Seguir o O MINHO

Barcelos

Presidente da Câmara de Barcelos fica em prisão domiciliária

Operação Teia

em

Foto: DR/Arquivo

O Presidente da Câmara de Barcelos vai ficar em prisão domiciliária, determinou hoje o Tribunal de Instrução Criminal (TIC) do Porto.

O ex-presidente da Câmara de Santo Tirso, Joaquim Couto, vai esperar julgamento em liberdade com uma caução de 40 mil euros.

Fonte judicial divulgou as medidas de coação hoje definidas pelo TIC e da qual já se conhecia a do quarto detido, Laranja Pontes, ex-presidente do IPO/Porto, que saiu em liberdade no sábado a troco de uma caução de 20 mil euros.

A operação “Teia” centra-se nas autarquias de Santo Tirso e Barcelos bem como no Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto e nas empresas de Manuela Couto e investiga suspeitas de corrupção, tráfico de influência e participação económica em negócio, traduzidas na “viciação fraudulenta de procedimentos concursais e de ajuste direto”, segundo comunicado da Diretoria do Norte da Polícia Judiciária, o órgão de polícia criminal que apoia o Ministério Público neste caso.

Antes de serem conhecidas as medidas de coação, o advogado do autarca do PS já tinha dito que, ao contrário do presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso, Miguel Costa Gomes não irá renunciar ao cargo.

“Recebeu um mandato do Povo que irá cumprir até ao fim. Não será o Ministério Público que o fará trair a vontade popular”, disse ontem Nuno Cerejeira Namora, ao jornal digital Observador.

Miguel Costa Gomes fala durante um ação de campanha para as eleições autárquicas de 2013. Foto: DR

Eleito em 2009, Miguel Costa Gomes cumpre o último mandato, que termina em 2021.

Anúncio

Barcelos

Pais fecham a cadeado escola em Barcelos e exigem obras há muito prometidas

Presença de amianto nas instalações assim como frio e chuva dentro dos edifícios são as principais preocupações dos pais.

em

Foto: DR

Os pais fecharam, esta quarta-feira, a cadeado os portões da escola do 1.º ciclo e jardim de infância da Pousa, em Barcelos, num protesto contra a “completa” falta de condições das instalações e o sucessivo adiamento das obras prometidas.

O presidente da Associação de Pais, Cristiano Coelho, disse à Lusa que a degradação das instalações leva a que o frio “entre por todos os lados”, o que “obriga” os alunos a levarem “mantinhas” para se aquecerem.

“É o frio que entra por todos os lados, são coberturas em amianto, são salas em que são precisos baldes para aparar a chuva, são casas de banho que metem medo, é todo um conjunto de problemas que estão há muito identificados mas que não há meio de serem resolvidos. E os pais perderam a paciência, até porque, além do mais, é a saúde dos nossos filhos que está em causa”, referiu.

Segundo explicou, a escola aguarda há mais de 15 anos por obras de fundo.

Esta quarta-feira, pais e alunos concentraram-se no exterior, com cartazes com frases como “Pais de luto”, “Projeto adiado, protesto marcado”, “Cansados de esperar”, “Salas de aula = doença” e “Amianto fora”.

Segundo Cristiano Coelho, o presidente da Câmara de Barcelos, Miguel Costa Gomes (PS), foi na terça-feira a Pousa garantir que as obras serão realizadas ainda no decorrer do atual mandato.

Mas os pais querem ver para crer e já equacionam manifestar-se na próxima sessão da Assembleia Municipal de Barcelos, que terá lugar em fevereiro.

A Escola da Pousa conta com 40 crianças no jardim de infância e 80 alunos no 1.º ciclo.

Funciona em dois edifícios, um com mais de 50 anos, para o 1.º ciclo, e o outro com cerca de 40.

Segundo Cristiano Coelho, a caixilharia, em madeira, está podre, permitindo correntes de ar que “põem em causa a saúde” das crianças.

O responsável contou que em novembro, numa altura de muito frio, 32 alunos ficaram em casa, com sintomas de febre e constipação.

Disse que houve mesmo uma criança que “quase entrou em hipotermia”.

Na manifestação desta quarta-feira, marcou também presença o Movimento Escolas sem Amianto (MESA), para “dar apoio” à luta dos pais pela remoção das coberturas em fibrocimento do edifício do jardim de infância.

“Estamos perante uma situação muito grave em termos de saúde pública, porque a degradação é tanta que o amianto está em libertação”, disse Mariana Pereira, do MESA.

Lembrou que os próprios alunos do 1.º ciclo também acabam por ser diretamente afetados, porque vão almoçar no edifício do jardim de infância.

O Bloco de Esquerda também se associou ao protesto, tendo o deputado José Maria Cardoso anunciado que irá fazer chegar o caso à Assembleia da República.

“Sendo certo que é uma escola tutelada pelo município, também é certo que o Governo não pode pura e simplesmente assobiar para o lado, como se não tivesse nada a ver com o assunto. As crianças têm direito a uma escola decente e o Estado tem a obrigação de lhes dar essa escola”, referiu.

Contactada pela Lusa, a Câmara de Barcelos disse que as obras na escola avançarão “logo que exista disponibilidade financeira por parte do município”.

Disse ainda que o projeto para a empreitada de requalificação “está pronto” e tem um valor base de 967 mil euros, acrescido de IVA.

Continuar a ler

Barcelos

Idoso desencarcerado em Barcelos após colisão com camião betoneira

EN 205

em

Foto; O MINHO

Um homem, de 77 anos, teve de ser desencarcerado da sua viatura na sequência de uma colisão com um camião betoneira, ao início da manhã desta terça-feira, em Galegos São Martinho, concelho de Barcelos.

Ao que apurámos, a vítima seguia na Estrada Nacional 205, que liga Barcelos a Prado, quando terá colidido, por razões ainda desconhecidas, contra uma camião betoneira que seguia no sentido inverso.

Foto: O MINHO

No local, estiveram os Bombeiros de Barcelos com uma ambulância e uma viatura de desencarceramento para libertar o condutor da viatura ligeira.

A vítima foi transportada para o Hospital de Barcelos com ferimentos considerados ligeiros.

A GNR registou a ocorrência que condicionou aquela via.

(Notícia atualizada às 17h43 com a alteração de Galegos Santa Maria para Galegos São Martinho)

Continuar a ler

Barcelos

Alunos de escola degradada em Barcelos recusam usar casas de banho

EB1/JI de Pousa é frequentada por 40 crianças no jardim-de-infância e 80 no 1.º ciclo

em

Foto: MESA

Alguns alunos da Escola EB1/JI de Pousa, em Barcelos, recusam-se a usar as casas de banho da escola, devido ao “estado de deterioração tão elevado”.

A situação é denunciada num comunicado enviado a O MINHO pelo Movimento Escolas Sem Amianto (MESA), que vai juntar-se à manifestação que a comunidade educativa daquele estabelecimento de ensino tem marcada para a próxima quarta-feira, 29 de janeiro, a partir das 07:30 da manhã, e em que serão reivindicadas obras de requalificação urgentes, incluindo a remoção de amianto.

Foto: MESA

A EB1/JI de Pousa, segundo é apontado naquela nota, é constituída por edifícios com 40 e 50 anos, extremamente degradados, o que obriga as crianças a levar mantas para a escola para se protegerem do frio, conforme veio a público na semana passada.

“Embora tenha obras prometidas há mais de 15 anos, o projeto teima em não sair do papel, e a autarquia defende que o seu avanço está dependente da disponibilidade financeira do município”, fazem notar.

E acrescentam: “Os pais queixam-se da cobertura em amianto do edifício que acolhe o jardim-de-infância, que está tão degradada que é necessário colocar baldes por baixo para impedir que o piso alague”.

Mau estado de escola em Barcelos força crianças a levar mantas para o frio

De acordo com a associação de pais, a caixilharia, em madeira, está podre, permitindo correntes de ar que põem em causa a saúde das crianças, que, muitas vezes, ficam em casa doentes. As casas de banho estão num estado de deterioração tão elevado que muitas crianças se recusam a utilizá-las.

“É uma situação inaceitável o que se passa nesta escola, sobretudo por se tratar de materiais contendo amianto que há muito chegaram ao final do seu ciclo de vida”, avança André Julião, coordenador do Movimento Escolas Sem Amianto (MESA).

“Mais inaceitável ainda é haver um projeto pronto, orçado em 1,2 milhões de euros, que não avança por alegada indisponibilidade financeira da autarquia. Esta situação num município que tem um orçamento anual superior a 70 milhões de euros e num país que se prepara para aprovar um orçamento com superávite é surreal e totalmente incompreensível”, aponta o responsável do MESA.

“Se existe verba, quer no Governo, quer nas autarquias, é preciso agir já, deixando de lado eventuais brilharetes financeiros e dando prioridade, de uma vez por todas, à requalificação das escolas e à remoção de materiais com amianto, cumprindo a lei 2/2011 e todas as diretivas comunitárias que Portugal tem vindo a ignorar”, defende ainda André Julião.

A EB1/JI de Pousa é frequentada por 40 crianças no jardim-de-infância e 80 no 1.º ciclo.

Continuar a ler

Populares