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Futebol

Ricardo Soares promete Moreirense com “espírito vencedor”

I Liga

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Foto: Liga Portugal

O treinador Ricardo Soares prometeu hoje um Moreirense com “espírito vencedor” para tentar pontuar no reduto do Boavista, em jogo da 25.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, agendado para sábado.


As duas equipas ‘axadrezadas’ vão realizar o primeiro jogo oficial após a interrupção do campeonato, decretada em 12 de março, devido à pandemia de covid-19, e o Moreirense, apesar da incerteza quanto ao “momento físico”, quer aparecer no Estádio do Bessa com “um futebol virado para a baliza”, para “marcar golos e conquistar pontos”, frisou o técnico dos ‘cónegos’

“Não consigo dizer com assertividade em que nível estamos. Não fizemos nenhum jogo de preparação, mas os indicadores são bons. O momento físico pode não ser o ideal, mas a equipa está com um espírito enorme e vencedor”, disse aos jornalistas, numa videoconferência de antevisão promovida pelo Moreirense.

Após três vitórias e três empates nas seis jornadas que antecederam a paragem competitiva, o Moreirense quer proporcionar um jogo “de qualidade para quem assiste na televisão” – o Estádio do Bessa, no Porto, não vai ter público nas bancadas -, estando, porém, ciente de que há momentos em que vai “ter de defender para atacar”, acrescentou o treinador, de 45 anos.

Oitava classificada da tabela, com 30 pontos, a equipa de Moreira de Cónegos, do concelho de Guimarães, vai defrontar um Boavista que ocupa o 11.º lugar, com 29, e que, para Ricardo Soares, pode ter sido beneficiado pela paragem, tendo em conta os resultados mais recentes – um ponto nos últimos quatro jogos da I Liga.

“A paragem acaba por ser importante para eles, já que podem reajustar o próprio modelo. O Boavista é uma equipa extremamente organizada, com jogadores rápidos e verticais, processos de jogo simples, e agressiva. Os resultados não têm sido assim tão bons ultimamente”, realçou.

O treinador considerou que os erros cometidos nos desafios da 25.ª ronda já disputados são “naturais”, espelhando a ausência de jogos de preparação para o regresso à competição e a consequente falta de tempo para se “trabalhar sobre esses erros individuais e táticos e anulá-los”.

Ricardo Soares assumiu também que o ‘onze’ para o desafio já está definido, embora sem o revelar, numa altura em que o plantel está todo disponível, à exceção do jogador que esteve de quarentena após ter acusado positivo nos testes ao novo coronavírus e que só ficou definitivamente recuperado nesta semana, com um resultado negativo – o treinador confirmou ser o lateral esquerdo Abdu Conté.

Preocupado com a “onda de lesões” que pode surgir, o ‘timoneiro’ da equipa vimaranense defendeu a adoção das cinco substituições em três paragens, para se “protegerem” os jogadores – a medida só pode avançar após a Assembleia Geral da Liga de clubes, agendada para segunda-feira.

O Moreirense, oitavo classificado da I Liga, com 30 pontos, visita o Boavista, 11.º, com 29, em partida da 25.ª jornada, às 21:15 de sábado, no Estádio do Bessa, no Porto, com arbitragem de Vítor Ferreira, da Associação de Futebol de Braga.

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Futebol

FC Porto regressa às vitórias

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O FC Porto regressou às vitórias na I Liga portuguesa de futebol, ao vencer hoje o Portimonense, por 3-1, em partida da sétima jornada, em que os ‘dragões’ tiveram de operar uma reviravolta no marcador, já na segunda parte.

Isto porque os algarvios inauguraram o marcador logo aos 14 minutos, por intermédio de Beto, num tento a que os ‘azuis e brancos’ responderam com os golos de Mbemba (45+3), Taremi (46) e Sérgio Oliveira (89).

Com este triunfo, o FC Porto sobe à condição para o terceiro lugar, 13 pontos, a seis do líder Sporting, e com mais um que Sporting de Braga, quarto, que ainda esta noite joga com o Benfica.

Já o Portimonense, que somou a terceira derrota consecutiva no campeonato, mantém os quatro pontos, mas caí para o último lugar da prova, depois de os ‘vizinhos’ do Farense terem hoje vencido o Boavista.

Os ‘dragões’ entraram para este desafio beliscados pelo desaire da última jornada campeonato, em Paços de Ferreira, e até surgiram empenhados em encaminhar, cedo, o jogo a seu favor, com Otávio, logo aos 10 minutos, e tentar a sorte, com um remate de longe.

O Portimonense, que se apresentou com uma linha de três centrais, apoiados pelos dois laterais, não se intimidou com inicial voluntarismo do adversário e, na primeira vez que conseguiu armar os seu contra-ataque, foi letal.

Anderson recuperou uma bola perdida por Uribe, ganhou terreno com parca oposição, e entregou para que Moufi assistisse um desvio de cabeça de Beto, para o inaugurar do marcador logo aos 14 minutos.

O tento madrugador dos algarvios destabilizou o FC Porto, que foi em busca do prejuízo, mas nem sempre bem articulando nas movimentações ofensivas, tendo Uribe ainda tentado redimir-se em duas situações, mas sem a melhor pontaria.

Em vantagem, o Portimonense retraiu-se um pouco e deu iniciativa ao adversário, mas à passagem da meia hora, na sequência de um canto, ainda ameaçou o segundo golo, num cabeceamento de Wyllian, que saiu um pouco lado.

A ver o jogo da bancada devido a castigo, o técnico portista Sérgio Conceição, que repetiu o ‘onze’ do desafio do meio da semana frente ao Marselha, para a Liga dos Campeões, ordenou a primeira alteração na equipa logo aos 32 minutos, com a entrada de Taremi para o lugar de Uribe.

A mexida trouxe mais tração ofensiva aos locais, criando espaços para que Luiz Díaz e Sérgio Oliveira, em iniciativas individuais, ainda tentassem resgatar o empate, que acabou mesmo por surgir já no último ‘suspiro’ da etapa inicial, quando Mbemba desviou de cabeça um canto para o 1-1, aos 45+3.

Este golo da igualdade terá galvanizado a formação nortenha durante o intervalo, pois no regresso do descanso a aposta em Taremi rendeu ‘dividendos’, com o avançado iraniano a estrear-se a marcar com camisola portista, num excelente golpe de cabeça, a cruzamento de Sérgio Oliveira, que ditou a reviravolta no marcador, logo aos 46.

Pela primeira vez em vantagem no encontro, o FC Porto tentou recompor o seu futebol, e mesmo não sendo tão vertiginoso nas saídas para o ataque, ainda viu Luís Diáz e Taremi ameaçaram o terceiro golo.

Ainda assim, do outro lado, o Portimonense não se dava por rendido, e após desfazer o esquema de três centrais, foi tentando criar desequilíbrios através de rápidos contra-ataques, que apenas pecavam na definição final.

Pressentindo o perigo, o FC Porto recalibrou-se com entrada de Grujic no meio campo, e já 78 teve uma soberana oportunidade para ‘matar’ o jogo, numa combinação entre Taremi e Marega, mas que Sérgio Oliveira em posição privilegiada desperdiçou, após intervenção atenta do guardião dos algarvios Samuel.

O desperdício dos nortenhos quase era castigado já aos 81 minutos, quando o Dener, num cabeceamento após canto, ficou a centímetros de recuperar o empate para o Portimonense, mas já aos 89 Sérgio Oliveira redimiu-se do falhanço anterior e, assistido por Corona, fixou o 3-1 final.

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Futebol

“É frustrante sair da Madeira com uma derrota”

Rui Almeida

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Foto: Gil Vicente TV

Declarações dos treinadores do Nacional e Gil Vicente, no final do encontro da sétima jornada da I Liga portuguesa de futebol, que terminou com a vitória do Nacional por 2-1, disputado no Estádio da Madeira, no Funchal.

– Rui Almeida (treinador do Gil Vicente): “Indubitavelmente que é frustrante sair da Madeira com uma derrota. Independentemente do resultado que estivesse no fim, nunca poderia ser uma derrota para nós. Os resultados são sempre justos, porque quem marca vence e ponto final. Sou muito pragmático nessas coisas, mas perante aquilo que se passou no jogo, o mínimo que tinha era acabar empatado, mas empatado com mais golos. Se tivéssemos marcado os penalties e as ocasiões que tivemos, teria de ser 2-2 no mínimo, mas o futebol é assim e ponto final. É olhar para a frente, corrigindo aquilo que falta, mas manter a muita coisa boa que fizemos no jogo. Temos de fazer as correções devidas, mas manter isso.

Todos os treinadores do mundo vão dizer a mesma coisa, é inevitável. Sofrer um golo em qualquer momento do jogo não é bom, mas temos tempo de resposta, mas sofrer no último segundo não nos dá tempo de resposta.

O mais importante é que construímos volume de jogo suficiente para que o resultado na primeira parte fosse completamente distinto, mas os jogos constroem-se em noventa minutos. Tínhamos de ser mais eficazes e matar o jogo aí e depois construir um outro jogo na segunda parte. Tínhamos de agarrar o jogo, continuando a jogar e a criar situações de perigo, para que tivéssemos a oportunidade de fazer mais golos.

O Nacional não queria, certamente, entrar na primeira parte como entrou, mandámos no jogo em toda a primeira parte. Nos primeiros vinte minutos houve alguma divisão no jogo, mas depois o jogo foi nosso, tivemos ocasiões e os penalties, mas não os fizemos. Na segunda parte, é verdade que o Nacional entrou melhor, mas não poderíamos ter baixado a pressão. A pressão feita pelo Renan, pelo Lourency e pelo Antoine até que saíram, porque essa pressão limitou o Nacional na construção. Sabíamos que o Nacional gosta de sair em construção e o Rúben é muito importante nessa fase. O Rúben não o conseguiu fazer na primeira parte, o jogo do Nacional ficou muito limitado e partir daí, nós fomos sucessivamente criando ocasiões de golo, mas os jogos são para marcar golos. Não há que fazer festinhas no jogo, há que matar os jogos.

O Lino manteve um contacto de risco ao nível do covid-19 e nós colocámo-lo à parte para não colocar ninguém em perigo”.

– Luís Freire (treinador do Nacional): “Foi muito valorizada essa questão de não ganhar em casa. Isso está resolvido. Já ganhámos em casa. Não temos nenhuma derrota em casa. Acabamos por em sete jogos ter uma derrota, o que é muito positivo para nós. O sabor especial é ver o meu grupo de trabalho muito alegre no final do jogo. Isso é o melhor que um treinador pode sentir, é que os jogadores estão felizes e tentaram ao máximo ter esta alegria. Isso é que me dá um grande alento. A maneira como eles festejaram o golo e a maneira como viveram o jogo, para lhe dar a volta, porque o jogo estava complicado para nós. A atitude que eles tiveram deixou-me muito orgulhoso, olhar para a cara deles e ver muita felicidade.

Nós estávamos na II Liga e há um trabalho que teremos de fazer, todos juntos, no sentido de fortalecer a equipa cada vez mais. Sabíamos que tínhamos esse fator, que toda a gente ressalvou, de não ter ganho ainda em casa e nós precisávamos de dar essa resposta.

Começamos tranquilos no jogo, pois não é fácil jogar contra o Gil Vicente, que é uma equipa organizada, principalmente defensivamente. A nossa organização de jogo, inicialmente, até conseguiu chegar a uma segunda fase de construção, dentro do meio-campo adversário, mas sem nunca conseguir assustar.

Depois houve dois lances de penalidade onde o Daniel Guimarães faz duas grandes defesas e teve o mérito total de nos segurar dentro da partida. Fomos penalizados por uma má primeira parte.

Chegámos ao intervalo com um resultado desfavorável, mas justo. Ao intervalo alterámos a dinâmica do ataque e ficámos mais objetivos no jogo e a equipa foi crescendo. Com o golo passou a acreditar, mas há um grande mérito dos jogadores. Dedico esta vitória aos meus jogadores, trabalharam muito e tiveram que sofrer para ganhar. No último minuto, todos eles, foram premiados. Quem não jogou, puxou pelos colegas e é por isso que estou ainda mais satisfeito. A vitória é para eles.

Queremos estar mais acima, como agora já conseguimos estar. Cada vez que vamos ao balneário, transfiguramo-nos e soltamo-nos e damos a volta aos resultados. Temos muito para crescer, mas vamos continuar a trabalhar com este grupo formidável”.

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Futebol

Farense bate Boavista e vence na I Liga mais de 18 anos depois

I Liga

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Foto: Twitter / Boavista

O Farense conquistou hoje a primeira vitória na I Liga portuguesa de futebol em mais de 18 anos, ao bater o Boavista por 3-1, no regresso ao Estádio São Luís, em encontro da sétima jornada da edição 2020/21.

Depois de três jogos no Estádio Algarve, o conjunto de Sérgio Vieira voltou a casa e ganhou com golos do escocês Ryan Gauld (22 minutos), do sérvio Nikola Stojiljkovic (50) e do brasileiro Eduardo Mancha (53), contra um de Angel Gomes (43).

Na classificação, o Farense subiu do 18.º e último ao 16.º lugar, com três pontos, enquanto o Boavista, que na última ronda tinha batido em casa o Benfica por 3-0, manteve-se com seis pontos, no 15.º posto.

O conjunto de Faro, que tinha somado dois empates e quatro derrotas nas primeiras seis rondas, somou o primeiro triunfo na prova desde o 3-2 ao Gil Vicente em 05 de maio de 2002, na 34.ª ronda de 2001/02, na anterior presença entre os ‘grandes’.

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