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Futebol

SC Braga vai ter o quarto treinador da época

I Liga

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Foto: DR / Arquivo

O treinador Custódio Castro ‘aguentou-se’ apenas seis jornadas e, ao demitir-se, vai promover o quarto treinador do SC Braga na edição 2019/20 da I Liga portuguesa de futebol.


Depois de Ricardo Sá Pinto, despedido à 14.ª jornada, e Rúben Amorim, que rumou ao Sporting após a 23.ª, o ex-futebolista dos ‘arsenalistas’ foi o eleito de António Salvador, mas ‘desistiu’ após duas vitórias, um empate e três derrotas.

Custódio, de 37 anos, recebeu os ‘guerreiros’ na terceira posição, quatro pontos acima do Sporting e deixa-os na quarta, pressionados pelo Rio Ave, quinto, que na terça-feira bateu precisamente os bracarenses, por 4-3, em Vila do Conde.

O jovem técnico protagonizou a 15.ª ‘chicotada’ da época, em 11 equipas, resistindo apenas Sérgio Conceição (FC Porto), Carlos Carvalhal (Rio Ave), João Pedro Sousa (Famalicão), Ivo Vieira (Vitória de Guimarães), João Henriques (Santa Clara), Vítor Oliveira (Gil Vicente) e Natxo González (Tondela)

O ex-médio tinha transitado da equipa B, o mesmo caminho que Bruno Lage, de 44, fez a época passada no Benfica, então para recuperar sete pontos de atraso para o FC Porto e levar os ‘encarnados’ à conquista do título.

Na presente edição da I Liga, Lage replicou 18 vitórias nos primeiros 19 jogos, mas, depois, entrou numa onda muito negativa, com apenas dois triunfos em 10 jogos, e foi ‘chicoteado’ na segunda-feira, após um 0-2 no reduto do Marítimo.

Antes, a segunda volta apenas tinha feito ‘cair’ Silas, no Sporting, à 23.ª ronda, numa segunda mudança em Alvalade que acabou por provocar a terceira em Braga, onde os ‘leões’ foram ‘roubar’ Rúben Amorim, por 10 milhões de euros.

Na primeira volta, registaram-se 11 ‘chicotadas’, em 10 equipas, sendo que quatro conjuntos tiveram interinos a fazer a transição e dois treinadores foram despedidos de uma formação e encontraram emprego noutra.

A quarta jornada fez as primeiras ‘vítimas’, o holandês Marcel Keizer foi despedido do Sporting, Jorge Silas do Belenenses SAD e Filipe Rocha do Paços de Ferreira, cedendo o lugar ao interino Leonel Pontes, a Pedro Ribeiro e a Pepa, respetivamente.

Depois de duas rondas como interino, Leonel Pontes voltou aos sub-23 dos ‘leões’ e foi substituído por Silas, que, desta forma, só esteve duas rondas no desemprego.

Na ronda seguinte, a sétima, o lanterna-vermelha Desportivo das Aves, que já havia cumprido o embate da nona, ‘despachou’ Augusto Inácio e, na oitava, foi a vez de o Vitória de Setúbal utilizar o ‘chicote’ em Sandro Mendes.

Leandro Pires, no Desportivo das Aves, e o camaronês Meyong Zé, no Vitória de Setúbal, foram interinos, até à 11.ª ronda, na qual também ‘caiu’ Nuno Manta Santos, no Marítimo, que transitou de imediato para a Vila das Aves, estreando-se na jornada 12.

Ainda se estrearam na mesma ronda José Gomes, nos insulares, e o espanhol Júlio Velázquez, nos sadinos.

As ‘chicotadas’ repousaram dois fins de semana, mas, à 14.ª jornada, e a exemplo da quarta, mudaram três: o Moreirense trocou Vítor Campelos por Ricardo Soares, no Boavista, saiu Lito Vidigal e entrou Daniel Ramos e, no Sporting de Braga, Ricardo Sá Pinto deu lugar a Rúben Amorim.

Na jornada 16, o Belenenses SAD tornou-se a primeira equipa a operar uma segunda mudança: Pedro Ribeiro, que tinha sucedido a Silas, foi substituído por Petit.

A acabar a primeira volta, deu-se a demissão de António Folha, que não resistiu aos maus resultados no Portimonense e foi substituído, interinamente, por Bruno Lopes, que, à 20.ª ronda cedeu o lugar a Paulo Sérgio.

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Futebol

Vitória entra a perder na Liga

I Liga

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Foto: Twitter

Um golo de Cafú Phete, aos 47 minutos, permitiu hoje ao Belenenses SAD começar a I Liga portuguesa de futebol com um triufo sobre o Vitória (1-0), num jogo em que foi a equipa mais esclarecida.

O tento do jogador sul-africano, de 26 anos, no regresso a Guimarães para defrontar a antiga equipa, decidiu um encontro em que o Vitória teve mais de 60% de posse de bola, mas raramente desequilibrou a equipa ‘azul’, quase sempre organizada a defender e perigosa quando dispunha de espaço para contra-atacar.

Após um minuto de silêncio em memória de Basílio Marques, antigo jogador e treinador adjunto do Vitória, o desafio começou pouco intenso, com os anfitriões a terem mais bola nos primeiros minutos e a disporem do primeiro remate perigoso, aos sete minutos, quando Sacko atirou por cima.

O Belenenses SAD, que surgiu em Guimarães com quatro reforços – Henrique, Cauê, Afonso Taira e Miguel Cardoso -, respondeu pouco depois, num lance em que Cassierra falhou o remate decisivo na pequena área, e controlou o embate até à meia hora, mostrando-se compacto na hora de defender, com vários elementos atrás da linha da bola, e rápido a subir pelas alas nos momentos de ataque, embora sem criar oportunidades.

O ‘onze’ vitoriano, composto por seis reforços – Bruno Varela, Jorge Fernandes, Abdul Mumin, Jonas Carls, Pepelu e Lyle Foster -, sentiu muitas dificuldades para construir ataques, limitando-se, várias vezes, a trocar a bola no quarteto defensivo, mas subiu de produção no último quarto de hora da etapa inicial.

Nesse período, a bola chegou mais vezes ao trio da frente e tanto Lyle Foster, aos 29 minutos, como Marcus Edwards, aos 33, e André André, aos 35, ameaçaram o golo inaugural, antes de Jorge Fernandes introduzir o esférico na baliza ‘azul’, aos 40, num lance anulado por fora de jogo.

A segunda parte abriu com o golo da equipa treinada por Petit: na sequência de um canto batido na direita, Tiago Esgaio tocou ao de leve na bola e Cafú Phete, já na pequena área, desviou para o fundo da baliza, marcando à equipa que representou entre as épocas 2015/16 e 2018/19.

A partir daí, o jogo desenrolou-se quase exclusivamente no sentido da baliza ‘azul’, com Sacko a ameaçar o golo ao minuto 49, num remate centímetros acima da trave.

A formação orientada por Tiago Mendes instalou-se no meio-campo adversário, mas exibindo um futebol quase sempre inconsequente, com as sucessivas trocas de bola em redor da área a ‘esbarrarem’ na retaguarda contrária.

Pelo meio, o internacional português Ricardo Quaresma estreou-se com a camisola vitoriana, ao entrar para o lugar de Marcus Edwards, aos 62 minutos, consumando o regresso à I Liga portuguesa cinco anos depois de ter deixado o FC Porto.

O extremo, de 36 anos, ainda conseguiu uns cruzamentos para a área do Belenenses SAD, mas sem seguimento por parte de uma equipa que raramente colocou em perigo a vantagem dos comandados de Petit.

As duas melhores ocasiões da segunda parte pertenceram, aliás, à equipa de Lisboa, já nos descontos: Bruno Varela negou os golos a Cassierra, que estava isolado, e a Afonso Sousa, num remate de longe.

Ficha de Jogo

Jogo no Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães.

Vitória SC – Belenenses SAD, 0-1.

Ao intervalo: 0-0.

Marcador:

0-1, Cafú Phete, 47 minutos.

Equipas:

– Vitória SC: Bruno Varela, Sacko, Jorge Fernandes, Abdul Mumin, Jonas Carls, Pepelu (Dénis Poha, 69), André André, Janvier, Marcus Edwards (Ricardo Quaresma, 62), Rochinha e Lyle Foster (Noah Holm, 62).

(Suplentes: Matous Trmal, Suliman, Sílvio, Dénis Poha, Kim Jung-Min, André Almeida, Abouchabaka, Ricardo Quaresma e Noah Holm).

Treinador: Tiago Mendes.

– Belenenses SAD: André Moreira, Tiago Esgaio, Henrique, Tomás Ribeiro, Rúben Lima, Cafú Phete, Cauê (Bruno Ramires, 62), Afonso Taira, Silvestre Varela (Afonso Sousa, 66), Miguel Cardoso e Cassierra.

(Suplentes: Guilherme, Diogo Calila, Danny, Samir, Bruno Ramires, Afonso Sousa, Francisco Teixeira, Robinho e Edi Semedo).

Treinador: Petit.

Árbitro: Manuel Oliveira (Associação de Futebol do Porto).

Ação disciplinar: cartão amarelo para Henrique (44), Cauê (51), Miguel Cardoso (58), André André (65) e Afonso Taira (74).

Assistência: Jogo realizado à porta fechada devido à pandemia de covid-19.

(notícia atualizada às 23h50)

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Futebol

Belenenses vai apresentar queixa-crime contra Pedro Proença e Liga de clubes

Polémica

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

O Belenenses anunciou hoje que vai apresentar queixa-crime contra a Liga de clubes e seu presidente, defendendo que o organismo “continua a atropelar” os seus direitos, como a permissão da utilização do termo ‘Belenenses SAD’ nas suas provas.

“O Clube de Futebol ‘Os Belenenses’ informa que nos próximos dias alargará a queixa-crime que já corre os seus trâmites contra o presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional e contra a própria Liga”, pode ler-se na página oficial dos ‘azuis’ do Restelo na Internet.

A posição tomada pelo clube dirigido por Patrick Morais de Carvalho acontece no dia em que arrancou a edição 2020/21 da I Liga, em que o Belenenses SAD visita o campo do Vitória de Guimarães, com o termo que o clube lisboeta considera ser uma “usurpação da sua identidade por parte da SAD”.

A direção do Belenenses considera que “as equipas da B-SAD não se podem apresentar como ‘Belenenses’, ‘Belenenses SAD’ ou qualquer outra fórmula confundível com a marca Belenenses” e acusa a Liga de clubes de “continuar a atropelar os seus direitos”.

“Hoje, depois de muito alertada pelo clube de que não autoriza a utilização da marca registada Belenenses pela B-SAD nas competições que organiza, constatámos que a Liga decidiu continuar a atropelar os nossos direitos nesta época 2020/2021, num cúmulo inaceitável de desvergonha e explicando-nos, assim, que não estamos perante um caso de compreensão lenta (dois anos é mais que suficiente), mas sim de uma imensa vontade de colaborar na usurpação do nosso património”, argumentou.

E acrescenta: “É cúmplice quem presta auxílio material ou moral à prática de um crime. A Liga bisa nesta matéria, metendo golos todos os dias, desde novembro de 2018, no auxílio material e no auxílio moral que presta à SAD para a prática dos crimes de desobediência qualificada.”

O clube lisboeta avisa ainda que “não vai, jamais, abdicar da defesa intransigente dos seus direitos”.

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Futebol

“A vitória do Benfica é justíssima”

João Pedro Sousa

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Foto: DR

Declarações dos treinadores do Famalicão e do Benfica, no final do encontro da 1.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol:

João Pedro Sousa (treinador do Famalicão): “A vitória do Benfica é justíssima. Foram superiores. Dominaram o jogo taticamente, tecnicamente. Foram superiores e fisicamente houve uma diferença muito grande. No entanto, começámos até relativamente bem, conseguimos encontrar os espaços. Estávamos a conseguir aquilo que queríamos para o jogo. Mas depois, dois pequenos ressaltos, dois pequenos erros, resultaram em dois golos. O segundo até depois de termos a nossa primeira oportunidade de golo. Acusámos um bocadinho em termos emocionais. Depois não conseguimos dar resposta. É um resultado justo.

Perdemos com uma grande equipa. Estamos com dificuldades. Temos que as resolver cá dentro. Estou a falar de ordem física. No entanto, estou contente com os jogadores, com a forma como jogámos, porque aquilo que planeámos conseguimos colocar dentro do campo e isso é bom sinal.

Se me perguntarem se gostei mais deste jogo ou do da primeira jornada do ano passado, em que ganhámos, digo que gostei mais deste.

O Toni Martínez é jogador do Famalicão. Hoje esteve bem, numa missão de grande sacrifício. Conto com ele para a próxima jornada.

Vamos precisar de mais algum tempo para ficarmos mais fortes e mais competitivos.

Temos que marcar mais e sofrer menos. No ano passado referi que estávamos com jogadores desconhecidos, mas que iam passar a conhecer. E foi isso que aconteceu. E volto a dizer isso este ano. Há jogadores que estão no Famalicão e que vão ser importantes no nosso campeonato.

Estamos melhor do que há um ano. Precisamos dos jogadores que contratámos, que fiquem prontos para a competição. Não deixo de estar contente com eles.”

Jorge Jesus (treinador do Benfica): “O Benfica nunca será à minha imagem, será à imagem do Benfica. Para jogares no Benfica tens que saber jogar à Benfica. É a história das grandes equipas do Benfica. É o que pretendemos que os jogadores façam. Hoje, conseguimos fazer com mais facilidade. Fizemos cinco golos, podíamos ter feito mais.

Foi um jogo que entrámos muito forte, com uma equipa a fazer muita pressão e conseguimos ser mais objetivos na concretização.

Goleamos no primeiro jogo, que era aquilo que queríamos. Continuamos com a mesma esperança e confiança naquilo que queremos. Sabemos que a caminhada do Benfica vai ser longa e difícil.

Quando falo em arrasador, falo num Benfica que joga para ganhar. Se fizermos uma comparação entre o arrasar e jogar a dobrar tem tudo a ver com patamares superiores. O Benfica tem que jogar sempre para ganhar. Jogar melhor tem a ver com isso. O Benfica vai tentar ser uma equipa arrasadora na forma de pensar e depois o próprio jogo é que vai ditar se vamos conseguir.

Ainda andamos à procura da equipa base. Ainda não há tempo para ter uma certeza absoluta do que vai ser no futuro. Uma equipa para mim não são só os onze.

Ainda temos a Liga Europa. Não era essa competição que queríamos. O Benfica vai com os objetivos bem definidos, sabendo que temos muitas possibilidades. O primeiro grande objetivo é a conquista do campeonato nacional.”

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