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Federação dos Médicos preocupada com falta de meios no SNS

Covid-19

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Foto: O MINHO (Arquivo)

O presidente da Federação Nacional dos Médicos (FNAM), Noel Carrilho, demonstrou hoje preocupação pela falta de meios no Serviço Nacional de Saúde (SNS), que considera não conseguir responder ao “maior desafio que já viveu”.


“Desde o início da pandemia, há menos médicos do SNS em Portugal”, afirmou, acrescentando: “É esta a realidade que viemos trazer ao senhor Presidente da República, de preocupação com a falta de meios. É impossível o SNS responder ao que talvez seja o maior desafio que já viveu”, afirmou, à saída da audiência com o chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, no palácio de Belém, para analisar a atual situação pandémica no país.

Noel Carrilho lamentou não ter havido “uma preparação adequada” durante o período de maior acalmia do surto, no verão, e não ter sido “aproveitado o conhecimento de quem está no terreno” durante vários meses.

“Vimo-nos obrigados a mostrar a nossa preocupação com a evolução da pandemia e também a situação do SNS, quer em termos de covid-19, quer em termos de assistência a doentes não covid-19. Não havendo uma preparação adequada, vemo-nos agora confrontados com uma situação muito difícil para os profissionais de saúde e, principalmente, para os doentes”, disse.

Um possível confinamento “não irá condicionar de forma significativa a capacidade do SNS”, que considera ser já “deficitária”, o que “terá consequências no futuro, em termos de mortalidade”.

“Há portugueses que vão morrer por esta falta de preparação e nós estamos, acima de tudo, preocupados com isso”, vincou.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,1 milhões de mortos e quase 42,7 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 2.316 pessoas dos 118.686 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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País

“Casas inteligentes” estão mais acessíveis, mas é preciso distinguir gadgets de soluções

Mercado imobiliário

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Foto: Divulgação / Atouch Winwel

Muitos dos últimos avanços tecnológicos vão na direção da inteligência artificial, e o setor das habitações também foi “atingido” por esta tendência. Muito já foi criado, mas ainda há muito a fazer, principalmente por causa da atual necessidade de habilitar as casas para o teletrabalho.

No entanto, para muitas pessoas o conceito de “casa inteligente” ainda é um mistério. De forma resumida, Duarte Geraldes, diretor geral da Atouch Winwel, explicou o que significa.

“Uma casa inteligente tem de ser e criar um ambiente de conforto para o seu dono, esta tem de ajudar nas rotinas diárias, para isso tem de ser possível evoluí-la e facilmente mudar uma configuração, cenário ou ação”, disse Duarte a O MINHO.

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Atualmente, segundo revela o diretor geral da Atouch Winwel, o item mais procurado é o controlo de luzes (ligar e desligar), o controlo de estores e cortinas para aproveitamento da luz natural e a criação de ambientes via luzes LED com regulação de intensidade (“dimável”).

“Cada vez mais estes ambientes (cenários) são acionados de forma fácil com os nossos painéis tácteis ou pelos comandos de voz dos assistentes mais comuns como Siri, Alexa, Google Assistent”, diz.

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Para já, os diversos modelos de uma casa inteligente têm fama de serem caros. Duarte Geraldes garante que os itens estão mais acessíveis.

“As casas inteligentes estão muito mais acessíveis e isso é de louvar. No entanto há que distinguir gadgets e brinquedos de soluções pensadas para ser a infraestrutura da casa, as “fundações elétricas” da casa”, disse Duarte.

“Acreditamos que temos sempre que dar escolha ao cliente, poder usufruir dos serviços que oferecemos ou pode recorrer a terceiros se assim o entender. Por outras palavras cada produto tem as suas características, o cliente tem de as compreender para poder fazer a melhor escolha para si, ou seja uma escolha informada”.

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E o futuro pode trazer inovações ainda inimagináveis. Segundo Duarte, seria imprudente fazer previsões que dependem de todos, mas em particular dos gigantes de hoje, mas mais ainda das empresas que virão a dominar este espaço.

“Hoje são todas as funcionalidades que os assistentes de voz trazem por serem aglomeradores de várias marcas, tecnologias e fabricantes, haverá no futuro próximo a imergência de um “desenho dominante” dentro das dos gigantes como a Apple, Amazon e Google, este avançará com uma colaboração e velocidade surpreendente e criará uma realidade aceite por todos, será realmente capaz de colocar toda a casa (eletrodomésticos, luzes, garagens, etc) em simbiose”.

Hoje já há iniciativas de consenso, porque mesmos os gigantes já perceberam que devem colaborar com o projeto “Connected Home over IP”.


Artigo oferecido por SIMINHO

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País

BPI procura as ‘startups’ portuguesas mais inovadoras

Economia

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Foto: DR

O BPI vai distinguir as ‘startups’ portuguesas com elevado potencial de crescimento na 4.ª edição dos Prémios Empreendedor XXI, anunciou hoje o banco.

A iniciativa é dinamizada pelo BPI em Portugal e pelo CaixaBank em Espanha, através da DayOne, a sua divisão especializada para empresas de tecnologia, inovação e seus investidores, refere o BPI em comunicado.

Adianta que as ‘startups’ podem apresentar a sua candidatura até 04 de dezembro e ter a oportunidade de conquistar prémios monetários, programas de formação internacionais nos principais ‘hubs’ de inovação mundial e ‘mentoring’ especializado.

Os Prémios Empreendedor XXI decorrem em Portugal e em Espanha, em paralelo, no caso das categorias territoriais, e em conjunto, nas categorias setoriais, lê-se na nota divulgada.

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País

Atividade turística em Portugal pode cair até 63% em 2020

Covid-19

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Foto: Divulgação / CM Braga

A atividade turística em Portugal este ano poderá registar uma queda homóloga de até 63% devido ao impacto da pandemia de covid-19, estima a Comissão Europeia, avançando que até setembro as dormidas turísticas baixaram 56% face a 2019.

Em causa estão as previsões económicas de outono da Comissão Europeia, que dedicam um capítulo ao setor do turismo, um dos mais “importantes para a economia europeia”, mas também dos mais afetados pelo surto do novo coronavírus devido às medidas restritivas adotadas.

Fazendo uma estimativa relativamente à atividade turística este ano, que tem por base dados sobre noites passadas nos alojamentos turísticos (nomeadamente Airbnb) da União Europeia (UE) e informação estatística relativa ao ano anterior, o executivo comunitário aponta quedas de entre 63% e 52% para a atividade turística portuguesa em 2020 em comparação com 2019.

Tais projeções têm, desde logo, em conta o facto de as dormidas em Portugal terem caído 56% entre janeiro e final de setembro passado para um total de 27 milhões de noites passadas no país, segundo referido no documento.

Só o verão (o terceiro trimestre de 2020) foi responsável por 16 milhões de dormidas em Portugal, uma queda de 47% face ao período homólogo de 2019.

Nestes dados de Bruxelas, Portugal é o nono país da UE com maior quebra na atividade turística devido à covid-19, a seguir à Grécia, Malta, Eslovénia, Irlanda, Chipre, Espanha, Croácia e Luxemburgo.

Atrás de Portugal ficam Estados-membros como Itália, onde o turismo doméstico evitou perdas maiores.

Numa entrevista concedida à agência Lusa e a mais dois meios de comunicação social europeus em Bruxelas, o comissário europeu da Economia, Paolo Gentiloni, apontou que “o turismo é importante para muitos países europeus”.

“Mas a importância não é a mesma para Portugal e França ou para a Croácia e Itália, [já que] há alguns Estados-membros nos quais o papel do turismo e do turismo interno, ligado a voos internacionais, é mais importante e Portugal é um deles, seguramente”, acrescentou o responsável nesta entrevista, dada após apresentar as previsões económicas de outono da Comissão Europeia.

Assim, “em algumas áreas de Itália ou de França, o impacto foi menos acentuado do que em países onde o papel do turismo internacional é dominante”, por ter sido compensado por turismo interno, comparou Paolo Gentiloni.

Portugal é, então, um dos países europeus mais dependentes do setor do turismo, que tem vindo a pesar cada vez mais na economia nacional, representando quase 15% do PIB e 9% do emprego.

Nas previsões económicas, Bruxelas contextualiza que, “apesar do regresso à normalidade durante o verão, quando as restrições aos setores de maior contacto como serviços de viagens e postos fronteiriços foram aliviadas, os dados disponíveis sugerem que o setor do turismo registou apenas uma recuperação limitada”, tendência europeia registada em Portugal.

“Com o ressurgimento das infeções de covid-19 nas últimas semanas, novas restrições à vida quotidiana estão a ser adotadas em vários países, o que mais uma vez irá dificultar fortemente as atividades relacionadas com o turismo”, projeta o executivo comunitário.

Acresce que “algumas das medidas de contenção do vírus serão necessárias ao longo do horizonte previsto”, isto é, até 2022, sendo para a Comissão Europeia “provável que os danos para a indústria do turismo se prolonguem”.

Nas previsões, a Comissão Europeia reviu em baixa o ritmo de retoma da economia da zona euro em 2021 face ao ressurgimento da pandemia da covid-19, estimando agora que só recupere 4,2% após uma contração de 7,8% este ano.

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