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Barcelos

Pais dizem que meninos não querem ver o avô que pintou árvores e paredes em Barcelos

José Manuel Dias não vê os netos há seis anos

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Foto: Pedro Luís Silva / O MINHO

Os pais dos meninos que alegadamente estariam impedidos de conviver com o avô de Barcelos garantem que os netos é que não o querem ver.

Num e-mail enviado à TVI, que esta quarta-feira abordou o caso no seu programa matinal Dois para as 10, afirma que “ninguém está impedido de ver os netos”. E acrescentam: “Agora nós, como pais, temos de proteger e respeitar a opinião dos nossos filhos que é a de não querer ver o avô”.

Na resposta àquela televisão, os pais afirmam não se quererem “alongar” nem “entrar em pormenores por respeito” aos filhos. “Esperamos bem que esta resposta seja o fim de um ‘circo montado’ (como lhe chamam os miúdos) e que a nossa privacidade seja reposta”, salientam.

Em relação aos motivos que levam os meninos, gémeos, de 11 anos, a não querer ver o avô, os pais referem: “Ações deste senhor em Portugal e cá (a que os miúdos assistiram) fizeram com que os netos tivessem este tipo de reação. Nós, como pais, temos de aceitar”.

Foto: Pedro Luís Silva / O MINHO

Como O MINHO noticiou, José Manuel Dias pintou as frases “Afonso / Miguel / Abraço / Avô Manel” em árvores e paredes ao longo da Estrada Nacional 103, que liga Barcelos Viana do Castelo.

O avô de Barcelos alega não conviver com os netos, que vivem na Suíça, há cerca de seis anos, devido a um desentendimento com o seu filho, pai dos meninos. Sabendo que, nesta altura, estariam de férias por cá decidiu escrever aquela mensagem em vários locais para os netos a verem e lembrarem-se dele.

O “avô Manel” contou a sua história em entrevista à Rádio Barcelos, na qual salientou a vontade de dar “um abraço” aos seus netos, Afonso e Miguel: “Como avô, tenho saudade. Eles estiveram cá, vêm cá todos os anos de férias nesta altura, mas não vêm ter comigo. Julgo que já terão regressado à Suíça”.

Agora, na entrevista à TVI,  José Manuel Dias acrescenta o que, “enventualmente”, terá levado ao “desentendimento” com o filho e a nora: “De uma das vezes que lá fui [à Suíça] aconteceu que a minha mala de viagem estava no quarto da avó materna e ela estava com a porta aberta. Não quis estar a chamar a senhora, dei dois passos dentro do quarto, ela deu pela minha presença e começou aos berros, aos gritos: ‘Ponha-se lá fora, o que está aqui a fazer?’. Fiz-lhe notar e ver que a minha intenção não tinha nada a ver com aquilo que ela pudesse estar a pensar, mas não entendeu ou não quis entender”.

No e-mail enviado à TVI, os pais declaram que “muito se tem julgado sem saber, muitos insultos, muita gente má que só por saber um lado da história e estando atrás de um ecrã julgam-se no direito de ofender”. “Esperamos sinceramente que este circo termine, porque para nós o mais importante é salvaguardar a privacidade, a deles [filhos] e a nossa”, concluem os pais, pedindo respeito pelos “miúdos”, uma vez que “eles nunca pediram para ser os protagonistas desta história”.

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