a extensão da crise do Ébola na África Ocidental entre finais de 2013 e 2016. No entanto, esse trabalho não o impediu de apelar a uma reforma mais rápida da organização sediada em Genebra para a tornar ainda mais eficaz.

“Não estamos no caminho errado, mas precisamos de andar mais depressa. A pandemia é um despertar para todos nós”, disse ele, sublinhando: “Todos precisamos de nos olhar ao espelho e perguntar o que podemos fazer melhor”.

Esta reunião extraordinária de dois dias do Conselho Executivo da OMS, que reúne representantes de 34 países eleitos para um mandato de três anos e é responsável pela preparação e implementação das decisões dos membros da organização, é apenas a quinta na sua história.

Foi convocada pela OMS em resposta a uma resolução aprovada pelos estados membros da União Europeia em maio, que pediram uma “avaliação independente” da resposta à pandemia.

“O mundo precisa de um sistema robusto de revisão pelos pares. Encorajamos os países a apresentarem novas ideias. Temos de estar abertos à mudança e temos de implementar mudanças agora”, finalizou o diretor-geral da OMS.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de um milhão e trinta mil mortos e mais de 34,9 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Continuar a ler

País

Parlamento Europeu aprova regras comuns para ‘crowdfunding’

Política

em

Foto: DR / Arquivo

O Parlamento Europeu (PE) aprovou hoje regras comuns para as plataformas de ‘crowfunding’, um mecanismo de financiamento coletivo digital que junta potenciais investidores a negócios à procura de investimento, prevendo mais proteção para os que financiam.

Em nota de imprensa, o PE salienta que as novas regras “servem para fomentar campanhas de ‘crowdfunding’ transfronteiriças no seio da União Europeia (UE)” e assegurar que os serviços de ‘crowdfunding’ funcionem de “maneira fluida dentro do mercado interno”.

Todos os serviços de ‘crowdfunding’ europeus cujas ofertas atinjam um valor máximo de cinco milhões de euros passam assim a ser abrangidos pela mesma legislação.

A lei hoje aprovada prevê também uma maior proteção aos investidores, salvaguardando-os de perdas financeiras.

Os responsáveis da campanha de ‘crowdfunding’ terão agora que fornecer “informações claras sobre os riscos financeiros e eventuais cobranças” que os investidores possam ter que suportar, incluindo riscos de insolvência, realça o documento.

O pacote hoje aprovado já tinha sido negociado com o Conselho Europeu em dezembro de 2019.

O ‘crowdfunding’ tem conhecido um crescimento nos últimos anos, sendo uma das fontes de financiamento privilegiadas por pequenas e médias empresas à procura de novos investidores.

Continuar a ler

Populares