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Braga

Nasce em Braga a primeira “árvore-biblioteca” de Portugal

“Quisemos devolver à árvore a matéria prima que ela gera”

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Foto: DR

Um apoio solidário [Bairro Feliz] promovido pela cadeia de hipermercados Pingo Doce está a servir para construir a primeira “árvore-biblioteca” do país, no jardim de Guadalupe, cidade de Braga.

A biblioteca ainda não está concluída mas os trabalhos de instalação de uma estrutura de vidro numa tília centenária estão já em curso, devendo ficar concluídos durante o próximo mês de setembro.

Foto: DR

Ricardo Silva, presidente da Junta de São Víctor, impulsionador da ideia, contou a O MINHO que o parque de Guadalupe passa a contar com uma “biblioteca de jardim”, aproveitando uma árvore que “está oca por dentro, mas continua viçosa”.

“Quisemos devolver à árvore a matéria prima que ela gera”, acrescenta o autarca, indicando que, para além da estrutura que está a ser encaixada sem recurso a pregos ou a “algo que magoe a árvore”, serão colocados dois “apêndices” laterais para criar a biblioteca de jardim.

Ricardo Silva explica que em setembro a estrutura estará pronta mas que a autarquia ainda se encontra em conversações com a Irmandade de Guadalupe, que gere aquele parque, de forma a que o espaço esteja aberto mais vezes do que o atual.

Parque de Guadalupe. Foto: DR

De acordo com o autarca, o parque de Guadalupe, situado a poucos metros da Avenida Central, uma das principais avenidas do centro de Braga, é um dos poucos espaços verdes na cidade que pode ser classificado como “parque”, uma vez que tem uma zona arbórea de relevo.

O parque de Guadalupe abre apenas ao fim de semana, e em horários restritos, como é o caso do sábado ao final da tarde, altura em que existem ensaios corais na capela lá situada e ao domingo de manhã, durante as celebrações eucarísticas.

“Queremos aproveitar mais aquele espaço e manter aberto todos os dias durante o verão e, pelo menos, ao fim de semana durante os invernos”, esclarece.

Sobre a inauguração oficial da “árvore-biblioteca”, Ricardo Silva aponta para o fim do mês de setembro, até porque estão marcadas as “jornadas europeias de património” que têm o mote “arte, património e lazer”. “Este será um espaço de lazer com arte aproveitando o património”, sublinha.

Sobre o parque de Guadalupe, Ricardo Silva aponta que possui, para além da capela, um conjunto de tílias, e é um espaço seguro “porque é vedado e concede liberdade às crianças sem risco de atropelamentos”, algo nem sempre fácil de obter no centro das grandes cidades como Braga.

“Lá é facil de haver controle visual e é por isso que queremos no futuro potenciar o espaço também com um parque infantil como já teve noutros tempos”, finaliza.

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