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Preços com variação nula em agosto em termos homólogos

Segundo o INE

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Foto: DR / Arquivo

A taxa de inflação homóloga foi nula em agosto, taxa inferior em 0,1 pontos percentuais à registada em julho e em linha com a estimativa rápida divulgada no final de agosto pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).


Segundo o INE, o indicador de inflação subjacente (índice total excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos) registou uma variação homóloga de -0,1% em agosto, taxa inferior em 0,2 pontos percentuais à de julho.

O grupo de produtos alimentares não transformados registou um aumento homólogo de 4,2% em agosto (4,8% em julho), enquanto o dos produtos energéticos apresentou uma taxa de variação de -4,9% (-5,3% no mês anterior).

Por classes de despesa e face ao mês precedente, o INE destaca o aumento das taxas de variação homóloga das classes dos ‘restaurantes e hotéis’ e das ‘bebidas alcoólicas e tabaco’, com uma variação de 1,7% e -0,2%, respetivamente (1,2% e -0,6% no mês anterior).

Em sentido oposto, assinala a diminuição da taxa de variação homóloga da classe dos ‘transportes’, dos ‘produtos alimentares e bebidas não alcoólicas’ e das ‘comunicações’, com variações de -3,2%, 2,3% e -1,0%, respetivamente (-2,6%, 2,6% e -0,6% no mês anterior).

Nas classes com contribuições positivas para a variação homóloga do IPC sobressaem os ‘bens alimentares e bebidas não alcoólicas’, ‘restaurantes e hotéis’ e ‘bens e serviços diversos’, enquanto os ‘transportes’ e ‘lazer, recreação e cultura’ se destacaram pelas contribuições negativas.

Em agosto de 2020, o IPC registou uma taxa de variação mensal de -0,3% (-1,3% no mês anterior e -0,1% em agosto de 2019), sendo que, excluindo os produtos alimentares não transformados e energéticos, a variação do índice foi também de -0,3% (-1,7% no mês anterior e -0,2% em agosto de 2019).

Já a variação média dos últimos doze meses foi de 0,1%, taxa idêntica à registada no mês anterior.

Quanto ao índice harmonizado de preços no consumidor (IHPC), diminuiu 0,2% em agosto face ao mesmo mês de 2019, uma taxa inferior em 0,1 pontos percentuais à do mês anterior e idêntica à estimativa do Eurostat para a área do Euro (em julho de 2020, a variação do IHPC português tinha sido inferior à da área do euro em 0,5 pontos percentuais).

O IHPC registou uma variação mensal de -0,3% (-2,0% no mês anterior e -0,1% em agosto de 2019) e uma variação média dos últimos 12 meses de 0,1% (valor idêntico ao registado no mês precedente).

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País

Suspensão dos cuidados de saúde durou tempo demais

Conselho Nacional de Saúde

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Foto: O MINHO (arquivo)

O Conselho Nacional de Saúde (CNS) considera que a suspensão dos cuidados de saúde presenciais por causa da covid-19 durou tempo demais e que a demora no reagendamento pode trazer consequências importantes na saúde da população.

Num documento de reflexão em que analisa a resposta de Portugal à pandemia de covid-19, o CNS reconhece que a suspensão dos cuidados de saúde presenciais se justificava numa fase inicial de alarme, para reorganizar circuitos e rever procedimentos, mas diz que se manteve “injustificadamente durante vários meses”.

“A demora no reagendamento de cuidados de saúde e a ausência de comunicação específica dirigida às pessoas com doença não só não foram compreendidas pelas pessoas afetadas, como poderão ter um impacto não negligenciável na saúde a curto, médio e longo prazo”, afirma.

Num documento de 16 páginas, este órgão consultivo do Governo lembra ainda o excesso de mortalidade registado entre 01 de março e 22 de abril (entre 2.400 a 4.000 mortes), sobretudo associado a pessoas com idade superior a 65 anos, sublinhando que “é três a cinco vezes superior ao explicado pelas mortes por covid-19 reportadas oficialmente”.

“Pressente-se assim que muitas pessoas com doenças agudas ou crónicas graves possam não ter procurado o sistema de saúde por receio de serem contaminadas, ou não terem encontrado nele as respostas necessárias”, afirma.

Relativamente aos cuidados domiciliários e paliativos e às diversas terapias de reabilitação, o CNS diz que a sua interrupção, mantida ainda hoje em muitos casos, “não só carece de justificação técnica ou organizacional, como acarreta consequências graves, já reconhecidas pelos utentes e as suas famílias, do ponto de vista da saúde e da qualidade de vida”.

Critica ainda o facto de as associações de doentes não terem sido chamadas a “participar nos fóruns de discussão para a tomada de decisão de medidas de controlo da pandemia”, uma decisão que diz ter relegado os cidadãos a meros “destinatários dos cuidados de saúde” e que não garante uma tomada de decisão “inclusiva e transparente” nem a “boa governança da resposta pública à covid-19”.

“Aliás, ainda nada se fez – e será essencial perante a expectativa de consequências crónicas da infeção – para organizar e ouvir os doentes que contraíram a infeção. Descrever e estudar os seus percursos é o mínimo que se exige para pensar intervenções com base em conhecimento”, acrescenta.

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País

Trabalhadores não policiais do SEF estão hoje em greve

Greve

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Foto: DR

O Sindicato dos Funcionários do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SINSEF), que representa os trabalhadores não policiais, marcou uma greve para hoje, para exigir a revisão da lei orgânica e do estatuto de pessoal.

O presidente do SINSEF, Artur Jorge Girão, disse à agência Lusa que a greve vai afetar sobretudo os postos de atendimento do SEF.

O sindicato que representa os trabalhadores não policiais do SEF sublinha que “há muito aguarda por respostas a questões fulcrais para o bom desenvolvimento das competências deste serviço, sendo a questão da revisão da lei orgânica e do estatuto de pessoal os mais prementes”, devido aos desafios que as matérias da imigração colocam.

O presidente do sindicato explicou que não existe no SEF uma carreira para o pessoal não policial e são estes funcionários que estão “na primeira linha da imigração em Portugal”.

Segundo o sindicalista, o estatuto de pessoal do SEF não é revisto há mais de 10 anos, tendo sofrido apenas “pequenas alterações” para a carreira de investigação e fiscalização que não contempla os funcionários com funções administrativas.

O sindicato que representa os inspetores do SEF também tinha uma greve marcada para quinta-feira, mas foi desconvocada na quarta-feira após uma reunião com o ministro da Administração Interna que garantiu um reforço na carreira de fiscalização e investigação.

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País

‘Dating’, o “Tinder do Facebook”, passa a estar disponível em Portugal

Plataforma de encontros

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Foto: Divulgação / Facebook

É uma nova plataforma dedicada a encontros amorosos e passa a estar disponível a partir desta quinta-feira em Portugal. O Facebook Dating, ou Encontros do Facebook, em português, quer ser uma alternativa ao Tinder e já identificou “mais de mil milhões e meio” de pares em 20 países onde já funcionava.

Em comunicado, o Facebook informa que a nova plataforma inclui encontros através de videochamada, algo que se mostrou necessário em tempos de distanciamento social.

De acordo com a empresa, esta plataforma funciona dentro do Facebook. Cria-se um perfil e a utilização é através das aplicações já existentes da rede social.

Os criadores da plataforma acreditam que esta nova funcionalidade poderá ser acessível a qualquer utilizador, e que a mesma irá mostrar uma versão autêntica de cada um, baseada no historial online.

De fora, na generalidade, ficam os amigos que cada utilizador já possui na rede social, embora seja possível escolher até nove amigos para serem as “paixões secretas”, com possibilidade de ‘match’.

Em relação aos encontros virtuais, a partir do momento que um par é encontrado, a videochamada fica disponível, caso o outro lado aceite, claro.

Em comunicado, o Facebook aponta “relações com significado” como sendo o grande propósito do ‘Dating’.

 

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