Seguir o O MINHO

Viana do Castelo

Deputado de Viana nega falsas presenças: “Apanhei muitas vezes o avião e até paguei para ser vereador”

Alegadas presenças simultâneas no parlamento e na Câmara de Viana do Castelo

em

Eduardo Teixeira. Foto: DR

O social-democrata Eduardo Teixeira, eleito à Assembleia da República pelo círculo eleitoral de Viana do Castelo no último domingo, contraria a existência de uma investigação a alegadas presenças simultâneas, em 2013 e 2015, do próprio no parlamento e na Câmara de Viana do Castelo, apontando que as presenças nos dois lados no mesmo dia foram mesmo reais e nada tiveram de “fantasma”.


Apresentada queixa-crime contra deputado do PSD por Viana por falsas presenças

A O MINHO, o futuro deputado do PSD garante que chegou a estar em Viana do Castelo e em Lisboa no mesmo dia e que para isso pagou viagens de carro e avião do próprio bolso, negando também a acusação de que recebia subsídio de transporte enquanto exercia ambas funções.

A polémica surge depois de o advogado Jorge Nande, natural de Monção com escritório em Viana do Castelo, que recentemente trocou a militância no PSD de Viana para Caminha, onde reside, ter denunciado uma alegada investigação levada a cabo no DIAP após uma queixa deste contra Eduardo Teixeira.

O advogado aponta que “das atas das reuniões camarárias, em confronto com as listas de presenças de deputados na Assembleia da República, resulta que, pelo menos nos dias 05 e 12 de dezembro de 2013, 23 de janeiro, 06 e 20 de 26 de fevereiro, 06 de março, 03 e 16 de abril, 29 de maio e 26 de junho, assim como em 20 de novembro de 2014, 08 de janeiro, 05 de fevereiro, 16 de abril e 28 de maio, 2015, Eduardo Teixeira conseguiu estar presente, em simultâneo, nas reuniões do órgão câmara municipal, no Passeio das Mordomas da Romaria, em Viana do Castelo, e no Palácio de São Bento, em Lisboa”.

Eduardo Teixeira refuta que estas sejam presenças-fantasma e garante que não existe qualquer distribuição da alegada queixa apresentada pelo advogado de Valença, logo, “não existe nenhuma investigação em curso”.

“Cheguei a não ver os meus filhos para estar no dia seguinte na Assembleia da República”

Sobre as presenças simultâneas no Parlamento, em Lisboa, e na reunião de câmara, em Viana, Eduardo Teixeira assegura que foi mesmo isso que sucedeu. Conta que, em algumas das datas apontadas, esteve no Parlamento, chegou a Viana do Castelo às 15:00, onde participou numa reunião, e regressou a Lisboa no final por ter nova sessão na manhã do dia seguinte: “Ele dá a entender que eu estive o dia todo nos dois lados mas não foi isso que aconteceu, estive primeiro num lado e depois no outro”.

“Só eu sei o esforço que fiz durante esses anos para cumprir com os meus mandatos. Tive algumas faltas porque não foi sempre possível mas tentei sempre marcar presença nos assuntos importantes de ambos os lados, mesmo quando coincidiam no dia”, disse.

Explica que recorreu várias vezes ao serviço da TAP Ponte Aérea, que disponibiliza 13 voos diários, com partidas do Porto e de Lisboa, entre as 05:00 e as 23:00, mais económicos que uma viagem de carro e sem burocracia ou filas no aeroporto.

Eduardo Teixeira recorda que existiu, em 2015, um “grande escrutínio” sobre estas presenças, depois de o mesmo se ter queixado de que o presidente da Câmara de Viana do Castelo, o socialista José Maria Costa, estava a “fazer de tudo para impedir” que o deputado exercesse em simultâneo as funções de vereador.

“Ele alterou os dias das reuniões para coincidir com as sessões do parlamento e obrigava-me a correr feito tolinho, a custos próprios, para poder estar nas reuniões de câmara”, afirma, sobre o presidente da Câmara de Viana do Castelo.

Eduardo Teixeira vai mais longe e afirma: “Paguei para ser vereador”, referindo-se a gastos com viagens de avião Porto / Lisboa e serviços de transporte terrestre para se deslocar do aeroporto para a Câmara Municipal. “Houve dias em que vim às reuniões de câmara e nem vi os meus filhos porque tinha de regressar logo a Lisboa”.

“Fiz uma exposição ao provedor da Justiça e à presidente da Assembleia da República que me escreveu a dizer que ambos os mandatos são para cumprir, e foi isso que tentei fazer: cumprir os mandatos”, refere o antigo deputado, revelando que “até a deputada socialista Isabel Moreira me deu razão neste assunto”.

Eduardo Teixeira conta que “chegava à reunião de câmara, muitas vezes já tarde”, mas sabia que o período antes da ordem do dia “estava a ser esticado” pelos colegas vereadores. “Ainda conseguia debater alguns temas de interesse e, de seguida, metia-me num carro para apanhar o avião para Lisboa”.

“Querem ser conhecidos à custa de arrastar o meu nome na lama e colar-me à situação da Emília”

O antigo vereador mostra-se chocado com as notícias sobre a alegada investigação, acusando o advogado Jorge Nande de “lançar polémicas no dia de eleição para ser conhecido” e “arrastar” o nome do deputado “na lama”. Eduardo Teixeira diz mesmo que há uma tentativa de o colar “à situação da Emília [Cerqueira]”. Recorde-se que a também deputada eleita no domingo está a ser alvo de um inquérito por, alegadamente, ter assinado a presença no parlamento de um deputado que não foi nesse dia.

“Fizemos história nesta eleição pois nunca antes o PSD tinha conseguido eleger três deputados em Viana na mesma eleição em que perde a nível nacional”, salienta Eduardo Teixeira, lamentando que “pessoas do próprio partido” queiram “crescer desta forma”.

“Estou absolutamente tranquilo”, garante.

Eduardo Teixeira exerceu um primeiro mandato como deputado na Assembleia da República entre 2011 e 2015, tendo sido eleito vereador (da oposição) na Câmara de Viana do Castelo para o mandato 2013-2017.

Advogado pede dados da alegada presença simultânea na AR e em Viana

Após ter apresentado na sexta-feira uma queixa-crime contra incertos, onde relata atos alegadamente praticados pelo deputado eleito no domingo, o advogado Jorge Nande pediu hoje esclarecimentos quer ao parlamento quer à câmara pelos factos que diz terem ocorrido nesse período.

O advogado pretende agora saber não só se Eduardo Teixeira esteve ou não presente nos dias elencados mas também que morada deu em ambas as instituições para efeitos de pagamento de subsídio de deslocação.

No requerimento enviado hoje ao parlamento, Jorge Nande quer saber se Eduardo Teixeira “esteve presente – como consta das correlativas presenças no portal do parlamento – nas sessões do plenário e se o fez desde o início das mesmas”.

O autor da queixa, militante do PSD desde 2010, quer também saber “da residência pessoal indicada nos serviços do parlamento, para efeitos de pagamento de despesas de representação” e de deslocação.

“Se indicou uma residência fora de Lisboa, ou mesmo em Viana do Castelo, que quantias recebeu sob as rubricas atrás definidas – nas datas referidas na queixa-crime – por ter registado a presença nas sessões plenárias”, lê-se no documento.

Da Câmara de Viana do Castelo, Nande quer saber se “nos dias que foram identificados na queixa o vereador Eduardo Teixeira marcou presença nas mesmas e se o fez desde o início”.

“Em caso de resposta afirmativa, se o vereador teve direito ao pagamento das senhas de presença, e, se sim, em que montante”.

O advogado quer ainda saber “se, também relativamente àquelas datas, o vereador recebeu ajudas de custo. Em caso afirmativo, por que motivo teve direito a receber tais quantias e em que valor foram”.

Jorge Nande pede ainda “cópia de documentos que o vereador Eduardo Teixeira tenha apresentado junto dos serviços da câmara que tivessem dado origem ao pagamento de ajudas de custo”.

*Com Lusa

Anúncio

Alto Minho

Empresa tecnológica investe 16 milhões para produção de energia das ondas em Viana

Economia

em

Foto: DR

A tecnológica CorPower Ocean está a investir 16 milhões de euros num centro de Investigação e Desenvolvimento (I&D) em Viana do Castelo para desenvolver conversores de energia das ondas, informou hoje a Câmara local.

Em comunicado enviado à agência Lusa, a Câmara de Viana diz que a “CorPower Ocean e a Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL) chegaram a acordo para desenvolver a instalação de energia oceânica no porto comercial de Viana do Castelo”.

“A APDL proporcionará espaço para o fabrico, montagem e manutenção de conversores de energia das ondas à escala comercial”, adiantou o município presidido pelo socialista José Maria Costa.

Em causa está o projeto considerado “pioneiro”, designado por HiWave-5.

“Este projeto está em linha com os objetivos de sustentabilidade europeus e é um passo considerável para a descarbonização e a implementação em grande escala de energia limpa. Pretendemos servir de exemplo para outros portos europeus, no que diz respeito à utilização das infraestruturas existentes para fins semelhantes”, afirma a administração da APDL, citada naquela nota.

No documento, a empresa, líder em tecnologia de energia das ondas, justificou a escolha de Viana do Castelo para a instalação do I&D “com um sólido conjunto de engenheiros de setores como eólicas marítimas, fabrico de compósitos e estaleiros navais, universidades de alto nível e infraestrutura industrial, incluindo portos e ligação à rede”.

“Esta é uma etapa crucial na nossa busca pelo desenvolvimento de uma nova classe de Conversores de Energia das Ondas (WEC – Wave Energy Converters) de alta eficiência. O objetivo da CorPower é introduzir com sucesso no mercado produtos WEC certificados e com garantia até 2024, tornando a energia das ondas uma tecnologia viável e capaz de atrair financiamento para projetos de fontes renováveis convencionais”, explicou o CEO da CorPower Ocean, Patrik Möller.

Segundo a nota enviada à Lusa, “o trabalho da CorPower Ocean complementa a estratégia industrial portuguesa para as energias renováveis oceânicas, concebida para criar um ‘cluster’ de exportação industrial competitivo e inovador para as energias renováveis oceânicas”.

“Recentemente, a operadora de rede REN instalou um novo cabo ’offshore’ ao serviço de eólicas flutuantes, e existe um interesse comercial significativo por parte de empresas de serviços públicos e promotores de projetos para o desenvolvimento do projeto de ondas da próxima geração”, acrescenta.

Em causa está o Windfloat Atlantic(WFA), um projeto de uma central eólica ‘offshore’ (no mar), em Viana do Castelo, orçado em 125 milhões de euros, coordenado pela EDP, através da EDP Renováveis, e que integra o parceiro tecnológico Principle Power, a Repsol, a capital de risco Portugal Ventures e a metalúrgica A. Silva Matos.

Trata-se do primeiro parque eólico flutuante da Europa continental, situado 20 quilómetros ao largo de Viana do Castelo.

Para a CorPower Ocean, “a energia das ondas pode desempenhar um papel fundamental na transição de Portugal para um país 100% de energia renovável, oferecendo uma plataforma para impulsionar as exportações portuguesas e as oportunidades de investimento a longo prazo para as cadeias de abastecimento locais”.

O programa HiWave-5 “é reconhecido como sendo um dos esforços mais ambiciosos em energia oceânica, estimando-se que com a chegada do HiWave-5 seja consolidada a reputação de Portugal como líder mundial em energia renovável, com investimentos significativos em pessoal, tecnologia e instalações”.

Continuar a ler

Alto Minho

Hospital de Viana quer recuperar até final do ano mais de 2.000 cirurgias adiadas

Covid-19

em

Foto: DR / Arquivo

A Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) prevê recuperar, até final do ano, as 2.051 cirurgias adiadas devido à pandemia de covid-19, sendo que desde junho já foram efetuadas 382 cirurgias e reagendadas 589, foi hoje divulgado.

Em comunicado hoje enviado às redações, a ULSAM realçou que durante a pandemia causada pelo novo coronavírus “foram realizadas todas as cirurgias urgentes e oncológicas, num total de 443”.

Segundo a ULSAM, a atividade cirúrgica foi retomada no dia 15 de junho, sendo que até final do mesmo mês “foram efetuadas 382 cirurgias e reagendadas 589”.

“A ULSAM está a realizar programas de recuperação cirúrgicos no sentido de efetuar as cirurgias não realizadas, e estamos a prever que até ao final do ano, caso a situação epidemiológica do país o permita, recuperar todas as cirurgias”, sustenta a nota.

Já as consultas externas, desde que foram retomadas, em 07 de maio, e até 30 de junho, foram realizadas 38.100.

“No período da pandemia foram desmarcadas 5.700 consultas, no entanto, já foram realizadas/marcadas 3.400 consultas”, especifica.

No documento, a ULSAM adianta estar “atualmente a reagendar a atividade assistencial programada pendente, de forma gradual e dinâmica, de modo a assegurar o cumprimento rigoroso das normas e orientações da Direção-Geral da Saúde (DGS) em termos de segurança para utentes e profissionais de saúde, e sem descurar a salvaguarda da prontidão de resposta necessária a um eventual aumento da incidência da por força da pandemia de covid-19”.

Entre as medidas adotadas, a ULSAM destaca a “continuidade da atividade assistencial com recurso a meios não presenciais, utilizando teleconsulta, telemonitorização e teleconsultadoria, agendamentos de consulta/intervenções com hora marcada, garantindo que os utentes permanecem nos serviços de saúde apenas durante o período estritamente necessário e a realização de atividade de consulta hospitalar, de forma descentralizada, nos cuidados de saúde primários, nomeadamente através de teleconsultadoria”.

A ULSAM é constituída por dois hospitais: o de Santa Luzia, em Viana do Castelo, e o Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima. Integra ainda 12 centros de saúde, uma unidade de saúde pública e duas de convalescença, e serve uma população residente superior a 244 mil pessoas, contando com 2.500 profissionais, entre os quais 501 médicos e 892 enfermeiros.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 531 mil mortos e infetou mais de 11,3 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.614 pessoas das 43.897 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Continuar a ler

Viana do Castelo

Seis feridos após colisão entre três viaturas em Viana do Castelo

Acidente

em

Foto: Redes sociais

Um aparatoso acidente em Viana do Castelo provocou seis vítimas, ao início da manhã deste domingo, disse a O MINHO fonte do Comando Distrital de Operações e Socorro.

A colisão, a envolver três viaturas, ocorreu na freguesia de Santa Marta de Portuzelo, na Rua de Santa Martinha, com alerta a ser dado às 09:08 horas, disse fonte da Proteção Civil.

Uma das vítimas, que teve de ser desencarcerada, inspirava maiores cuidados.

Todos os feridos foram transportados para o Hospital de Viana do Castelo.

No local estiveram 25 elementos e dez viaturas, por entre as duas corporações de bombeiros de Viana do Castelo (Sapadores e Voluntários) com ambulâncias e viaturas de desencarceramento, a Ambulância de Emergência Médica do INEM e a VMER do Alto Minho.

A GNR registou a ocorrência.

Continuar a ler

Populares