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Alto Minho

Entrevista: Renovações e complicações na “melhor edição de sempre” do Paredes de Coura

Estão previstos 26 mil festivaleiros, por dia, na 27.ª edição do Vodafone Paredes de Coura

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Foto: Facebook de João Carvalho (2017)

A 27.ª edição do festival Paredes de Coura é já a “melhor de sempre”, segundo o diretor do evento, João Carvalho (terceiro, na imagem), mas isso não afastou as “renovações” constantes, nem os obstáculos para fechar o cartaz num ano “complicado”.

Foto: Divulgação

O responsável explicou que, desde 2011, os bilhetes “vendem em maior número e cada vez com mais antecedência”, tratando-se de um festival que “não para de crescer”, mas que agora “atingiu o seu limite”, graças ao aumento de mil bilhetes por dia, estando previstas 26 mil pessoas em cada dia, de 14 a 17 de agosto, na Praia Fluvial do Tabuão.

“Aumentámos apenas mil bilhetes, mas criando infraestruturas para que essas pessoas tenham comodidade sem notarem diferenças em relação ao ano passado. É indiscutivelmente a melhor edição de sempre, porque o festival não para de crescer e agora atingiu o seu limite. Para o ano não direi que é a melhor de sempre, mas posso dizer que é a edição que está a vender antecipadamente mais”, indicou, em declarações à Lusa.

Afirmou ainda que a organização não quer arriscar “a vender mais que a capacidade” para que não se “perca qualidade de vida”, daí a preocupação constante com a melhoria de infraestruturas, “mesmo aquelas que roçam a perfeição”, recorrendo a estudos no terreno para ouvir a opinião dos festivaleiros.

“O nível de satisfação tem tido um média de 9,5. O bom senso diria para deixar estar como está, mas nós renovámos. Este ano criámos mais zonas de descanso, aumentámos o campismo 20%, não para pôr mais gente, mas para criar mais condições. Todos os campos têm acesso de emergência, há mais bombeiros, sensibilizadores ambientais e maior recolha e separação de lixo. Há reforço de som, ecrãs maiores nas laterais e um novo e também um ‘lifting’ do terreno.”, enumerou.

A preocupação é colocar “o público primeiro”, estando já esgotados os passes gerais, que representam 90% da bilheteira, enquanto os restantes 10% são bilhetes diários, entre os quais os dias 14 e 15 estão “quase esgotados”, o que é uma prova do “sucesso do festival e do incrível cartaz deste ano”.

“Num ano tão complicado para fechar o cartaz, o Paredes de Coura apresenta um dos melhores da Europa. Foi complicado para todos os festivais, porque há cada vez menos cabeças de cartaz e os festivais apostam na diversidade musical. Veja-se os outros festivais em Portugal e na Europa que ficaram aquém das vendas. Se pegarmos nos festivais de Verão, chegamos à conclusão que as vendas são inferiores”, afirmou.

Segundo João Carvalho, as vendas provam que este é “o melhor cartaz de sempre” de um festival que ainda tem “o mérito” de decorrer “numa terra de nove mil pessoas, que sofre as consequências das terras do interior do país”, e que recebe um dos “bons festivais da Europa, com um cartaz maravilhoso, sem qualquer festival vizinho”.

“É fácil programar havendo um cartaz de um bom festival em Espanha ou França, nós fazemo-lo isoladamente. Com a contrariedade ainda de os grandes festivais no mesmo fim de semana estarem do outro lado da Europa. Começámos a programar o sábado, é o dia mais difícil, porque as bandas estão nos outros festivais do outro lado da Europa. Quando conseguimos um cartaz como o deste ano, temos de estar orgulhosos”, sublinhou.

Ainda sobre as atuações previstas, João Carvalho destacou nomes emergentes como Boy Pablo, Flohio ou Julia Jacklin, sem esquecer os “grandes” como Suede e Patti Smith, “numa altura em que quase se adivinha que poucos mais concertos [a cantautora] dará”, nomeando também os New Order como “um sonho para qualquer festival” e ainda os The National, Spiritualized, Deerhunter e Connan Mockasin.

A preocupação ambiental garantiu ser “de sempre, para sempre”, havendo um “esforço durante todo o ano” para manter inalterado o cenário natural da Praia Fluvial do Tabuão.

“É um espaço que atualmente não tem pó, tem uma relva maravilhosa, fica mais bonita de ano para ano, temos este ano mais gente a trabalhar no ambiente do que alguma vez tivemos. Aumentamos a reciclagem, temos o copo reciclável, há gente a trabalhar na separação do lixo e limpeza do espaço. Vamos ter atualizadores ambientais no recinto, como em todo o campismo, estamos a falar de 20 hectares de campismo que se quer limpo e arranjado”, vincou.

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Viana do Castelo

Liga dos Amigos investe mais de 30 mil euros no Hospital de Viana do Castelo

Ampliação do serviço de radiologia para rentabilizar novo mamógrafo digital oferecido

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Foto: DR /Arquivo

A Liga dos Amigos do Hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo, está a investir mais de 30 mil euros na ampliação do serviço de radiologia para rentabilizar o novo mamógrafo digital com estereotaxia da unidade.

“O novo equipamento entrou em funcionamento em abril e já realizou exames a 660 mulheres, além de ter permitido intervenções que não eram viáveis com o equipamento que foi desativado, mas a falta de espaço nas atuais instalações condiciona ainda o pleno funcionamento do mamógrafo oferecido pela Liga dos Amigos ao hospital”, explicou hoje à agência Lusa o presidente da Liga dos Amigos do hospital de Viana do Castelo (LAHVC), Defensor Moura.

O médico especialista em medicina interna, já reformado, antigo presidente da Câmara de Viana do Castelo e fundador da Liga, acrescentou que a intervenção “já iniciada” prevê “a transferência do bar, com o objetivo de libertar área para a expansão do serviço de radiologia do hospital”.

“Com esta intervenção, e mais a participação no apetrechamento da nova unidade de cuidados intermédios polivalente, a Liga dos Amigos vai investir mais de 30 mil euros na melhoria dos serviços hospitalares, graças aos contributos regulares dos seus amigos beneméritos”, especificou Defensor Moura.

A LAHVC homenageou publicamente, na quinta-feira, os beneméritos que contribuíram para a aquisição do mamógrafo digital com estereotaxia. A sessão realizada no auditório da unidade foi ainda marcada pelo “pagamento da última prestação à empresa fornecedora do equipamento, cujo custo final orçou em 92.250 euros”.

A campanha para angariação de fundos para recolher a verba necessária à aquisição do mamógrafo digital começou em abril, sendo que a 06 de junho o equipamento começou a funcionar, tendo sido realizados, no primeiro mês, 202 exames a mulheres do distrito de Viana do Castelo que não tiveram de ser deslocar ao Instituto Português de Oncologia (IPO), no Porto.

“Até agora foram recebidos 424 contributos individuais e coletivos, de montantes entre dois euros e dezenas de milhares de euros, a quem a Liga agradeceu e passou os correspondentes recibos para efeitos fiscais”, referiu Defensor Moura.

O novo equipamento veio substituir um existente na unidade, que “avariava com frequência”, causando “adiamentos de mamografias e de intervenções cirúrgicas programadas, com nefastas consequências para o equilíbrio psicológico das doentes”.

O novo aparelho de mamografia digital, com estereotaxia, “veio evitar que, todos os anos, mais de 100 mulheres tenham de se deslocar a hospitais ou centro privados no Porto para a realização de biopsias e colocação do arpão de localização pré-operatória dos tumores da mama”.

A Unidade de Saúde Local do Alto Minho (ULSAM) é constituída por dois hospitais, o de Santa Luzia, em Viana do Castelo, e o Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima.

Integra ainda 12 centros de saúde, uma unidade de saúde pública e duas de convalescença, e serve uma população residente superior a 244 mil pessoas, contando com 2.500 profissionais, entre os quais 501 médicos e 892 enfermeiros.

Além da oferta de equipamentos ao hospital de Santa Luzia, a Liga dos Amigos tem um corpo de voluntariado que, em 2018, “prestou mais de 10 mil horas de trabalho voluntário junto dos doentes e, também um grupo de promotores da dádiva de sangue que contribui para a contínua renovação e rejuvenescimento dos dadores benévolos do hospital, cujo serviço colheu, no ano passado, mais de 4.500 dádivas de sangue”.

A Liga dos Amigos do Hospital de Viana do Castelo foi criada em 1981, comemorando no próximo dia 30 de novembro o seu 38.º aniversário de “atividade ininterrupta”.

Em 38 anos de atividade, a Liga dos Amigos do Hospital já ofereceu “múltiplos equipamentos técnicos aos serviços de urgência, de cirurgia, medicina, cardiologia, pneumologia, obstetrícia, pediatria e imuno-hemoterapia”.

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Alto Minho

Professores e auxiliares agredidos em escola de Valença

Na quinta-feira

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Foto: DR / Arquivo

Professores e auxiliares da Escola Básica 2/3 de Valença terão sido agredidos pelo pai de um aluno, avançou fonte da GNR.

De acordo com aquela publicação, as agressões ocorreram por volta das 15:30, quando o pai de uma aluna partiu para a violência com um funcionário da escola, a quem acusava de ter batido na filha.

Um professor, um auxiliar e o pai da criança deslocaram-se posteriormente à unidade de saúde de Valença, onde receberam tratamento.

A GNR registou a ocorrência.

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Alto Minho

Carlos Meira (Viana) quer ser candidato à liderança do CDS

Crise no CDS

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Foto: DR / Arquivo

O conselho nacional do CDS-PP para marcar o congresso da sucessão de Assunção Cristas demorou seis horas e meia e terminou esta sexta-feira de madrugada, sem que nenhum dos dirigentes “em reflexão” tenha anunciado uma candidatura à liderança.

Ao longo de horas e horas, em que muitos fizeram pausas para vir à rua conversar ou até encomendar comida, hambúrgueres, no caso, foi ainda possível saber que um militante, Carlos Meira, de Viana do Castelo, que fez uma intervenção crítica a Cristas no congresso de 2018, anunciou aos conselheiros ter a intenção de se candidatar à liderança.

Carlos Meira, figura conhecida do CDS em Viana do Castelo, já foi presidente da concelhia e candidato à Câmara de Viana em 2013, tendo-se apresentado durante um congresso nacional do CDS como “neto de um deputado da União Nacional”.

Meira já tinha sido muito crítico com Assunção Cristas durante o primeiro dia de trabalhos do 27.º Congresso do CDS-PP, que decorreu em Lamego (Viseu), em 2018.

Na altura, acusou a presidente do partido de desrespeito pelo distrito, ao qual terá dedicado apenas 40 minutos durante a campanha autárquica. “A senhora presidente nunca tinha tempo, era só Lisboa, Lisboa, Lisboa”, criticou.

As declarações, na altura, levaram a que o presidente da mesa do Congresso tentasse intervir, mas Carlos Meira disse que tinha esperado “o dia todo para falar”.

Dirigentes “em reflexão” não avançam

Nem João Almeida, deputado e porta-voz do partido, nem Filipe Lobo d’Ávila, do grupo “Juntos pelo Futuro”, nem o líder da JP, Francisco Rodrigues dos Santos, que está “disponível para aquilo que os militantes” entenderem que pode “ser mais útil”, disseram claramente estar na corrida à sucessão de Cristas, que se afastou depois dos maus resultados do CDS das legislativas, em 06 de outubro, disseram à Lusa vários conselheiros nacionais.

Foram mais de seis horas de reunião em que, na primeira parte, os três dirigentes e Abel Matos Santos, único candidato assumido, da Tendência Esperança em Movimento (TEM), fizeram intervenções em que falaram dos resultados do partido, que passou de 18 para cinco deputados, com 4,2% dos votos, e pediram reflexão sobre o futuro.

No final de um concorrido conselho nacional, mas já com a sala da sede do CDS-PP com pouco mais de 20 conselheiros, a ainda líder, Assunção Cristas, prometeu uma “presença discreta”, para fazer a representação institucional do partido, e disse sair da reunião tranquila com a participação que teve e com o debate de ideias a que assistiu.

E despediu-se, já passava das 04:00, com a frase: “Vamo-nos vendo e, se não for antes, vemo-nos no congresso.”

No final da reunião, em declarações aos jornalistas, tanto Lobo d’Ávila, que à entrada admitiu que anunciará a sua decisão “dentro de dias”, nem João Almeida revelaram posições definitivas.

Almeida admitiu que já está a preparar a moção de estratégia global que pretende levar ao congresso de janeiro de 2020 e defendeu que, antes de pensar na candidatura, é preciso discutir ideias para o futuro do partido.

À partida, todos quiseram “ouvir”, nas palavras de Filipe Lobo d’Ávila, o que os conselheiros nacionais tinham para dizer sobre os resultados do partido, o pior desde as eleições de 1991. O mesmo, ouvir, quis fazer Nuno Melo, eurodeputado do CDS, que na semana passada se excluiu da corrida à liderança.

Na reunião, à porta fechada, segundo relatos feitos à Lusa por conselheiros nacionais, João Almeida defendeu-se das críticas internas, como Lobo d’Ávila, por não ter estado na sede nacional na noite das eleições, justificando-se ter ficado em Aveiro, círculo por onde foi eleito deputado.

Assunção Cristas falou, logo no início, aos dirigentes do partido para dizer que vai continuar no parlamento até ao congresso de janeiro e que, depois, renunciará ao cargo de deputada, mantendo-se, porém, como vereadora na câmara de Lisboa, para que foi eleita nas autárquicas de 2017.

Na reunião foi aprovada a realização do 28.º congresso nacional do CDS para 25 e 26 de janeiro de 2020, em local ainda a definir.

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