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Marcelo espera que haja solução para “não perturbar” trabalho da agência Lusa

Presidente da República

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Foto: CMTV

O Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, disse esta sexta-feira em Moçambique esperar que seja encontrada uma solução para o orçamento da Lusa para que o trabalho da agência noticiosa não seja perturbado.

“Eu tenho a certeza de que haverá a procura de uma solução que permita não perturbar o que tem sido uma ação muito importante”, referiu o chefe de Estado, questionado sobre as dificuldades orçamentais da agência pública.

O trabalho da Lusa tem uma ação importante “para a língua portuguesa, para a presença de Portugal e para a comunicação de um lado e de outro, aqui entre Portugal e Moçambique”, detalhou.

Marcelo Rebelo de Sousa aceitou comentar o assunto no exterior, dada a repercussão além-fronteiras: “É uma questão de política interna, embora tenha repercussão externa”. “Todos nós admiramos a atividade da Lusa, toda ela, e nomeadamente em países irmãos, como este, no quadro da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP)”, concluiu.

No dia 23 de dezembro, numa nota enviada aos trabalhadores, o presidente do Conselho de Administração (PCA) da Lusa afirmou que a agência vai “sacrificar drasticamente” o investimento em tecnologia este ano para não atingir a área editorial, num exercício orçamental de “altíssimo risco”.

Partimos “para 2020 com um orçamento onde teremos de sacrificar drasticamente o investimento nas áreas tecnológicas para não atingir a área editorial. Mas não é possível esconder que o exercício orçamental […] é de altíssimo risco e que a Lusa está a trabalhar nos seus limites”, avançou Nicolau Santos, na nota enviada aos trabalhadores.

Conforme apontou o PCA da Lusa, esta realidade justifica-se com o facto de o orçamento da agência ter sido aprovado apenas em 19 de julho, com um corte de 464 mil euros, imposto pelo acionista Estado. A isto somam-se os encargos com os trabalhadores precários que se tornaram “muito justamente” quadros da empresa, bem como a regularização das avaliações em falta, tudo isto sem um acréscimo no envelope financeiro atribuído à empresa, explicou, na altura.

Antes, Nicolau Santos, admitiu, durante uma audição parlamentar na comissão de Cultura e Comunicação, que a atual situação financeira da empresa poderá levar a uma redução da cobertura noticiosa.

“Estamos a equacionar reduzir a nossa cobertura noticiosa porque precisamos de cortar custos, diminuir os nossos encargos e não se consegue fazer isso” apenas com o corte de investimento, afirmou, na altura, Nicolau Santos.

Em 2019, o orçamento da agência Lusa foi de 12,8 milhões de euros, após o corte de cerca de 460 mil euros.

A Lusa é detida em 50,14% pelo Estado, seguindo-se acionistas privados como a Global Media Group (23,36%) ou a Impresa (22,35%), entre outros.

 

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Tripulante português infetado com coronavírus no Japão transferido do navio para hospital de Okazaki

Covid-19

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Foto: Facebook de Adriano Maranhão / DR

O português infetado com o coronavírus Covid-19 num navio de cruzeiros no Japão foi, esta terça-feira, transferido para um hospital na cidade de Okazaki, na província de Aichi, disse à Lusa a sua mulher, Emmanuelle Maranhão.

A mulher de Adriano Maranhão afirmou que tinha acabado de falar com o marido, que estava a ser transportado de autocarro em direção ao Fujita University Health Hospital, um hospital recém-construído e cuja inauguração estava prevista para abril.

“Após os testes e análises, que se parte do princípio que lhe vão fazer, irão encaminhá-lo para outro hospital”, acrescentou Emmanuelle Maranhão, que estava a enviar um e-mail dirigido à embaixada portuguesa no Japão a solicitar o acompanhamento do marido, tripulante do cruzeiro Diamond Princess, onde foram confirmados 700 casos, que resultaram em quatro mortes, com o último óbito a ser anunciado já, esta terça-feira, pelas autoridades japonesas.

“Espero agora que alguém vá junto destas autoridades e acompanhá-lo, não digo estarem ao lado dele, obviamente, porque ele vai estar em isolamento, mas alguém tem de estar lá a representar a família, a representar Portugal, a representar este português, já que a empresa também tem um representante, mas pelos vistos não o consigo encontrar em lado nenhum”, desabafou.

Ou seja, defendeu, “é muito importante que o Governo neste momento não saia do lado dele”.

Afinal, sublinhou, “a embaixada tem de lá estar para o ajudar… a traduzir, a perceber o que está a acontecer com ele, o que é que lhe vão fazer, quais são os resultados… porque se não falarem inglês ou ele não perceber, alguém tem de estar ao lado dele”.

Na segunda-feira, a diretora-geral da Saúde dissera que o português, canalizador no navio de cruzeiros atracado no porto japonês de Yokohama, seria enviado esta madrugada para um hospital de referência local.

Graça Freitas explicou que os sintomas do tripulante do navio de cruzeiros Diamond Princess indicavam que a situação não fosse grave e expressou a sua “empatia e simpatia” para com a família do trabalhador português, cuja mulher tem manifestado, em declarações à comunicação social, queixas de falta de acompanhamento da situação do marido.

A responsável afirmou que inicialmente havia suspeitas de infeção entre oito portugueses que estavam no navio – três passageiros e cinco tripulantes.

Os passageiros não acusaram a doença e, dos tripulantes, quatro tiveram resultados negativos.

Quanto a Adriano Maranhão, canalizador no Diamond Princess, não tinha inicialmente sintomas, mas o exame revelou-se positivo.

O surto do Covid-19, que começou na China no final do ano, já matou 2.700 pessoas e infetou mais de 80 mil, de acordo as autoridades de saúde de cerca de 30 países afetados.

Além de 2.663 mortos na China continental, há registo de vítimas mortais no Irão, Coreia do Sul, Itália, Japão, Hong Kong, Filipinas, França e Taiwan.

Em Portugal, já houve 14 casos suspeitos, que resultaram negativos após análises, estando um novo caso a ser avaliado.

A Organização Mundial de Saúde declarou o surto do Covid-19 como uma emergência de saúde pública internacional e alertou, na segunda-feira, para uma eventual pandemia, considerando muito preocupante o aumento repentino de casos em Itália, Coreia do Sul e Irão.

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Covid-19: Novo caso suspeito em Portugal deu negativo

Segundo a DGS

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Foto: DR / Arquivo

O novo caso suspeito em Portugal de infeção pelo coronavírus Covid-19 foi declarado negativo depois de testes realizados no Centro Hospitalar Universitário de São João, no Porto, anunciou hoje a Direção-Geral da Saúde (DGS).

O novo caso negativo, o 14.º referenciado em Portugal, foi o de uma pessoa proveniente de Milão e que foi encaminhada para o Hospital de São João, onde foram realizadas colheitas de amostras biológicas para análise.

O surto do Covid-19, que começou na China, já infetou mais de 79.000 pessoas em todo o mundo, de acordo com os números das autoridades de saúde dos cerca de 30 países afetados.

O número de mortos devido ao novo coronavírus subiu para 2.592 na China continental, que contabilizou mais de 75 mil infetados, quase todos na província de Hubei, epicentro da epidemia.

Além das vítimas mortais na China continental, já houve também mortos no Irão, Japão, na região chinesa de Hong Kong, Coreia do Sul, Filipinas, Estados Unidos e Taiwan. Na Europa, os países mais afetados são a Itália e a França.

Em Portugal já houve 13 casos suspeitos, mas resultaram negativos após análises.

Há um português infetado que trabalha num navio de cruzeiros que se encontra de quarentena no porto de Yokohama, no Japão, e que será transferido hoje de madrugada (hora em Lisboa) para um hospital de referência japonês.

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Novo caso suspeito de Covid-19 em Portugal, proveniente de Milão

Direção-Geral da Saúde

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Foto: DR

A Direção-Geral da Saúde (DGS) validou, esta segunda-feira, um novo caso suspeito de infeção pelo Covid-19, tratando-se de um doente proveniente de Milão, encaminhando-o para o Hospital de São João, no Porto, um dos hospitais de referência para a doença.

“O doente fica internado e serão realizadas colheitas de amostras biológicas para análise pelo Centro Hospitalar Universitário de São João, que começou a fazer testes para Covid-19 na noite de 23 de fevereiro”, refere a DGS, em comunicado.

A DGS refere que o caso foi validado como suspeito após análises clínicas e epidemiológicas e que serão divulgados os resultados das análises assim que forem conhecidos.

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