Redes Sociais

Ponte de Lima

Vinhos da Adega de Ponte de Lima premiados na Rússia

 a

Foto: DR

Três vinhos da Adega de Ponte de Lima foram premiados com uma medalha de ouro e duas de prata na Prodexpo 2018, em Moscovo, Rússia, tendo outros dois merecido mais duas distinções.

Segundo uma publicação da cooperativa limiana, na sua página na rede social Facebook, foram premiados os vinhos Loureiro Colheita Seleccionada (ouro), Loureiro e Rosé (prata), tendo ainda recebido distinções os vinhos Ouro do Lima e o Adamado.

A Prodexpo 2018, que teve início na passada segunda-feira e termina hoje, dia 09 de fevereiro, conta com 2342 participantes, provenientes de 63 países, 22 dos quais portugueses.

A Adega Cooperativa de Ponte de Lima foi fundada em 1959. Atualmente, é presidida por Celeste Patrocínio e tem como enólogos Fernando Moura e Rita Araújo. Produz nove vinhos, três espumantes e duas aguardentes.

De acordo com a Adega, os vinhos ali produzidos “resultam da vinificação de uvas perfeitamente maduras de castas regionais, provenientes das vinhas dos seus associados, assegurando a autenticidade e o carácter do genuíno Vinho Verde”.

Aqui chegado…

...temos uma pequena mensagem para partilhar consigo. Cada vez mais pessoas lêem O MINHO, jornal estritamente digital, líder de audiências. Ao contrário de outros órgãos de informação, optámos por não obrigar os leitores a pagarem para lerem as nossas notícias, mantendo o acesso à informação tão livre quanto possível. Por isso, como pode ver, precisamos do seu apoio.

Para podermos apresentar-lhe mais e melhor informação, que inclua mais reportagens e entrevistas e que utilize uma plataforma cada vez mais desenvolvida e outros meios, como o vídeo, precisamos da sua ajuda.

O MINHO é um órgão de comunicação social independente (e sempre será). Isto é importante para podermos confrontar livremente todo e qualquer tipo de poder (político, económico ou religioso) sempre que necessário.

Inspirados na filosofia seguida pelo jornal inglês "The Guardian", um dos mais importantes órgãos de comunicação do Mundo, também nós achámos que, se cada pessoa que lê e gosta de ler O MINHO, apoiar o futuro do nosso projeto, este será cada vez mais importante para o desenvolvimento da sociedade que partilhamos, a nível regional. Pela divulgação, partilha e fiscalização.

Assim, por tão pouco como 1€, você pode apoiar O Minho - e só demora um minuto. Obrigado.

Ponte de Lima

Colega de Dylan da Silva que também morreu caiu de viatura sem reagir e instrutor nada fez

Colega de Dylan da Silva que também perdeu a vida.

Publicado

 a

Foto: DR

Um dos instruendos do curso de Comandos em que morreram dois recrutas disse hoje em tribunal que Hugo Abreu caiu no solo e “não se mexeu mais” quando subia para uma viatura, o que foi presenciado e ignorado por um dos instrutores.

Dylan da Silva, de Ponte de Lima, e Hugo Abreu, à data dos factos ambos com 20 anos, morreram e outros nove instruendos sofreram lesões graves e tiveram de ser internados durante a denominada ‘Prova Zero’ (primeira prova do curso de Comandos) do 127.º curso de Comandos, que decorreu na região de Alcochete, distrito de Setúbal, a 04 de setembro de 2016.

Rodrigo Seco, um dos dez instruendos do grupo de graduados, do qual fazia parte Hugo Abreu descreveu que no decurso da ‘Prova Zero’ os dois instrutores responsáveis por este grupo, Tenente Hugo Pereira e Primeiro-Sargento Ricardo Rodrigues, sempre desvalorizaram os sintomas de mal-estar, os sinais de cansaço e ignoraram os vários pedidos para que pudessem beber água.

Sempre que isso acontecia, os instrutores aplicavam “castigos” aos instruendos, como rastejar, fazer flexões, saltar para cima de silvas, fazer cambalhotas ou realizar marchas, segundo este recruta, acrescentando que só podiam “beber água à ordem”, o que só aconteceu por duas vezes, nas quais beberam três ou quatro tampas do cantil com água.

A testemunha contou que se sentiu mal por diversas vezes, com tonturas, boca seca, sensação de que estava tudo a andar à roda e com dificuldades em respirar, além de ter caído algumas vezes, sem forças, o que aconteceu com outros camaradas do mesmo grupo. Sempre que isso acontecia, disse, os instrutores davam ordem para que continuassem a instrução.

Rodrigo Seco, que se constituiu assistente no processo e reclama 40.000 euros do Estado e dos 19 arguidos, todos Exército, do Regimento de Comandos, disse que pouco tempo depois de estar deitado na zona da carreira de tiro após se ter sentido mal, mais uma vez, à semelhança de outros dois instruendos, Hugo Abreu chegou àquela zona.

“Estava vermelho, só cuspia saliva e ria-se”, relatou ao coletivo de juízes, presidido por Helena Pinto, acrescentando que “estava muito calor” durante a prova de tiro, que se realizou após o almoço, possivelmente entre as 12:00 e as 14:00.

Rodrigo Seco explicou que se deixou ficar deitado de olhos fechados, tendo ao seu lado outros dois camaradas que também se sentiram mal, mas que, quando abriu os olhos, viu o sargento Rodrigues “de cócoras” e à frente da cara de Hugo Abreu a dizer: “cospe lá agora, cospe lá agora”, sem conseguir precisar o que é que este instrutor fez.

Assim que o sargento se afastou, Hugo Abreu começou como se estivesse a “engasgar e com falta de ar”, descreveu o instruendo, e que, de seguida, o enfermeiro se dirigiu a Hugo Abreu e lhe atirou água para a zona da boca, parecendo que o estava a limpar.

Rodrigo Seco disse ao coletivo de juízes apenas ter visto terra “à volta da boca” de Hugo Abreu e não no interior da mesma.

Quando quatro recrutas do grupo de graduados se preparava para embarcar numa viatura militar, Hugo Abreu, que seguia pelo próprio pé, caiu no solo “e já não se mexeu mais”, referiu este instruendo, afirmando que o sargento Rodrigues assistiu ao momento da queda.

De seguida, Hugo Abreu foi colocado no interior da viatura pelos restantes camaradas, onde já estavam outros quatro elementos deste grupo de dez recrutas. Nesse momento faltavam dois instruendos, que a testemunha disse não saber onde estavam.

Rodrigo Seco relatou depois que na viagem, Hugo Abreu, que estava deitado e tinha a cabeça amparada nas pernas de um dos recrutas, “começou a revirar os olhos” e não reagia. Um dos instruendos teve de colocar os dedos na boca de Hugo Abreu para que este “não enrolasse a língua” e que a boca foi mantida aberta com uma tampa de cantil, contou Rodrigo Seco.

Durante o percurso da carreira de tiro até à área das tendas, a viatura parou e o primeiro sargento Ricardo Rodrigues veio para junto dos recrutas, mas “não ajudou em nada”, segundo a testemunha, mesmo quando outro recruta que ia na viatura também caiu.

À chegada, os dois recrutas que estavam mal, incluindo Hugo Abreu, foram retirados pelos restantes camaradas e colocados no solo, ainda com os olhos fechados. De seguida, os três recrutas, um dos quais Rodrigo Seco, dirigiram-se para a área das tendas.

“Foi a última vez que vi o Hugo Abreu”, declarou Rodrigo Seco em tribunal.

O óbito de Hugo Abreu viria a ser declarado na tenda médica do Campo de Tiro de Alcochete às 21:45 desse dia.

No final da sessão, o procurador do Ministério Público (MP), José Nisa, dirigiu-se à testemunha e disse que caso se sentisse ameaçado, para se dirigir ao MP para se tratar da sua segurança, o que levou a manifestações de desagrado por parte de alguns advogados dos arguidos.

A próxima sessão está agendada para 25 de outubro, na qual vão ser ouvidos os pais de Hugo Abreu e vai prosseguir a inquirição deste instruendo do 127.º curso de Comandos.

Aqui chegado…

...temos uma pequena mensagem para partilhar consigo. Cada vez mais pessoas lêem O MINHO, jornal estritamente digital, líder de audiências. Ao contrário de outros órgãos de informação, optámos por não obrigar os leitores a pagarem para lerem as nossas notícias, mantendo o acesso à informação tão livre quanto possível. Por isso, como pode ver, precisamos do seu apoio.

Para podermos apresentar-lhe mais e melhor informação, que inclua mais reportagens e entrevistas e que utilize uma plataforma cada vez mais desenvolvida e outros meios, como o vídeo, precisamos da sua ajuda.

O MINHO é um órgão de comunicação social independente (e sempre será). Isto é importante para podermos confrontar livremente todo e qualquer tipo de poder (político, económico ou religioso) sempre que necessário.

Inspirados na filosofia seguida pelo jornal inglês "The Guardian", um dos mais importantes órgãos de comunicação do Mundo, também nós achámos que, se cada pessoa que lê e gosta de ler O MINHO, apoiar o futuro do nosso projeto, este será cada vez mais importante para o desenvolvimento da sociedade que partilhamos, a nível regional. Pela divulgação, partilha e fiscalização.

Assim, por tão pouco como 1€, você pode apoiar O Minho - e só demora um minuto. Obrigado.

Continuar a ler

Ponte de Lima

Pais de Dylan da Silva contam agressões relatadas pelo filho antes do curso de Comandos

Recruta natural de Ponte de Lima.

Publicado

 a

Foto: DR / Arquivo

Os pais de Dylan da Silva, natural de Ponte de Lima e um dos recrutas que morreu no curso de Comandos, disseram hoje em tribunal que o filho lhes relatou agressões cometidas por instrutores durante a fase de preparação/estágio, que antecedeu a ‘Prova Zero’.

Dylan da Silva e Hugo Abreu, à data dos factos ambos com 20 anos, morreram e outros nove instruendos sofreram lesões graves e tiveram de ser internados durante a denominada ‘Prova Zero’ (primeira prova do curso de Comandos) do 127.º curso de Comandos, que decorreu na região de Alcochete, distrito de Setúbal, a 04 de setembro de 2016.

Hoje, perante o coletivo de juízes, que está a julgar 19 militares do Exército, todos do Regimento de Comandos, Vítor Silva e Lucinda Araújo relataram que o filho único de ambos partilhou com eles vários episódios de agressões, ocorridos ainda no decurso da fase de preparação/estágio, que durou algumas semanas e que antecedeu a ‘Prova Zero’.

Os também assistentes no processo contaram que o filho chegou um dia a casa com um “olho negro” porque o “instrutor Rodrigues (arguido) lhe deu dois murros”, pois “não estava a posicionar bem a arma”, e que a mesma lhe viria a atingir o olho, fruto do impacto dos murros.

Outro dos episódios descritos aconteceu quando Dylan da Silva, natural de Ponte de Lima, distrito de Viana do Castelo, chegou num fim de semana a casa e disse estar com dores no maxilar porque “o mesmo instrutor lhe tinha batido”.

Numa outra ocasião anterior, o recruta Dylan da Silva apareceu em casa de muletas e com o pé inchado, porque não podia andar, em resultado de uma entorse. O pai do recruta disse que foi com ele ao hospital, uma vez que no “Exército não fizeram nada nem lhe trataram do pé”. No hospital deram-lhe um pé elástico e pediram para que colocasse gelo no pé.

Os pais do jovem contaram ainda ao tribunal que quando foram ao Hospital do Barreiro, o filho já estava em coma e com falência multiorgânica, apresentando vários cortes no corpo, com zonas esfoladas e com partes dos braços e das pernas negras.

Vítor Silva referiu que um médico lhe disse para “tirar fotografias” ao corpo do filho, pois aquela “não era uma situação normal” e “que nunca vira ninguém naquele estado”.

Lucinda Araújo, que à semelhança do que tem acontecido sempre que comparece no tribunal, trazia vestida uma camisola preta na qual está estampada uma foto do filho com ela, revelou que, até hoje, “nunca houve um contacto nem nenhuma explicação” de alguém do Exército.

O único contacto, acrescentou, deu-se através de uma psicóloga indicada por este ramo das Forças Armadas que a seguiu aquando da morte do filho e durante algum tempo depois.

A mãe de Dylan da Silva afirmou ao coletivo de juízes que discordava da opção do filho de ingressar nos Comandos, mas que sempre respeitou a sua escolha, acrescentando que o filho queria conquistar a boina dos Comandos e ser “o orgulho” da família. Nesse momento, o pai, que já tinha prestado declarações, abandonou a sala a chorar.

Dylan da Silva viria a morrer cerca de uma semana após o internamento, no Hospital Curry Cabral, em Lisboa, para onde foi transferido do Hospital do Barreiro, quando aguardava transplante de fígado.

Os pais de Dylan da Silva pedem 400.000 euros de indemnização ao Estado e aos arguidos.

O julgamento dos 19 militares do Exército, acusados de vários crimes relacionados com a morte dos dois recrutas no curso de Comandos prossegue durante a tarde de hoje com a inquirição de um dos militares que sofreu lesões durante o 127.º curso de Comandos, o qual se constituiu também assistente no processo, reclamando 40.000 euros ao Estado e aos arguidos.

Em junho do ano passado, o Ministério Público deduziu acusação contra os 19 militares do Exército, todos do Regimento de Comandos, considerando que os mesmos atuaram com “manifesto desprezo pelas consequências gravosas que provocaram” nos ofendidos.

Os oito oficiais, oito sargentos e três praças, todos militares do Exército do Regimento de Comandos, a maioria instrutores, estão acusados, ao todo, de 539 crimes de abuso de autoridade por ofensa à integridade física.

Aqui chegado…

...temos uma pequena mensagem para partilhar consigo. Cada vez mais pessoas lêem O MINHO, jornal estritamente digital, líder de audiências. Ao contrário de outros órgãos de informação, optámos por não obrigar os leitores a pagarem para lerem as nossas notícias, mantendo o acesso à informação tão livre quanto possível. Por isso, como pode ver, precisamos do seu apoio.

Para podermos apresentar-lhe mais e melhor informação, que inclua mais reportagens e entrevistas e que utilize uma plataforma cada vez mais desenvolvida e outros meios, como o vídeo, precisamos da sua ajuda.

O MINHO é um órgão de comunicação social independente (e sempre será). Isto é importante para podermos confrontar livremente todo e qualquer tipo de poder (político, económico ou religioso) sempre que necessário.

Inspirados na filosofia seguida pelo jornal inglês "The Guardian", um dos mais importantes órgãos de comunicação do Mundo, também nós achámos que, se cada pessoa que lê e gosta de ler O MINHO, apoiar o futuro do nosso projeto, este será cada vez mais importante para o desenvolvimento da sociedade que partilhamos, a nível regional. Pela divulgação, partilha e fiscalização.

Assim, por tão pouco como 1€, você pode apoiar O Minho - e só demora um minuto. Obrigado.

Continuar a ler

Ponte de Lima

Mais um descarga em Ponte de Lima: “Não é um caso típico de poluição ambiental”

A situação repetiu-se três dias após o assunto ter chegado à Assembleia da República.

Publicado

 a

A Câmara de Ponte de Lima não recebeu nenhum aviso ou denúncia sobre uma descarga no rio Labruja, afluente do Rio Lima, em Ponte de Lima, que, domingo de manhã, voltou a manchar o curso de água que dá nome à vila limiana.

O seu Presidente, Victor Mendes, disse a O MINHO que, se tal suceder, encaminhá-la-á para as autoridades estatais que zelam pelo ambiente, como é regra no Município.

Victor Mendes, presidente da Câmara de Ponte de Lima. Foto: DR

“Julgo que se trata de algo recorrente quando ocorrem as primeiras chuvas de outono, o arrastamento de pedras e pó das pedreiras da zona”, salientou, frisando que, embora tal cause um impacto visual negativo “não é um caso típico de poluição ambiental”.

Segundo testemunhos de um popular, “a cor do rio provém do rio Labruja. A montante da foz do rio Labruja a água já era bem mais limpa”.

A situação repetiu-se três dias após o partido ecologista “Os Verdes” ter questionado o Ministério do Ambiente sobre “descargas ilegais feitas para o rio Lima, em Ponte de Lima, e seus afluentes”, alertando para falta de avisos à população que “usufrui” daquele curso de água.

Para o autarca limiano, a Câmara tem tentado minimizar o problema, através da pavimentação de estradas de acesso às pedreiras da região, o que limita a queda de detritos graníticos no transporte, e tem uma solução, de futuro, para o problema: “a construção de um pólo de instalação das indústrias do granito, em Arcozelo, através de uma candidatura aos fundos europeus do Norte2020, de quatro milhões de euros, que aguarda o visto do Tribunal de Contas.

Está, também, e no quadro de legislação nova que rege o setor, a fazer o levantamento das pedreiras do concelho, para verificar – e encerrar, se for caso disso – as que não cumprem as regras.

Sem minimizar o efeito dos detritos trazidos pelas chuvas, Víctor Mendes sublinha que a água arrasta também terra de campos agrícolas, e frisa que estes fenómenos acontecem em Ponte de Lima, e em toda a bacia do Rio, a começar na Galiza.

Aqui chegado…

...temos uma pequena mensagem para partilhar consigo. Cada vez mais pessoas lêem O MINHO, jornal estritamente digital, líder de audiências. Ao contrário de outros órgãos de informação, optámos por não obrigar os leitores a pagarem para lerem as nossas notícias, mantendo o acesso à informação tão livre quanto possível. Por isso, como pode ver, precisamos do seu apoio.

Para podermos apresentar-lhe mais e melhor informação, que inclua mais reportagens e entrevistas e que utilize uma plataforma cada vez mais desenvolvida e outros meios, como o vídeo, precisamos da sua ajuda.

O MINHO é um órgão de comunicação social independente (e sempre será). Isto é importante para podermos confrontar livremente todo e qualquer tipo de poder (político, económico ou religioso) sempre que necessário.

Inspirados na filosofia seguida pelo jornal inglês "The Guardian", um dos mais importantes órgãos de comunicação do Mundo, também nós achámos que, se cada pessoa que lê e gosta de ler O MINHO, apoiar o futuro do nosso projeto, este será cada vez mais importante para o desenvolvimento da sociedade que partilhamos, a nível regional. Pela divulgação, partilha e fiscalização.

Assim, por tão pouco como 1€, você pode apoiar O Minho - e só demora um minuto. Obrigado.

Continuar a ler

Populares