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Braga

Dono dos terrenos de Ferreiros lamenta “postura” da Câmara de Braga

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O dono dos terrenos de Ferreiros, em que a Câmara Municipal de Braga tomou posse administrativa e de forma coerciva limpou a vegetação envolvente, lamentou a “postura” da autarquia, “por só agora ter tomado esta posição, após muita pressão sempre da sua parte e ultimamente pelos vizinhos afetados”.


De acordo com o mesmo proprietário, “a Câmara Municipal de Braga ultimamente tem vindo a pautar-se pelo jogo do empurra, tentando responsabilizar os Executivos anteriores aos seus, quando tinha prometido publicamente limpar o terreno já há cerca de um ano”.

Escola Primária de Ferreiros. Foto: Joaquim Gomes / O MINHO

Escola Primária de Ferreiros. Foto: Joaquim Gomes / O MINHO

Escola Primária de Ferreiros. Foto: Joaquim Gomes / O MINHO

Escola Primária de Ferreiros. Foto: Joaquim Gomes / O MINHO

Escola Primária de Ferreiros. Foto: Joaquim Gomes / O MINHO

Escola Primária de Ferreiros. Foto: Joaquim Gomes / O MINHO

Escola Primária de Ferreiros. Foto: Joaquim Gomes / O MINHO

Escola Primária de Ferreiros. Foto: Joaquim Gomes / O MINHO

Escola Primária de Ferreiros. Foto: Joaquim Gomes / O MINHO

Reiterando que “a verdade será reposta nos locais certos”, o proprietário salientou que “a dita ‘posse administrativa’ da Câmara Municipal de Braga foi um ato ilegal, conforme irá ser reconhecido pelos tribunais competentes, além de um ato juridicamente inútil, porque desde 2001 já tinha a posse administrativa dos mesmos, ao utilizar o espaço para a dita escola primária”.

“É incompreensível e inaceitável que num espaço privado tenha funcionado uma instituição pública, sem que segundo argumenta a Câmara de Braga, não exista qualquer documento ou ata camarária de suporte legal”, destacou o proprietário.

Contactado esta quarta-feira por O MINHO, jornal que noticiou recentemente a situação denunciada pelos moradores das redondezas, o proprietário do terreno, situado no Alto da Quintela, em Ferreiros, Braga, disse que “por uma questão de justiça e de reposição da verdade, apelar a qualquer aluno, professor, funcionário ou encarregado de educação a comentar neste mesmo Jornal Digital O MINHO se de alguma forma revê, em termos comparativos nas fotos agora publicadas, o que era então este espaço, onde há cerca de 15 anos todos estudaram, lecionaram ou brincaram com segurança, conforto e dignidade, em condições devidamente validadas pela Direção Escolar de Braga e pela tutela camarária na área da educação?!”.

“Nunca durante os três anos escolares, alguém colocou em causa a segurança, a higiene ou a salubridade do espaço, escolhido pela Câmara Municipal de Braga e não por mim, para a Escola Primária de Ferreiros funcionar”.

“Em vez de fazer chincana política e envolver-me em ajustes de contas partidários com os quais nada tenho a ver, porque fui sempre respeitador das pessoas e das instituições, deveria o atual executivo simplesmente entregar ao seu legítimo proprietário o espaço cedido nas condições em que lhe foram emprestados gratuitamente”, disse o dono dos terrenos.

“Ao invés, estão agora publicamente a tentarem colocar em causa a minha dignidade como empresário e como pessoa”, conclui.

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Braga

Distrito de Braga continua sob aviso amarelo. Termómetros sobem aos 37º

Meteorologia

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Foto: DR / Arquivo

Treze distritos de Portugal continental estão hoje sob aviso amarelo devido à previsão de tempo quente, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Os distritos de Braga, Vila Real, Bragança, Guarda, Coimbra, Leiria, Castelo Branco, Santarém, Portalegre, Lisboa, Setúbal, Évora e Beja estão sob aviso até às 21:00 de hoje devido à persistência de valores elevados da temperatura máxima.

Em Braga os termómetros vão subir aos 37º.

O aviso amarelo é emitido pelo IPMA sempre que existe uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

O IPMA prevê a continuação de tempo quente, com uma subida gradual a partir de hoje e pelo menos até sexta-feira.

Durante esta semana a temperatura máxima deverá variar entre 30 e 35 graus Celsius no litoral, devendo atingir valores entre 35 e 40 graus nas regiões do interior.

Também a temperatura mínima apresenta tendência para uma subida gradual, com valores que deverão ser superiores a 20 graus em grande parte do território continental, em especial no interior e no sotavento algarvio, e que são classificadas como noites tropicais.

De acordo com o IPMA, os valores de temperatura estão acima do habitual para a época do ano e esta persistência poderá levar a uma situação de onda de calor em diversos locais do país, em especial no interior.

Na origem do tempo quente está, segundo o IPMA, um “anticiclone localizado a nordeste dos Açores, que se estende em crista até ao Golfo da Biscaia, em conjunto com um vale depressionário desde o norte de África até à Península Ibérica, origina o transporte de uma massa de ar quente do norte de África a qual será responsável pela persistência de valores elevados de temperatura ao longo da semana”.

O IPMA prevê para hoje além do tempo quente, céu pouco nublado ou limpo, apresentando períodos de maior nebulosidade nas regiões do interior durante a tarde.

Aguarda-se também vento em geral fraco do quadrante norte, soprando temporariamente moderado a partir do início da tarde, e sendo por vezes forte nas terras altas até meio da manhã e a partir do final da tarde.

A previsão aponta ainda para a possibilidade de formação de neblina ou nevoeiro matinal em alguns locais da faixa costeira ocidental e pequena subida de temperatura.

As temperaturas mínimas vão oscilar entre os 16 graus Celsius (na Guarda, Leiria, Setúbal, Évora e Beja) e os 22 (em Faro e Portalegre) e as máximas entre os 28 (em Aveiro) e os 38 (em Santarém).

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Braga

Polícia Municipal bloqueia entradas na praia de Adaúfe. Condutores revoltados

Estado de Alerta

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Foto: Carlos Dobreira

A Polícia Municipal de Braga bloqueou a entrada na praia fluvial de Adaúfe, em Braga, ao início da tarde deste domingo, causando alguma revolta nos condutores que para lá se dirigiam, confirmou O MINHO junto de Nuno Ribeiro, coordenador daquela autoridade.

Depois de no dia anterior a polícia ter levado a cabo ações de sensibilização junto de pessoas que se aglomeravam e consumiam álcool fora dos espaços permitidos, hoje decidiram adotar uma medida preventiva após perceberem que a lotação máxima de banhistas estava a ser excedida, segundo as normas em vigor durante o corrente Estado de Alerta.

Banhistas aglomerados consomem álcool na praia de Adaúfe em Braga. Polícia teve de intervir

“Como medida preventiva, decidimos colocar uma equipa da PM em prevenção durante toda a tarde naquele espaço e bloqueamos a entrada com uma viatura-reboque para impedir que mais automobilistas acedessem à praia”, explicou.

“Alguns condutores ficaram revoltados mas têm de compreender que estamos a fazer cumprir as regras”, sublinhou, acrescentando que “não houve identificações nem multas”.

Os agentes voltaram a realizar ações de sensibilização junto dos banhistas que hoje estavam “mais bem comportados”, não existindo situações de consumo de álcool fora do bar nem grandes aglomerados, apesar da praia estar lotada.

Praias fluviais de Braga e Fafe atingem lotação máxima logo ao início da manhã

Recorde-se que, desde as 10:00 horas desta manhã de domingo, a aplicação Info Praia dava Adaúfe como já tendo atingido a lotação máxima de banhistas, conforme previamente assinalado em decreto-lei pelo Conselho de Ministros.

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Braga

Arqueóloga de Ponte de Lima recebe louvor da Câmara de Braga

Fernanda Magalhães é natural da Correlhã

em

Foto cedida a O MINHO

O Município de Braga vota, segunda-feira, em reunião do executivo, uma proposta de louvor a Fernanda Magalhães, arqueóloga da Universidade do Minho, natural de Ponte de Lima, pelo “contributo prestado para o incremento do conhecimento possuído sobre a antiga cidade romana, a Bracara Augusta”.

A iniciativa partiu do vereador do Urbanismo, Miguel Bandeira, que lembra o contributo científico dos seus trabalhos, o de Mestrado de 2010, intitulado «A arquitetura doméstica em Bracara Augusta» e o de doutoramento, em 2019, sobre o tema A domus romana no Noroeste Peninsular. Arquitetura, Construção e Sociabilidades.

Esta última tese valeu-lhe, há dias, o Prémio de arqueologia Eduardo da Cunha Serrão 2020 e que, por isso, será publicada em livro, ainda em 2020.

Arqueóloga de Ponte de Lima vence mais importante prémio da área em Portugal

A investigadora da Unidade de Arqueologia da UMinho (UAUM) e do Laboratório de Paisagens, Património e Território (Lab2PT) analisou a arquitetura doméstica urbana romana, que tem ligações ao estudo das cidades atuais. Em particular, incidiu no tipo de habitações (domus) construídas entre os séculos I e IV, na última região peninsular a ser integrada na malha administrativa romana.

O estudo focou os casos de Braga, Tongobriga, Lugo e Astorga, mas contextualizou-os com as realidades da Galia, Britannia, restante Hispânia e Norte de África.

No caso de Braga – aliás, Bracara Augusta –, a investigação decorreu num quarteirão em que as casas das elites tanto ocupavam um lote completo como meio lote. Situação que foi similar na Galiza. Portanto, – concluiu – a riqueza do proprietário não significava uma área grande de ocupação da sua casa. Ou seja, a eventual expansão habitacional teria que ser na vertical e não na horizontal.

“Estas cidades romanas podiam apenas crescer, se necessário, para cima”, salienta a arqueóloga. O estudo discutiu ainda funções e usos sociais dos espaços domésticos.

Fernanda Eugénia Puga de Magalhães, que nasceu em 1980 em Correlhã, concelho de Ponte de Lima, vive atualmente em Braga.

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