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Os concelhos do Minho com mais beneficiários da tarifa social de energia elétrica

86.379 beneficiários

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Foto: DR / Arquivo

O distrito de Braga é o terceiro do país com maior número de beneficiários da tarifa social de energia elétrica, anunciou a Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG). Em novembro de 2019, existem 65.509 beneficiários, com o quadrilátero urbano a absorver maior número de utentes.

Os concelhos de Braga, Guimarães, Barcelos e Famalicão concentram 41.762 dos utilizadores deste apoio social, quase três quartos do bolo global do distrito.

Por outro lado, os concelhos de Terras de Bouro (419), Vieira do Minho (1.174) e Vizela (1.544), são os que comportam menos auxiliados pela redução de tarifa.

Viana do Castelo

Já no distrito de Viana do Castelo estão registados 20.870 utentes, um dos que menos beneficiários tem no país.

Os concelhos de Viana do Castelo (7.479), Ponte de Lima (4.511) e Monção (1.760) são os que mais aproveitam este apoio na energia. Cerveira (679), Melgaço (706) e Paredes de Coura (710), são os concelhos com menor apoio.

A nível nacional, os distritos de Lisboa (152.311) e do Porto (145.737) lideram a tabela, seguidos pelo distrito de Braga.

Números por concelho do distrito de Braga

Amares: 1.803
Barcelos: 7.617
Braga: 14.509
Cabeceiras de Basto: 1.743
Celorico de Basto: 2.410
Esposende: 3.049
Fafe: 5.006
Guimarães: 11.031
Póvoa de Lanhoso: 2.175
Terras de Bouro: 419
Vieira do Minho: 1.174
Vila Nova de Famalicão: 8.605
Vila Verde: 4.424
Vizela: 1.544

Números por concelho do distrito de Viana do Castelo

Arcos de Valdevez: 1.144
Caminha: 1.577
Melgaço: 706
Monção: 1.760
Paredes de Coura: 710
Ponte da Barca: 1.057
Ponte de Lima: 4.511
Valença: 1.247
Viana do Castelo: 7.479
Vila Nova de Cerveira: 679

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Guimarães

Penas suspensas para organizadores de rali que matou três pessoas em Guimarães

Em 2014

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Foto: DR / Arquivo

O Tribunal de Guimarães condenou hoje a penas suspensas quatro organizadores de um rali realizado em setembro de 2014 naquele concelho que resultou na morte de três espetadores, atingidos por um carro que se despistou.

Os arguidos foram condenados por três crimes de homicídio por negligência.

A pena mais pesada, de 26 meses de prisão, foi para o diretor da prova, o presidente do Motor Clube de Guimarães, entidade que organizou o rali conjuntamente com a Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting.

Outros três organizadores foram condenados a 22 meses de prisão.

Todas as penas ficam suspensas na sua execução.

Um outro membro da direção do Motor Clube de Guimarães e o mecânico da viatura que se despistou eram também arguidos no processo, mas foram absolvidos.

O acidente registou-se em 07 de setembro de 2014, no Rali Sprint de Guimarães, quando um carro se despistou e matou uma mulher de 48 anos, o seu filho de 8 e ainda um adolescente de 13.

Na acusação, o Ministério Público (MP) diz que o rali foi levado a cabo “em flagrante violação das normas que regem a segurança” deste tipo de corridas.

Diz ainda que o acidente foi induzido pelas alterações efetuadas ao carro que se despistou, nomeadamente o alargamento da carroçaria.

Segundo o MP, foram montados espaçadores nas jantes traseiras, as rodas ficaram mais longe da suspensão, a pressão quadruplicou, quatro parafusos rebentaram e o despiste aconteceu.

Em tribunal, os diretores do Motor Clube de Guimarães recusaram qualquer responsabilidade na morte dos três espectadores, alegando que a segurança do público era uma competência das autoridades policiais.

“O rali estava aprovado e licenciado por todas as entidades, tendo ficado claro que a segurança dos espectadores ficava a cargo das autoridades policiais”, disse o presidente do Motor Clube de Guimarães (MCG).

Segundo Eduardo Crespo, que era também o diretor da prova, aquelas autoridades é que decidiram o número de agentes necessários e os locais em que cada um seria colocado.

Disse ainda que as vítimas terão passado por uma zona onde estaria um agente da GNR para aceder ao local onde foram colhidos mortalmente.

A versão foi corroborada pelo então vice-presidente do MCG, João Júlio, que assegurou que os diretores do clube “não tinham qualquer poder decisório” sobre a segurança do público, porque as autoridades policiais “nunca lhes deram qualquer possibilidade”.

“Disseram que ou faziam a prova como eles queriam ou não se fazia prova nenhuma”, referiu.

Por sua vez, o mecânico também refutou qualquer responsabilidade, afirmando que não teve qualquer intervenção nas alterações do carro e assegurando que se limitou a fazer uma espécie de revisão, antes da prova, por ser amigo do piloto dono da viatura.

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Braga

Encontro Nacional de Informática junta 600 participantes em Braga

No ALTICE Forum Braga

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Foto: DR / Arquivo

O 14.º Encontro Nacional de Estudantes de Informática (ENEI) vai reunir 600 participantes de todo o país entre domingo e quarta-feira, dias 23 a 26, no Altice Forum, em Braga, cidade que recebe a iniciativa pela primeira vez, foi hoje anunciado.

De acordo com a organização, este é “um dos maiores eventos de tecnologia em Portugal e inclui oradores reputados, workshops, desafios, prémios, atividades sociais e uma mostra com as principais startup, PME e multinacionais da área a procurarem atrair talentos para empregos e estágios”.

A sessão de abertura é este domingo, às 21:00, com um representante do Município de Braga e, da parte da UMinho, o presidente da Escola de Engenharia, Pedro Arezes, o diretor do Departamento de Informática, Pedro Rangel Henriques, e os representantes da comissão organizadora e do Centro de Estudantes de Engenharia Informática (CeSIUM), Francisco Lira, Catarina Machado e Nelson Estevão.

Entre as três dezenas de oradores, na segunda-feira destacam-se Jorge Ferreiro, da Eventbrite (às 11:00), Nikiforos Botis, da Amazon Web Services (14:00) ou, na terça-feira, Filipa Lacerda, da Zapier (11:00), e Pedro Moreira da Silva, do GitLab (14:00).

Os temas a abordar incidem em inteligência artificial, machine learning, privacidade dos dados, tendências em apps e videojogos, trabalho à distância, casas e cidades inteligentes, distribuição logística personalizada e em escala, interfaces neuronais, design aberto, computação em nuvem, condução autónoma e empreendedorismo.

Os quatro dias em ambiente de pedagogia, entretenimento, transferência de conhecimento e networking incluem ainda um sistema de badges digitais com prémios, o quiz cultural “Quem quer ser informático?”, desafios de programação e de segurança “Catch the flag”, um peddy-paper pela cidade, sessões de bubble soccer e convívios noturnos.

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Braga

“Arca de Noé” de Braga envia sementes para a Noruega para acudir em caso de catástrofe

Banco Português de Germoplasma Vegetal

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Foto: Divulgação / CM Braga (Arquivo)

O Banco Português de Germoplasma Vegetal vai enviar 972 amostras de milho, feijão e trigo para o Banco Mundial de Sementes, na Noruega, reforçando a capacidade daquela “Arca de Noé” para acudir a uma catástrofe natural ou guerra nuclear.

Hoje mesmo, no Banco Português de Germoplasma Vegetal, em Braga, a ministra da Agricultura, Maria do Céu Albuquerque, encheu e fechou a caixa em que seguirão, na próxima semana, as 972 amostras, das quais 92 de trigo, 60 feijão e as restantes de milho.

“É um momento muito importante para o país e para a bacia mediterrânica”, referiu a ministra, sublinhando que Portugal é o responsável pelo fornecimento de milho para aquela zona em caso de emergência.

Maria do Céu Albuquerque acrescentou que, paralelamente, o envio das amostras para conservação no Banco Mundial de Sementes permite garantir que as espécies portuguesas “não se perdem”.

“Os problemas que vão acontecendo com catástrofes naturais e alterações climáticas podiam levar à perda desta biodiversidade”, acrescentou.

A coordenadora do Banco Português de Germoplasma Vegetal, Ana Maria Barata, explicou que esta será a terceira vez que Portugal envia amostras para o Banco Mundial de Sementes, localizado nas ilhas Svalbard, no Ártico, em território norueguês.

O Banco Mundial de Sementes é um “cofre”, a 150 metros de profundidade, que tem depositado mais de 1 milhão de amostras de sementes de todo o mundo.

Na remessa que Portugal enviará para a semana, segue, segundo Ana Maria Barata, a “primeira coleção de trigos portugueses”, que remonta aos anos 30 do século XX e que “teve a mão” de um professor do Instituto Superior de Agronomia.

“É um momento muito importante para nós”, referiu Ana Maria Barata.

Do “banco nacional” já seguiram, anteriormente, para o “banco mundial” 247 amostras de milho e cerca de 50 de fava.

O Banco Português de Germoplasma Vegetal tem perto de 48 mil amostras de 120 espécies e é o segundo maior do mundo em milho.

Dos 1.750 bancos que há no mundo, Portugal figura entre os 170 maiores.

“Quem tem sementes, tem poder”, referiu Ana Maria Barata, para sublinhar a importância da conservação das espécies para garantir que as gerações vindouras têm acesso a alimentação.

O Banco Português de Germoplasma Vegetal integra o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, um organismo que, segundo a ministra da Agricultura, viu a sua dotação financeira reforçada em 5,6 milhões de euros no Orçamento do Estado para 2020.

Maria do Céu Albuquerque aludiu ainda à regularização do vínculo laboral dos trabalhadores daquele “banco” para sublinhar a aposta do Governo no setor.

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