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Cávado

Gosta de teatro? Então tem que ir ao Festiteatro de Esposende

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No âmbito do projeto CREARTE, o Município de Esposende vai promover, entre os dias 21 e 23 de agosto, o 3.º Festiteatro – Festival do Teatro de Rua.

Este ano o evento aposta na descentralização, estendendo-se às freguesias, com espetáculos em Fonte Boa, Fão e Forjães, para além da própria cidade de Esposende, palco das duas anteriores edições.

Tendo como objetivos motivar e dar a conhecer novas possibilidades criativas de Teatro de Rua, bem como criar condições que garantam aos cidadãos o acesso às artes e à cultura no espaço da rua, o Festiteatro tem vindo a afirmar-se com assinalável êxito, dando expressão a esta vertente artística.

Esta edição vai contar com as prestações de Rui Paixão, a revelação do clown em Portugal, selecionado para o Cirque du Soleil, do projeto Ganso &Cia, do Circo Culipardo e do Palhaço Ativista espanhol Enano, esperando-se, por isso, momentos muito divertidos e animados e, certamente, mais uma edição de sucesso.

Assim, no arranque do Festiteatro 2017, a 21 de agosto, a Praça do Município, em Esposende será palco das apresentações de Sr. Limpinho e Rui Paixão, e na Avenida da Igreja, em Fonte Boa, apresentam-se o Circo Culipardo e o Palhaço Enano.

No dia 22, o Circo Culipardo e o Palhaço Enano animarão a Praça do Município, em Esposende, e o Sr. Limpinho e Ganso & Cia levarão o teatro de rua à Praça Conde de Agrolongo, em Fão.

A encerrar esta terceira edição do Festiteatro, no dia 23, na mesma praça em Esposende, aturarão o Circo Culipardo e Ganso &Cia, sendo que, em Forjães, no Centro Cultural, apresentam-se o Sr. Limpinho e o Palhaço Enano.

As sessões são todas gratuitas e iniciam-se sempre às 22h00.

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Barcelos

Alunos de escola degradada em Barcelos recusam usar casas de banho

EB1/JI de Pousa é frequentada por 40 crianças no jardim-de-infância e 80 no 1.º ciclo

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Foto: MESA

Alguns alunos da Escola EB1/JI de Pousa, em Barcelos, recusam-se a usar as casas de banho da escola, devido ao “estado de deterioração tão elevado”.

A situação é denunciada num comunicado enviado a O MINHO pelo Movimento Escolas Sem Amianto (MESA), que vai juntar-se à manifestação que a comunidade educativa daquele estabelecimento de ensino tem marcada para a próxima quarta-feira, 29 de janeiro, a partir das 07:30 da manhã, e em que serão reivindicadas obras de requalificação urgentes, incluindo a remoção de amianto.

Foto: MESA

A EB1/JI de Pousa, segundo é apontado naquela nota, é constituída por edifícios com 40 e 50 anos, extremamente degradados, o que obriga as crianças a levar mantas para a escola para se protegerem do frio, conforme veio a público na semana passada.

“Embora tenha obras prometidas há mais de 15 anos, o projeto teima em não sair do papel, e a autarquia defende que o seu avanço está dependente da disponibilidade financeira do município”, fazem notar.

E acrescentam: “Os pais queixam-se da cobertura em amianto do edifício que acolhe o jardim-de-infância, que está tão degradada que é necessário colocar baldes por baixo para impedir que o piso alague”.

Mau estado de escola em Barcelos força crianças a levar mantas para o frio

De acordo com a associação de pais, a caixilharia, em madeira, está podre, permitindo correntes de ar que põem em causa a saúde das crianças, que, muitas vezes, ficam em casa doentes. As casas de banho estão num estado de deterioração tão elevado que muitas crianças se recusam a utilizá-las.

“É uma situação inaceitável o que se passa nesta escola, sobretudo por se tratar de materiais contendo amianto que há muito chegaram ao final do seu ciclo de vida”, avança André Julião, coordenador do Movimento Escolas Sem Amianto (MESA).

“Mais inaceitável ainda é haver um projeto pronto, orçado em 1,2 milhões de euros, que não avança por alegada indisponibilidade financeira da autarquia. Esta situação num município que tem um orçamento anual superior a 70 milhões de euros e num país que se prepara para aprovar um orçamento com superávite é surreal e totalmente incompreensível”, aponta o responsável do MESA.

“Se existe verba, quer no Governo, quer nas autarquias, é preciso agir já, deixando de lado eventuais brilharetes financeiros e dando prioridade, de uma vez por todas, à requalificação das escolas e à remoção de materiais com amianto, cumprindo a lei 2/2011 e todas as diretivas comunitárias que Portugal tem vindo a ignorar”, defende ainda André Julião.

A EB1/JI de Pousa é frequentada por 40 crianças no jardim-de-infância e 80 no 1.º ciclo.

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Cávado

Esposende revela obra de Vhils em homenagem às mulheres dos pescadores

Na marginal

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Foto: Divulgação / CM Esposende

Foi hoje inaugurada, na marginal de Esposende, a obra de arte “Mulheres do Mar”, de Alexandre Farto, mais conhecido por Vhils.

O mural está inserido na iniciativa Esposende SmartCity, suportado no pilar “Pessoas”, sendo a obra de Vhils formada por diversos rostos de mulher, sobre cimento e pretende homenagear os pescadores através da figura das mulheres que ficam em terra.

“Depois de termos respeitado o Dia de Luto Municipal, por Paulo Gonçalves, inauguramos agora esta obra de Vhils. Era, certamente, a forma como o Paulo quereria que fizéssemos, afirmando Esposende e engrandecendo o concelho, tal como ele fez ao longo da vida”, começou por destacar o presidente da Câmara de Esposende, Benjamim Pereira.

Benjamim Pereira discursa na cerimónia. Foto: Divulgação

“Este elemento de arte urbana pretende “homenagear as gentes do mar, juntando o passado ao presente, uma vez que a obra vanguardista está instalada junto aos estaleiros navais que fazem a História de Esposende”, destacou o autarca.

José Teixeira, da empresa dst, parceira no projeto Esposende SmartCity, destacou as exigências que se colocam às cidades atuais, desde logo, “a capacidade de oferecer soluções tecnológicas que facilitem a vida aos habitantes”.

Inauguração da placa informativa da obra. Foto: Divulgação

De acordo com a autarquia, o projeto Esposende SmartCity “contempla a monitorização do território em diversos domínios, como a qualidade do ar ou da água, mas oferecendo ainda rudimentos culturais aos alunos que frequentam as escolas locais”.

“A arte de rua permite que cada qual a interprete segundo os seus padrões, apresentando Esposende uma forte componente de aposta na sustentabilidade que entronca nas ideias do próprio Vhils”, refere um comunicado enviado a O MINHO.

Esta é a terceira obra de arte em espaço público, no âmbito do projeto Esposende SmartCity, depois de, em setembro, ter sido inaugurada a escultura “octo_ _ _ _”, da autoria de Pedro Tudela e Miguel Carvalhais e, em outubro, ter sido inaugurada a escultura “Padrão do Mar”, de Volker Schnüttgen.

Acerca do trabalho com cimento, Vhils entende ser “um dos maiores desafios alguma vez enfrentados” na medida em que consiste em “humanizar um material mundano e duro”.

Vhils e Benjamim Pereira. Foto: Divulgação

Na informação sobre a obra pode ler-se: “A homenagem do Município de Esposende às gentes do mar perpetua-se perto do rio e do mar, elementos que gravitam na identidade e na memória do lugar, pelo talento de um dos mais reputados artistas portugueses da atualidade. As obras de Vhils espalham-se pelos quatro cantos do mundo e a sua técnica inconfundível extrai o excesso da matéria construída, transformando-a em muito mais do que rostos em contextos. São imagens com alma, que eternizam a essência da História protagonizada pelos seus mais notáveis: artistas, poetas e, acima de tudo, cidadãos comuns que são a diferença de todos os quotidianos simples. Neste caso, no anonimato de um rosto de Mulher, enaltece-se quem foi âncora em terra, quem fez também da terra lugar da diáspora, da viagem e da aventura; quem deu o corpo ao mar e quem do mar colheu sustento e o proliferou.”

Vhils

Alexandre Farto é natural de Lisboa (n.1987) e cresceu no Seixal. Tinha 10 anos quando se interessou pelo graffiti e começou a pintar na rua com 13, primeiro nas paredes e mais tarde em comboios, com amigos ou sozinho.

Em Portugal, e depois um pouco por toda a Europa, viajava para pintar comboios. Afirma que isso lhe deu a base para decidir o seu futuro profissional.

Passou da lata de spray para o stencil e mais tarde explorou outras ferramentas e processos até que experimentou esculpir as paredes. Foi assim que conquistou o mundo.

Desde os 19 anos que vive em Londres, onde tirou um curso de Belas Artes na Saint Martin’s School of Art, onde começou a ser conhecido pela sua street art de retratos anónimos em paredes danificadas ou fachadas de casas devolutas.

Convidaram-no para expor no Cans Festival, evento organizado por Banksy e foram surgindo convites como a Lazarides Gallery, em Londres e a Studio Cromi, em Itália.

Tem trabalhos espalhados em espaços públicos de várias cidades do mundo como Londres, Paris, Moscovo, Nova Iorque, Los Angeles, Grottaglie, Bogotá, Medellín e Cali. E agora em Esposende.

A cerimónia de inauguração ficou marcada pela atuação dos intervenientes no projeto cultural “Amar&Mar” e pelo serviço de apoio da Escola Profissional de Esposende.

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Cávado

Até sempre, Paulo Gonçalves

Herói nacional

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Lágrimas, comoção e muitos aplausos marcaram o funeral de Paulo Gonçalves, durante esta tarde, em Gemeses, Esposende, de onde o consagrado piloto era natural.

Depois de centenas terem marcado presença, na quinta-feira, numa homenagem que durou desde o aeroporto até à igreja local, esta sexta-feira voltou a repetir-se a afluência para o último adeus à figura portuguesa mais emblemática da última década no Dakar.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Pelas 16:00 horas, iniciou a missa com centenas de cadeiras no exterior para que todos quanto quisessem participar. Foi ainda colocado um ecrã gigante e altifalantes para que as centenas de pessoas presentes pudessem ouvir.

Durante a cerimónia, a esposa do malogrado motard recordou a “força da natureza” que caracterizava Speedy. “O meu coração sentou quando o telefone tocou, foi o pior dia da minha vida”, disse. “Eras uma força da natureza como nunca vi igual”, acrescentou. “Estejas onde estiveres, vais continuar a lutar por mim e pelos nossos filhos”, disse ainda, afirmando ter “o coração partido em mil pedaços”.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Cerca de uma hora depois, iniciaram-se as cerimónias de cortejo fúnebre até ao cemitério local, deixando em lágrimas os presentes, com um coro de aplausos a furar o silêncio e a comoção que se fazia ouvir.

Familiares transportaram o caixão enquanto a viúva e os filhos seguiram atrás, com o capacete do piloto entre as mãos.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

No local, compreensivelmente, não faltaram motards para ajudar a louvar aquele que ficará para sempre na memória dos portugueses como um herói, que perdeu a vida a fazer o que mais gostava.

O motociclista perdeu a vida no Dakar 2020, na Arábia Saudita, a 12 de janeiro, aos 40 anos, na sequência de uma queda.

O acidente ocorreu ao quilómetro 276 da sétima etapa, de 12, da corrida, entre Riade e Wadi-al Dawasir. Ao todo, essa prova tinha 546 quilómetros.

Depois de anos a competir pela marca japonesa Honda, Paulo Gonçalves participava pela primeira vez no Dakar pela indiana Hero, marca que esteve sempre acompanhou a família após o trágico acidente e onde corria o barcelense Joaquim Rodrigues Jr, cunhado do esposendense.

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