Jovem de Viana com duas bolsas para fazer mestrado de cinema pede ajuda para chegar à América

Rita Al Cunha, de 25 anos, já escreveu ao Presidente da República e tudo
Foto: Facebook

Uma jovem de Viana do Castelo ganhou duas bolsas de estudo nos Estados Unidos da América para fazer um mestrado em cinema e lançou uma campanha de angariação de fundos, na plataforma GoFundMe, para poder custear os estudos.

“A minha vontade de fazer cinema supera todas as outras e empurrou-me nesta cruzada de me tornar realizadora. Contar histórias será sempre a minha maior motivação e desejo, mas, neste momento, preciso de alguém que as ouça”, disse hoje à Lusa Rita Al Cunha.

A jovem de 25 anos, natural da capital do Alto Minho, vai partir em junho para fazer dois anos de mestrado em cinema na State University College of Motion Picture Arts, na Florida. A especialização custa cerca de 135 mil dólares (cerca de 126 mil euros).

Naquele valor estão incluídos os custos com as propinas de dois anos de estudos, as despesas com deslocações, habitação e alimentação, entre outras.

As duas bolsas de estudo que lhe foram atribuídas, uma da própria universidade onde quer fazer o mestrado, e outra da Fulbright, “uma das mais reconhecidas e prestigiadas bolsas internacionais que financia pós-graduações e investigações científicas em mais de 140 países, permitiram-lhe juntar 91 mil dólares (cerca de 83.487 euros).

Licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa, Rita Al Cunha produziu, para a plataforma GoFundMe, o vídeo “A Girl Must Study”, para tentar juntar cerca de 19 mil dólares (17.500 euros) ficando a faltar cerca de 25 mil dólares (22 mil euros)”.

No vídeo, com pouco mais de um minuto, que já soma mais de 390 visualizações, conta de “forma cómica” a sua história de vida e pede a ajuda de todos para que o “sonho” tenha um “final feliz”.

“Todos os donativos importam e eu ficarei extremamente grata por cada um deles”, referiu.

Já escreveu ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, a pedir que a ajude a concretizar o “sonho” de ser realizadora.

“Escrevi ao Presidente da República. Contei-lhe um pouco da minha história e pedi-lhe ajuda para realizar o meu sonho”, disse, acrescentando que o mesmo pedido seguiu para outras instituições.

O “próximo passo” passa por iniciar “contactos” junto de entidades governamentais ou até de empresas que a queiram apoiar.

O montante que quer juntar com a campanha de angariação de fundos “não chega para pagar tudo”, mas Rita tem “ajuda da família, vai concorrer a apoios de entidades públicas e privadas, em Portugal e nos Estados Unidos”.

“Caso existam entidades interessadas em apoiar significativamente esta causa, poderei retribuir através da realização de produtos audiovisuais”, adianta.

Rita fez Erasmus na Universidade de Bolonha, também estagiou no FabLab Lisboa e, antes de se licenciar, recebeu uma bolsa da Portuguese American Postgraduate Society que a levou, em 2015 para Nova Iorque, onde estagiou no consulado português.

No regresso a Portugal, trabalhou no Lisbon and Sintra Film Festival durante três anos. Foi ainda assistente de produção de duas longas-metragens, Le Divan de Staline, produzido pela Leopardo Filmes e 9 Doigts, realizado pela O Som e a Fúria.

Em 2018 realizou a sua primeira curta metragem documental “Os Estrangeiros”, exibida em quatro festivais de cinema entre Portugal e Suécia, tendo conquistado, em maio, o primeiro prémio no concurso “Alto Minho Storytelling”, promovido pela Comunidade Intermunicipal (CIM)do Alto Minho.

 
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