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Óbito/Sampaio: Guterres salienta “incomparável homem de Estado” e figura “central” da democracia

Política

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Foto: DR / Arquivo

O secretário-geral das Nações Unidas afirmou hoje que Jorge Sampaio foi uma figura “central” da democracia de Abril, um “incomparável homem de Estado” que deixou uma marca “decisiva” na luta pela paz e no diálogo entre civilizações.

Jorge Sampaio, antigo secretário-geral do PS (1989/1992) e Presidente da República (1996/2006), morreu hoje aos 81 anos, depois de ter estado internado no Hospital de Santa Cruz, em Lisboa, desde 27 de agosto, com dificuldades respiratórias.

Numa declaração à agência Lusa, António Guterres, que sucedeu a Jorge Sampaio na liderança do PS em 1992 e que desempenhou funções de primeiro-ministro entre 1995 e 2001, disse que ficou “profundamente emocionado e entristecido com a notícia da morte de Jorge Sampaio”.

“Foi um amigo querido e um companheiro de luta em tantos momentos decisivos para a vida do nosso país. Nunca poderei esquecer a forma como juntos trabalhámos noite e dia, em uníssono, para evitar uma terrível tragédia para os timorenses e permitir a independência de Timor-Leste”, observou o secretário-geral das Nações Unidas.

Para António Guterres, Jorge Sampaio “foi uma figura central da democracia de Abril, lutador incansável contra a ditadura desde o seu tempo de estudante, militante ativo de todas as nobres causas e incomparável homem de Estado pela sua integridade, humanismo e permanente devoção pelo interesse nacional”.

“Jorge Sampaio deu um contributo inestimável às Nações Unidas, onde deixou uma marca decisiva na luta pela paz e pelo diálogo entre culturas e civilizações. Jorge Sampaio era um homem bom, um homem generoso, como demonstrou o seu forte empenhamento no acolhimento dos refugiados sírios”, indicou ainda o antigo primeiro-ministro português.

António Guterres considerou depois que, com a morte do antigo chefe de Estado, “Portugal perde um dos seus melhores”.

“E todos os que como eu com ele privaram perdem um amigo querido, um companheiro solidário e uma referência moral inesquecível”, referiu, antes de deixar uma mensagem à família de Jorge Sampaio.

“À [sua mulher] Maria José e a todos os seus familiares, envio um abraço de profunda solidariedade e condolências”, acrescentou.

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