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Alto Minho

Vem aí um novo plano de transportes para ligar Alto Minho e Galiza

Fundos comunitários

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Ilha dos Amores (rio Minho). Foto Divulgação

O Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) do Rio Minho vai disponibilizar, em setembro, um perito jurídico em mobilidade transfronteiriça para propor um plano de transportes, a ligar o Alto Minho e a Galiza, informou hoje o organismo.

Em comunicado, o AECT do Rio Minho explicou que a criação daquela figura resulta da aprovação, por fundos comunitários, do projeto ‘Boosting Minho River Cross-Border Mobility‘ que pretende analisar “os obstáculos legais à mobilidade transfronteiriça na fronteira do rio Minho”.

O AECT Rio Minho, com sede em Valença, abrange um total de 26 concelhos: 10 da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho e 16 concelhos galegos da província de Pontevedra com ligação ao rio Minho.

Em setembro, entre os dias 09 e 13, o perito jurídico vai realizar, naquele território transfronteiriço, “reuniões e visitas que lhe permitirão recolher informação para a estruturação, definição e identificação dos obstáculos à mobilidade transfronteiriça nesta região, assim como a elaboração de uma proposta de soluções a apresentar às diferentes administrações públicas portuguesa e galega que supervisionam o setor dos transportes” e, posteriormente, “a entregar à Comissão Europeia”.

Em junho, os municípios de Vila Nova de Cerveira (Alto Minho) e Tomiño (Galiza) informaram que a Comissão Europeia estava a estudar soluções para eliminar barreiras à mobilidade transfronteiriça dos 2.500 estudantes dos dois municípios, ao abrigo do Programa B-Solutions, promovido pela Associação de Regiões Fronteiriças Europeias (ARFE) e a Direção-Geral para Política Regional e Urbana DG REGIO”.

Anteriormente, as provedoras transfronteiriças da eurocidade, Maria de Lurdes Cunha (Vila Nova de Cerveira) e Zara Pousa (Tomiño), defenderam a necessidade de medidas que simplifiquem o processo de intercâmbios culturais, educativos ou desportivos, envolvendo menores de idade nas zonas de fronteira.

Atualmente, “este intercâmbio transfronteiriço de grupos infantojuvenis, sem a presença dos pais, requer a apresentação de autorizações específicas perante as autoridades”.

No caso do estado espanhol “é exigido um formulário assinado por ambos os progenitores perante a Guarda Civil, mas no caso português o processo é burocraticamente mais complexo, sendo necessária uma autorização dos pais, com assinatura reconhecida por um notário, com custos económicos associados, além de um seguro específico também com valores desadequados”.

Se “uma turma de Vila Nova de Cerveira quiser visitar um espaço cultural ou educativo a Tomiño, os custos de autorizações podem ultrapassar os 600 euros”.

Além do projeto que vai estudar os problemas que se colocam à mobilidade transfronteiriça, o AECT do rio Minho informou ter sido ainda aprovada uma outra iniciativa, a Rede Lab Minho, com um período de execução até dezembro 2021, e que prevê “a constituição e dinamização de uma rede de cooperação e observação das dinâmicas locais transfronteiriças”.

A Rede Lab Minho, inclui ainda “o apoio a experiências de cooperação locais entre as diferentes eurocidades do Minho (Tui-Valença, Cerveira-Tomiño e Salvaterra-Monção), assim como entre outras vilas de fronteira como A Guarda-Caminha e Arbo-Crecente-Melgaço que, apesar de não estarem constituídas como eurocidades, mantêm relações de cooperação, no âmbito dos projetos Smart Minho e Visit Rio Minho”.

O investimento de 345 mil euros, cofinanciado a 75% por fundos europeus, afetos à segunda convocatória do Programa Operativo de Cooperação Transfronteiriça Espanha-Portugal (POCTEP) INTERREG V-A, “visa a criação de uma rede de governança transfronteiriça com o propósito de implementar políticas públicas de bem-estar da cidadania”.

As duas ações agora aprovadas, num investimento total de cerca de 350 mil euros, resultam de candidaturas formuladas ao abrigo dos projetos transfronteiriços Visit Rio Minho e Smart Minho.

O Visit Rio Minho, orçado em três milhões de euros que tem como objetivo “a capitalização da marca Rio Minho, qualificar e monitorizar uma rede de vias verdes transfronteiriças”. Já o Smart Minho, candidatado ao Programa Operacional de Cooperação Transfronteiriça Espanha-Portugal 2014-2020 (INTERREG V-A), cofinanciado a 75%, tem um orçamento total superior a 942 mil euros.

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Alto Minho

Vilar de Mouros: Novo palco e mais área de lazer

Festival começa esta quinta-feira

em

Foto: Facebook de EDP Vilar de Mouros / Arquivo

O festival de Vilar de Mouros começa, quinta-feira, com novo palco e áreas de lazer alargadas para receber mais pessoas naquela que a organização estima vir a ser “das maiores edições” a que a aldeia de Caminha assistiu.

“Vamos ter um recinto mais alargado, com dois palcos, o EDP e o Meo. O palco Meo vai complementar as atuações do palco EDP. Não vamos ter atuações em simultâneo nos dois, mas sim uma circularidade muito maior no recinto, o que vai criar maior dinâmica no festival”, disse hoje à Lusa Diogo Marques, da organização.

O responsável apontou, entre as novidades da edição 2019, o aumento da área do recinto dos concertos, para os 20.000 metros quadrados e da zona de campismo, para acolher mais mil tendas.

“Estamos a contar receber mais pessoas e, por isso, temos de ter condições de conforto para as receber”, revelando também que, “pela primeira vez, na zona franca, exterior ao recinto, haverá sessões ‘after-rock’ até às 04:00”.

Em 2018, segundo números da organização, mais de 30.000 espetadores marcaram presença nos três dias do festival.

Sobre o cartaz do festival, Diogo Marques disse estar “repleto de reencontros com músicas de outros tempos, que marcaram gerações e também com alguns nomes atuais como Anna Calvi e os Linda Martini”.

“Tentamos com este grande cartaz atrair avós, pais e netos. Estamos a contar com uma pré-venda de bilhetes praticamente com o dobro de pessoas que em edições anteriores. O recinto está praticamente cheio. Nos próximos dias, por norma, vendemos mais bilhetes e podemos esgotar, a qualquer momento, os passes, ou os bilhetes para algum dos dias. Estamos muito próximo disso. Esperamos, se não o maior festival de sempre, uma das grandes edições de Vilar de Mouros”, destacou.

Imagem: Divulgação

O festival começa na quinta-feira e prolonga-se até sábado, com os The Cult a atuarem no primeiro dia, juntamente com os Tape Junk. Os Jarojupe, “a mais antiga banda de rock minhota”, tocam no último dia.

Estes três nomes juntam-se a um cartaz que integra, entre outros, Manic Street Preachers, Anna Calvi, The Offspring, Skunk Anansie, Linda Martini, The Wedding Present, The Sisters Of Mercy, The House Of Love, Gang Of Four e Fischer-Z, repartidos pelos dois palcos.

Segundo a organização, no primeiro dia do festival atuará a Sociedade Musical Banda Lanhelense.

As “zonas de lazer, os balouços sobre o rio Coura, a praia fluvial com Bandeira Azul, as bicicletas gratuitas para passeios entre o recinto do festival e a vila de Caminha melhores acessos para pessoas com mobilidade reduzida” são outras das apostas.

À Lusa, o presidente da Câmara de Caminha, Miguel Alves, disse esperar “o maior festival desde o seu último regresso e um dos maiores de sempre”.

“Todos os números que temos – venda de bilhetes, procura de casa para os dias do evento, hotéis cheios, interações nas redes sociais – apontam para a possibilidade de termos três dias de muita música, mas também de muita gente. Se o ritmo de aquisição de bilhetes se mantiver, qualquer um dos dias terá sempre mais público que qualquer dos dias das últimas quatro edições. Vamos encher e já tomamos várias medidas para precaver os desafios que daí resultam”, referiu.

O autarca socialista explicou que o município “investiu mais em infraestruturas”, apontando “a criação do segundo palco, o aumento do parque de campismo, da zona restauração e o reforço da iluminação”.

O primeiro festival de música do país, que ainda hoje goza da fama do “Woodstock” à portuguesa, sofreu um interregno de oito anos, entre 2006 e 2014.

À mítica edição de 1971, lançada pelo médico António Barge, com a presença, entre outros, de Elton John e Manfred Mann, sucederam-se nas últimas décadas avanços e recuos na organização do evento que ressurgiu em 2016.

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Alto Minho

GNR deteve quatro festivaleiros por tráfico de droga em Paredes de Coura

Combate ao tráfico

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Foto: DR

Quatro pessoas foram detidas pela GNR de Arcos de Valdevez durante o festival Paredes de Coura, por suspeitas de tráfico de droga, anunciou o comando territorial de Viana do Castelo. Para além dos detidos por esta prática, foram ainda identificados e constituídos arguidos três pessoas por suspeitas de crime de furto.

Em comunicado, a GNR informa que entre os dias 14 e 17 de agosto foi efetuado o policiamento do recinto e zonas adjacentes ao festival Paredes de Coura, com o objetivo de “garantir a segurança, o bem-estar e a tranquilidade dos festivaleiros e demais cidadãos daquela localidade”.

“As ações de policiamento possibilitaram maior fluidez nos acessos, facilitando a entrada e saída do recinto do festival, apoio fundamental à população deste concelho, que aumenta durante o festival. Este ano, este festival contou com uma média diária de 26 mil espectadores, dos quais, grande parte, permaneceu acampado ao longo do evento”, escreve a GNR.

Aquela polícia efetuou ainda diversas ações, quer no âmbito da prevenção e combate ao tráfico e consumo de estupefacientes, quer no âmbito da deteção de armas proibidas e da fiscalização rodoviária.

Para além dos quatro detidos por tráfico, foi ainda detido um indivíduo por condução sobre efeito de álcool. Foram apreendidas 449 doses de liamba, 146 doses de haxixe, elaborados 35 autos de contraordenação, 23 por consumo de estupefacientes e 12 por infrações rodoviárias.

No policiamento do festival foram ainda empenhados militares do Destacamento Territorial e do Destacamento de Intervenção de Viana do Castelo e da Unidade de Intervenção.

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Viana do Castelo

Procissão voltou a ir ao mar em Viana do Castelo

Romaria d’Agonia

em

Foto: DR

Os barcos tradicionais voltaram a sair para as águas da costa de Viana do Castelo em mais uma edição da Procissão ao mar, inserida na Romaria d’Agonia, festas típicas do concelho de Viana do Castelo.

Foto: Romaria d’Agonia

Foto: Romaria d’Agonia

Foto: Romaria d’Agonia

Foto: Romaria d’Agonia

Foto: Romaria d’Agonia

Foto: Romaria d’Agonia

Foto: Romaria d’Agonia

Foto: Romaria d’Agonia

Foto: Romaria d’Agonia

Foto: Romaria d’Agonia

Foto: Romaria d’Agonia

Foto: Romaria d’Agonia

Estas festividades remontam a 1772, em honra da padroeira dos pescadores, Senhora da Agonia. Desde sempre, a ela acorreram homens do mar vindos do litoral português e também da Galiza. São declaradas como feriado municipal, encerrando a dia 20.

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