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Venda de automóveis cai 2% em 2019 para 267,8 mil veículos

Mercado automóvel

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Foto: DR / Arquivo

O mercado automóvel português fechou 2019 com menos 2% de carros matriculados face a 2018, totalizando 267,8 mil veículos, com o número de ligeiros a diminuir 2% e o de pesados 1,2%, divulgou hoje a ACAP.

O mercado automóvel tinha registado aumentos de 2,6% (para 213,2 mil veículos) em 2018, 7,7% em 2017, 15,8% em 2016, 24% em 2015, 36,1% em 2014 e 11,7% em 2013.

A última descida registada nas vendas de automóveis em Portugal observou-se em 2012, ano em que se venderam 95.290 veículos, menos 38% do que os vendidos em 2011 (153.433 veículos).

De acordo com os números dados a conhecer hoje pela ACAP – Associação Automóvel de Portugal, vendeu-se um total de 267.828 veículos em 2019, dos quais 5.575 pesados e 262.253 ligeiros (223.799 de passageiros e 38.454 de mercadorias).

Os ligeiros de passageiros registaram em 2019 uma diminuição de 2% face a 2018, tendo os de mercadorias diminuído 2,1%.

No entanto, nos valores relativos a dezembro, a comparação com o mesmo mês de 2018 registou saldo positivo, com uma subida de 9,8% no total do mercado automóvel (para 22.698 veículos).

Em termos de ligeiros de passageiros, em dezembro registou-se uma subida de 9,5% para 17.726 veículos, e os ligeiros de mercadorias subiram 12,5% para 4.539 veículos.

Os pesados contrariaram a tendência mensal, com 433 veículos matriculados em dezembro, uma diminuição de 4,8% face ao mesmo mês de 2018.

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Costa anuncia parecer favorável do Governo à renovação do estado de emergência

Covid-19

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O primeiro-ministro anunciou hoje que o Governo deu parecer favorável à proposta de decreto do Presidente da República para a renovação do estado de emergência por mais 15 dias, visando a contenção da pandemia de covid-19.

António Costa transmitiu esta decisão no final de um Conselho de Ministros extraordinário, no Palácio da Ajuda, em Lisboa.

Perante os jornalistas, o líder do executivo disse que competirá a Marcelo Rebelo de Sousa apresentar o teor desse decreto de prorrogação por mais 15 o estado de emergência.

“O Governo apreciou a proposta e deliberou dar parecer favorável à renovação do estado de emergência nos termos do decreto que nos foi submetido pelo senhor Presidente da República”, frisou o primeiro-ministro.

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Agricultores com “gravíssimo problema” de escoamento da produção

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) apontou hoje a existência de um “gravíssimo problema” de escoamento da produção de pequenos e médios agricultores, decorrente da pandemia covid-19, apelando à reabertura de mercados locais.

“Há um gravíssimo problema de escoamento da produção para muitos pequenos e médios agricultores […]. A situação é já dramática para muitos e será de ruína para a generalidade dos pequenos e médios agricultores se não forem imediatamente tomadas medidas que permitam a estas famílias, que não têm outros rendimentos, viver do trabalho no campo”, referiu, em comunicado, a CNA.

De acordo com a confederação, esta situação foi potenciada pelos encerramentos de restaurantes, mercados locais, feiras e eventos, eliminando os canais de escoamento de “muitos milhares de agricultores familiares”.

Por outro lado, a CNA disse que os produtores de ovinos e caprinos estão a ter “graves dificuldades em vender os seus produtos”, a que se junta a diminuição do preço dos produtos, por exemplo, de 33 cêntimos, na última semana, no caso do frango.

Também os produtores tradicionais de azeite estão a registar dificuldades em vender o seu produto, à semelhança dos setores das flores e dos hortícolas que registam já quebras acentuadas.

“Os problemas são muitos e necessitam de respostas urgentes. As medidas anunciadas [pelo Governo], sendo no geral positivas, são muito insuficientes e pecam acima de tudo por não chegarem aos pequenos e médios agricultores”, sublinhou.

Para fazer face a esta situação, a CNA defendeu a reabertura dos mercados locais, “com regras sanitárias rigorosas”, o combate à especulação, a criação de um programa de compra de produtos locais para as cantinas públicas e uma medida de retirada de produtores para os setores com maiores dificuldades de escoamento.

Adicionalmente, a confederação agrícola quer que seja permitida a venda de frutas e hortícolas à porta de casa, na exploração do agricultor e à beira da estrada, criada uma medida de apoio pela perda de rendimento dos pequenos e médios agricultores e autorizada a circulação dos agricultores durante o estado de emergência.

Conforme reclamou a CNA, é igualmente necessária a antecipação do pagamento de todas as ajudas diretas, medidas agroambientais e de apoio às zonas desfavorecidas para julho e com uma percentagem não inferior a 80%, bem como a garantia de acesso das organizações dos pequenos agricultores às medidas de apoio à tesouraria das empresas, a reposição da eletricidade verde com reembolso até 50% “do valor do consumo das baixadas elétricas da agricultura e da agroindústria”, assim como a redução do preço do gasóleo colorido e marcado.

“A aplicação destas medidas, e outras que se tornem necessárias, são essenciais para evitar o encerramento de milhares de pequenas e médias explorações e evitar que no final desta crise a produção de alimentos esteja ainda mais concentrada e dependente de outros países, contribuindo decisivamente para a ruína de vastas áreas do nosso mundo rural”, considerou a direção da CNA.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou perto de 866 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 43 mil.

Dos casos de infeção, pelo menos 172.500 são considerados curados.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 187 mortes, mais 27 do que na véspera (+16,9%), e 8.251 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 808 em relação a terça-feira (+10,9%).

Dos infetados, 726 estão internados, 230 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 43 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril.

Além disso, o Governo declarou no dia 17 o estado de calamidade pública para o concelho de Ovar.

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Mais de 270 mil declarações de IRS entregues até ao meio da manhã

Finanças

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Foto: DR

O Portal das Finanças registou a submissão de mais de 270 mil declarações de IRS até ao meio da manhã de hoje, segundo o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, número que “espelha” a incerteza que as pessoas “sentem”.

“Às 11:30 hora da manhã [de hoje] já 270 mil contribuintes tinham entregado a sua declaração”, número que supera as entregas registadas em todo o primeiro dia da campanha de 2019 e que “espelha, naturalmente, o momento de incerteza que os portugueses sentem de uma maneira geral”, referiu hoje o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, António Mendonça Mendes, em entrevista à SIC.

O governante referiu contudo que a Autoridade Tributária e Aduaneira está “em condições de proceder aos reembolsos do IRS” e que “os portugueses têm de estar tranquilos relativamente a esta matéria”, lembrando que apesar de várias obrigações fiscais terem sido adiadas, o mesmo não sucedeu com a campanha do IRS – cujo prazo de entrega arrancou hoje, tal como prevê a lei.

António Mendona Mendes referiu ainda que o prazo para a liquidação das declarações termina em 31 de julho e que a Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) “tem tido a capacidade de fazer essas liquidações com maior rapidez e celeridade”, mas salientou que as pessoas devem também compreender que “o atual contexto é excecional” e que a AT tem mais de 7.000 trabalhadores em teletrabalho.

Questionado sobre se poderá haver um ajustamento no prazo dos reembolsos (cuja data limite é 31 de agosto), Mendonça Mendes repetiu: “O que fazemos é o cumprimento da campanha dentro dos prazos legais” e garantiu que tudo será feito “com a rapidez que a circunstância atual exige”.

No ano passado o prazo médio dos reembolsos, contado entre a data da entrega da declaração anual e a data em que o valor entrou na conta do contribuinte, foi de 16 dias – menos um do que no ano anterior.

António Mendonça Mendes aproveitou ainda para renovar o apelo para que as pessoas, sobretudo as mais idosas e que em anos anteriores recorreram ao atendimento digital assistido junto das repartições de finanças e das juntas de freguesias, não saiam de casa para procurar este apoio, principalmente nesta fase em que o isolamento social deve ser observado.

É que, lembrou, além de a entrega do IRS apenas terminar em 30 de junho, a experiência mostra que muitas das pessoas que habitualmente recorrem a este apoio digital nem sequer necessitam de entregar a declaração anual do imposto – por terem rendimentos exclusivamente de pensões e dentro dos limites isentos de IRS.

O prazo para a entrega do IRS começou hoje, decorrendo até 30 de junho. Os prazos legais da campanha do IRS determinam que a liquidação das declarações tem de estar feita até 31 de julho, podendo o pagamento dos reembolsos ser feito até 31 de agosto.

Em 2019, o valor dos reembolsos de IRS ascendeu a 3.003,1 milhões de euros, segundo a síntese de execução orçamental. Em 2018, o valor devolvido aos contribuintes tinha sido de 2.626,4 milhões de euros.

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