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Alto Minho

Foda à Monção: “Um nome ousado, um sabor autêntico” e, agora, uma das 7 Maravilhas de Portugal

Conheça a receita e a origem do nome deste prato típico.

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Codeiro à Moda de Monção, também conhecido por "Foda à Monção". Foto: DR

O “Cordeiro à Moda de Monção”, também conhecido por “Foda à Monção”, com “um nome ousado e um sabor autêntico”, como a descreve a autarquia local, foi este domingo eleito uma das “7 Maravilhas de Portugal à Mesa”.

Mesa da “Foda” é uma das “7 Maravilhas de Portugal”

Saiba como se confeciona este prato tradicional:

Para além do cordeiro, a Mesa de Monção, que recebeu a distinção, integra ainda o vinho, a feira e o museu do Alvarinho.

“Foda à Monção”?

A autarquia de Monção, em comunicado enviado por altura da “Feira da Foda”, em Pias, naquele concelho do Alto Minho, onde o prato de cordeiro é rei,  dá a explicação.

“Os habitantes do burgo, que não possuíam rebanhos, dirigiam-se às feiras para comprar o animal. E, como em todas as feiras, havia de tudo, bons e maus. A verdade é que os produtores de gado, quando os levavam para a feira queriam vendê-los pelo melhor preço e, para que parecessem gordos, punham-lhes sal na forragem, o que os obrigava a beber muita água. Na feira, apareciam com uma barriga cheia de água e pesados, parecendo realmente gordos. Os incautos que não sabiam da manha compravam aqueles autênticos “sacos de água” e, quando se apercebiam do logro, exclamavam à boa maneira do Minho: “que grande foda!”.

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Alto Minho

De Paredes de Coura para o topo da investigação em física das partículas

Aos 26 anos, Ana Peixoto, aluna da UMinho ganhou bolsa para investigar no maior acelerador de partículas do mundo, no CERN

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Foto: O MINHO / Skype

Bastou um dia numa masterclass na UMinho para decidiu a área que queria seguir. Ana Peixoto é natural da freguesia de Bico, em Paredes de Coura e desde sempre a Matemática e as Ciências foram disciplinas onde tinha boas notas. Uma história de uma jovem cientista portuguesa contada a O MINHO, através do Skype, a partir da Suíça.

No 10.º ano foi desafiada pela professora para participar nas Olimpíadas regionais de Física, na Universidade do Porto. Ficou com o bichinho. No Verão entre o 11º e o 12º anos esteve, também, no Porto numa semana a lidar com físicos renomados que elaboravam projectos com a ajuda dos alunos.

Até que o tal dia, em Braga, onde físicos do Laboratório Europeu de Física Nuclear (CERN) e portugueses deram palestras e os participantes elaboraram exercícios partilhados por videoconferência por todo o país, cimentou aquilo que Ana queria fazer: Física de partículas.

No entanto, “por más opções na candidatura ao ensino superior”, Ana Peixoto, hoje com 26 anos, esteve um semestre a ‘penar’ em Engenharia Civil no Porto.

“Aprendi muito mas não era o que queria seguir”, diz.

No ano seguinte, concorreu para Braga e entrou na Licenciatura de Física: “correu bastante bem, tem muita Matemática e não dá para escolher uma área específica”.

Foi no mestrado em Física aplicada que haveria de contatar com o orientador, Nuno Castro e com a Física das partículas através de um estudo de sensibilidade. É aqui que o percurso internacional da jovem courense começa a dar os primeiros passos.

CERN

A aluna de doutoramento e também investigadora no Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas (LIP), fundado por Mariano Gago, foi a primeira portuguesa a vencer uma bolsa “Atlas”, que lhe permite estar em contato, investigar e trabalhar com os maiores físicos do mundo durante um ano inteiro.

E se houver algo para além do modelo padrão da actual Física composta por 15 partículas elementares? Quem valida o novo conhecimento e os novos modelos que podem ser centenas? Este é um pouco o trabalho de Ana Peixoto no CERN.

O CERN é o maior acelerador de partículas do mundo, onde se detetou em 2012 o bosão de Higgs, a partícula que confere massa às outras partículas. Ana Peixoto está na equipa internacional, com mais cinco mil investigadores, que agora quer aprofundar o conhecimento sobre o quark top, a partícula fundamental mais pesada que conhecemos e que só pode ser criada em aceleradores de partículas.

“Vinha duas vezes por ano e não tinha oportunidade de trabalhar com o detetor. Com esta bolsa pode analisar dados do detetor todos os dias e essa é a minha tese de doutoramento”, revela Ana.

Ora na Suíça há um grande colonizador de hadrões, localizado num túnel 100 metros abaixo da terra com um perímetro de 27 quilómetros (“conseguimos mais energia quanto maior for o perímetro”. Ao longo do túnel há quatro grandes detectores e Ana está num deles (Atlas).

“Tem 25 metros de diâmetro, 45 de comprimento e pesa tanto como a Torre Eiffel, é o equivalente a seis andares”.

Quark

O quark são as partículas elementares existentes nos protões e neutrões. E é aqui que se centra o trabalho de Ana: “sabemos que o quark se desintegra quase sempre da mesma forma, por isso, a observação de outros tipos de desintegração pode apontar para uma nova física, mudando o modo como deciframos o universo”.

É na observação destas desintegrações raras do quark que se foca a investigação de Ana Peixoto, nomeadamente, nos mecanismos que as poderiam originar e nas suas implicações para o conhecimento das partículas fundamentais.

“Este trabalho tem sido aplicado em inovações na área da saúde, sobretudo, relacionadas com o cancro porque podemos introduzir, num determinado local, a energia específica de um electrão, por exemplo, porque sabemos que vai ter uma reacção elementar e com isso contribuir para que não se desenvolva, ou seja substituído por elementos benéficos, digamos assim”.

E como as conversas são com as cerejas, voltamos ao início. Paredes de Coura.

“É um excelente sítio porque oferece a possibilidade de ter acesso sistemático à cultura nas suas diversas formas” mesmo que as “acessibilidades possam ser um problema”. E há “uma oficina de legos, todos os fins-de-semana” que merece destaca por parte da jovem. Porque o Mundo tem que encaixar na perfeição… ou não.

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Viana do Castelo

Anunciados os primeiros nomes para o Festival Neopop em Viana

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Foto: Facebook de Neopop

A banda Underworld é um dos primeiros nomes confirmados para a edição 2019 do festival de música eletrónica Neopop, que vai realizar-se em Viana do Castelo, de 07 a 10 de agosto, anunciou hoje a organização.

“Vai ser uma oportunidade única. Viana do Castelo foi a cidade escolhida como um dos destinos da digressão mundial desta banda de referência mundial”, afirmou Raul Duro, hoje, durante a apresentação da 14.ª edição do festival.

O responsável, que falava em conferência de imprensa, no Serviço de Atendimento ao Munícipe (SAM) da Câmara de Viana do Castelo, apontou ainda os nomes dos portugueses 2Jack4U (live), Amelie Lens, Ben Klock, DVS1, John Digweed, Lokier, Maceo Plex, Rebekah (live), Richie Hawtin, Surgeon (live) e The Advent.

Raul Duro adiantou que “já foram vendidos mais de mil passes, [e] mais de 50% dos passes foram vendidos a público estrangeiro”.

“Nesta altura do ano é referência ótima”, sublinhou.

O festival de música eletrónica, que decorre junto ao Forte Santiago da Barra, vai contar com quatro palcos e dezenas de artistas para a sua 14.ª edição, sendo que a organização espera receber “cerca de dez mil pessoas, por dia”.

Já Paulo Amaral, um dos responsáveis pela organização, destacou que o festival está nomeado em quatro categorias nos Iberian Festival Awards que vão decorrer, em março, na cidade de Vigo, em Espanha.

Especificou que o Neopop está nomeado como Best Medium-Sized Festival, Best Line-Up Powered By Artcor Light, Best Communication, e Best Live Performance (Int.) (St. Germain).

Segundo Paulo Amaral “o impacto económico do festival atualizado, este ano, é de 3,72 milhões de euros”, referindo que o retorno “já não se faz sentir só no município de Viana do Castelo mas um pouco por todo o distrito”.

Paulo Amaral destacou que o festival “atingiu um excelente nível de relacionamento com a comunidade, com 92% de satisfação dos festivaleiros com as pessoas da cidade, em termos de acolhimento e simpatia”.

Presente no encontro com os jornalistas, o presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa, avançou, quando questionado, que o apoio do município à edição 2019 do festival ronda os 70 mil euros.

O autarca socialista destacou a importância económica do festival, que “atrai milhares de festivaleiros de um número muito alargado de países”.

No final do encontro com os jornalistas, a organização do Neopop doou cerca de 3.300 euros à Associação de Paralisia Cerebral de Viana do Castelo e à Associação dos Amigos do Autismo, como resultado da receita da venda dos cinco quadros da campanha “The Art of Techno”, que foi promovida em 2018.

As duas associações foram escolhidas pela vereadora da Cultura da Câmara de Viana do Castelo. Também presente na conferencia de imprensa, Maria José Guerreiro referiu que a organização do festival “soube compreender a importância de Viana se sentir confortável com o festival”, relançado a aposta na “aproximação do festival à comunidade”.

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Alto Minho

Homem detido por 40 furtos no Alto Minho

Homem de 26 anos

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Foto: Divulgação/GNR

Um jovem suspeito por 40 furtos em residências, armazéns e empresas, situados na zona do Alto Minho, foi detido na cidade Braga, durante uma operação do Destacamento da GNR de Arcos de Valdevez, tendo-lhe apreendido um elevado número de artigos furtados.

O detido, de 26 anos de idade, residente em Braga, é suspeito da autoria de 40 furtos em residências, armazéns e estaleiros de empresas, crimes cometidos nas zonas de Arcos de Valdevez, de Ponte de Lima e de Ponte da Barca, no distrito de Viana do Castelo.

De acordo com informações do Comando Territorial da GNR de Viana do Castelo, a ação decorrer num processo de investigação no qual a GNR apurou que o detido se dedicava a furtar todo o tipo de artigos e equipamentos que contivessem metais não preciosos, principalmente ferro, inox e cobre, levando os mesmos dos locais dos furtos para uma garagem, onde procedia ao seu desmantelamento e separação dos componentes metálicos, para posteriormente os entregar em sucateiras.

Segundo o oficial de Comunicação e Relações Públicas do Comando Territorial da GNR de Viana do Castelo, capitão João Viana, a investigação criminal culminou na realização de oito mandados de busca, dos quais quatro foram em residências, um em oficina e três em viaturas, tendo sido apreendidas três viaturas, em que as duas carrinhas eram utilizadas para o transporte do material furtado e o veículo ligeiro funcionava como “batedor”, no sentido de detetar alguma autoridade durante a deslocação.

A GNR apreendeu duas armas brancas, uma arma de ar comprimido, máquinas de construção civil e ferramentas, eletrodomésticos, material informático, duas bicicletas, uma televisão, fios elétricos e diversas ferramentas utilizadas em furtos.

O suspeito, com antecedentes criminais pela prática do mesmo tipo de crime, permanece detido nas instalações da GNR, sendo presente esta terça-feira no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) do Ministério Público do Porto.

Em resultado da operação foi ainda constituído arguido um outro individuo, um homem de 36 anos, suspeito de ter participado nos furtos e esta operação policial teve colaboração do Comando Distrital da Polícia de Segurança Pública de Braga.

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