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Braga

Em maio de 1999, Braga ficou maior: abriu o Braga Parque – foi há 20 anos

Maior centro comercial a norte do Porto foi inaugurado a 13 de maio de 1999

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Foto: Thiago Correia / O MINHO

Ícone da cidade de Braga neste século, o Braga Parque completou, esta segunda-feira, 20 anos. Foi inaugurado a 13 de maio de 1999, brilhava na cidade, naquela altura, o Braga Shopping, na Avenida Central. É propriedade da Urbaminho, S.A, empresa participada em 70 % pela Mundicenter SGPS e 30% por empresários bracarenses, que também é promotora, desde 2005, do Campus S. João, no Porto.

Com 180 lojas, mais de 2 mil postos de trabalho, 2.500 vagas de estacionamento e cerca de 8 milhões de visitantes por ano, o centro comercial é visto como um “comprovativo” do crescimento da capital do Minho, na sequência do fortalecimento da Universidade do Minho e da chegadas de empresas fortes, como a Bosch, e outros pólos tecnológicos e culturais.

António Afonso, director-geral do Braga Parque. Foto: O MINHO

“Se lembrarmos a zona em que está o Braga Parque há 20 anos, tinha a Universidade a seguir, mas a cidade terminava aqui”, recorda a O MINHO António Afonso, director-geral daquele shopping desde o primeiro dia.

“Aquilo que sentimos é que depois da abertura, a cidade cresceu muito para este lado. E orgulha-nos muito que, não só as pessoas de Braga, mas do Minho em geral, tenham a ideia de que o Braga Parque é um centro comercial à dimensão da cidade”, afirma.

Ana Paula Pereira, gerente da unidade da loja Vista Alegre. Foto: O MINHO

“Temos muitos clientes de Viana do Castelo, de Famalicão… espanhóis. As pessoas de outras cidades encaram o Braga Parque como deles também. É um shopping do Minho”, acredita Ana Paula Pereira, gerente da unidade da loja Vista Alegre, no shopping desde a sua inauguração.

Assinado pelo arquiteto Frederico Valassina, o projeto do Braga Parque já recebeu duas grandes expansões, uma em 2007, outra em 2009, o que permitiu a chegada de novas lojas, como a Fnac. Antes, o Braga Parque era um shopping de médias dimensões, agora conta com 54 mil metros quadrados de área de construção.

Numa das expansões, por exemplo, o centro comercial acabou por agregar o então hipermercado Feira Nova, atual Pingo Doce, que ficou mais pequeno e abriu espaço para a Primark.

“O shopping há 20 anos não tinha este tamanho, nem o mesmo número de lojas, e tinha menos marcas de renome e grandes grupos”, diz Ana Paula, como é conhecida por todos no local.

“O Braga Parque conseguiu conquistar este espaço, acabou por atrair as marcas que não estavam no início e que o tornam neste momento num shopping grande, que não fica nada atrás dos que ficam em outras cidades”.

Para o director-geral, a evolução do centro comercial surgiu naturalmente.

“Evoluiu porque foi uma novidade em Braga, um centro comercial do género. Foi entrando no hábito das pessoas e foi fazendo parte da cidade. Por outro lado evoluiu porque o próprio edifício evoluiu. O Braga Parque foi muito particular porque teve várias expansões, e, como um ser vivo, tornou-se maior no que é hoje”, completa António Afonso.

Apesar de ser o maior centro comercial a norte do Porto e atrair visitantes de todo o Minho e da Galiza, o Braga Parque caracteriza-se por ser um shopping dentro da cidade, que acaba por entrar na rotina dos bracarenses.

A localização acabou por contribuir para este perfil. O Braga Parque está na maior freguesia do concelho – São Victor – e muito próximo do campus de Gualtar da Universidade do Minho, do Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL), de milhares de habitações e também do centro histórico.

“Somos um centro comercial muito grande, mas de cidade. O Braga Parque tem o perfil que atrai pessoas de toda a zona norte, que vêm ao fim de semana. Mas, por estar dentro da cidade, para os bracarenses está no dia-a-dia das pessoas. As pessoas vêm logo cedo para o supermercado, clínica dentária, e uma data de serviços, [pelo que] somos um centro comercial de frequência diária, um ponto de encontro para tomar um café, encontrar os amigos”, salienta o director-geral.

“O shopping está muito perto destes pólos culturais e muito importantes que fazem de Braga uma cidade importante, e ao mesmo tempo, o Braga Parque é um pólo comercial por excelência. É possível um shopping enquadrar-se na cultura e no dinamismo e no crescimento económico da cidade”, analisa Ana Paula.

O 20.º aniversário do Braga Parque está a ser celebrado pelas ruas de Braga e na região do Minho, com uma campanha de multimeios, sob o tema “Fazemos todos 20 anos”.

Na semana passada, o centro promoveu um shopping day, com iniciativas alusivas aos anos 1990, tendo recebido um concerto dos GNR no seu interior.

Até ao final do ano, o Braga Parque tem preparadas várias surpresas, que vão desde exposições a retratar a sua evolução, numa mensagem de agradecimento a todos os que fazem parte da história do centro, a ativações especiais de aniversário e passatempos.

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Braga

Despedida de solteiro junta 100 quilos de alimentos para ajudar idosos em Vila Verde

A ideia partiu do padrinho do noivo, um antigo vereador na Câmara de Ponte da Barca

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Foto: Facebook

A despedida de solteiro de Óscar Gomes, administrativo de 28 anos e natural de Valões, concelho de Vila Verde, ficará marcada na história pessoal do noivo, mas também na dos utentes do Centro Social de Covas, que, fruto de uma ação solidária, receberam perto de 100 quilos de comida.

A ideia partiu de José Costa, padrinho do noivo, médico de profissão e antigo vereador da Câmara de Ponte da Barca, sugerindo que cada um dos 25 convidados para a despedida de solteiro trouxesse pelo menos três quilos de bens alimentares para doação a uma instituição à escolha.

Óscar, noivo babado, contou a O MINHO que os amigos aderiram e trouxeram perto de 100 quilos de bens alimentares.

Foto: Facebook

“Decidimos depois oferecer os alimentos ao Centro Social de Covas, por ser aqui na União de Freguesias do Vade, de onde sou natural e por ser a instituição mais próxima de minha casa”, explica.

Os bens foram já entregues naquela instituição que aproveitará os mesmos para ajudar os utentes a quem prestam serviços em regime de domicílio. A noiva, Catarina Ribeiro, de 26 anos e optometrista de profissão, acolheu bem a ideia, adiantou o noivo.

O casamento está marcado para o próximo dia 10 de agosto e os noivos asseguraram, à partida, uma entrada com o pé direito no matrimónio, com uma ação solidária que dá que falar na região, recolhendo elogios de autarcas e da sociedade civil em geral.

Carlos Cação, presidente da União de Freguesias do Vade, foi quem sugeriu o Centro Social de Covas como recetor da oferta, e entrou assim na engrenagem que permitiu o gesto solidário.

Atualmente, este centro social, sob direção de Luísa Gonçalves, acolhe 37 utentes dos concelhos de Vila Verde e de Ponte da Barca, em regime de apoio ao domicílio, mas está para breve a inauguração de um novo espaço físico que perimitirá aumentar o número de utentes para perto de 60. A média de idades deste utentes é de 87 anos, sendo a União de Freguesias do Vade um dos locais mais envelhecidos de Vila Verde.

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Braga

Edifício da Confiança já foi classificado e será vendido este ano

Preço-base de 3,8 milhões de euros

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Foto: Sérgio Freitas/CM Braga

O edifício da antiga fábrica Confiança, de Braga, foi já classificado como “imóvel de interesse público” pelo Ministério da Cultura, revelou, sexta-feira à noite, na Assembleia Municipal, o presidente da Câmara, Ricardo Rio.

O autarca adiantou que a classificação permite ao Executivo camarário a sua venda, em hasta pública, com o preço-base de 3,8 milhões de euros, o que acontecerá, provavelmente, em outubro.

“O fim do processo classificativo permite-nos elaborar um caderno de encargos com regras claras para todos os interessados, e com as normas obrigatórias em matéria de preservação da traça e da estrutura do edifício”, disse o autarca a O MINHO.

Na ocasião, Rio abordou a recente exigência de um grupo de associações da cidade de transformação da Confiança num centro cívico e cultural, sublinhando que tal será feito pelo Município, mas noutro local, a Escola Francisco Sanches: “tal consta do programa eleitoral da coligação Juntos por Braga (PSD/CDS/PPM) e o anteprojecto está já a ser elaborado”, revelou.

O Centro Cívico será criado com meios financeiros da Câmara visto que, tal como sucede na Confiança, não há fundos comunitários para o efeito. Em novembro de 2011, a câmara, ainda presidida pelo socialista Mesquita Machado, decidiu, por unanimidade, comprar as instalações da fábrica, tendo sido aventada a hipótese de ali instalar valências culturais.

Posteriormente, em setembro de 2018, a nova maioria PSD/CDS-PP/PPM, liderada por Ricardo Rio, no executivo e na Assembleia Municipal, votou pela venda, alegando que, por falta de fundos disponíveis para a reabilitação, o edifício se apresenta em “estado de degradação visível e progressiva”.

A autarquia já tentou vender o imóvel por duas vezes em hasta pública, ambas travadas por providências cautelares que, no entanto, foram decididas a favor do município pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga.

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Braga

PJ investiga fogo em apartamento de Braga que obrigou a hospitalizar a moradora

Vítima de 49 anos

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Foto: CMTV

A Polícia Judiciária (PJ) está a averiguar as causas de um incêndio que tornou hoje inabitável um apartamento de Braga e obrigou à hospitalização da locatária, disseram fontes policiais e da Proteção Civil.

As autoridades suspeitam da possibilidade de fogo posto pela vítima, que sofre de problemas psiquiátricos, segundo avança o Correio da Manhã.

A mulher, de 49 anos, foi levada ao Hospital de Braga em “estado grave devido a intoxicação por inalação de fumos”, segundo fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS), e cerca das 12:00, quase quatro horas após o sinistro, mantinha-se internada.

Ainda de acordo com esta fonte, o incêndio foi registado às 07:47 na Rua Tanque da Veiga, em Maximinos, Braga, e os bombeiros conseguiram circunscrevê-lo ao apartamento, num terceiro andar.

Fontes policiais disseram à agência Lusa que a PSP de Braga foi chamada a tomar conta da ocorrência, comunicando-a depois à PJ, que enviou uma brigada ao local.

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