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Região

Municípios vão participar na gestão do Parque Nacional da Peneda-Gerês

Ambiente

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Foto: Gonçalo Barros

O ministro do Ambiente anunciou hoje que o Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG) vai passar a ser gerido também pelos municípios que o integram, sublinhando que a proximidade é um fator “absolutamente fundamental” para a valorização daquela área protegida.


No Gerês, em Terras de Bouro, João Pedro Matos Fernandes presidiu também à formalização da contratação de 50 elementos do Corpo Nacional de Agentes Florestais alocados ao PNPG, que assim passam a ser funcionários do Estado.

Para o governante, o grande incêndio que em 2016 consumiu cerca de 7.700 hectares do PNPG fez soar os alarmes e esteve na origem da “revolução” na forma de gerir aquele que é o único parque nacional do país.

“Os parques eram geridos muito à distância, a partir de Lisboa”, referiu, sublinhando que nunca se reviu na “figura majestática” de diretor de parque, que apelidou de uma espécie de “autarca não eleito”.

Uma situação que foi alterada com a nova lei orgânica do Instituto para a Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) e com a chamada dos municípios para participarem na gestão dos espaços naturais.

“A proximidade é um valor fundamental na gestão do território”, sublinhou.

Assim, e até ao final do ano, os municípios de Arcos de Valdevez, Ponte da Barca e Melgaço, no distrito de Viana do Castelo, Montalegre, distrito de Vila Real, e Terras de Bouro, distrito de Braga, vão começar a participar na gestão do PNGP, conjuntamente com o ICNF.

Este instituto manterá todas as suas responsabilidades em termos de licenciamentos, cabendo aos municípios uma atuação mais no campo da valorização dos territórios.

Trata-se de um modelo de cogestão, que já está a ser implementado no Parque do Tejo Internacional.

Numa primeira fase, o presidente do PNPG será o autarca de Arcos de Valdevez (distrito de Viana do Castelo), João Esteves.

Paralelamente, o ICNF assumiu hoje a contratação, para os seus quadros, dos 50 elementos do Corpo Nacional de Agentes Florestais que estavam no terreno desde os incêndios de 2016.

São 10 equipas, de cinco elementos cada, que serão distribuídas pelo Parque para vigilância, prevenção e primeira intervenção e que já estão no terreno desde os incêndios de 2016.

“O PNPG estava despido de recursos humanos, de pessoas para trabalhar no terreno”, disse Matos Fernandes.

Adiantou que, com o trabalho dos agentes florestais, a área ardida no PNGP passou de 7.700 hectares em 2016 para 200 a 300 nos dois últimos anos.

“Agora passam a ser funcionários do Estado, e criar 50 empregos estáveis em territórios de baixa densidade é, de facto, uma coisa invulgar”, enfatizou o governante.

Segundo Matos Fernandes, desde 2016 o investimento no PNPG ascende já a 8,4 milhões de euros.

Hoje mesmo foi inaugurada a obra de beneficiação do Caminho Florestal entre Leonte e a Portela do Homem, com o valor de 533 mil euros.

Foram ainda assinados protocolos entre o Fundo Ambiental, as cinco autarquias e o ICNF, referentes ao “Projeto de Melhoria das condições de visitação nos cinco municípios do Parque Nacional da Peneda-Gerês”, que, no global, se traduzem num apoio no valor de cerca de 550 mil euros.

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Alto Minho

Morreu antiga vereadora da Câmara de Monção

Óbito

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Foto: CM Monção

Morreu a professora e antiga vereadora da Câmara de Monção Maria Amélia da Ponte Pires Novo. O funeral realiza-se terça-feira, pelas 11:00, na Igreja Paroquial de Mazedo.

Em comunicado, o município “apresenta sinceras e profundas condolências ao marido, Carlos, à filha, Mariana, e restante família, enviando-lhes uma palavra de amizade, força e coragem neste momento doloroso”.

Além da sua profissão como professora, tendo lecionado muitos monçanenses, Maria Amélia da Ponte Pires Novo exerceu funções políticas como vereadora em regime de permanência nas presidências de Armindo Guedes da Ponte (1991/1993 e 1993/1997) e como vereadora da oposição na Presidência de José Emílio Moreira (1997/2001).

Na publicação da página do Município de Monção multiplicam-se as mensagens de pesar e consternação, muitas de antigos alunos que recordam “um ser humano excecional”.

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Ave

Fafe homenageia copilotos Hugo Magalhães e Mário Castro

Medalha de Mérito Concelhio

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Foto: Ivo Borges / O MINHO

A Câmara de Fafe homenageou os copilotos Hugo Magalhães e Mário Castro, esta segunda-feira, nas comemorações do 110.º aniversário da Implantação da República.

Os copilotos fafenses Mário Castro, de 45 anos, e Hugo Magalhães, 36, com um vasto currículo no automobilismo receberam a Medalha de Mérito Concelhio.

Foto: Ivo Borges / O MINHO

Foto: Ivo Borges / O MINHO

O Município de Fafe assinalou o 5 de Outubro com uma sessão solene evocativa da efeméride que contou com a atribuição do Prémio de História Local a Maryse Teixeira e do prémio Dr. Maximino de Matos a Nuno Fernandes.

Além das intervenções dos presidentes da Câmara e da Assembleia Municipal, a cerimónia contou com o discurso de Luís Marques Mendes, comentador político e conselheiro de Estado natural de Fafe.

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Alto Minho

Falso alerta para incêndio urbano mobiliza bombeiros em Ponte da Barca

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Foto: Bombeiros de Ponte da Barca / Arquivo

Os Bombeiros de Ponte da Barca foram acionados, por volta das 13:00 desta segunda-feira, para um incêndio urbano, mas quando chegaram ao local não havia nada. Tratou-se de um falso alerta.

“O pedido de socorro foi através do 112. O CDOS acionou-nos para a freguesia de Touvedo Salvador, no lugar do Castelo, para um incêndio urbano e quando lá chegámos lá não havia nada”, conta a O MINHO o comandante da corporação, José Freitas, notando que se tratou de um falso alerta “intencional” e que a situação causa um transtorno “muito grande”.

“O pessoal a vir a toque de sirene para um incêndio urbano vêm nos seus carros, correm riscos; mesmo a deslocar-se para a ocorrência, o pessoal está a correr riscos; e podendo acontecer na mesma altura uma ocorrência mesmo verdadeira e sujeitos a não termos a mesma capacidade de resposta”, lamenta José Freitas.

“Por acaso não aconteceu nada em simultâneo, mas podia ter acontecido”, reforça, acrescentando que este tipo de situações acontece “às vezes, infelizmente”.

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