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Alto Minho

Minho com cinco comendadores em dois dias

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O Presidente da República atribuiu, esta quarta-feira, o grau de comendador da Ordem do Mérito a Fernando Pimenta, de Ponte de Lima, que ganhou duas medalhas individuais e coletivas de ouro, em K1 1000 e 5000, nos europeus de canoagem em Moscovo, no final de junho, e a seis atletas que conquistaram medalhas nos europeus de atletismo que terminaram no domingo, em Amesterdão.

Essas seis atletas são Patrícia Mamona (medalha de ouro no triplo salto), Sara Moreira (medalhas de ouro individual e por equipas na meia maratona), Jéssica Augusto , de Braga,(bronze individual e ouro por equipas na meia maratona), Ana Dulce Félix, de Guimarães, (prata nos 10.000 e medalha de ouro por equipas na meia maratona), Marisa Barros e Vanessa Fernandes (medalha de ouro por equipas na meia maratona).

Foi ainda condecorado hoje, com a medalha da Ordem do Mérito, o atleta Tsanko Arnaudov (medalha de bronze no lançamento do peso).

Assistiram a esta cerimónia, na Sala das Bicas do Palácio de Belém, o presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, e o secretário de Estado da Juventude e do Desporto, João Paulo Rebelo.

As distinções foram atribuídas pelo Chefe de Estado depois de, na segunta-feira, ter condecorado os 23 jogadores da Seleção Nacional de Futebol, vencedores do Campeonato da Europa, e o selecionador nacional Fernando Santos. Adrien Silva, de Arcos de Valdevez, e Vieirinha, de Guimarães foram os dois atletas minhotos a receber o grau de comendador da Ordem do Mérito.

Atletas condecorados esta quarta-feira felizes

Os sete atletas portugueses que foram hoje condecorados pelo Presidente da República mostraram-se muito felizes pelas distinções, que servirão de motivação para os Jogos Olímpicos Rio2016, que se realizam em agosto.

Com a presença de diversas figuras de Estado, entre as quais o presidente da Assembleia da República Ferro Rodrigues ou o secretário de Estado do Desporto e Juventude, João Paulo Rebelo, os atletas não disfarçaram o contentamento pelas distinções recebidas.

“Tenho ainda os Jogos Olímpicos, mas este reconhecimento motiva-me para mais e melhor. Quero bater o meu recorde pessoal e chegar às finais. Se estiver ao melhor nível tudo é possível “, afirmou Patrícia Mamona, condecorada depois de ter conquistado nos europeus de atletismo a medalha de ouro no triplo salto.

Jéssica Augusto considerou este um “momento especial”, e rejeitou pressões adicionais após o reconhecimento da presidência da República.

“Fico feliz por este momento, que é especial e mais do que merecido. Não sentimos uma pressão maior, mas sim uma pressão saudável para os Jogos e espero que Portugal traga medalhas”, disse a atleta que foi medalha de bronze na meia-maratona.

Sara Moreira, vencedora dessa prova, salientou que esta condecoração a vai motivar ainda mais para os Jogos do Rio de Janeiro.

“Ser distinguida é uma coisa com que todos sonhamos, este é um momento especial para mim e para o atletismo português. A medalha a cinco semanas dos Jogos motiva-me ainda mais para chegar ao Rio de Janeiro, mas ninguém quer mais do que eu alcançar o melhor resultado possível”, “disse.

O único condecorado que não participou nos europeus de atletismo foi Fernando Pimenta, canoísta que conquistou o ouro em K1 1.000 e 5.000, nos europeus de canoagem em Moscovo, no final de junho e que se mostrou orgulhoso da condecoração atribuída.

“Sei do meu valor, surpreendi a concorrência nos europeus e isso é um indicador para os jogos, mas aí voltamos à linha de partida. É um orgulho receber a condecoração, que significa a vida que temos, em prol do desporto”, assumiu.

 

 

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Alto Minho

Alto Minho defende “necessidade imperativa” de quarentena para oriundos do exterior

Covid-19

em

Foto: Divulgação

A Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho alertou hoje para a “necessidade imperativa” de “emigrantes e migrantes”, que se encontram ou pretendam regressar à região, cumprirem isolamento profilático por 14 dias, devido à pandemia de covid-19.

“A partir da entrada em Portugal devem permanecer em regime de isolamento profilático/quarentena por um período de 14 dias, evitando qualquer tipo de contacto que coloque em risco a sua saúde e a dos seus concidadãos”, sublinhou a associação que agrega os 10 concelhos do distrito de Viana do Castelo, na nota enviada às redações.

A CIM do Alto Minho acrescentou que os municípios que a integram “não irão passar qualquer licença para festas, romarias e eventos equiparáveis que decorram até final do mês de junho, face aos graves riscos de saúde pública associados à propagação da pandemia de covid-19 na região”.

A comunidade intermunicipal referiu ainda ser uma “necessidade imperativa evitar qualquer tipo das tradicionais atividades da época pascal, tais como compassos pascais, almoços de família, festas e romarias, etc.”.

A nota destaca ainda, tal como o presidente da CIM do Alto Minho, José Maria Costa, avançou hoje à agência Lusa, que “entrará em funcionamento, durante a próxima semana, em Viana do Castelo, um centro de diagnóstico destinado exclusivamente a pessoas com suspeitas de infeção covid-19 referenciadas pelas autoridades de saúde e com prescrição médica”.

Aquele centro “funcionará em modelo ‘Drive Thru’, deslocando-se os pacientes referenciados dentro do veículo ao ponto de recolha sem entrar em contacto com outras pessoas, reduzindo assim o risco de infeção em cada colheita”.

As decisões agora anunciadas foram tomadas, hoje, numa reunião de trabalho do Conselho Intermunicipal CIM do Alto Minho, com o presidente da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), para analisar o impacto da pandemia de covid-9 naquele território.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou cerca de 540 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 25 mil.

Em Portugal, registaram-se 76 mortes, mais 16 do que na véspera (+26,7%), e 4.268 infeções confirmadas, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, que identificou 724 novos casos em relação a quinta-feira (+20,4%).

Dos infetados, 354 estão internados, 71 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 43 doentes que já recuperaram.

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Alto Minho

Pirotecnia Minhota “serena” face a suspensão de festas até junho

Covid-19

em

Foto: DR / Arquivo

O administrador da Pirotecnia Minhota, a maior empresa de fabrico de fogo-de-artifício do distrito de Viana do Castelo, disse hoje aceitar com “serenidade e respeito” a suspensão de todas as festas na região até final de junho.

“Não entramos numa situação de loucura, dizendo que é injusto, porque efetivamente não faz sentido rigorosamente nenhum que quando se tomam medidas de contenção, para que as pessoas fiquem em casa, se façam atividades que originem aglomeração de pessoas. Temos de respeitar isso, e acima de tudo, respeitar as pessoas”, afirmou hoje à agência Lusa, David Costa.

A Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho informou hoje que os dez municípios da região “não irão passar qualquer licença para festas, romarias e eventos equiparáveis que decorram até final do mês de junho, face aos graves riscos de saúde pública associados à propagação da pandemia do covid-19”.

O administrador da Pirotecnia Minhota, com 120 anos existência, disse que o setor “sereno”, por “entender, perfeitamente, que não faria sentido manter uma atividade lúdica”.

“Se há atividade que tem de ser prejudicada é esta”, referiu o empresário de 53 anos, a quinta geram de administradores da Pirotecnia Minhota.

A empresa tem sede na freguesia de Santa Cruz, em Ponte de Lima, e filiais na Madeira e Angola, empregando um total de 22 pessoas, sendo que “nos meses de maior volume de trabalho chega a ter entre 100 a 120 trabalhadores”.

Por ano, nas duas empresas portuguesas faturam cerca de 1,5 milhões de euros. Em Angola, o volume de negócios ronda os 600 mil euros.

David Costa adiantou que a empresa está a aproveitar a suspensão da atividade “para tomar medidas internas e atenta às medidas de apoio que o Estado tem anunciado”.

“O ano de 2020 está praticamente perdido. As empresas devem aproveitar para olhar para si, para dentro, e tentar superar a crise que nos vai bater à porta, que já nos está a bater à porta. O futuro não será risonho, mas as empresas têm de procurar outras alternativas de mercado e acredito que sairão mais fortes e mais dinâmicas, para fazerem a festa do Adeus à Covid-19”, referiu David Costa.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou cerca de 540 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 25 mil.

Em Portugal, registaram-se 76 mortes, mais 16 do que na véspera (+26,7%), e 4.268 infeções confirmadas, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, que identificou 724 novos casos em relação a quinta-feira (+20,4%).

Dos infetados, 354 estão internados, 71 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 43 doentes que já recuperaram.

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Alto Minho

Este ano não há Vaca das Cordas em Ponte de Lima, nem Coca em Monção

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

A Comunidade Intermunicipal do Alto Minho (CIM) suspendeu hoje todas as festas e romarias no distrito de Viana do Castelo, até ao dia 30 de junho, devido à situação vivida com o novo coronavírus, que provoca a doença Covid-19, foi anunciado em comunicado.

Assim, grandes eventos como a Vaca das Cordas, em Ponte de Lima, a Festa da Coca, em Monção, que teriam lugar na véspera do Corpo de Deus, ou a Festa das Rosas, em Vila Franca, no concelho de Viana do Castelo, não se irão realizar.

“Os Municípios do Alto Minho não irão passar qualquer licença para festas, romarias e eventos equiparáveis que decorram até final do mês de junho, face aos graves riscos de saúde pública associados à propagação da pandemia do Covid-19 no Alto Minho”, lê-se num comunicado da CIM.

(em atualização)

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