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Alto Minho

BE questiona Governo sobre impactos da construção de linha de alta tensão no Alto Minho

Polémica

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Foto: Ilustrativa / DR

O Bloco de Esquerda quer saber qual o impacto da construção da linha dupla de alta e muita alta tensão, que vai desde Fonte Fria, Galiza, e abrange cinco concelhos do Alto Minho, na população e na paisagem local.


Numa pergunta dirigida ao ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, hoje enviada à Lusa, os deputados Maria Manuel Rola e Jorge Costa dizem “poder estar em causa impactes negativos causados pela linha elétrica na saúde das populações, na paisagem e no território”, desde Ponte de Lima até Melgaço.

O projeto está em consulta pública desde o dia 15 de junho até ao dia 24 de julho.

“O projeto de traçado desta linha dupla de alta e muito alta tensão de 400 quilovolt [kV] incide em áreas de valor incalculável e extremamente sensível, como o Parque Nacional Peneda-Gerês, áreas da Rede Natura 2000, Sítios de Importância Comunitária e monumentos nacionais de paisagem cultural”, sustentam os deputados do Bloco.

Os deputados do BE alertam que “as linhas que a Rede Elétrica Nacional (REN) quer implantar preveem o transporte de energia numa potência inaudita em Portugal, num traçado que até agora foi apresentado de forma pouco rigorosa (intencionalmente ou não) quanto à proximidade a locais povoados, sem que as várias Juntas de Freguesia tenham recebido o estudo de Impacte Ambiental e sem que as populações afetadas tenham sido devidamente informadas”.

Destacam que “a implantação da nova dupla linha de 51 quilómetros, totalizando 6.029 hectares, passa por seis concelhos, Vila Verde (Braga), Arcos de Valdevez, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Monção e Melgaço (Viana do Castelo), totalizando 55 freguesias”.

No requerimento frisam que “recentemente a Assembleia Municipal de Arcos de Valdevez aprovou, por unanimidade, três moções de rejeição ao projeto de linha de alta e muito alta tensão”, adiantando que “este projeto tem causado a indignação de autarcas e da população no Alto Minho e na Galiza”.

Os deputados do Bloco de Esquerda querem saber se o Governo, face ao “elevado impacto da instalação de uma linha de muito alta tensão e a falta de esclarecimento sobre esta matéria junto das autarquias e populações afetadas, vai alargar o prazo de consulta pública do projeto e se vai exigir à REN que a proposta de traçado seja apresentada de forma rigorosa, com identificação clara dos núcleos populacionais, edifícios e respetivos usos, património cultural e ambiental, que possam vir a ser sobrepostos pela mencionada linha de muito alta tensão”.

O Bloco quer igualmente ser informado sobre a intenção do Governo de “proceder à realização de um estudo que avalie a possibilidade da colocação subterrânea dos cabos da linha elétrica, tal como recomendou, em 2018, uma resolução da Assembleia da República”.

Naquela recomendação, a AR pede ainda ao Governo que “suspenda a construção da linha de muito alta tensão em Barcelos e em Ponte de Lima, enquanto não forem conhecidas as conclusões do referido estudo”, e reclama “a regulamentação urgente dos níveis máximos de exposição humana admitidos a campos eletromagnéticos derivados das linhas, instalações ou equipamentos de alta e muito alta tensão”.

Em causa está a construção de uma linha elétrica de 400 kV desde Fontefria, em território galego, Espanha, até à fronteira portuguesa, com o seu prolongamento à rede elétrica nacional, no âmbito da Rede Nacional de Transporte operada pela empresa REN.

Em 2015, o projeto foi “recalendarizado” para ser submetido a novos estudos.

De acordo com o Estudo de Impacto Ambiental, o troço nacional deste projeto prevê a construção de duas novas linhas duplas trifásicas de 400 kV, atravessando, potencialmente, 121 freguesias.

A proximidade desta linha, aérea, às casas, as consequências dos campos eletromagnéticos gerados na saúde humana ou o impacto visual de torres 75 metros com margens de segurança de 45 metros para cada lado são as principais preocupações das populações de ambos os lados da fronteira.

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Alto Minho

Nilton: “Canyoning no Gerês é das melhores atividades que podes fazer na vida”

Humorista deslumbrado com o Minho

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Foto: Facebook

Depois de Ponte de Lima, o humorista Nilton continua as suas férias pelo Alto Minho, tendo desta vez passado por Ponte da Barca.

O famoso apresentador explorou o Parque Nacional da Peneda Gerês, aventurando-se a fazer canyoning – desporto que consiste na exploração progressiva de um rio, transpondo os diversos obstáculos com técnicas e equipamentos próprios.

“Canyoning no Gerês é provavelmente das melhores atividades que podes fazer na vida (dentro das que não envolvem holandesas desnudas), e ainda por cima num dos sítios mais bonitos do mundo e arredores. Aproveitar a natureza com família, amigos e com os melhores profissionais destas coisas”, partilhou o humorista nas suas redes sociais, agradecendo à Tobogã.pt – Portugal Adventure Tours, que lhe proporcionou a experiência.

Nos últimos dias, Nilton esteve em Ponte de Lima, onde aproveitou para algumas atividades de natureza, como os recentes passeios de barco “água arriba”, a cargo do mestre Caninhas.

O Minho é cada vez mais procurado por famosos, sobretudo em tempo de pandemia.

Humorista Nilton rendido a Ponte de Lima: “Uma vila que valoriza o que tem”

A região do Gerês recebeu recentemente visitas da atriz e modelo Rita Pereira e do humorista e argumentista Eduardo Madeira, que não esconderam o “encanto” que encontraram na região.

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Alto Minho

BE questiona Governo sobre “redução drástica” de caudal de rio em Ponte de Lima

Rio Estorãos

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Foto: DR / Arquivo

O Bloco de Esquerda quer saber as razões da “redução drástica” do caudal do rio Estorãos, Ponte de Lima, e que medidas o Governo vai tomar para garantir “uma condição essencial para a preservação daquele ecossistema fluvial”.

Numa pergunta dirigida ao ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, a deputada Maria Manuel Rola sublinhou que “o rio Estorãos viu o seu caudal praticamente desaparecer nas últimas semanas do mês de julho”, situação que “indignou a população local que tem vindo a alertar para a possibilidade de o rio ficar sem água, já que, a cada ano que passa, é cada vez mais notória a redução acentuada do caudal do rio nos meses de verão”.

“Segundo a população da freguesia de Estorãos, a redução drástica do caudal do rio está principalmente relacionada com a captação de água para rega de uma exploração vitivinícola de 70 hectares instalada em Estorãos. Mas existem outros relatos que apontam para a redução do caudal ainda antes da instalação de vinha na freguesia, o que indicia a existência de outros fatores ou pontos de captação a contribuir para a falta de água no curso do rio”, refere o BE.

O Bloco de Esquerda defende “ser necessário apurar as causas que levaram à redução drástica do caudal do rio Estorãos e atuar nos termos da lei”, considerando que “o valor social, económico, ecológico e paisagístico do rio Estorãos é incalculável para as gentes daquela freguesia cujo bem-estar e qualidade de vida depende em boa parte do bom funcionamento daquele ecossistema fluvial”.

Além das causas da redução do caudal, o BE pretende saber se do Governo há “licenças em vigor para a captação de água do rio Estorãos, que entidades licenciadas e quais os prazos de validade das respetivas licenças”.

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Alto Minho

Viana do Castelo quer Agenda para a Inovação pronta em fevereiro de 2021

Anunciou José Maria Costa

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Foto: CM Viana do Castelo (Arquivo)

A Agenda para a Inovação de Viana do Castelo para a próxima década estará fechada em fevereiro de 2021, para ser “validada” pela Câmara e Assembleia Municipal em abril, disse hoje o presidente da autarquia.

O socialista José Maria Costa, que falava em conferência de imprensa para anunciar o início da elaboração da Agenda para a Inovação 2030, afirmou que o documento “vai servir de suporte à apresentação de candidaturas e projetos quer ao novo quadro comunitário de apoio quer ao Fundo de Transição”.

“Queremos tirar o máximo partido das oportunidades que temos pela frente. Estamos a viver tempos difíceis, mas desafiantes. Foi colocado ao país um conjunto de oportunidades financeiras para podermos reorientar a economia e sociedade para sermos mais competitivos, dinâmicos e coesos e para ganharmos a batalha da inovação. Esta Agenda para a Inovação acontece no tempo certo. Num tempo de debate público”, disse.

José Maria Costa explicou que o “debate institucional” para a elaboração da agenda começa na terça-feira, com o primeiro de seis fóruns temáticos, com a participação do professor António Cunha, antigo reitor da Universidade do Minho e, o segundo, no dia 18 de setembro, que terá como orador o eurodeputado José Manuel Fernandes. Os outros fóruns decorrerão até janeiro de 2021.

Já o processo de auscultação da população arranca em setembro com “um inquérito, que será enviado a todas as habitações, convidando os vianenses a darem a sua opinião e remetê-la ao grupo de trabalho” que vai elaborar a estratégia do concelho para os próximos 10 anos e, já este mês, com o lançamento de uma “plataforma ‘online’ com informação sobre a agenda e com um inquérito que “pode já receber contributos” da população.

O debate político começará em abril, com a apresentação do documento ao executivo municipal, e, posteriormente, a sua apreciação na Assembleia Municipal.

“É uma agenda que tem de ser muito participativa. Queremos um processo aberto a todos, que terá um mecanismo de democracia participativa para construirmos juntos, uma visão conjunta, mobilizando todos os vianenses para os novos desafios que temos pela frente”, sublinhou, apontando “a visão das escolas, das empresas e das instituições do concelho”.

O plano assentará ainda “numa dinâmica de competição e cooperação, simultaneamente.

“O Alto Minho está a competir com a Galiza, mas estamos também a cooperar com a Galiza. É essa a lógica que iremos privilegiar na Agenda para a Inovação”, referiu.

O processo de elaboração do documento incluirá ainda a realização de “estudo de opinião sobre avaliação e expectativas dos vianenses, reuniões de ‘brainstorming’ e ‘focus group’ após recolha dos inquéritos, e a constituição, em “setembro/outubro”, de um Conselho de Desenvolvimento Estratégico de Viana do Castelo para “acompanhar” a elaboração do documento.

“Estamos confrontados com um conjunto de instrumentos de orientação estratégica e financeira muito importante para a nossa afirmação. Que saibamos aproveitar bem as oportunidades que temos pela frente, que temos de trabalhar e consensualizar para definir as bases do futuro do Viana do Castelo”, reforçou.

Segundo José Maria Costa, a Agenda para a Inovação 2030 partiu de “um diagnóstico sobre os avanços da última década, assente nos avanços dos últimos dez anos” e pretende “dar coerência e interligar grandes investimentos que estão assegurados, descobrindo e projetando outros investimentos, no quadro da inovação e do desenvolvimento sustentado”.

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