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Guimarães

Em Guimarães vai falar-se sobre a morte em congresso internacional

Ricardo Araújo Pereira, Sofia Reimão, Jorge Bacelar Gouveia juntam-se a jornalistas e religiosos para falarem sobre a morte

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Ricardo Araújo Pereira é um dos convidados. Foto: DR

O I Congresso Internacional “A Morte: Leituras da Humana Condição”, organizado pelo Instituto de Estudos Avançados em Catolicismo & Globalização (IEAC-GO), em parceria com a Câmara Municipal de Guimarães, decorre de hoje até 24 de fevereiro.

Estão previstas mais de 100 comunicações, com 4 mesas redondas e 4 momentos culturais, englobando 11 áreas temáticas e representadas cinco nacionalidades neste congresso.

A sessão de abertura está agendada para as 14:30, no Centro Cultural Vila Flor, com as presenças do Presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Domingos Bragança, o Arcebispo Primaz de Braga, D. Jorge Ortiga, o Presidente da Comissão Científica, Paulo Alves e a Presidente da Comissão Organizadora, Eugénia Magalhães.

A primeira sessão plenária inicia às 15:30, conta com Sofia Reimão a abordar o tema “As definições de morte” e Ricardo Araújo Pereira destacará a ligação entre a Morte e o Humor, sob a moderação de Duarte Soares.

Ainda hoje está previsto o debate em duas mesas redondas, com início às 17:30. O tema “A decisão jornalística: Quando a morte (não) é notícia” conta com as participações de José Alberto Carvalho (TVI), Rosário Lira (RTP), Luís António Santos (Universidade do Minho), Manuel Vilas-Boas (TSF) e Joaquim Franco (SIC).

O tema “A morte nos textos sagrados” conta com as participações de Herculano Alves (Ordem dos Frades Menores Capuchinhos), Tiago Cavaco (Igreja Batista), Miriam Assor (escritora judia) Khalid Jamal (Comunidade Islâmica) e Porfírio Pinto (IEAC-GO).

Antes da pausa para jantar, às 19:00, terá lugar ainda uma oficina de leitura coreográfica. A dimensão artística e o papel da morte em algumas obras seminais da dança dos séculos XIX e XX, com António Laginha (Universidade Aberta). À noite, pelas 21:30, está previsto um momento cultural com a Projeção do filme WIT, com comentário de Paulo Miguel Martins (ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa).

Sexta-feira

Na sexta-feira, 22 de fevereiro, o programa inicia às 09:00 com a intervenção de Luciano Manicardi (Monastero di Bose, Italia), e ainda de Eduardo Carqueja (Centro Hospitalar Universitário de S. João) numa abordagem ao “Luto: Um processo dinâmico”.

Ainda da parte da manhã decorrem duas mesas redondas paralelas: “Morte e liturgia ritual na cultura cristã e na cultura oriental”, com D. José Cordeiro (Diocese de Bragança-Miranda), Adelino Ascenso (Sociedade Missionária da Boa Nova) e Timóteo Cavaco (Universidade Nova de Lisboa), moderado por Marco Daniel Duarte.

Outro tema para discussão é “Cuidar da vida na derradeira condição humana. A experiência das Misericórdias e os desafios das Instituições Sociais”, com Cristiana Lopes (Santa Casa da Misericórdia da Póvoa de Lanhoso), Pedro Ferreira (Santa Casa da Misericórdia da Amadora) e Sara Lima (Santa Casa da Misericórdia de Riba d’Ave), moderado por Eduardo Leite (Santa Casa da Misericórdia de Guimarães).

Às 12:00, Jorge Bacelar Gouveia (Universidade Nova de Lisboa) intervém numa sessão plenária sobre “A morte e o direito), moderada pela vereadora do Município de Guimarães, Adelina Pinto.

A tarde de sexta-feira está reservada para a realização de painéis temáticos paralelos, como Psicologia e Ciências da Educação – História – Teologia e Ciências da Religião – Filosofia – Comunicação – Literatura – Direito, Economia e Política – Antropologia, Sociologia e Psicologia, Militar e Segurança, Teologia e Ciências da Religião, Ciências da Saúde.

À noite, pelas 21:30, está previsto o Concerto Missa Brevis com João Gil, Luís Represas e Manuel Rebelo, no grande auditório do Centro Cultural Vila Flor.

Sábado

No sábado, dia 23 de fevereiro, Noa Carballa Rivas (Universidad Pontificia de Salamanca, Espanha) aborda o tema “A comunicação da morte no mundo digital” em sessão plenária agendada para as 09:00.

Segue-se uma mesa redonda com o tema “A morte mediatizada e mediática: Retratos e olhares dos narradores” com as participações de Alexandre Brito (RTP), Lúcia Gonçalves (SIC), Rosa Pedroso Lima (Expresso), Eduardo Madureira (Diário do Minho), António Marujo (7Margens) e Cristina Figueiredo (SIC).

Da parte da tarde estão previstos novos painéis temáticos paralelos e o destaque vai para a sessão plenária agendada para as 17:30, com intervenção de Nuno Gil (Fundação Champalimaud), abordando o tema “Comunicar a morte”.

A Conferência de encerramento (18:30) aborda o tema “A morte entre os povos Bantu de Angola – uma perspetiva antropossociológica”, por Victor Kajibanga (Universidade Agostinho Neto, Angola).

Na noite de sábado acontece ainda um momento cultural com a gravação do programa de rádio (Antena 1) “E Deus Criou o Mundo”, apresentado por Henrique Mota e com os comentários de Joshua Ruah, Pedro Gil e Khalid Jamal.

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Guimarães

Guimarães vai ter uma estátua a representar a imagem de Vímara Peres

Fundador de Guimarães

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Estátua de Vimara Peres no Porto. Foto: DR / Arquivo

Guimarães vai ter uma estátua a representar a imagem de Vímara Peres, que fundou a cidade de Guimarães (Vimaranes),200 anos antes do nascimento de D. Afonso Henriques, a que deu o seu nome, anunciou este sábado o presidente da Câmara, Domingos Bragança, durante a apresentação do livro “Religare”, do escultor Dinis Ribeiro, que será o autor da obra de arte.

Vímara Peres foi o fundador de um pequeno burgo fortificado designado por Vimaranis (derivado do seu próprio nome), que com o decorrer dos tempos, por evolução fonética, deu lugar a Guimarães, tendo sido o principal centro governativo do Condado Portucalense.

Domingos Bragança explicou que a escolha de Dinis Ribeiro para realizar esta escultura é sinal do “reconhecimento” pela obra do escultor vimaranense e que atingiu já uma ampla dimensão nacional.

“Em Guimarães temos uma história feita futuro, nesta religação do passado ao presente e do presente ao futuro e com esta escultura de Vímara Peres estamos a religar e homenagear o iniciador do burgo de Guimarães”, frisou.

Foto: Divulgação

A sessão de apresentação do catálogo da exposição de escultura “Religare”, de Dinis Ribeiro, decorreu na Plataforma das Artes e da Criatividade, com as presenças de Fernanda Ribeiro, diretora da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP), a vereadora da Cultura de Guimarães, Adelina Pinto, o curador da exposição, Delfim Sousa, entre outros convidados.

A exposição “Religare” foi inaugurada em maio do ano passado, no âmbito do centenário da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP), com o apoio do Município de Guimarães, e contempla uma mostra de arte pública com seis núcleos expositivos das unidades de conhecimento da história do centenário da FLUP.

A diretora da FLUP destacou a “exposição simbólica” e sublinhou na sua intervenção que “foi um gosto ter acolhido esta exposição, num ano especial, em que assinalamos os 100 anos da criação das Letras na Universidade do Porto. Uma das missões da faculdade é a ligação à sociedade e nada melhor que a ligação entre as letras e a arte para criar estes laços e partilhar a ciência que produzimos para a sociedade”, referiu Fernanda Ribeiro.

Dinis Ribeiro agradeceu o apoio da Câmara de Guimarães pela “forma como tem retribuído no apoio aos artistas vimaranenses”, destacando ainda a colaboração de todos os que contribuíram na elaboração desta exposição.

Natural de Rendufe, Guimarães, Dinis Ribeiro tem formação na área da cantaria e da talha e desenvolveu uma profícua atividade artística na área da escultura. Tem arte pública espalhada em várias regiões do território nacional e ainda em Espanha e França, contando com várias exposições em Portugal, nomeadamente em galerias de arte, museus e monumentos nacionais.

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Guimarães

Cafés em Guimarães para combater as demências

“Café Memória”

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Foto: Divulgação / CM Guimarães

A 49.ª sessão do Café Memória de Guimarães terá lugar na Escola Francisco de Holanda, este sábado, voltada para o tema “O Alzheimer na lógica da Gerontologia”, foi hoje anunciado.

Terá como palestrante Alessandra Ruão, gerontóloga e possuidora de diversificadas competências úteis aos doentes e cuidadores de Alzheimer.

O Café Memória é um local de encontro destinado a pessoas com problemas de memória ou demência, aos respetivos familiares, cuidadores e aos demais interessados na matéria.

A organização pretende criar “um momento de troca de experiências que contribua para o apoio solidário entre pares”.

Estas sessões decorrem num contexto informal, acolhedor, reservado e seguro, sempre com a colaboração de profissionais de saúde ou de ação social e assume-se já como um projeto de referência a nível nacional.

A sessão decorre entre as 10:00 e as 12:00, com entrada gratuita.

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Guimarães

Treinadores de Guimarães proibidos de sair de cidade na China devido ao ‘coronavírus’

Cidade fechada

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Foto: Reflexo Digital

As autoridades chinesas proibiram as entradas e saídas de Wuhan e de mais duas cidades vizinhas, por período indeterminado, com o objetivo de conter a propagação de um novo tipo de coronavírus. Uma situação que apanhou milhões de pessoas desprevenidas, na véspera do início das férias do Ano Novo Lunar.

Miguel Matos, natural de Caldas das Taipas, concelho de Guimarães, estava de malas feitas para as Filipinas quando foi impedido de partir, parte de um bloqueio que visa travar a propagação de uma nova epidemia.

“É preciso muito azar”, conta à Lusa o treinador de guarda-redes do Hubei Chufeng Heli, clube que compete na terceira divisão chinesa de futebol. “Vim na quarta-feira do estágio de pré-época em Kunming (sudoeste da China), só para pegar nas malas, e hoje de manhã fui notificado que não podia sair da cidade”, revela.

“Autoestradas, ligações ferroviárias e aéreas, está tudo fechado”, descreve. “Não podemos sair daqui”, acrescenta.

As autoridades chinesas proibiram as entradas e saídas de Wuhan e de mais duas cidades vizinhas, por período indeterminado, numa quarentena de facto que apanhou milhões de pessoas desprevenidas, na véspera do início das férias do Ano Novo Lunar.

A principal festa das famílias chinesas, equivalente ao Natal nos países ocidentais, é também a maior migração interna do planeta: segundo o ministério chinês dos Transportes dever-se-ão registar um total de três mil milhões de viagens internas durante os próximos 40 dias.

António Rosa, professor de Design e Arte numa escola internacional de Wuhan, também foi apanhado de surpresa: “Já estava de férias há vários dias, mas fiquei a aguardar pelas férias da minha namorada, que começam na sexta-feira, para viajarmos juntos para o Vietname”.

“Se soubesse o que sei hoje já não estava aqui”, diz à Lusa.

O vírus foi inicialmente detetado no mês passado num mercado de mariscos nos subúrbios de Wuhan, a capital da província de Hubei, que é também um importante centro de transporte doméstico e internacional, mas alastrou-se, entretanto, a várias províncias chinesas.

A doença foi identificada como um novo tipo de coronavírus, semelhante à pneumonia atípica, ou Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), que entre 2002 e 2003 matou 650 pessoas na China continental e em Hong Kong.

Inicialmente as autoridades chinesas reportaram apenas 41 pacientes, todos em Wuhan, e descartaram que a doença fosse transmissível entre seres humanos, mas o número de infetados aumentou rapidamente esta semana e atingiu esta quinta-feira os 616, distribuídos por 25 províncias e regiões chinesas, e matou 18 pessoas.

Miguel Matos conta que em Wuhan, a sétima maior cidade da China, com 11 milhões de habitantes, o silêncio é “total”, com os “estabelecimentos encerrados e as ruas vazias”.

Após a notificação das autoridades, legumes e outros bens esgotaram rapidamente nos supermercados da cidade, à medida que as famílias vão acumulando mantimentos. Nas bombas de gasolina, formaram-se também longas filas ao longo do dia.

“O que me disseram é que não está a haver excesso de zelo, mas que a situação é mesmo grave”, relata um português em Wuhan

“Fomos às compras, porque não tínhamos nada aqui em casa, mas já só conseguimos comprar alguma carne”, relata o treinador.

António Rosa revela que as máscaras, cujo uso é recomendado pelas autoridades para prevenir o contágio, esgotaram rapidamente nas lojas de Wuhan, e há quem se esteja a aproveitar para as vender agora por quatro vezes o preço original.

O professor diz que, por enquanto, a situação de quarentena se aguenta, mas que caso se prolongue durante semanas será “incomportável”.

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