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Braga

Jovem institucionalizada em Braga raptada pelo pai e obrigada a manter relações sexuais com recluso

Três dos oito arguidos no processo pelos crimes de rapto e violação

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Foto: Ilustrativa

O Tribunal de Coimbra condenou hoje três homens a penas entre os quatro e os oito anos de prisão por crimes de rapto e violação, num processo em que estavam acusados de forçar um casamento entre um recluso e uma jovem institucionalizada.

Segundo a acusação do Ministério Público, uma jovem de 19 anos que estava institucionalizada em Braga foi obrigada a casar-se e a manter relações sexuais com um homem de 29 anos, que estava a cumprir pena na penitenciária de Coimbra e que aproveitou uma saída precária no natal de 2017 para consumar o casamento, com o envolvimento de familiares, entre eles o pai, também recluso.

O tribunal deu hoje a acusação como parcialmente provada e condenou três dos oito arguidos no processo pelos crimes de rapto e violação, absolvendo-os do crime de casamento forçado, que não foi provado.

De acordo com o acórdão, o relacionamento forçado entre o arguido José Adolfo e a jovem, que mantinha namoro com um rapaz contra a vontade do seu pai, não configura um casamento, mas sim um “ajuntamento imposto”.

O arguido José Adolfo foi condenado, em cúmulo jurídico, a oito anos de prisão pelos crimes de rapto reincidente e violação da jovem, que não consentiu as relações sexuais que existiram entre eles.

Ao pai da vítima, Agostinho Santos, o tribunal aplicou uma pena de cinco anos e seis meses de prisão efetiva pelos crimes de rapto reincidente.

Tomás Garcia, considerado “o patriarca” da comunidade onde os factos se desenvolveram, foi também condenado pelo crime de rapto reincidente com uma pena de quatro anos de prisão.

Os outros cinco arguidos, entre eles os pais de José Adolfo, foram absolvidos dos crimes de rapto, casamento forçado e violação em coautoria de que estavam acusados pelo Ministério Público.

O tribunal censurou a conduta dos três arguidos, que não mostraram arrependimento, por, apesar de várias condenações judiciais, “nada ter sido capaz de os afastar da criminalidade”.

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Braga

Ourives atacado por gangue na Póvoa de Lanhoso. Regressava de feira em Guimarães

Regressava de uma feira em Guimarães

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Foto: Ilustrativa

Um vendedor de ouro foi assaltado por quatro homens armados e encapuzados, na segunda-feira, após ter sido emboscado na freguesia de Vilela, em Póvoa de Lanhoso, quando regressava de uma feira, em Guimarães.

Segundo relatos de testemunhas à TVI, que avança a notícia, a vítima foi atacada pelos assaltantes, que, após terem atravessado o carro na estrada, provocando um acidente, tiraram o homem da viatura em que seguia, com violência. Eram cerca de 16:00 horas.

De acordo com a mesma fonte, o gangue ainda disparou “vários tiros” contra um grupo de trabalhadores da construção civil, que tentou interceder em auxílio do comerciante, um homem com idade a rondar os 30 anos.

Os dois automóveis foram levados pelos assaltantes e abandonados em Guimarães, onde foram encontrados esta terça-feira.

A Polícia Judiciária de Braga está a investigar o caso.

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Braga

Passes nos transportes urbanos de Braga 30% mais baratos a partir de março

Transportes públicos

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Foto: Divulgação

O preço dos passes nos Transportes Urbanos de Braga (TUB) vai descer 30 por cento a partir do início de março, beneficiando mais de 20 mil utilizadores, anunciou hoje o administrador daquela empresa municipal.

Segundo Teotónio Santos, o passe mais caro, que até aqui era de 42,5 euros, passará a ser de cerca de 30 euros.

Aquele passe permite viajar em toda a linha, sem limite de utilizações.

A partir de 21 de fevereiro, já podem ser comprados os passes para março, com o desconto de 30 por cento.

A descida do preço dos passes vai acontecer ao abrigo do Programa de Apoio à Redução Tarifária (PART), lançado pelo Governo para melhorar a atratividade do transporte público e incentivar a procura.

“Vão ser abrangidos mais de 20 mil utilizadores”, disse Teotónio Santos.

O administrador falava no final da reunião da Câmara de Braga, em que o executivo aprovou concessionar, por 10 anos, o serviço público de transporte de passageiros à empresa municipal TUB.

Até 2029, o município vai transferir para a empresa um total de 60,3 milhões de euros.

O vereador da CDU, Carlos Almeida, alertou para o “subfinanciamento” dos TUB (Transportes Urbanos de Braga), defendendo que a comparticipação financeira atribuída pelo município aos TUB deveria ser reforçada em pelo menos 38 milhões de euros.

“Os investimentos previstos ficam aquém das necessidades”, referiu Carlos Almeida, alertando, designadamente, para a subida da “idade média” da frota.

De resto, o vereador comunista manifestou “concordância absoluta” com a entrega do serviço aos TUB.

O vereador do PS, Artur Feio, sublinhou a necessidade de haver “mais coordenação” entre a mobilidade urbana e a política urbanística da cidade.

O presidente da Câmara, Ricardo Rio, eleito pela coligação PSD/CDS/PPM, admitiu que “seriam bem úteis mais meios financeiros” para os TUB, mas lembrou que “o orçamento não se estica indefinidamente”.

“Não é falta de vontade”, referiu, lembrando que a Câmara já decidiu atribuir aos TUB a receita do estacionamento.

Os TUB têm em curso um processo de renovação da frota, que já passou pela aquisição de seis novos autocarros em 2018 e que incluirá mais 32, num investimento de 13 milhões de euros.

Na reunião de hoje, o executivo aprovou ainda a transferência da gestão do “gnration” da Fundação Bracara Augusta para a empresa municipal Theatro Circo.

“Vai permitir partilhar sinergias, partilhar equipas e recursos, pôr em prática projetos conjuntos”, disse a administradora executiva do Theatro Circo.

Cláudia Leite acrescentou que todos os trabalhadores da área cultural do gnration serão integrados no Theatro Circo, enquanto os da área social e da juventude continuarão na Fundação.

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Braga

Empresa de Braga apresenta ‘app’ que deteta precocemente úlceras de pressão

Medical pre-Diagnostic System

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Foto: Divulgação

A MpDS – Medical pre-Diagnostic System, aplicação tecnológica desenvolvida em Braga, vai ajudar profissionais de saúde em todo o mundo a detetar e tratar de forma precoce problemas clínicos, como úlceras de pressão, anunciou fonte da empresa F3M, em comunicado enviado a O MINHO.

A app junta smartphones com lentes de magnificação e permite aos profissionais realizar, em tempo real, a monitorização, caracterização e avaliação de feridas. Um procedimento simples, que “pode ser realizado por médicos ou outros técnicos de saúde, capaz de tornar o diagnóstico mais rápido, evitando a necessidade de deslocações e consultas presenciais, que frequentemente atrasam os processos”, explica a empresa.

A aplicação é “particularmente benéfica para populações mais afastadas dos centros urbanos e com reduzido acesso aos serviços”, acrescenta. indicando que a mesma já foi testada com “resultados muito positivos por mais de 100 profissionais do setor da saúde”.

A solução demonstra “um enorme potencial de utilização” em diversas áreas, nomeadamente em Dermatologia, Oncologia, Cirurgia Plástica, Hematologia e Infeciologia.

Este lançamento vai ser o mote para uma sessão de esclarecimento, que acontece esta quarta- feira, 19 de fevereiro, a partir das 09:30, na UPTEC – Parque da Ciência e da Tecnologia da Universidade do Porto.

Do painel de oradores, destaque para Paulo Ramos, enfermeiro especialista em feridas e viabilidade tecidular, Maria José Teles, médica especialista em patologia clínica, Maria Vasconcelos e Luís Rosado, investigadores séniores na Fraunhofer Portugal AICOS, Pedro Salgado, responsável pela área da saúde na F3M e João Cunha, designer da aplicação.

Sobre a F3M

Composto por três empresas portuguesas – F3M, Megalentejo e Dot Pro – além da F3M Angola e da F3M Moçambique, a F3M é um dos maiores grupos de tecnologia, em Portugal. A sua atuação centra-se no desenvolvimento de software à medida para mercados específicos (economia social, óticas, têxtil, construção e desporto) e na integração de soluções de infraestrutura tecnológica, telecomunicações, além de serviços de consultoria.

 

Notícia atualizada às 9h55 (18/02).

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