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Braga

Em Braga, o Natal é para todos, sobretudo para as famílias

“Braga é Natal”

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Fotos: Fernando André Silva / O MINHO

Milhares de pessoas voltaram a assistir à inauguração das luzes de Natal na cidade de Braga, criando uma dinâmica “importante” para os moradores e para a atividade comercial.

O MINHO entrevistou algumas pessoas que, a partir das 17:00, já se concentravam na Praça do Município, à espera do momento alto do arranque do Natal.

Braga já acendeu as luzes de Natal

Filipa Magalhães veio de Tadim. Embora seja de Braga, esta foi a segunda vez que veio assistir ao momento em que a cidade fica iluminada. A (agora) bracarense, nascida em Amares, revela que, no ano passado, ficou bastante impressionada com o espírito que se vive durante o ligar das luzes, logo não poderia faltar este ano.

“Voltamos porque o ano passado gostamos muito, das luzes, da época natalícia, do espírito que se vive, tudo isso traz-nos cá”, refere. “Também puxa para comprar no comércio, até já compramos algumas prendas para o Natal”, confessa.

Isaura Barbosa, de Lago, Amares, acompanhou Filipa neste périplo e aproveitou para comprar as prendas para a época festiva. “Ainda não tinha assim tanta gente nas lojas quando viemos às compras, ao início da tarde, por isso aproveitei”, explica.

Também Andreia Valença, de Sequeira, concelho de Braga, acompanhou as amigas, não para compras, mas para a inauguração. “Isto é lindo”, destacou.

Andreia Valença, Filipa Magalhães e Isaura Barbosa. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Céu Caldas, de São Vicente, cidade de Braga, vem à inauguração “desde que existe”. “Adoro este período, na minha família sempre foi incutido o espírito de Natal com uma festa muito grande e ainda hoje continua a ser. É a minha festa favorita”, revela.

Sobre as luzes, acha “que está muito bonito”. “Mas é preciso iluminar mais o centro da cidade durante todo o ano”, aponta. “Nunca tive nenhum susto, mas é um bocado chato investir-se um valor alto (300 mil euros) quando podia ser menos e dava para ajudar mais gente. Apesar de gostar da festa, acho o valor excessivo”, vinca.

Céu Caldas. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Celeste Silva, de São Vicente, aproveitou uma rara folga do trabalho como enfermeira e não quis perder a inauguração. “Gosto de ver muita gente aqui no centro, nota-se um aumento de pessoas, porque somos uma cidade muito jovem, dinâmica e as pessoas gostam disto”, destaca. “Aproveitei para fazer algumas compras, não para o Natal, mas para o dia-a-dia”, finaliza.

Francisco Gonçalves veio de Palmeira, e acompanhou Celeste nas compras e na inauguração. “Tenho vindo sempre nos últimos anos, pelo espírito natalício e porque é engraçado ver este arranque, com a cidade a mexer-se aqui no centro. É diferente e é muito bom”.

Celeste Silva e Francisco Gonçalves. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Alessandra Ceraldi, natural de São Paulo, mas a viver em Braga há alguns meses, mostrou-se extasiada com o evento. Este foi o primeiro ano que assistiu à inauguração e ficou maravilhada. “Adoro, estávamos muito entusiasmados, foi uma surpresa, gostámos muito”, realça.

“É muito positivo para Braga para atrair gente aqui para o centro. Em São Paulo também fazemos a inauguração, junta mais gente, mas aqui é mais organizado e é mais amigável para as famílias e muito mais seguro (risos)”.

Alessandra Ceraldi e família. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Léo Antunes, também de São Paulo, vive em Braga “há cerca de dois anos”, mas o ano passado não viu a inauguração. “Este ano viemos porque ficámos curiosos e vimos que no ano passado, pela internet, que era uma festa bonita”, aponta. “Isto é muito bom e seguro para as famílias”, acrescentou.

Léo Antunes e esposa. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Altino Bessa, vereador com os pelouros de Turismo e Comércio, não crê que o investimento seja “excessivo”, referindo que o mesmo se adequa à grandeza da cidade, que é, sublinha, “a terceira maior do país”.

A O MINHO, o vereador destaca “o ligar de luzes do Natal” como já sendo “um acontecimento para a cidade”. “Atrai muitos bracarenses e muitas pessoas que não são bracarenses, que vêm a este momento, passam cá o dia e fazem compras”.  “Verificamos muita gente com sacos a sair das lojas, o que significa que Braga é uma capital de comércio, com lojas de grande qualidade, uma vasta oferta para as compras de Natal ao longo do próximo mês. No fundo, hoje, as pessoas aproveitaram para isso”.

Altino Bessa. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Sobre fazer do ligar das luzes um momento, serve para “perceber a dinâmica da cidade”, explica o vereador. “São milhares de pessoas que acorrem a este momento, se recuássemos cinco ou seis anos, isto não era um momento, e agora é um momento de um programa vasto e contínuo – Braga é Natal – e tem uma repercussão de atratividade para a cidade, e até serve para o turista ficar surpreendido como a cidade se mobiliza de tal forma à volta de uma iluminação de Natal”.

Altino Bessa aponta ainda que esta festa é “também para as famílias”, e isso é algo que se pretende “enraizar”. “Embora Braga já seja uma cidade moderna, de certa forma cosmopolita, é também conservadora e valoriza os valores da família”.

Investimento

Sobre o investimento de 300 mil euros para o programa natalício, um aumento de mais de 30 por cento comparativamente ao ano anterior, Altino Bessa crê que o mesmo se justifica, e que “é bom para a imagem e comercio da cidade”.

“Repare, se compararmos cidades, algumas delas até mais pequenas que Braga, investem mais. Hoje, Braga é a terceira maior cidade do país, mas se formos ver os vários orçamentos dos municípios, Braga não está, sequer, no terceiro maior investimento de Natal”, assegura, garantindo que “é um investimento contido de acordo com as capacidades financeiras do município”.

Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Foto: Fernando André Silva / O MINHO

“Tenho certeza que Cascais, Coimbra, Sintra, Óbidos, gastam muito mais dinheiro, logo a terceira cidade do país tem que se posicionar como tal e é preciso investir para trazer retorno.  Genericamente, acho que as pessoas percebem que isso é uma realidade, por isso o investimento é sempre bom porque tem retorno seguro para a dinâmica e para a atividade comercial”, finaliza.

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Braga

Braga adere à “Declaração do Rivoli” e pede suspensão da descentralização

PS votou contra

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Foto: Divulgação / CM Braga (Arquivo)

A Câmara de Braga decidiu hoje aderir à chamada “Declaração do Rivoli”, juntando-se assim ao grupo de municípios que reclama a suspensão imediata do processo de descentralização de competências do Estado central para as autarquias locais.

A moção de adesão foi apresentada pelo presidente da câmara, Ricardo Rio, e votada favoravelmente pelos vereadores da maioria PSD/CDS/PPM e pelo vereador da CDU.

O PS votou contra, por em causa estar a oposição à transferência de todas as competências, mas vai fazer chegar ao executivo a sua concordância com alguns pontos da moção.

A moção pede ao Governo a suspensão imediata da aplicação da Lei 50/2018, de 16 de agosto, que preconiza a obrigatoriedade da transferência, em 2021, de todas as competências nela previstas para os municípios.

O objetivo é que seja retomado o processo negocial com os autarcas”.

Segundo a moção, “o processo de descentralização em curso não tem passado de um lançamento contínuo de legislação com prazos apertados e, em alguns casos, da apresentação de um inventário de equipamentos e recursos humanos a transferir sem mais”.

“O processo de descentralização em curso não se encontra suficientemente discutido e regulamentado para que possa entrar obrigatoriamente em vigor, por imposição legal, em 2021, em ano de eleições”, acrescenta.

Por isso, a moção propunha a adesão de Braga à “Declaração do Rivoli”, assinada em 12 de janeiro por mais de duas dezenas de presidentes de câmara, no âmbito de uma conferência sobre ‘Os caminhos da descentralização’ realizada no Teatro Rivoli, no Porto.

O texto que pede a suspensão da transferência de competências que o Governo pretende tornar obrigatório em 2021 foi proposto pelo presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira.

Hoje, o presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio (PSD/CDS/PPM), disse que é a favor da descentralização, mas “numa base de responsabilidade”, devidamente acompanhada do respetivo envelope financeiro.

“Não estamos contra a descentralização, não a queremos travar. Todos defendemos a descentralização”, sublinhou.

Ricardo Rio disse que há transferências de competências, designadamente em áreas “críticas”, como saúde e educação, que têm de ser geridas com responsabilidade, em nome dos interesses dos munícipes e dos municípios.

Os vereadores do PS mostraram-se sensíveis em relação à transferência de competências em determinadas áreas, como saúde, educação e tribunais, considerando que não se pode passar responsabilidades para os municípios sem o respetivo suporte financeiro.

Pela voz do vereador Rui Feio, os socialistas admitiram que é preciso “um cuidado muito grande”, por estar em causa um esforço financeiro muito elevado.

No entanto, o PS considera que há competências que o município podia aceitar desde já, “muito facilmente”.

Já o vereador da CDU, Carlos Almeida, disse que é a favor da descentralização, mas não do modelo que o Governo pretende implementar.

Sustentou que o processo “nasceu torto, sem diálogo, sem uma estrutura lógica de descentralização”.

“É desajustado despejar de forma avulsa competências para os municípios, quem perde são as populações”, referiu, alertando que a consequência pode ser a degradação dos serviços e o estrangulamento dos municípios.

Para a CDU, o caminho tem de passar pela regionalização.

Na semana passada, o primeiro-ministro afirmou no Porto que “a descentralização [de competências do Estado para as autarquias] é mesmo o caminho” que o país “tem de percorrer”, ultrapassando “as dificuldades” e “identificando e resolvendo problemas”.

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Braga

Idosa de 92 anos roubada e agredida no centro de Braga

Teve de receber assistência no hospital

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Foto: Ilustrativa / DR

Uma idosa, de 92 anos, foi vítima de roubo, com recurso à força física, este domingo, por volta das 12:45, na rua D. Afonso Henriques, nas imediações da Sé de Braga, informou hoje a PSP.

De acordo com a fonte, o suspeito, um homem de 52 anos, foi intercetado na rua Dom Paio Mendes, a poucas centenas de metros do local do roubo, depois de a vítima ter alertado a polícia, por telefone. O assaltante encontrava-se na posse da carteira roubada, com dinheiro e diversos documentos, e, ainda, de cocaína suficiente para cinco doses.

A idosa, que ficou com vários hematomas, teve de ser transportada ao Hospital de Braga.

O suspeito, referenciado pela PSP por outros crimes, será presente ao Tribunal Judicial de Guimarães.

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Braga

Braga avança com criação de Prémio de Inovação Urbana

Urbanismo

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Foto: Divulgação / CM Braga

O Município de Braga vai lançar o Prémio iTBraga – Investigação, Inovação e Território, que vai premiar o desenvolvimento de novas soluções que respondam a desafios da sociedade actual, foi hoje anunciado.

Numa nota enviada a O MINHO, fonte da autarquia refere que o prémio visa promover a investigação e a transferência do conhecimento produzido nas Universidades, Politécnicos, Centros de Investigação e Saber e nas Empresas para o território, contribuindo para aumentar a qualidade de vida urbana e, consequentemente, o bem-estar dos cidadãos.

A medida, foi aprovada esta segunda-feira, em sede de reunião do Executivo Municipal, e terá como “centro nevrálgico” o Laboratório de Inovação Urbana – Castelo de Inovação. Este núcleo funciona como plataforma agregadora de várias entidades públicas e privadas, com o desígnio da inovação urbana em todos os domínios de intervenção do Município.

“O iTBraga tem como intento estudar, avaliar e implementar soluções, processos, serviços e sistemas inovadores, necessários ao desenvolvimento sustentável, inclusivo e inteligente e materializa-se na atribuição de apoios por parte do Município, no sentido do estimular a investigação, inovação e a territorialização do conhecimento produzido em prol do desenvolvimento urbano”, referiu Miguel Bandeira, vereador da Câmara Municipal de Braga, citado naquela nota.

O Laboratório de Inovação Urbana tem como propósito proceder ao levantamento das necessidades do Município e das potencialidades das Universidades e das empresas no âmbito da inovação urbana e estimular a cooperação entre pessoas singulares e colectivas, tendo como objectivo a concretização de fins referentes à inovação urbana

Este núcleo promove a investigação em inovação urbana, valorizando o potencial das novas tecnologias, dos novos materiais e dos novos sistemas de informação, para o desenvolvimento de soluções face aos desafios actuais da sociedade.

Este Laboratório visa impulsionar e valorizar as actividades de investigação e desenvolvimento tecnológico, através da criação de produtos e sistemas de inovação urbana, gerando, simultaneamente, novas oportunidades para o tecido empresarial.

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