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Quinto dia de campanha com iniciativas discretas e ainda sem confinamento

Eleições presidenciais

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Foto: Twitter / Ana Gomes

No quinto dia de campanha, os candidatos presidenciais vão estar espalhados pelo país, de Lisboa a Ponte de Lima, com iniciativas discretas na véspera do novo confinamento.

Ao contrário do que estava previsto, o quinto dia de campanha ainda vai decorrer sem dever de recolhimento domiciliário, que só entra em vigor às 00:00 de sexta-feira.

Ana Gomes vai estar em Cinfães, onde vai visitar a Escola Profissional e os Bombeiros Voluntários durante a manhã. À tarde, a campanha passa para o espaço digital, com uma sessão ‘online’ em que a candidata apoiada pelo PAN e pelo Livre vai apresentar os seus compromissos para o século XXI e que conta com a presença do socialista Manuel Alegre.

A candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda, Marisa Matias, vai andar por Lisboa, depois de um dia em que passou pelos Açores e pela Madeira.

De manhã, visita uma associação de bairro, na Ajuda, que assegura apoio alimentar às pessoas afetadas pela crise e depois vai encontrar-se com moradores da Rua dos Lagares, na Mouraria, que em 2017 conseguiram evitar um despejo.

João Ferreira, apoiado pelo PCP, estará pelo Norte do país: de manhã, visita a Escola Superior Agrária de Ponte de Lima e à tarde segue para Litoral, para a freguesia de Monserrate, Viana de Castelo, onde se vai encontrar com trabalhadores dos antigos estaleiros navais.

Depois disso, encontra-se com trabalhadores da empresa Continental Mabor, em Vila Nova de Famalicão e ao final da tarde estará no Instituto Design de Guimarães para a iniciativa “Um horizonte de Esperança para a Cultura”.

Vitorino Silva começa o dia entre as margens do Douro, numa viagem de comboio desde Paredes até Tua e à tarde visita as freguesias de Nagozelo e Soutelo do Douro, em São João da Pesqueira.

André Ventura continua a percorrer o país de Sul a Norte e, depois de ter estado em Santarém e Portalegre na terça-feira, estará hoje em Castelo Branco e na Guarda para dois comícios, o primeiro pelas 15:00 junto às Docas de Castelo Branco e à noite, às 21:30, no auditório Paço da Cultura da Guarda.

O candidato apoiado pela Iniciativa Liberal, Tiago Mayan Gonçalves, reservou a manhã do quinto dia de campanha para cortar o cabelo no Porto e falar sobre o encerramento de algumas atividades durante o novo confinamento e à tarde visita a Escola Superior de Ciências Empresariais em Valença.

O atual Presidente da República e candidato a um segundo mandato em Belém, Marcelo Rebelo de Sousa, não tem ações de campanha previstas até dia 18.

As eleições presidenciais, que se realizam em plena epidemia de covid-19 em Portugal, estão marcadas para 24 de janeiro e esta é a 10.ª vez que os portugueses são chamados a escolher o Presidente da República em democracia, desde 1976.

Concorrem às eleições sete candidatos, Marisa Matias (apoiada pelo Bloco de Esquerda), Marcelo Rebelo de Sousa (PSD e CDS/PP) Tiago Mayan Gonçalves (Iniciativa Liberal), André Ventura (Chega), Vitorino Silva, mais conhecido por Tino de Rans, João Ferreira (PCP e PEV) e a militante do PS Ana Gomes (PAN e Livre).

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Instituto de Medicina Legal reforça capacidade de frio para cadáveres em hospitais

Covid-19

Foto: DR

O Instituto de Medicina Legal indicou hoje que reforçou a “capacidade de frio” nos serviços médico-legais e hospitais para que, face ao aumento da mortalidade em contexto de pandemia, os cadáveres possam ser “conservados adequada e dignamente”.

Numa nota à comunicação social, o Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses (INMLCF) refere que “procedeu ao reforço da capacidade de frio em 15 dos seus serviços médico-legais”, acrescentando que tal medida “tem permitido garantir que os corpos que neles dão entrada direta sejam conservados adequada e dignamente”.

O INMLCF adianta que “estendeu” o reforço da “capacidade” de frio aos hospitais, “permitindo a conservação, nos termos referidos”, dos “corpos das pessoas que neles vêm falecendo de covid-19”.

“Sempre que tal se revelar necessário, o INMLCF voltará a robustecer esta capacidade”, conclui a nota.

A nota do INMLCF surge depois de ser conhecido que a Direção-Geral da Saúde (DGS) pediu ao instituto soluções para aumentar capacidade de frigoríficos junto das unidades de saúde caso seja necessário e que solicitou aos hospitais que agilizem a transferência de informação para as funerárias.

Segundo a Associação Nacional das Empresas Lutuosas (ANEL), há “hospitais públicos em rutura generalizada, sem disponibilidade de equipamentos de frio para preservação dos cadáveres”.

Alguns hospitais do país recorreram a contentores refrigerados para reforçar a capacidade das suas morgues.

A ANEL reclama que sejam criadas condições que assegurem a preservação dos corpos com dignidade até à realização dos funerais, face ao pico de óbitos que está a deixar o sistema em rutura.

Portugal registou hoje o maior número de mortes (234) por covid-19 desde o início da pandemia e 13.987 novos casos de infeção, de acordo com o balanço diário da DGS.

Já morreram em Portugal 9.920 pessoas dos 609.136 casos de infeção confirmados.

A covid-19 é uma doença respiratória causada por um novo coronavírus (tipo de vírus) detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China, e que se disseminou rapidamente pelo mundo.

O número de mortes em Portugal durante 2020 foi 10,6 % maior em relação à média dos anteriores cinco anos, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística, que registou 123.409 óbitos, mais 12.220 do que entre 2015 e 2019.

Em 31 de dezembro registavam-se 6.906 mortes atribuídas à covid-19, ou seja, 56% do excesso de mortalidade de 2020 em relação à média 2015-2019.

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Nova variante sul-africana já chegou a Portugal e é 50% mais contagiosa

Covid-19

A nova variante sul-africana já foi detetada em Portugal, com um novo caso a surgir na zona de Lisboa e Vale do Tejo.

A informação é avançada pela TVI, que confirmou a mesma junto do Instituto Nacional de Saude.

Uma investigação sugere que a variante do SARS-CoV-2 detetada na África do Sul se espalha 50% mais rápido e que os anticorpos naturais são menos eficazes, segundo cientistas sul-africanos, que acrescentam que esta não provoca doenças mais graves.

“Há limitações sobre o que podemos ver num laboratório, por isso temos de esperar pelos dados dos ensaios clínicos para compreender a gravidade da resistência das novas variantes às vacinas”, disse a professora Penny More, do Instituto nacional de Doenças Transmissíveis (NICD, em ingês), numa reunião de especialistas liderada pelo ministro da Saúde sul-africano, Zweli Mkhize, citada pela agência noticiosa Efe.

Apesar de assinalarem que o vírus “se está a adaptar”, os cientistas assinalaram que isso “não significa que as vacinas não funcionem”, argumentando que estas são complexas e podem provocar múltiplos tipos de imunidade.

Os dados recolhidos até agora mostraram também que a nova variante sul-africana do novo coronavírus, nomeada 501Y.V2, não acompanha uma maior taxa de morbilidade, embora o aumento da pressão do sistema de saúde possa estar por detrás de mais mortes.

“As taxas de mortalidade mais elevadas refletem uma pressão crescente sobre o sistema de saúde. Mesmo que haja mais mortes na segunda vaga, não há diferença entre as taxas de mortalidade da primeira e da segunda vaga”, disse Waasila Jassat, também do NICD.

Os cientistas sublinharam a importância de estudar geneticamente o vírus, algo que o professor Tulio de Oliveira, diretor da plataforma científica da Universidade de KwaZulu-Natal, que coordena a análise genética do vírus a nível nacional, disse que isto permitiu “identificar esta variante assim que possível”.

No caso da imunidade face a segundas infeções, os investigadores afirmam é necessário ter mais dados.

Ainda assim, estes consideram que os estudos “estão a mostrar que os anticorpos naturais produzidos a partir de uma primeira infeção não são tão eficazes”.

A África do Sul tinha mantido as infeções sob controlo desde agosto, após meses em que não era apenas o país mais afetado em África pela covid-19, como a quinta nação mais atingida pela pandemia.

No entanto, nos últimos meses, o número de novos casos cresceu rapidamente.

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Os números do Euromilhões

Sorte

Foto: O MINHO / Arquivo

É esta a chave do sorteio do Euromilhões desta sexta-feira, 22 de janeiro: 8, 16, 42, 44 e 47 (números) e 6 e 7 (estrelas).

Em jogo para o primeiro prémio está um valor de 79 milhões de euros.

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