Seguir o O MINHO

Ave

Enchimento da barragem de Daivões deverá começar a partir de outubro

Cabeceiras de Basto

em

Foto: CM Cabeceiras de Basto

O enchimento da albufeira de Daivões, barragem localizada em Ribeira de Pena e inserida no Sistema Eletroprodutor do Tâmega, que serve o concelho minhoto de Cabeceiras de Basto e que estava previsto para junho, “não começará” até “ao final de outubro”, disse hoje a Iberdrola.


“As atividades necessárias para o fechamento do túnel de desvio do rio estão em curso neste verão. Em todo o caso, os caudais no rio durante o verão são muito baixos e o enchimento da albufeira, propriamente dito, não começará até ao final de outubro”, esclareceu a elétrica espanhola numa resposta escrita.

A agência Lusa pediu um ponto de situação à Iberdrola, que apontava junho de 2020 como o mês em que se iniciaria o enchimento da albufeira de Daivões. A empresa prevê ainda que a exploração comercial deverá arrancar em 2021.

O Sistema Eletroprodutor do Tâmega (SET), que foi concessionado à espanhola Iberdrola e inclui a construção das barragens de Daivões, Gouvães e Alto Tâmega, no distrito de Vila Real, tem tido um percurso polémico.

O projeto hidroelétrico foi apresentado oficialmente em 2009, no ano a seguir perdeu uma das quatro barragens inicialmente previstas por imposição da Declaração de Impacto Ambiental (DIA), as obras começaram em 2014 e as previsões apontam a sua conclusão para 2023.

De acordo com dados fornecidos pela empresa, o SET tem impacto em 59 casas, das quais 49 situam-se em Ribeira de Pena e, destas, 43 são diretamente afetadas pela albufeira de Daivões.

As restantes casas ficam situadas em Boticas, Chaves e Vila Pouca de Aguiar e serão atingidas pela albufeira de Alto Tâmega.

Algumas famílias queixaram-se das indemnizações pagas pela concessionária espanhola, tendo sido apontados casos em que o valor indemnizatório não chegava para a construção ou aquisição de uma nova casa.

Os processos de desalojamento dos moradores foram revistos, uma negociação intermediada pela Câmara de Ribeira de Pena e acompanhada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN).

Em dezembro, foi acordado o pagamento pela Iberdrola de mais 1,4 milhões de euros de indemnização às famílias afetadas, tratando-se de uma compensação adicional para a construção de casa. Os primeiros cheques foram entregues em maio.

Esta compensação adicional ao processo de expropriação tem como base a medida 29 do Plano de Ação Socioeconómico da Declaração de Impacte Ambiental (DIA), aprovado em 2015.

No início deste ano trabalhavam no SET cerca de 1.800 pessoas, das quais perto de 370 eram dos municípios da região.

Em março, preocupado com a pandemia de covid-19 e a grande mobilidade de trabalhadores, nomeadamente espanhóis, o presidente da Câmara de Ribeira de Pena pediu a suspensão temporária, mas imediata, das obras nas três barragens que fazem parte do SET, o que nunca viria a acontecer.

No final de abril, num ponto de situação feito à Lusa, a empresa espanhola disse que as obras estavam a avançar “praticamente ao ritmo normal com aproximadamente 1.000 trabalhadores”. Deste número “apenas 5%” eram trabalhadores transfronteiriços.

O SET é um dos maiores projetos hidroelétricos na Europa, nos últimos 25 anos, e representa um investimento de 1.500 milhões de euros.

Os três aproveitamentos hidroelétricos que integram a “gigabateria do Tâmega” (Gouvães, Daivões e Alto Tâmega), totalizam uma potência de 1.158 megawatts (MW), alcançando uma produção anual de 1.760 gigawatts hora (GWh), ou seja, 6% do consumo elétrico do país.

O projeto hidroelétrico foi apresentado oficialmente pela Iberdrola em janeiro de 2009 e, na altura, foi anunciado que as quatro barragens do Alto Tâmega deveriam estar em funcionamento até 2018.

Em Junho de 2010, foi aprovada a Declaração de Impacto Ambiental (DIA) que chumbou a barragem de Padroselos, prevista para o rio Beça, por causa do mexilhão-de-rio do Norte, uma espécie protegida pela legislação europeia e que chegou a ser dada como extinta em Portugal.

Os concelhos afetados pelo Sistema Eletroprodutor do Tâmega são: Ribeira de Pena, Boticas, Vila Pouca de Aguiar, Chaves, Valpaços, Montalegre e Cabeceiras de Basto.

O plano de ação socioeconómico, assinado com as sete câmaras, destina cerca de 50 milhões de euros para o desenvolvimento económico, social e cultural da região onde estão a ser construídas as três barragens.

Anúncio

Ave

Prisão preventiva para ex-GNR que baleou vizinho em Celorico de Basto

Crime

em

Foto: DR / Arquivo

O homem de 71 anos, militar da GNR reformado, que atingiu a tiro um vizinho, no domingo à noite, em Celorico de Basto, ficou em prisão preventiva.

Como O MINHO noticiou em primeira mão, a vítima foi atingida a tiro de pistola durante uma confusão entre vizinhos, tendo ficado em estado grave.

Militares da GNR levara o suspeito para o quartel, tendo sido posteriormente detido pela Polícia Judiciária (PJ), indiciado por homicídio qualificado, na forma tentada.

A situação ocorreu num prédio na Avenida João Pinto Ribeiro, em Britelo, centro da vila de Celorico de Basto.

Homem atingido a tiro após discussão em Celorico de Basto. Ex-GNR foi detido

De acordo com comunicado da PJ, “os factos ocorreram cerca das 21:00 de domingo, no interior de uma casa, e tiveram origem em desentendimentos entre o arguido e a vítima, um homem com 39 anos”.

“Por motivos fúteis, o presumível autor utilizou uma arma de fogo e efetuou um disparo na direção da vítima, atingindo-a na zona abdominal, com perfuração completa”, acrescenta a autoridade.

A vítima foi transportada para o Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa, em Penafiel, onde se encontra com prognóstico reservado, segundo a PJ.

Após comunicação dos factos pela GNR de Celorico de Basto, “foram desencadeadas de imediato diligências de investigação para recolha de elementos de prova, vindo o presumível autor a ser, entretanto, detido, e apreendida a arma de fogo utilizada”.

Continuar a ler

Ave

Menina de nove meses queimada com água a ferver em Fafe

Acidente

em

Foto: DR / Arquivo

Um bebé de nove meses sofreu queimaduras em segundo grau, ao final da tarde desta segunda-feira, em Fafe.

Ao que apurou O MINHO, a criança, uma menina, terá ficado queimada com água a ferver por acidente.

Para o local, na freguesia de Fornelos, foi mobilizada uma ambulância dos Bombeiros de Fafe apoiada pela ambulância de Suporte Imediato de Vida e pela viatura médica do INEM de Guimarães.

A criança foi transportada em “estado grave” para o Hospital de São João, no Porto.

A GNR registou a ocorrência.

Continuar a ler

Ave

Fafe atribui 100 mil euros a instituições sociais e de saúde

Apoio social

em

Foto: Ivo Borges / O MINHO

A Câmara de Fafe anunciou hoje que vai atribuir subsídios no valor de 100 mil euros a várias instituições do concelho com atividades nas áreas social e da saúde.

Os subsídios têm como objetivo ajudar as instituições que operam no terreno no apoio às pessoas com maiores dificuldades, garantindo, segundo o município, que “tenham uma vida digna e com as condições de sobrevivência a que todos têm direito.”

Segundo aquela autarquia do distrito de Braga, a decisão foi aprovada por unanimidade no executivo municipal.

Raul Cunha, presidente da Câmara de Fafe, citado num comunicado enviado à Lusa, considera que “estas instituições representam uma mais-valia através das suas áreas de atuação”.

“Estes apoios vão estimular e promover a atividade destas instituições que têm um papel fundamental junto da comunidade fafense”, acrescenta o autarca.

O autarca salientou ainda “a importância de, neste período especial de pandemia que vivemos, Fafe beneficiar da presença de um conjunto amplo e diversificado de instituições de caráter social que, em articulação e com o apoio da autarquia, têm desenvolvido ações de resposta social nas diferentes áreas e são fundamentais para o dia-a-dia de várias famílias com dificuldades do concelho.

Continuar a ler

Populares