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Alto Minho

Viana tem novos projetos de 32 ME em regeneração urbana para investir até 2023

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A criação em Viana do Castelo de três novas Áreas de Reabilitação Urbana (ARU) vai permitir à Câmara lançar projetos de 15 milhões de euros, e a privados executar obras orçadas em 17 milhões de euros, até 2023.

Em declarações, o presidente da Câmara Municipal explicou que aquele investimento resulta da estratégia de alargamento a Darque, à frente ribeirinha, e a zona poente da cidade, que inclui parte das freguesias de Monserrate e Areosa dos incentivos à regeneração urbana após o “sucesso” alcançado com a reabilitação, e refuncionalização de património edificado no centro histórico da cidade.

“Com esta estratégia Viana do Castelo tem projetos para o espaço pública na ordem dos 15 milhões de euros, e pretende que os privados possam, através dos instrumentos financeiros dos novos fundos europeus e dos programas de reabilitação urbana executar obras no valor de 17 milhões de euros”, sustentou.

As novas ARU de Darque, da frente ribeirinha de ambas as margens do rio Lima e da cidade poente, que inclui partes das freguesias urbanas de Monserrate e Areosa, que vão ser publicamente apresentadas, na segunda-feira, “preveem a reabilitação de edificado para arrendamento, de espaços públicos e edifício de utilização coletiva”.

“Estas áreas agora objeto de delimitação permitem aos privados aceder a incentivos fiscais importante. A isenção do IMI durante cinco anos, isenção de taxas de IMT, na primeira venda, e redução do IVA de 23% para 6%”, explicou.

O autarca sublinhou ainda a “forte componente social” dos projetos a candidatar aos novos fundos comunitários.

“Serão articuladas ações nos bairros sociais do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) de Darque, do Lugar da Areia, da Meadela, e da Escola Técnica”, explicou.

José Maria Costa adiantou que “a estratégia traçada pela autarquia associa intervenções em edifícios pertencentes à Santa Casa da Misericórdia de Viana do Castelo”.

Os projetos previstos para as novas ARU vão ser apresentados, na segunda-feira, às 18:00, numa sessão pública que vai decorrer na biblioteca municipal da cidade.

“Vamos apresentar o plano de ação para a reabilitação das diferentes áreas promovendo o conhecimento, o debate e a recolha de sugestões que possam ajudar a aperfeiçoar os projetos”, afirmou.

José Maria Costa adiantou que os novos projetos visam “acelerar a reabilitação já em curso”, e sublinhou que Viana do Castelo “tem, neste momento, uma taxa de reabilitação urbana em edifícios privados na ordem dos 39%, quando a média nacional anda nos 12%”.

A primeira ARU criada para o núcleo medieval da cidade data de 2013. De acordo com números avançados em fevereiro passado pela autarquia, no centro histórico, constituído por 1.843 edifícios, existem atualmente cerca de 60 a necessitar de reabilitação urgente.

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Alto Minho

Mulher morre atropelada em Caminha

Em Seixas

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Uma mulher com cerca de 70 anos perdeu a vida após atropelamento em Seixas, Caminha, na Estrada Nacional 13, apurou O MINHO junto dos Bombeiros de Caminha.

Para além da vítima mortal, o sinistro resultou ainda em mais dois feridos, um familiar da vítima, que também terá sido atropelado, e o condutor da viatura envolvida no acidente.

No local estiveram os Bombeiros de Caminha com três ambulâncias, assim como a VMER de Viana do Castelo. O alerta foi dado pelas 21:01 e o óbito foi declarado no local e a vítima transportada para o Instituto de Medicina Legal.

A GNR registou a ocorrência.

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Viana do Castelo

Avaliado grau de satisfação das 619 mordomas que desfilaram na Romaria d’Agonia em Viana

Comissão interessada em reunir as sugestões das participantes

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As 619 mordomas que participaram na edição deste ano do desfile da mordomia, durante a Romaria d’Agonia, em Viana do Castelo, estão a ser inquiridas pela VianaFestas, que quer saber do grau de satisfação das mulheres.

Contactado pela agência Lusa, o presidente da Comissão de Festas da Senhora da Agonia, António Cruz, disse ter sido enviado “um questionário a todas as participantes que tem como principal objetivo analisar o grau de satisfação das mulheres, em diversos parâmetros, desde a inscrição até à realização do desfile”.

“Só nos foi possível efetuar o lançamento do questionário graças à base de dados que a plataforma de inscrição online nos facultou”, especificou António Cruz.

O responsável acrescentou que a avaliação já iniciada “pretende ainda obter resultados sobre o bem trajar e o bem ourar” das mordomas que participam num dos números emblemáticos das festas da capital do Alto Minho.

“Esta auscultação permite-nos entender a origem dos trajes que desfilam e quantas vezes as participantes já desfilaram. É do nosso interesse reunir também as sugestões das participantes para podermos melhorar do planeamento do desfile”, sustentou António Cruz, frisando que “todos os dados fornecidos pelas mordomas no questionário são confidenciais”.

Este ano, no primeiro dia das festas, a 16 de agosto, participaram 619 mordomas de sete países, exibindo todos os trajes de festa de Viana do Castelo.

De acordo com os dados avançados, na altura, pela VianaFestas, “além de Portugal, participam neste desfile mulheres de França, Luxemburgo, Brasil, Andorra, Reino Unido e até da República Checa”, sendo que a plataforma ‘online’, criada há dois anos para as inscrições, permitiu perceber que “a idade que garantiu o maior número de inscrições foi a dos 20 aos 29 anos”.

Em 2018, segundo a VianaFestas, “mais de 600 mulheres inscreveram-se no desfile, oriundas de cinco países”.

A plataforma digital criada, em 2018, pela Comissão de Festas da Senhora da Agonia, veio permitir a participação de mulheres de todo o mundo no desfile da mordomia.

Pela primeira vez, as inscrições para aquele número das Festas d’Agonia, aconteceu exclusivamente através daquela plataforma digital.

A constituição da plataforma implicou a criação de um documento intitulado “Condições de Participação no Desfile da Mordomia” que “deve ser lido e aceite pelas participantes, revelando todos os direitos e deveres tanto das mordomas como organização”.

O desfile, que se realiza desde 1968, estabelece a idade mínima de participação a partir dos 14 anos, a ausência de maquilhagem ou unhas pintadas ou de gel, a obrigatoriedade de uso de peças de ourivesaria tradicional portuguesa e de trajes tradicionais de Viana do Castelo, como os trajes de Festa da Ribeira, à Vianesa, de Cerimónia/Lavradeira Rica ou Traje de Mordoma.

O desfile da mordomia é o momento em que os diferentes trajes das freguesias de Viana se encontram e mostram, de uma só vez, à cidade.

Trata-se de uma tradição cada vez mais enraizada entre as jovens e mulheres de Viana do Castelo e que junta várias gerações, num quadro único das festas.

Desde 2014, também as mulheres da ribeira de Viana do Castelo, com os seus trajes de varina, participam neste desfile colorido pelos vermelhos, verdes e amarelos dos típicos e garridos trajes das diferentes freguesias.

Não faltam também os fatos de noiva mais sóbrios, de cor preta. Neste número algumas das mulheres chegam a carregar, dezenas de quilos de ouro, reunindo as peças de famílias e amigos num único peito, simbolizando a “chieira” (termo minhoto que significa orgulho) e outrora o poder financeiro das famílias.

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Viana do Castelo

Mais de 42 toneladas de lixo recolhidas durante a Romaria d’Agonia em Viana

Destaque para resíduos valorizáveis

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Foto: Divulgação / CM Viana do Castelo

Foram recolhidas 42,84 toneladas de resíduos urbanos durante a Romaria em honra de Nossa Senhora da Agonia, informou esta sexta-feira a Câmara de Viana do Castelo.

Em nota enviada a O MINHO, aquela autarquia destaca as 7,01 toneladas de resíduos valorizáveis, as 4,45 toneladas de papel e cartão, 0,82 toneladas de plástico/metal/compósitos, 0,54 toneladas de vidro e as 1,2 toneladas de bioresíduos alimentares.

Aquela autarquia realça que esta ação de sensibilização foi efetuada em parceria com os Serviços Municipalizados de Saneamento Básico de Viana do Castelo (SMSBVC), Resulima e Vianafestas, e que contou com a participação de mais de 30 voluntários.

Para o ato de reciclar, foram instalados 16 conjuntos de três contentores de 240 litros onde foi possível depositar resíduos valorizáveis através de recolha seletiva.

De acordo com a mesma nota, Viana do Castelo “tem registado um aumento da recolha seletiva, já que a separação de resíduos valorizáveis, designadamente papel/cartão, plástico/metal e vidro assinalou um crescimento de 14% no primeiro semestre deste ano relativamente ao mesmo período do ano homólogo, superando o resultado a nível nacional (11%)”.

“Nos primeiros seis meses deste ano, cada vianense contribuiu com 29 quilos de materiais separados, perspetivando-se que, no final do ano, e a manter-se este crescimento, sejam separados 66 quilos por habitante. O papel/cartão registou um incremento de 22%, seguindo-se do plástico/metal, com um crescimento de 13%, e do vidro, que cresceu 7%”, aponta a Câmara de Viana do Castelo.

A autarquia explica ainda que a meta para retomas de recolha seletiva em 2020 do Plano Estratégico de Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos em vigor (PERSU 2020) é de 45 quilos por habitante no conjunto de Portugal continental.

“No último ano, a entidade gestora em alta Resulima S.A, em parceria com os Serviços Municipalizados de Saneamento Básico de Viana do Castelo (SMSBVC) disponibilizou mais 55 equipamentos destinados à deposição destes materiais. Atualmente, estão instalados em todo o município cerca de 595 ecopontos, correspondendo a 1 ecoponto por cada 143 habitantes”, pode ler-se no mesmo documento.

A Câmara vinca ainda que a SMSBVC têm reforçado as ações de sensibilização, apelando ao cumprimento dos deveres de cidadania ambiental.

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