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País

Pires de Lima apupado no congresso do CDS

Por criticar líder da JP

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Foto: Twitter

António Pires de Lima, foi apupado e vaiado, durante o congresso do CDS, por criticar Francisco Rodrigues dos Santos, líder da JP e um dos cinco candidatos à liderança do partido.


Perante os apupos, os primeiros deste congresso que decorre em Aveiro, Pires de Lima não se conteve: “Espero que não seja este o espírito da intolerância que venha amanhã a liderar o partido”.

As vaias começaram quando se referiu a Francisco Rodrigues dos Santos: “É um jovem com potencial, mas em democracia se te queres dar ao respeito começa por te dares respeito aos teus adversários. Não quero o CDS de 1996 [de Manuel Monteiro] que não respeitava quem pensava diferente”.

A frase que deitou a casa abaixo:”Demos tempo ao Francisco para apurar a sua cultura democrática.”

António Pires de Lima citou a moção de Francisco Rodrigues dos Santos, onde apelidava o PS como uma “quadrilha”. Pires de Lima foi ao dicionário e explicou que o nome significava “corja, bando de ladrões e assaltantes, pessoas que se juntam para roubar e assaltar”. “Os adversários são a essência da democracia”, ressalvou.

“Quem trata hoje desta maneira os adversários de outros partidos, tratará assim quem tive posições diferentes da sua”.

Assegurou ainda que a experiência do candidato João Almeida, antigo lider parlamentar, ganhará o seu voto, mas com um aviso: “Não aceites liderar o partido se a tua moção não for mais votada”, referindo-se a uma possível união com outros candidatos.

Por entre as vaias, começaram a surgir aplausos à mistura, sobretudo pelo tom de voz do gestor.

A abertura do 28.º congresso do CDS para eleger um novo líder foi marcado pela confissão da ainda presidente Assunção Cristas de que falhou e pela apresentação das moções dos cinco candidatos à sua sucessão.

Assunção Cristas chegou, discursou durante 13 minutos e, em seguida abandonou o Parque de Exposições de Aveiro, depois de afirmar que sai “triste” da liderança do CDS, “mas tranquila” por saber que deu “tudo o que podia por aquilo” em que acredita.

Se as palmas para a quase ex-líder foram discretas, irromperam de forma estrondosa para aplaudir Francisco Rodrigues dos Santos, líder da JP também conhecido por “Chicão” e que se afirmou que não vai “pedir autorização para defender” as ideias do CDS nem será um partido do “protesto bacoco”.

Apresentou-se aos delegados como um candidato que não quer o CDS como um “BE de direita” e concorre “completamente solto e completamente livre”, que “não tem padrinhos, não tem donos, não deve nada a ninguém nem é sucessor de ninguém”.

E já quanto à transmissão da mensagem pelo partido, o candidato e líder da “jota” disse que o caminho é o CDS “dispensar a mediação da imprensa para fazer passar a sua mensagem”.

João Almeida, que, a par de “Chicão” e Filipe Lobo d’Ávila, é apontado como um dos possíveis vencedores do congresso, recusou a ideia de ser o candidato da continuidade ou do “mais do mesmo” e prometeu renovação em pelo menos dois terços em cada órgão nacional para trazer mais “gente nova, energia nova e novidade” para “mostrar ao país”.

Do alto da tribuna decorra a azul, a cor do partido, Almeida foi o único que se referiu às presidenciais, dizendo que “se for preciso” o CDS apresentará um candidato próprio que sabe quem será, mas não o revelou aos delegados.

Quanto às autárquicas, João Almeida disse que referiu-se ao resultado do em Lisboa, obtido nas anteriores eleições por Assunção Cristas afirmando que “é muito importante a nível nacional manter essa dignidade” e garantindo que tem “uma candidatura” capaz de “manter o resultado” ao mesmo nível.

Já Filipe Lobo d’Ávila fez uma espécie de desafio a Assunção Cristas para voltar a candidatar-se à câmara de Lisboa, porque rejeita descartar os outros “quando dá jeito”.

O ex-secretário de Estado recusou a ideia de que, internamente, o CDS precise de uma revolução e que não deve ter “vergonha de se assumir de direita”. Aos delegados fez o apelo a votarem “em liberdade”, sem se deixarem condicionar por “notáveis” ou “barões”.

Abel Matos Santos, da Tendência Esperança em Movimento (TEM), foi direto ao pedir o afastamento de anteriores dirigentes, apostando na “mudança para um tempo novo”.

“Devemos contar com todos, mas são precisos novos atores políticos descomprometidos com passados e atuações que levaram o CDS à falência, à destruição da sua malha autárquica, ao quase desaparecimento do seu grupo parlamentar”, disse o candidato e pediu aos congressistas para refletirem na escolha entre “o renascer” do partido e a sua “irrelevância política”.

Carlos Meira, ex-líder da concelhia de Viana do Castelo, apresentou-se como candidato que veio para ir para a rua combater aquilo a que apelidou de “nova ditadura do gosto”, imposta e “financiada por certa esquerda”.

Candidato do protesto, Meira explicou que “negar o desperdício, as avenças, as subvenções, as negociatas ruinosas praticadas pelo CDS e no CDS é tapar o sol uma peneira” e pediu para o partido se erguer e “mudar, mudar muito” para recuperar a sua credibilidade.

Lá fora espera-nos “um povo que está desconfiado de nós”, advogou ainda.

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País

Aprovado aumento de 10 euros nas pensões mais baixas a partir de janeiro

Economia

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Foto: DR

Os deputados aprovaram hoje o aumento extraordinário de 10 euros para as pensões até 658 euros que será pago a partir de 01 de janeiro, segundo uma proposta do PCP de alteração ao Orçamento do Estado para 2021 (OE2021).

A proposta do PCP foi aprovada com os votos favoráveis de todos os partidos e a abstenção do PSD.

“Em 2021, o Governo procede a uma atualização extraordinária das pensões, com efeitos a partir de 01 de janeiro”, lê-se na proposta do PCP.

“A atualização extraordinária é efetuada pelo valor de 10,00 euros por pensionista, cujo montante global de pensões seja igual ou inferior a 1,5 vezes o valor do indexante dos apoios sociais (IAS)”.

Porém, foi chumbado o número 3 da proposta do PCP que previa que o aumento fosse “igualmente aplicável às pensões de valor superior a 1,5 vezes o valor do indexante dos apoios sociais (IAS) e cujo montante da atualização regular anual seja inferior a 10 euros”.

Este número 3 foi rejeitado com os votos contra do PS, a abstenção do PSD, CDS e Chega e votos favoráveis do PCP, BE, PAN e IL.

Já a proposta do CDS que defendia a compensação das pensões que entre 2017 e 2020 tiveram aumentos até seis euros (em vez de 10 euros) foi chumbada.

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Violência doméstica já matou 20 pessoas este ano em Portugal

Crime

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Foto: Ilustrativa / DR

A violência doméstica já matou 20 pessoas em 2020, 16 das quais mulheres, de acordo com os dados hoje divulgados pelo Governo, que revelam também um crescimento de participações às autoridades no terceiro trimestre do ano.

“Até ao final do terceiro trimestre de 2020, registaram-se 19 homicídios, correspondente a 15 mulheres, um menor e três homens. À data de 19.11.2020, registam-se 20 homicídios, correspondente a 16 mulheres”, refere uma nota divulgada pelo gabinete da ministra da Presidência, referente à atualização dos dados trimestrais da violência doméstica.

Nove das mortes por homicídio ocorreram no terceiro trimestre deste ano, oito mulheres e um homem.

As participações de crimes de violência doméstica cresceram entre julho e setembro, com 8.228 ocorrências participadas à PSP e GNR, mais 1,12% do que as 8.137 no período homólogo de 2019 e mais do que as 6.928 registadas no segundo trimestre de 2020.

Também o número de pessoas presas por crimes de violência doméstica aumentou, assim como o de pessoas integradas em programas para agressores.

No terceiro trimestre havia 1.095 reclusos por violência doméstica, mais do que os 1.064 do segundo trimestre e do que os 973 do terceiro trimestre de 2019, o que se traduz num crescimento homólogo de 12,54%. A maioria dos reclusos encontrava-se no terceiro trimestre deste ano a cumprir pena de prisão efetiva (862) e os restantes em prisão preventiva (233).

Quanto ao total de pessoas em programas para agressores, no terceiro trimestre havia 1.926 pessoas nessa situação, das quais 1.898 em programas na comunidade, mais 590 pessoas (45,11%) do que no período homólogo de 2019, quando se registavam 1.308 pessoas integradas em programas na comunidade.

Quanto a medidas de coação aplicadas por crimes de violência doméstica, os dados revelam um crescimento de 26% no terceiro trimestre deste ano face ao período homólogo de 2019 para medidas de afastamento em vigor, com 785 ativas entre julho e setembro, 620 das quais com recurso a vigilância eletrónica.

As medidas de coação de afastamento com recurso a vigilância eletrónica registaram no espaço de um ano um crescimento de 29,17%. Também a teleassistência para as vítimas – o chamado botão de pânico – aumentou entre o terceiro trimestre de 2019 e o de 2020, com 3.927 pessoas abrangidas por esta medida entre julho e setembro deste ano, mais 44% do que em 2019.

Os dados relativos ao acolhimento de vítimas são semestrais, pelo que só no final do ano deve ser conhecida nova atualização. No primeiro semestre foram acolhidas 1.634 pessoas – 907 mulheres e 727 crianças.

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Sindicatos médicos criticam soluções do Governo para compensar trabalhadores

Covid-19

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Foto: DR

Os sindicatos médicos consideram “aquém das menores expectativas” as soluções apresentadas pelo Governo para compensar os trabalhadores do Serviço Nacional de Saúde envolvidos no combate à pandemia da covid-19.

Num comunicado conjunto hoje divulgado, a Federação Nacional dos Médicos (FNAM) e o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) referem que “as soluções” que lhes foram apresentadas na quinta-feira pelo secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, estão “aquém das menores expectativas dos trabalhadores médicos”.

Segundo a FNAM e o SIM, a compensação aos trabalhadores do SNS apenas se reporta “ao período de vigência do estado de emergência que vigorou em março e abril, não contemplando o enorme esforço da classe a partir dessa data” e “no futuro que se prognostica”.

Por outro lado, invocam ainda, a solução do Governo “restringe o universo” dos profissionais de saúde “que serão elegíveis para a dita compensação”.

Em declarações à Lusa, o presidente da FNAM, Noel Carrilho, disse que a compensação prevista — um dia de férias por cada 80 horas de assistência direta a doentes covid e metade da remuneração num pagamento único — deixa de fora muitos médicos, incluindo os que igualmente contribuíram para o “esforço extraordinário” de combate à pandemia, mas que estiveram “na retaguarda” fazendo também “sacrifícios”, como suspenderem as férias.

A pandemia da covid-19 provocou pelo menos 1.360.914 mortos resultantes de mais de 56,8 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência noticiosa francesa AFP.

Em Portugal, morreram 3.762 pessoas dos 249.498 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A covid-19 é uma doença respiratória causada por um novo coronavírus (tipo de vírus) detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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