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Portugal foi o primeiro país europeu a receber o selo ‘Safe Travels’

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Foto: Divulgação / CM Braga

Portugal foi o primeiro país europeu a receber o selo “Safe Travels”, que reconhece um compromisso com a segurança, informou esta quinta-feira o Governo.


A distinção, atribuída pelo World Travel & Tourism Council (WTTC), pretende certificar destinos que cumprem regras de higiene e segurança e visa dar confiança a quem viajar após as restrições para evitar a propagação da covid-19.

“Este selo visa reconhecer destinos que cumprem protocolos de saúde e higiene alinhados com os Protocolos de Viagens Seguras emanados pelo WTTC, ajudando, sobretudo, a instigar a confiança nos consumidores, de modo a que estes sintam que podem viajar em segurança assim que as restrições forem levantadas”, explica o Ministério de Estado, da Economia e Transição Digital, em comunicado.

A secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, considera que a atribuição do selo vem premiar o esforço feito no país.

“Portugal foi pioneiro no lançamento do selo Clean&Safe. Este selo do WTTC vem premiar o esforço que foi feito por todos. O melhor destino do mundo é também entendido como o mais seguro a nível mundial”, disse a governante.

O WTTC publicou também orientações para outros setores, como a restauração, comércio de rua, aviação, aeroportos, centros de congressos, de reuniões e eventos.

O selo pode ser obtido através da página na Internet do World Travel & Tourism Council.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 385 mil mortos e infetou mais de 6,5 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 2,8 milhões de doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 1.455 pessoas das 33.592 confirmadas como infetadas, e há 20.323 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

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Costa defende que países da União Europeia devem sair da crise “todos juntos”

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António Costa. Foto: Twitter

O primeiro-ministro de Portugal, António Costa, deixou hoje um aviso aos parceiros europeus sobre o caminho a seguir na recuperação da pandemia de covid-19, frisando que a única via é uma “resposta global”.

“Ninguém da Europa sairá desta crise se não sairmos todos em conjunto. Muitos dizem que se trata de discutir a solidariedade, mas não. É algo puramente racional: todos vivemos e dependemos do mercado interno, que interessa a todos, desde os mais aos menos atingidos. Ou saímos todos juntos ou perecemos todos juntos”, sublinhou o primeiro ministro português.

Numa mensagem de vídeo enviada à cimeira global da OIT (Organização Internacional do Trabalho) dedicada ao tema “Covid-19 e o mundo do trabalho”, o primeiro-ministro reforçou a importância de ter uma União Europeia (UE) “forte” e capaz de percorrer este caminho.

“Sabemos bem que não é uma missão que cada um possa travar isoladamente, assim como nenhum país o pode fazer isoladamente nesta economia global. É por isso que a reposta tem de ser global, e aí a palavra da OIT é fundamental. Este não é o tempo de romper com as organizações multilaterais, é o tempo de as reforçar, de reforçar a capacidade de coordenação e de resposta económica. Mais do que nunca precisamos de uma UE forte”, vincou António Costa.

O líder do executivo considerou que deve ser seguido o exemplo da Comissão Europeia, que através do programa extraordinário de recuperação económica permitirá “legar nas gerações futuras uma Europa reconstruída, recuperada e que seja de novo o motor de uma economia global”.

Von der Leyen pede que não se negligencie orçamento plurianual da UE

“É por isso que os países se devem unir e trabalhar em conjunto para encontrar soluções justas, tendo sempre presente que o nosso futuro coletivo só se fará com maior igualdade laboral e mais direitos, uma proteção social robusta e mais alargada, e com um olhar diferente para as potencialidades dos diferentes países”, acrescentou.

Assumindo que esta crise tem “contornos inéditos”, António Costa salientou o caminho feito por Portugal na resposta à pandemia, exaltando os méritos do estado social.

“A crise pandémica tornou inquestionável o valor do estado social. Foi graças ao estado social que conseguimos ter um SNS robusto, capaz de responder às necessidades dos portugueses, foi graças a este estado social que tivemos uma Segurança Social, reformulada nos últimos anos na sua sustentabilidade, capaz de responder prontamente às necessidades de proteção do emprego, do rendimento das famílias e dos trabalhadores, e foi também o estado social que permitiu uma escola pública, que mesmo impedida de funcionar presencialmente, foi capaz de se reinventar em novas formas de trabalho à distância, mas que nunca largou os seus alunos”, recordou o chefe de governo.

UE só sairá mais forte da crise com reforço da coesão e solidariedade, diz Merkel

Sobre as medidas adotadas em Portugal no apoio aos trabalhadores e empresas, António Costa destacou a simplificação das medidas de ‘lay-off’, os apoios extraordinários às famílias e a prorrogação automática das prestações de desemprego, reconhecendo que se vivem “tempos de exceção” e que esta crise tem “consequências assimétricas”.

“Não nos podemos conformar com esta realidade e temos de, na saída desta crise, trabalhar para ter sociedades mais justas, igualitárias e que assegurem maior proteção social para todos”, conclui o primeiro-ministro português.

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Von der Leyen pede que não se negligencie orçamento plurianual da UE

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Ursula von der Leyen. Foto: DR / Arquivo

A presidente da Comissão Europeia apelou hoje a um compromisso rápido em torno do Fundo de Recuperação, mas também de um orçamento ambicioso para 2021-2027, afirmando que o Quadro Financeiro Plurianual (QFP) não pode ser negligenciado.

“Não negligenciem o Quadro Financeiro Plurianual, o nosso orçamento para sete anos, à custa do ‘Próxima Geração UE’ [o Fundo de Recuperação proposto pela Comissão]. Ambos são importantes. O ‘Próxima Geração UE’ é para uma crise grave, mas o QFP é para ficar. É o nosso instrumento mais importante para implementar os nossos objetivos de longo prazo”, declarou Ursula von der Leyen, num debate no Parlamento Europeu, em Bruxelas.

Von der Leyen afirmou que há políticas que “necessitam de um verdadeiro valor acrescentado europeu e de um financiamento a sete anos forte para que se tornem realidade” e apontou a título de exemplo a “investigação, inovação, migração, política externa e segurança, apenas para mencionar alguns”.

Relativamente à proposta de um Fundo de Recuperação, Ursula von der Leyen afirmou que “a solidariedade significa que aqueles que necessitam terão mais apoio”, mas advertiu que “aquilo que não incentiva é a inação”.

Costa defende que países da União Europeia devem sair da crise “todos juntos”

“É por isso que, no ‘Próxima Geração UE’, o investimento está ligado a reformas, com base nas recomendações específicas por país existentes. E cada Estado-membro tem trabalho a fazer. Se queremos sair mais fortes desta crise, temos todos de mudar para melhor”, declarou.

Von der Leyen reforçou o apelo a um acordo ao nível da UE o quanto antes, afirmando que esse compromisso “deve ser alcançado agora, nas próximas semanas, para abrir o caminho a todos as outras matérias” nas quais a União deve trabalhar, como a defesa do clima e a transição digital.

A presidente da Comissão intervinha num debate sobre as prioridades da presidência semestral alemã do Conselho Europeu, no qual participou a chanceler alemã, Angela Merkel, que também apelou a um acordo célere, antes das férias de verão.

Lembrando a proposta de um Fundo de Recuperação de 500 mil milhões de euros que apresentou em conjunto com o Presidente francês, Emmanuel Macron, Angela Merkel congratulou-se por a proposta colocada sobre a mesa pela Comissão Europeia refletir muitas das medidas da proposta franco-alemã, e, a pouco mais de uma semana de uma cimeira na qual os 27 vão tentar chegar a um compromisso, sublinhou a urgência de um acordo.

UE só sairá mais forte da crise com reforço da coesão e solidariedade, diz Merkel

“Queremos alcançar um acordo rapidamente, antes do verão. Não podemos desperdiçar mais tempo. Os mais fracos e vulneráveis é que sofreriam. Mas para isso precisamos de compromisso por parte de todos. Esta é uma situação extraordinária, sem precedentes na história da UE. E em tempos extraordinárias, a Alemanha está disposta a defender uma soma extraordinária de 500 mil milhões”, disse.

Na sua intervenção, Merkel defendeu também que a Europa só sairá mais forte da crise da covid-19 se reforçar a coesão e solidariedade, e apelou ao sentido de compromisso dos 27 para um acordo célere sobre o plano de recuperação.

“A Europa só superará com êxito a crise se conseguir ultrapassar as suas diferenças e identificar soluções comuns. A Europa sairá da crise mais forte do que nunca se reforçarmos a coesão e a solidariedade. Ninguém vai ultrapassar a crise sozinho, estamos todos vulneráveis”, advertiu.

Precisamente uma semana após ter assumido a presidência do Conselho da União Europeia – no que constitui o arranque do trio de presidências do qual Portugal faz parte (no primeiro semestre de 2021) -, e numa altura em que o levantamento das restrições devido à covid-19 começa a permitir que sejam retomados eventos presenciais em Bruxelas, Merkel participa na sessão plenária do Parlamento Europeu e em seguida terá uma reunião com os presidentes das instituições, para preparar o Conselho Europeu da próxima semana.

Na semana passada, Von der Leyen convidou os presidentes do Conselho Europeu, Charles Michel, e do Parlamento, David Sassoli, assim como a presidência rotativa do Conselho da UE, para um encontro hoje que visa desbravar caminho para um acordo rápido sobre o pacote de recuperação.

Na cimeira de 17 e 18 de julho, os chefes de Estado e de Governo vão tentar chegar a um compromisso em torno da proposta apresentada no final de maio pela Comissão – com muitos traços comuns com uma proposta franco-alemã avançada pouco antes -, de um Fundo de Recuperação de 750 mil milhões de euros (dois terços dos quais a serem canalizados para os Estados-membros através de subvenções), associado a um Quadro Financeiro Plurianual para os próximos sete anos num montante de 1,1 biliões de euros.

O Conselho Europeu da próxima semana constitui de resto o tema de um outro debate que terá lugar também hoje à tarde no Parlamento Europeu, com a participação de Charles Michel, que ainda esta semana deverá apresentar aos 27 uma proposta revista com base na da Comissão Europeia, que será o ponto de partida para as negociações.

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UE só sairá mais forte da crise com reforço da coesão e solidariedade, diz Merkel

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Angela Merkel. Foto: DR / Arquivo

A chanceler alemã defendeu hoje, em Bruxelas, que a Europa só sairá mais forte da crise da covid-19 se reforçar a coesão e solidariedade, e apelou ao sentido de compromisso dos 27 para um acordo célere sobre o plano de recuperação.

Num debate no Parlamento Europeu sobre as prioridades da presidência semestral alemã do Conselho da União Europeia, Angela Merkel insistiu que “a Europa enfrenta o maior desafio da sua história” e defendeu que “uma situação extraordinária, sem precedentes na história da UE”, exige uma resposta extraordinária.

A chanceler disse esperar, por isso, que ainda este mês os 27 cheguem a acordo sobre as propostas de um Fundo de Recuperação e do orçamento plurianual para 2021-2027.

“A Europa só superará com êxito a crise se conseguir ultrapassar as suas diferenças e identificar soluções comuns. A Europa sairá da crise mais forte do que nunca se reforçarmos a coesão e a solidariedade. Ninguém vai ultrapassar a crise sozinho, estamos todos vulneráveis”, advertiu.

Costa defende que países da União Europeia devem sair da crise “todos juntos”

Segundo a chanceler, “a solidariedade europeia não é apenas um gesto humanitário, é um investimento sustentado”.

Lembrando a proposta de um Fundo de Recuperação de 500 mil milhões de euros que apresentou em conjunto com o Presidente francês, Emmanuel Macron, Angela Merkel congratulou-se por a proposta colocada sobre a mesa pela Comissão Europeia refletir muitas das medidas da proposta franco-alemã, e, a pouco mais de uma semana de uma cimeira na qual os 27 vão tentar chegar a um compromisso, sublinhou a urgência de um acordo.

“Queremos alcançar um acordo rapidamente, antes do verão. Não podemos desperdiçar mais tempo. Os mais fracos e vulneráveis é que sofreriam. Mas para isso precisamos de compromisso por parte de todos. Esta é uma situação extraordinária, sem precedentes na história da UE. E em tempos extraordinárias, a Alemanha está disposta a defender uma soma extraordinária de 500 mil milhões”, disse.

Afirmando que a resposta à crise não pode ser pensada apenas no curto prazo, pois a Europa deve apostar em sair da crise “mais forte, inovadora e sustentável”, a chanceler alemã sublinhou também a necessidade de acautelar “a dimensão social”.

“Acredito firmemente que a dimensão social é tão importante quanto a dimensão económica. Precisamos de uma Europa justa em termos económicos e sociais”, declarou.

Von der Leyen pede que não se negligencie orçamento plurianual da UE

Precisamente uma semana após ter assumido a presidência do Conselho da União Europeia – no que constitui o arranque do trio de presidências do qual Portugal faz parte (no primeiro semestre de 2021) -, e numa altura em que o levantamento das restrições devido à covid-19 começa a permitir que sejam retomados eventos presenciais em Bruxelas, Merkel participa na sessão plenária do Parlamento Europeu e em seguida terá uma reunião com os presidentes das instituições, para preparar o Conselho Europeu da próxima semana.

A presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, convidou os presidentes do Conselho Europeu, Charles Michel, e do Parlamento, David Sassoli, assim como a presidência rotativa do Conselho da UE, para um encontro que visa desbravar caminho para um acordo rápido sobre o pacote de recuperação.

Na cimeira de 17 e 18 de julho, os chefes de Estado e de Governo vão tentar chegar a um compromisso em torno da proposta apresentada no final de maio pela Comissão – com muitos traços comuns com uma proposta franco-alemã avançada pouco antes -, de um Fundo de Recuperação de 750 mil milhões de euros (dois terços dos quais a serem canalizados para os Estados-membros através de subvenções), associado a um Quadro Financeiro Plurianual para os próximos sete anos num montante de 1,1 biliões de euros.

O Conselho Europeu da próxima semana constitui de resto o tema de um outro debate que terá lugar também hoje à tarde no Parlamento Europeu, com a participação de Charles Michel, que ainda esta semana deverá apresentar aos 27 uma proposta revista com base na da Comissão Europeia, que será o ponto de partida para as negociações.

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