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Viana do Castelo

Praça Natal promove animação e dinamiza comércio tradicional em Viana

Praça da República

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Foto: Arménio Belo / CM Viana do Castelo / Divulgação

A Praça Natal, em Viana do Castelo, já está disponível para animar e dinamizar a Praça da República ao longo da época festiva. Até 31 de dezembro, a praça conta com um carrossel francês, a Casinha do Pai Natal e o presépio tradicional, para além de ornamentação variada.

O carrossel francês apresenta-se como uma novidade natalícia na cidade visa garantir o divertimento dos mais pequenos, com um custo simbólico de 50 cêntimos cada viagem. Os bilhetes disponíveis no Museu do Traje, de segunda-feira a domingo, das 10:00 às 18:00, com pausa ao almoço, das 13:00 às 15:00.

Foto: Arménio Belo/CM Viana do Castelo/Divulgação

Foto: Arménio Belo/CM Viana do Castelo/Divulgação

A 7 de dezembro, às 16:00, a III edição do Bolo Rei Gigante promete encher o Largo de São Domingos. As pastelarias do concelho unem-se para proporcionar à população um momento de confraternização e convívio, oferecendo fatias do bolo tradicional desta época festiva.

O Pai Natal chega a Viana do Castelo a 21 de dezembro, às 15:00, na Porta Mexia Galvão, num momento que contará com dramatização de história, desfile do Pai Natal e distribuição de lembrança aos mais novos.

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Viana do Castelo

Em Viana também há um “estendal solidário” para agasalhar quem mais precisa

No edifício da Santa Casa da Misericórdia

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Foto: Orideth Fort

Não é só Braga que terá um “estendal solidário” para ajudar os mais necessitados.

Em Viana do Castelo, o projeto “Cachecol” vai já na sua terceira edição e conta com vários intervenientes que, desde as 18:00 horas, se reúnem junto aos claustros do edifício da Santa Casa da Misericórdia, sobretudo para deixar, mas alguns para recolher.

Esta ação é organizada pela Associação Voluntariado e Cidadania – nascida num grupo de Facebook – e consiste em deixar cachecois e casacos pendurados nos gradeamentos daquele edifício, para que possam ser levantados sem quaisquer explicações ou perguntas.

As roupas ficam disponíveis durante toda a noite deste sábado e domingo todo o dia.

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Viana do Castelo

Daniel Pereira Cristo reinterpreta folclore de Viana do Castelo

Grupo Etnográfico de Areosa

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Foto: Divulgação

Daniel Pereira Cristo e Celina da Piedade integram um grupo de 50 músicos convidados pelo Grupo Etnográfico de Areosa, em Viana do Castelo, para reinterpretar canções tradicionais do folclore português a incluir num CD a lançar em março.

“O Grupo Etnográfico de Areosa (GEA) é diferente dos outros. Para mim, é um exemplo a seguir pelo nosso folclore. Depois da importância dada à beleza inequívoca do trajar e das fantásticas danças tradicionais, é fundamental tratar com o máximo rigor possível as nossas canções tradicionais, os nossos instrumentos seculares e a produção de espetáculos que possam ganhar o seu lugar na contemporaneidade”, afirmou, este sábado, à Lusa, Daniel Pereira Cristo, cantautor e multi-instrumentalista.

Daniel Pereira Cristo, vencedor do Prémio Carlos Paredes’2018, que falava à margem da apresentação, hoje, no museu do traje de Viana do Castelo, do novo álbum do GEA intitulado “A Várias Vozes” explicou ser esse o “espírito” do novo projeto.

“Se não queres perder público, queres atrair juventude para a tradição, então este o caminho certo. Candeia que vai à frente alumia duas vezes e o GEA vai mostrar aos outros que este é o caminho certo”, afirmou Daniel Pereira Cristo que, este ano, convidou Ana Bacalhau para um concerto que decorreu em agosto em Viana do Castelo.

O projeto integra ainda o contributo de Celina da Piedade, cantora e acordeonista e compositora, do poeta, intérprete de música tradicional e cantador ao desafio Augusto Oliveira Gonçalves, localmente conhecido como Augusto Canário, Pi d’Areosa, tocador de concertina e cantador ao desafio, Ana Santos, o maestro Vítor Lima, Rafaela Alves e Diana Leitão do grupo à capela Contraponto, a soprano Tânia Esteves e a fadista Elsa Gomes.

Na apresentação do novo projeto, o diretor artístico do GEA, Flávio Cruz, sublinhou que o objetivo do novo trabalho “não foi só dar uma nova roupagem aos temas tradicionais mas fazê-lo com a comunidade e com o país, reunindo músicos locais e nacionais”.

Também a vereadora da Cultura da Câmara de Viana do Castelo, Maria José Guerreiro, destacou a escolha do Museu do Traje para a apresentação do projeto por considerar que se trata de um espaço “icónico” da cidade.

“Se Viana é a capital do folclore, o museu do Traje é a catedral do folclore”, frisou,

A responsável sublinhou que “pegar na tradição e dar-lhe uma linguagem contemporânea”.

“Viana do Castelo tem valores para valorizar a tradição. É uma obrigação nossa meter cada vez mais gente neste processo. Incluir outros registos. Pegar na tradição e introduzir uma linguagem contemporânea, sempre com respeito e rigor e nunca atraiçoando a tradição”, apelou.

O presidente do GEA, Alberto Rego, destacou o “contributo” dos cerca de 50 músicos que participaram no trabalho hoje apresentado, e que explicou, está a ser “trabalhado em laboratório há muitos anos”.

“Só há uma maneira de salvar a tradição. É juntar a interpretação de cada geração. Não é alterar, é juntar os contributos de cada geração, valorizando o que vem do passado para o fazer chegar ao futuro”, referiu.

Os instrumentos utilizados são reinterpretação das canções tradicionais do folclore português são o bandolim, braguesa, cavaquinho, contrabaixo, guitarra, guitarra baixo, violino, violoncelo, flauta transversal, gaita-de-foles, acordeão, concertina e vários instrumentos de percussão.

Para além os músicos “locais e nacionais”, o CD inclui a participação de “atuais e antigos” solistas do GEA, reconhecido, em 2017, pela Câmara com o título de Instituição de Mérito de Viana do Castelo.

Neste CD são apresentados 21 temas interpretados pelo GEA desde a sua fundação, em 1966.

Com cerca de uma centena de elementos, o GEA venceu, em 2017, o Grande Prémio da VII edição do International Folk Contest-Festival “Flower of the Sun’ 2017”, na Lituânia, disputado por 37 grupos, de 12 países, envolvendo mais de 700 artistas.

A conceção da imagem gráfica do novo álbum foi também feita por quatro artistas locais que criaram “uma peça única”.

“O objetivo é que a imagem realçasse o movimento das dançarinas e a beleza do traje. Os diferentes contributos diferentes conjugados resultaram numa imagem coesa”, explicou a designer Helena Soares, que juntamente com os artistas plásticos João Gigante, Hugo Soares e Sara Costa, assina o trabalho.

A sua apresentação do CD “Grupo Etnográfico de Areosa, A Várias Vozes”, terá lugar no centro cultural de Viana do Castelo, dia 13 de março de 2020, às 22:00.

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Viana do Castelo

Viana compra ex-pavilhão da AIMinho por 1,3 milhões para centro de congressos

Imóvel situado no Campo d’Agonia

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Foto: Divulgação

A Câmara de Viana do Castelo assinou, esta sexta-feira, com o administrador de insolvência da Associação Industrial do Minho (AIMinho) a escritura de aquisição, por 1,3 milhões de euros, de um antigo pavilhão para o transformar em centro de congressos.

O imóvel, situado no Campo d’Agonia, encontrava-se à venda na sequência de uma decisão judicial que determinou a “liquidação e encerramento” da AIMinho, depois de a assembleia de credores ter rejeitado um plano para recuperar a instituição da insolvência, devido ao voto contra do Novo Banco, que tem um crédito de cinco milhões de euros.

Hoje, em comunicado enviado à imprensa, a Câmara da capital do Alto Minho explicou que o espaço adquirido “é composto por um pavilhão para exposições, um edifício de apoio administrativo, um auditório e de um terreno adjacente ao pavilhão de exposições”.

“A Câmara Municipal de Viana do Castelo pretende refuncionalizar o espaço para criar um centro de congressos com uma sala expositiva para 500 pessoas, um auditório para 150 pessoas e uma sala de exposições”, especifica a nota.

O município liderado pelo socialista José Maria Costa adiantou que “as obras de requalificação das instalações do antigo centro empresarial estão já previstas e orçamentadas no Plano de Atividades e Orçamento para 2020 e 2021”.

Na gestão do futuro edifício, adiantou a autarquia, “permanecerá” a Escola Profissional – ETAP, atualmente instalada naquele edifico, “para o qual será celebrado um protocolo de cooperação de cedência de parte das instalações, bem como o modelo de gestão”.

A Câmara de Viana do Castelo justificou a criação do novo centro de congressos com a necessidade de “dar resposta em termos de disponibilização de espaços às inúmeras solicitações que tem vindo a registar para a realização de eventos e de congressos nacionais e internacionais na cidade”.

O novo espaço de congressos “irá beneficiar da centralidade das instalações, da proximidade de um parque de estacionamento, que permite o acesso rápido ao centro histórico e às diversas unidades hoteleiras, restauração e comércio tradicional da cidade”.

“O equipamento assumirá, assim, um papel importante na dinamização económica e na atratividade do concelho”, sustenta a autarquia.

Em maio, a Câmara aprovou, por unanimidade, a compra, por 1,3 milhões de euros, do pavilhão, através de um empréstimo de 12 anos para financiamento daquela operação.

Além da aquisição do imóvel e da contração do empréstimo, o executivo municipal aprovou ainda, também por unanimidade, uma segunda revisão orçamental “para introdução daquela operação nas contas de 2019” e incluir, “no orçamento de 2020, uma verba de um milhão de euros para a realização de intervenções no imóvel a candidatar a fundos comunitários”.

O imóvel possui uma área de terreno total de 8.600 metros quadrados, uma área do pavilhão de 3.100 metros quadrados, uma área de receção/entrada com 380 metros quadrados e uma área de serviços/gabinetes de 750 metros quadrados.

Em setembro de 2018, o Ministério Público (MP) acusou 126 arguidos, 79 pessoas singulares e 47 empresas, no âmbito de um processo-crime sobre ganhos ilícitos de quase 10 milhões de euros com projetos relacionados com a AIMinho e cofinanciados pela União Europeia.

Os 126 arguidos vão responder por crimes de associação criminosa, fraude na obtenção de subsídios, burla qualificada, branqueamento, falsificação e fraude fiscal qualificada, remontando os factos ao período entre 2008 e 2013.

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