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Braga

Julgamento de alegada corrupção nos Transportes Urbanos de Braga começa dia 16

Antigo vice presidente da Câmara de Braga no banco dos réus

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O Tribunal Judicial de Braga começa na quarta-feira a julgar o processo de alegada corrupção nos Transportes Urbanos de Braga (TUB), que conta com cinco arguidos, entre os quais o ex-vice-presidente da Câmara local, Vítor de Sousa.

O antigo autarca vai responder pelos crimes de corrupção passiva para ato ilícito e administração danosa.

Em causa está o alegado favorecimento da MAN Portugal nos concursos para fornecimento de autocarros aos TUB, mediante o pagamento de “luvas”.

A acusação do Ministério Público (MP), subscrita em sede de instrução, refere que Vítor de Sousa, na qualidade de presidente do conselho de administração dos TUB, terá recebido de contrapartidas mais de 226 mil euros.

Uma vantagem patrimonial que, acrescenta a acusação, seria “suportada” pelos TUB, por acrescer ao preço dos veículos, causando assim “um prejuízo importante” àquela empresa municipal.

No processo, é também arguida, pelos mesmos crimes, Cândida Serapicos, ex-vogal da administração dos TUB e classificada pelo MP como “braço direito político” de Vítor de Sousa.

Cândida Serapicos terá obtido 27.500 euros de “luvas”.

Outro arguido é Luís Vale, na altura diretor do Departamento de Manutenção e Planeamento dos TUB e principal decisor nos concursos públicos para fornecimento de autocarros.

Luís Vale terá conseguido 23 mil euros de contrapartidas.

Referindo que aquelas contrapartidas eram pagas “de forma desconcentrada”, em parcelas, “a fim de evitar suspeitas”, o MP quer que os três sejam obrigados a pagar ao Estado as verbas que terão conseguido com a sua atividade criminosa, tendo para o efeito já determinado o arresto de bens.

Para o MP, estes três arguidos “mercadejaram” com os seus cargos, “para satisfação exclusiva” dos seus interesses particulares, “em manifesto e grave desrespeito pelo interesse público e pelas regras e princípios que devem presidir aos procedimentos concursais públicos”.

No processo, são ainda arguidos a MAN Portugal e um responsável da empresa, acusados pelo MP de um crime de corrupção ativa em prejuízo do comércio internacional, em concurso com um crime de corrupção ativa.

Em causa está a compra dos TUB à MAN de um total de 23 autocarros, entre 2003 e 2008.

O MP refere que os cadernos de encargos dos procedimentos concursais careciam de objetividade, “prestando-se, deliberadamente, a uma apreciação subjetiva das propostas” e a uma “escolha arbitrária”, em ordem a “favorecer” a MAN.

Os cinco arguidos foram detidos em fevereiro de 2016 pela Polícia Judiciária, mas acabaram por ficar todos em liberdade.

No caso dos responsáveis dos TUB, foram aplicadas cauções de 100 mil euros (Vítor de Sousa), 27 mil (Cândida Serapicos) e 23 mil (Luís Vale).

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Braga

Nem a chuva apagou a chama do caldo do pote em Vila Verde

Em Sabariz

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Foto: Divulgação

As chuvadas que se fizeram sentir no sábado não foram suficientes para fazer esmorecer a chama da tradição, em Sabariz, Vila Verde. As agruras de S. Pedro não assustaram o ‘mar de gente’ que chegou ao coração do Minho para se deliciar com os genuínos sabores do mundo rural em mais uma edição da Festa do Caldo do Pote.

No total, foram consumidos mais de 1.500 litros de caldo confecionado à moda antiga, em potes de ferro colocados diretamente sobre o lume das fogueiras. Tudo preparado pela população local com o apoio de algumas localidades vizinhas da Associação de Freguesias do Vale do Homem.

Este ano, o recinto foi ampliado e recebeu uma nova área coberta para maior conforto dos visitantes face às previsões de chuva. À semelhança das edições anteriores, foi um festim para os sentidos. Ao final da tarde, os aromas da cozinha tradicional já tomavam conta do espaço e os visitantes iam petiscando as pataniscas acabadas de sair enquanto aguardavam pela confeção do ‘prato principal’. À medida que o crepitar das fogueiras ia diminuindo de intensidade, aproximava-se a hora de saborear o pitéu.

A cozinha aberta permitia aos visitantes verem de perto todo o processo de confeção. Na parte de trás, uma longa banca repleta de produtos frescos do campo colhidos pelos agricultores locais e carnes campestres da região. Na frente, uma fila indiana de potes fumegantes (com capacidade entre os 20 e os 100 litros), aquecidos e abrilhantados pelo lume das fogueiras. Pelo meio, mais de duas dezenas de homens e mulheres num corrupio para atender todos os pedidos. Vestiam os trajes tradicionais para reforçar o simbolismo do evento e preparavam com mestria as mais de 20 variedades de caldo disponíveis.

Sabores únicos e inconfundíveis que continuam a fazer as delícias dos visitantes. “É a primeira vez que venho e estou a adorar, a sopa está muito boa. Vou voltar no próximo ano de certeza! Aconselho a virem cá provar”, afirmou Filomena Morais. Por sua vez, Rosa Monteiro é presença habitual no evento e gosta tanto que traz a ‘família toda’. “Já venho cá há muito tempo. Esta festa é muito bonita, atrai muita gente e está muito bem organizada. Aconselho! Eu trouxe cá os meus primos que são da França, vieram provar o caldo a Portugal”, referiu. Em ambiente de festa, os visitantes puderam ainda cantar e dançar ao som da música popular e levar para casa um pouco do mundo rural, com a feirinha de produtos do campo instalada à entrada.

Casa cheia: “Tivemos cá pessoas do Porto, de Aveiro…”

Para o presidente da Junta de Freguesia de Sabariz, o balanço do evento é claramente positivo. Apesar da intempérie, “tivemos cá pessoas do Porto, de Aveiro… tivemos casa cheia”, avançou. Fernando Silva prosseguiu visivelmente satisfeito com a edição de 2019 da Festa do Caldo do Pote, uma iniciativa que, além de promover a freguesia e o concelho, fomenta o convívio e preserva as tradições locais. O autarca sublinhou ainda que a ampliação do espaço poderá continuar no próximo ano, já que, “se o tempo ajudar, perspetiva-se uma enchente ainda maior”.

Presente no local, a vereadora da Cultura do Município de Vila Verde teceu rasgados elogios à organização de “um dos eventos que mais tem crescido na programação Na Rota das Colheitas”. Júlia Fernandes prosseguiu vincando que Sabariz apresenta uma vivacidade louvável. “Além de manterem viva a tradição com os vários caldos que são confecionados no pote à moda antiga, nota-se o envolvimento das associações e a colaboração das instituições da freguesia e da Zona do Vale do Homem, o que mostra bem a dinâmica local”, afirmou. Júlia Fernandes concluiu frisando que não tem dúvidas quanto ao sucesso e longevidade da iniciativa: “É uma aposta ganha e consegue atrair pessoas dos mais variados locais, muitas de fora do concelho”.

A iniciativa foi organizada pela Junta da Freguesia de Sabariz e pela Associação Popular de Sabariz, com a colaboração da Associação de Freguesias do Vale do Homem. Integrou a programação Na Rota das Colheitas, do Município de Vila Verde.

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Braga

Casal agride-se duas vezes em poucas horas em Amares e acaba no hospital

Em Sequeiros

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Foto: O MINHO (Arquivo)

Um casal, ele com 64 anos e ela com 40, sofreram ferimentos na sequência de agressões mútuas, em duas altercações distintas no mesmo dia, acabando com o transporte de ambos, primeiro ela e depois ele, para o hospital.

A ocorrência deu-se em Sequeiros, concelho de Amares, com a GNR a ser alertada para uma situação de agressão cerca das 07:00 do passado sábado. A mulher acabou por ser assistida no local e transportada para o Hospital de Braga pelos Bombeiros de Amares, com alguns hematomas e escoriações.

No mesmo dia, cerca das 21:00, foi a vez do homem pedir auxílio à GNR que se deslocou novamente ao local, assim como a corporação de bombeiros amarense, desta feita com o elemento masculino do casal a apresentar hematomas.

Fonte das autoridades disse a O MINHO que esta situação “é recorrente” e que “qualquer dia poderá acabar mal”, dado o contexto de violência doméstica que ambos praticam.

A GNR registou as duas ocorrências.

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Braga

Rixa entre famílias num prédio faz três feridos na Póvoa de Lanhoso

No centro da vila

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Foto: O MINHO (Arquivo)

Três pessoas ficaram com ferimentos na sequência de uma rixa entre famílias na Póvoa de Lanhoso, esta tarde de domingo.

Ao que O MINHO apurou, as agressões deram-se dentro de um prédio situado na Avenida da República, em Nossa Senhora do Amparo, centro da vila de Póvoa de Lanhoso.

As vítimas acabaram por sofrer escoriações e hematomas, sendo considerados feridos ligeiros, depois de se envolverem num confronto que passou do verbal ao físico.

No local estiveram os Bombeiros da Póvoa de Lanhoso com três ambulâncias, fazendo o transporte das vítimas para o Hospital de Braga.

Desconhecem-se os motivos da altercação que teve alerta pelas 17:32, segundo dados fornecidos pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.

A GNR registou a ocorrência.

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