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Vendas pela internet caem e representam 17% do volume de negócios em 2020

Economia

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO / Arquivo

As vendas de bens e serviços através da internet representaram 17% do total do volume de negócios em 2020, menos 2,8 pontos percentuais que em 2019, devido às reduções nos serviços de alojamento e de transporte, divulgou hoje o INE.

Segundo o inquérito à utilização de tecnologias da informação e da comunicação nas empresas, divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), “este resultado foi influenciado pelas reduções observadas nos serviços de alojamento e de transporte e pela redução de transações entre empresas, refletindo a contração da atividade económica em consequência da pandemia”.

No contexto da pandemia de covid-19, em 2020, 21,3% das empresas iniciaram ou aumentaram os esforços para vender bens ou serviços através da Internet e 24,0% aumentaram o investimento nas tecnologias de informação e comunicação (TIC).

Segundo o INE, em 2021, 96,6% das empresas e 44,5% das pessoas ao serviço utilizam computador com ligação à internet para fins profissionais e 62% das empresas referem ter ‘website’ próprio ou do grupo económico a que pertencem (mais 0,5 pontos percentuais que em 2020).

A maioria dos ‘websites’ das empresas disponibiliza a descrição dos produtos, listas de preços e ligações ou referências a perfis de redes sociais da empresa (80,9% e 57,0% das empresas com website, respetivamente).

Em 2021, 59,4% das empresas utilizam meios de comunicação digital (social media) e a quase totalidade destas empresas utiliza as redes sociais (97,9%).

Cerca de 34,7% das empresas compram serviços de computação em nuvem (‘cloud’) para utilizar na internet (+5,7 pontos percentuais face a 2020), destacando-se a compra do serviço de correio eletrónico e armazenamento de ficheiros (88,7% e 70,5%, respetivamente).

De acordo com o instituto estatístico, quase 25% das empresas utiliza dispositivos ou sistemas interconectados que podem ser monitorizados ou controlados remotamente através da ‘internet das coisas’ (IoT), registando-se um aumento de 10,4 pontos percentuais face a 2020.

Perto de 20% das empresas recorre a tecnologias de Inteligência Artificial (IA), sendo as mais utilizadas as que analisam linguagem escrita, identificam objetos ou pessoas através de imagens e que automatizam diferentes fluxos de trabalho ou auxiliam na tomada de decisão.

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