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Guimarães

Inaugurado em Guimarães monumento aos ex-combatentes do Ultramar

Em Silvares

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Foto: Divulgação

A freguesia de Silvares, em Guimarães, tem, a partir de sábado, um monumento de homenagem aos ex-combatentes do Ultramar.

Após a bênção do monumento, a cargo do padre Samuel Vilas Boas, houve lugar para as intervenções protocolares, com Ricardo Castro, presidente da Junta de Silvares, a referir ser esta “uma justa homenagem” aos filhos de Silvares que serviram no Ultramar.

Ricardo Castro recordou Albertino Nogueira e Manuel Salgado, ambos falecidos em Angola ao serviço das Forças Armadas Portuguesas.

Domingos Bragança, presidente da Câmara de Guimarães, vincou que “uma sociedade sem memória é uma sociedade com um futuro muito incerto”.

“A identidade faz-se da memória e sem ela não há história. E a nossa história também se faz dos nossos heróis”, disse.

Presentes estiveram ainda elementos da Associação de Paraquedistas de Guimarães e da Associação Portuguesa de Veteranos de Guerra.

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Guimarães

Nasceu uma nova estrela Michelin, em Guimarães. Foi há um ano. O que mudou de lá para cá?

Restaurante “A Cozinha”, do chef António Loureiro

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Foto: Divulgação / Arquivo

Mais postos de trabalho, equipas mais coesas, maior confiança para inovar e aumento da procura são algumas das mudanças relatadas pelos ‘chefs’ dos três restaurantes portugueses que há um ano receberam a primeira estrela do Guia Michelin. Um deles foi “A Cozinha”, em Guimarães.

Foto: DR (2018)

Um ano depois, o ‘chef’ António Loureiro considera que aumentou a pressão, até pela consciência de que há visitantes que só se deslocam à cidade por causa do restaurante.

“Passámos a sentir que realmente as pessoas lá fora têm uma expectativa muito grande em relação ao que é o restaurante e ao que é isto das estrelas Michelin”, admitiu.

De resto, garantiu, não houve grandes alterações na sua cozinha: “Não mudámos muita coisa. Tínhamos consciência do trabalho que tínhamos a fazer, ganhámos uma estrela porque estávamos a fazer bem”.

A Cozinha por António Loureiro, uma nova estrela Michelin que nasceu em Guimarães

“A Cozinha” oferece uma gastronomia tipicamente portuguesa, “não só no produto, como no receituário e na própria tradição”.

“Temos sempre em todos os pratos muita ligação à terra, àquilo que é a nossa cultura gastronómica”, descreveu, explicando que há uma preocupação em “equilibrar” alguns dos “pecados” da cozinha portuguesa e torná-la “mais atrativa e mais moderna, mas também mais moderada”.

“A nossa cozinha tem muita gordura, muito sal, muito açúcar, muitos hidratos, muita proteína. Aquilo que as pessoas procuram, mais do que se alimentarem em quantidade, é alimentarem-se em qualidade e ter uma experiência diferente”, defendeu.

Os clientes duplicaram e a novidade é que agora há “muitos, muitos mais portugueses”.

Foi o mercado interno que, inicialmente, mais aumentou no restaurante “A Cozinha”, em Guimarães, afirmou à Lusa António Loureiro.

“A Michelin é uma marca muito forte, que chega a todos os cantos do mundo e há pessoas que vêm diretamente da Dinamarca, Suécia, Bruxelas ou Taiwan”, exemplificou o ‘chef’, há pouco mais de três anos à frente do projeto.

No “G Pousada”, projeto que os irmãos Óscar e António Gonçalves abraçaram em 2014 na Pousada de São Bartolomeu, em Bragança, e que foi outro dos distinguidos, as brigadas da cozinha e da sala duplicaram no último ano para responder à procura.

Os telefones da pousada não pararam na noite de 21 de novembro do ano passado, quando o G Pousada recebeu a primeira estrela do Guia Michelin Espanha e Portugal, relataram à Lusa, afirmando que passaram a receber clientes de todo o mundo.

A quem os visita fazem questão de mostrar produtos regionais, como o cuscuz de Vinhais, dos azeites aos vinhos ou às facas, cujos cabos são feitos das hastes de veado que caem todos os anos.

“Temos sempre elementos sazonais da nossa região. Não faria sentido de outra forma porque quem vem a Trás-os-Montes quer provar Trás-os-Montes”, comentou Óscar Gonçalves.

O ‘chef’ compara o sentimento de receber a distinção do ‘guia vermelho’ com a de ser pai: “Uma sensação de alegria e ao mesmo tempo de impotência. Quando nasce um filho pensamos, ‘será que nós vamos conseguir ser bons pais e criá-lo’? E aqui foi a mesma coisa, ‘será que eu vou conseguir manter’?”.

Uma sensação que rapidamente ultrapassou: “Continuámos e mudámos cartas e estamos a avançar e a aprender todos os dias (…). Conseguimos, agora temos que manter e lutar para mais”, descreveu.

Óscar Gonçalves não esconde que um dos principais motivos de satisfação é o de ter conquistado a estrela para Bragança, pela primeira vez.

“Neste cantinho do país, tão perto da Europa e tão longe de Lisboa, conseguimos mostrar que somos capazes e que temos produtos de qualidade”, afirmou.

Outro ‘chef’ que se orgulha de um feito inédito é Pedro Almeida, que alcançou a primeira estrela em Portugal para um restaurante asiático, o “Midori”, em Sintra.

“É um marco na história. Já ninguém nos tira”, disse.

No “Midori”, o restaurante japonês mais antigo em Portugal, Pedro Almeida aprofundou o conceito dos menus de degustação de cozinha japonesa, para o qual percebia que havia um público cada vez mais interessado.

“Nós não queremos fazer aqui um misto de cozinha japonesa com cozinha portuguesa. Nós queremos fazer cozinha japonesa, mas onde nós contamos as histórias da nossa infância, explicamos os nossos produtos, aquilo que nós fazemos cá em Portugal e, portanto, tem aqui muito de nós, de Portugal, neste menu”, explicou à Lusa.

Sobre as principais mudanças que notou no último ano, Pedro Almeida disse que “a equipa ficou mais forte”, por terem conseguido “alcançar todos juntos um objetivo”, e ganhou “mais confiança para fazer menus novos, para criar pratos novos e (…) ainda mais arrojados e interessantes”.

Mas Pedro Almeida garante que não sentiu mais pressão: “Nós tínhamos a mesma pressão antes de ganhar uma estrela que temos hoje em dia. (…) Para nós, [os clientes] são todos inspetores [do guia]”.

Sobre a edição ibérica do Guia Michelin de 2020, que será conhecida esta quarta-feira, nenhum ‘chef’ arrisca grandes prognósticos.

Todos esperam manter a distinção no próximo ano e afastam a possibilidade de receber a segunda estrela para já. Por enquanto, dizem, há que consolidar o trabalho.

Óscar Gonçalves resume bem o sentimento da classe: “Só peço que o Guia seja generoso para Portugal, porque quantos mais formos mais peso temos, mais capacidade temos e o roteiro maior se torna neste pequeno canto na Europa”.

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Guimarães

Estrada em Guimarães fechada desde março por perigo de derrocada de pedreira

Airão Santa Maria

em

Foto: Divulgação

Questões de segurança condicionam atualmente estradas em pelo menos quatro distritos do país devido à proximidade com pedreiras, segundo informação recolhida pela Lusa um ano depois do colapso da Estrada Municipal 255, no distrito de Évora. Guimarães é um dos concelhos afetados.

Na tarde de 19 de novembro de 2018, um troço de cerca de 100 metros da estrada entre Borba e Vila Viçosa, colapsou devido ao deslizamento de um grande volume de rochas, blocos de mármore e terra para o interior de duas pedreiras, provocando cinco vítimas mortais.

Em Guimarães, a rua da Boucinha, em Airão Santa Maria, está encerrada ao trânsito desde março deste ano, uma vez que é um caminho adjacente às duas pedreiras existentes na zona.

Segundo fonte do município, ainda não há data previsível para a abertura, que só acontecerá “garantidas que estejam as condições de segurança de pessoas e bens”.

“A Câmara de Guimarães esclarece que a monitorização (questões de segurança e ambiente) do estado das pedreiras situadas no território vimaranense está em fase de conclusão, não tendo sido encontradas, até agora, situações graves que impusessem a tomada de medidas urgentes como aconteceu no caso das duas pedreiras de Airão Santa Maria”, pode ler-se na resposta.

Nos registos da GNR, o distrito de Évora é aquele em que se encontram mais encerramentos ou condicionamentos: a Estrada Nacional 254, a Estrada Municipal 508 e a estrada 255, onde ocorreu o acidente de 2018. Esta estrada foi criada como nacional, mas com a construção da variante Borba-Vila Viçosa o seu traçado original ficou classificado como municipal e, no caso de Borba, a propriedade foi transferida para o município.

Na 255, que começa no nó da autoestrada em Borba e termina em Alandroal, o corte decorre entre o quilómetro 10 e o quilómetro 10,050, no sentido Vila Viçosa-Pardais, com o trânsito condicionado na via da esquerda, fazendo-se alternadamente pela via da direita, através de semáforos.

“Este troço de via foi encerrado no dia 13 de dezembro de 2018, não havendo conhecimento da data de abertura”, refere a GNR.

Também a 254, que começa na rotunda da Biquinha em Vila Viçosa e termina em Viana do Alentejo, tem 500 metros de estrada cortada, dado a pedreira encontrar-se ao quilómetro 2, do lado esquerdo no sentido Vila Viçosa-Bencatel.

“O corte de estrada localiza-se entre o quilómetro 2 e o quilómetro 2,050 no sentido Vila Viçosa-Bencatel, encontrando-se o trânsito condicionado na via da esquerda, fazendo-se alternadamente pela via da direita, através de semáforos”, explica a força de segurança.

Também este troço de via foi encerrado em 13 de dezembro de 2018, não havendo previsão de abertura.

Ainda no distrito de Évora, está condicionado o trânsito na Estrada Municipal 508-3, no entroncamento Barro Branco-Borba.

A pedreira no local está localizada no sentido Talisca-Barro Branco Borba, a cerca de 90 metros. Apesar da estar desativada, o circulação “faz-se alternadamente, através de sinalização vertical colocada no local”.

Em Portalegre, mais precisamente em Elvas, está encerrado desde 29 de novembro do ano passado o caminho agrícola da ligação Estrada Regional 243-Estrada Nacional 246, na localidade de São Vicente e Santa Eulália. Neste caso, a pedreira localiza-se ao quilómetro 188 da estrada 243.

A via encontra-se encerrada num percurso de dois quilómetros e a pedreira está a cerca de 30 metros da estrada interditada. Também se desconhece a data de reabertura.

Já no distrito de Lisboa, o Caminho Municipal 518, localizado no município de Alenquer, está encerrado num percurso de 400 metros, entre o lugar de Casais Pedreira do Lima e o cruzamento da serra de Ota, enquanto a pedreira está localizada na aldeia de Carapinha, na localidade do Bairro.

Este troço de via foi encerrado em 14 de dezembro de 2018 e a GNR não tem conhecimento da data de abertura.

Apesar de não ser referido pela GNR, em Sintra foi interditado em dezembro do ano passado um caminho municipal que confina na pedreira da Pedra Furada, dado que o município considerava haver “risco de desmoronamento” de um talude.

A legislação em vigor estipula como zona de defesa da pedreira em relação a bens a proteger a distância de 15 metros para qualquer caminho público, mas a Rua Fonte da Figueira “dista menos de cinco metros à crista de um talude da pedreira da Pedra Furada”, com “mais de 14 metros de desnível”.

O município informou que atualmente a circulação continua condicionada: “na faixa da estrada do lado da pedreira não é permitido circular, estando autorizada apenas numa faixa a circulação aos moradores (cerca de cinco vivendas)”.

Nos últimos meses, algumas notícias alertaram para a proximidade da pedreira Cova da Feitosa, em Moimento, Fátima, com a A1 – Autoestrada do Norte (que liga Lisboa ao Porto).

No entanto, a Brisa referiu que a pedreira não representa risco para a circulação e que já em 1988, aquando do projeto do sublanço Torres Novas-Fátima, a zona em questão “tinhas cotas da mesma ordem de grandeza associadas ao terreno natural na zona da A1, o que significa que não existia uma exploração efetiva de uma pedreira – e se existisse não tinha qualquer expressão – nessa zona específica”.

A construção deste sublanço, indicou, cumpriu todos os requisitos legais.

“A pedreira da Cova da Feitosa não representa um risco para a circulação na A1, conforme um estudo recente, realizado no âmbito da atividade de monitorização da rede concessionada à Brisa Concessão Rodoviária e que conclui que a estabilidade global dos taludes da pedreira adjacentes à zona da autoestrada não está posta em causa”, explicou a concessionária.

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Guimarães

Arquivos de Conde Margaride já podem ser consultados na internet

Tecnologia aliada à história

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Foto: Divulgação

A organização do sistema informacional da Família Conde Margarida/Casa do Carmo foi apresentada numa sessão pública realizada na sexta-feira, “no âmbito do programa alusivo ao Centenário da Morte do Conde de Margaride, promovido pelo Arquivo Municipal Alfredo Pimenta”, anunciou hoje a Câmara de Guimarães.

“Estas sessões contribuem para pensarmos mais e valorizarmos Conde de Margaride. Neste caso há uma importância acrescida do Arquivo Municipal na era digital, disponibilizando documentos históricos que são devidamente colocados na plataforma digital, permitindo o acesso à informação e ajuda a transformar o conhecimento”, salientou a vice-presidente da autarquia.

Adelina Pinto agradeceu a “generosidade” de amigos e familiares pela forma como disponibilizaram informação no decorrer da sessão onde as origens e a influência política de Conde Margaride esteve em destaque pelas intervenções de Francisco Brito e Rui Faria.

“Temos dado passos muito importantes para estudar e trabalhar a nossa história do século XIX e nesse sentido tem sido fundamental o trabalho de rede na cooperação com as várias instituições e associações de Guimarães”, salientou vereadora da Cultura do Município de Guimarães.

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