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Braga

Vereadora em Braga revoltada com comemorações do 25 de Abril no parlamento

Polémica

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Foto: Divulgação / CM Braga (Arquivo)

Um desrespeito pelos portugueses. É desta forma que Sameiro Araújo, antiga atleta de alta competição e atual vereadora da Câmara de Braga (PSD/CDS/PPM) classifica a já anunciada intenção do parlamento em comemorar o 25 de Abril com a presença de 130 pessoas.

Face às diretrizes aconselhadas pela Direção-Geral da Saúde para que se mantenha o isolamento social e do próprio Governo, onde é proibida a aglomeração de pessoas, Sameiro Araújo considera um “desrespeito pelos portugueses” que se leve as cerimónias avante.

A responsável pelo desporto na autarquia recorda a paralisação a que a população aderiu, dando o exemplo das escolas e o comércio fechadas, dos profissionais de saúde, bombeiros e polícia que “arriscam a vida a cada minuto”, mas também quem não se pode despedir dos entes queridos nos funerais.

“Inacreditável, isto revolta todos os portugueses que tem acatado todas as directrizes da DGS. Sinto uma revolta enorme por meia dúzia de pessoas colocarem em causa, tudo o que até agora foi conquistado”, aponta, referindo-se à decisão de não cancelar as cerimónias no parlamento.

“Numa democracia deveríamos ser todos iguais, infelizmente para algumas pessoas com responsabilidades acrescidas, uns continuam a ser mais iguais que outros. Isto é um desrespeito pelos portugueses”, finaliza.

Na sexta-feira, foi lançada uma petição ‘online’ a pedir o “cancelamento imediato” da sessão solene de comemoração do 25 de Abril na Assembleia da República, para a qual está prevista a presença de 130 pessoas.

Às 22:30 de sexta-feira, 15.661 pessoas tinham assinado esta petição, dirigida ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, ao presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, e ao primeiro-ministro, António Costa.

Mais de 15 mil pedem cancelamento das cerimónias do 25 de Abril no parlamento

Na conferência de líderes da passada quarta-feira, foi tomada a decisão de realização da sessão no parlamento, com o apoio maioritário de PS, PSD, BE, PCP e PEV.

O PAN propôs o recurso à videoconferência e a Iniciativa Liberal a presença de apenas um deputado por partido, enquanto o CDS-PP – que defendia uma mensagem do Presidente da República ao país – e o Chega foram contra.

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