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Futebol

“Estivemos muito mal, com bola e sem bola”

Pepa

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Foto: Vitória SC / Facebook

Declarações após o Vitória SC – Benfica (1-3), jogo da sétima jornada da I Liga portuguesa de futebol, disputado no Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães:

Pepa (treinador do Vitória SC): “Estivemos muito mal, com bola e sem bola. Mesmo estando mal, a verdade é que mesmo assim criámos duas oportunidades de golo. Não fizemos muito para isso, mas mesmo assim conseguimos duas oportunidades. Deixámos o Benfica pensar, fomos pouco pressionantes e escondemo-nos do jogo, o que não é normal.

Na segunda parte, depois de estar a perder por 2-0 e de uma exibição má, havia duas opções: continuar precipitados e perdidos em termos emocionais ou mudar. Falhámos uma oportunidade pelo [Marcus] Edwards logo a abrir. Fomos pressionantes e tivemos mais mobilidade. Na segunda parte, estivemos por cima.

Quando procurávamos o 2-1, sofremos o 3-0. Depois fizemos o 3-1 e reduzimos, mas já era muito tarde. Pagámos muito caro a primeira parte. Até poderíamos ter perdido o jogo, mas não há nada pior do que ter a sensação de que demos 45 minutos ao Benfica. Não tiro o mérito ao Benfica, que foi muito melhor do que nós. Na segunda, tudo fizemos, mas fomos pouco felizes. Na primeira, fomos castigados pelo que não fizemos.

Na primeira parte, demos capacidade e liberdade à construção do Benfica. Com a qualidade que tem, acabou por executar bem. Na segunda parte, com o Alfa [Semedo] mais subido, o jogo foi completamente diferente. Ganhámos mais bolas e tivemos mais mobilidade. O que nos deixou frustrados na primeira parte foi a incapacidade em ter bola. Sujeitámo-nos a perder várias bolas no corredor central. Devíamos ter sido muito mais rápidos a variar o centro do jogo. Não fomos e tudo o que de mau poderia acontecer na primeira parte aconteceu. O coletivo não funcionou”.

Jorge Jesus (treinador do Benfica): “Tínhamos a noção de que este jogo em Guimarães era difícil. Sabíamos que o [Vitória de] Guimarães tinha uma equipa bem organizada, com bons jogadores, com um público apaixonado, que acredita que a equipa pode dar sempre a volta. O Benfica fez uma primeira parte de muita qualidade, com dois golos, e poderia ter chegado ao intervalo a ganhar por 3-0 ou 4-0. O [Vitória de] Guimarães não teve hipótese. O Benfica teve sempre bola e muita criatividade individual e coletiva. Jogámos muito na primeira parte.

Na segunda parte, o jogo ficou dividido. O Benfica já não foi aquela equipa tão bem posicionada, tão criativa e tão bem posicionada taticamente como na primeira parte. Começou a perder referências posicionais tanto com bola, como sem bola. O Guimarães reequilibrou o jogo, mas sem nos criar grandes problemas em termos de decisão e de finalização. O 3-1 deu alguma esperança aos jogadores e aos adeptos de entrarem no jogo.

Com o 3-0, o treinador começou a pensar nalgumas substituições para não ter jogadores tão fatigados na quarta-feira [frente ao Barcelona, para a Liga dos Campeões]. As substituições não conseguiram segurar a mesma intensidade de jogo que a equipa vinha a ter. Os adeptos do Benfica estiveram em minoria, mas presentes, a apoiar-nos e a incentivar-nos. A partir de agora, é pensar no próximo jogo, para a ‘Champions’.

A sétima vitória faz parte daquilo que andamos à procura. Tínhamos um jogo difícil. Não se pode desvalorizar os jogadores do Guimarães, que são tecnicamente evoluídos. Sabíamos que se não estivéssemos bem taticamente em termos defensivos, poderíamos ser surpreendidos. Não permitimos isso.

Sobre essa história do Darwin [que respeita a um alegado desentendimento entre o jogador e o treinador, aos 63 minutos], parece que o diálogo entre jogadores e treinadores é uma situação fora do comum. O treinador tem de dar ordens aos jogadores, quando acha que não fez tão bem a jogada. Às vezes, o jogador acha que não fez tão mal a jogada e responde.

Não escalei a equipa a pensar no jogo de quarta-feira. O [Valentino] Lázaro esteve bem [na estreia absoluta pelo Benfica], mas com alguma dificuldade nos últimos 10 a 15 minutos, fisicamente. Gostei do jogo dele.

O Benfica tem um lote de jogadores muito aproximados [a propósito de menor utilização de Pizzi]. Tem praticamente duas ou três opções por posição, sem baixar muito a sua qualidade”.

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