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Depois da “dobradinha”, Autódromo do Algarve quer trabalhar para manter MotoGP e F1

Algarve

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Foto: DR / Arquivo

O Autódromo Internacional do Algarve (AIA) promete trabalhar “muito” para manter a Fórmula 1 e o mundial de velocidade MotoGP, cuja ‘dobradinha’ corresponde aos frutos do trabalho realizado nos últimos 12 anos.


“O anúncio da prova de MotoGP é o culminar de 12 anos de trabalho, que nos permite colher os frutos de tudo o que fizemos. Passámos um carrossel de dificuldades, com momentos difíceis e outros bons, mas hoje temos uma alegria”, disse o diretor de circuito, Paulo Pinheiro, em conferência de imprensa.

A última prova do campeonato do mundo de velocidade MotoGP vai decorrer no AIA entre 20 e 22 de novembro, anunciou hoje a Dorna, promotora do evento, cerca de um mês depois do Grande Prémio de Portugal de Fórmula 1, de 23 a 25 de outubro, que tinha sido confirmado há duas semanas.

Paulo Pinheiro promete trabalhar “muito” para garantir que o voto de confiança depositado pela Liberty (Fórmula 1) e pela Dorna, que organizam as duas provas, possa ser renovado no próximo ano.

“Toda a nossa equipa – e aqui incluo também Turismo de Portugal, Turismo do Algarve, câmaras e outras entidades – terá de fazer uma grande corrida para que seja impossível dizer que não a Portimão. O nosso objetivo é, para o ano, termos F1 e MotoGP. E normalmente, quando a gente quer uma coisa a gente consegue”, sublinhou o diretor do AIA.

Numa situação normal, não verificada este ano face aos efeitos da pandemia de covid-19, uma corrida de Fórmula 1 custa, no mínimo, 40 milhões de dólares e uma corrida de Moto GP custa, no mínimo, 10 milhões de dólares.

Paulo Pinheiro reconheceu que esses são valores elevados, mas lembrou que o autódromo algarvio e o país têm prós que poderão permitir negociações “em condições que os outros países não conseguem”, nomeadamente a qualidade da pista reconhecida pelos pilotos, o clima, a resposta à covid-19 e a “força institucional muito forte” de dirigentes portugueses nas federações internacionais.

“Tudo isto dá-nos um peso que outros países não têm. Nós temos feito um bom trabalho de casa e, como consequência, estamos agora finalmente a colher esses frutos. Temos de responder ao desafio com um bom nível organizativo, de agarrar nisto com as duas mãos e trabalhar, trabalhar, trabalhar”, acrescentou.

Já para a presidente da Câmara de Portimão, a conjugação da realização das corridas de Fórmula 1 e Moto GP é a “tempestade perfeita”, elogiando Paulo Pinheiro pelo seu trabalho.

“Isto é a tempestade perfeita, temos aqui todos os condimentos e isso, de facto, só se consegue com muito trabalho. Paulo, tens de ser uma pessoa feliz e perfeitamente realizada, porque conseguiste a ‘dobradinha’. Não é fácil ter a MotoGP e a F1”, referiu Isilda Gomes.

O presidente da Federação Internacional de Motociclismo, o algarvio Jorge Viegas, ressalvou que, para 2021, a prova de MotoGP não está, para já, incluída no calendário, mas a autarca apelou à defesa das suas “raízes”.

“Sendo algarvio, será a primeira pessoa a fazer tudo o que for possível para a prova voltar. Podemos contar consigo para que no próximo ano possamos estar a viver um momento idêntico a este”, concluiu Isilda Gomes.

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Motores

Félix da Costa vai testar na IndyCar norte-americana

Automobilismo

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Foto: DR / Arquivo

O piloto português António Félix da Costa, que este ano venceu o campeonato de Fórmula E, foi convidado para testar um dos monolugares da IndyCar, a maior competição de monolugares dos Estados Unidos da América, foi hoje anunciado.

O teste com o monolugar da Rahal Letterman Lanigan Racing vai decorrer no próximo dia 02 de novembro, no circuito de Barber Motorsports Park.

Para o piloto de Cascais, é “sonho de criança” que se cumpre.

“Nunca escondi o sonho e a vontade de correr na IndyCar. Sou um grande fã do campeonato e da mentalidade das corridas nos Estados Unidos. Conheço o Bobby Rahal há alguns anos e sempre que nos víamos em brincadeira eu dizia que tinha de ir experimentar os carros da equipa dele, e quando ele me ligou com este convite para conhecer e testar com a Rahal, foi impossível recusar”, referiu o piloto luso, em declarações difundidas pela sua assessoria de imprensa.

Félix da Costa garante, contudo, continuar “focado na Fórmula E”, mas não fecha a porta da IndyCar no futuro.

“Quero fazer um bom trabalho, deixar a minha marca na equipa e nunca se sabe o que o futuro nos pode reservar,” concluiu.

O monolugar da IndyCar é equipado com um motor V6, 2.2L com cerca de 700 cavalos de potência.

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Motores

Mundial de Superbikes termina no Estoril em prova sem público

Motociclismo

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Foto: DR / Arquivo

A última prova do Mundial de Superbikes, a disputar no circuito do Estoril e que decidirá a atribuição do título, vai decorrer à porta fechada, devido à pandemia de covid-19, anunciou hoje a organização.

“Apesar de atempadamente ter entregue um plano de segurança, o circuito do Estoril não recebeu a desejada autorização para poder abrir as bancadas aos fãs portugueses das Superbikes, o que aconteceria em número limitado e de acordo com todas as regras vigentes”, refere o comunicado.

A organização explica que assim, “a consagração dos campeões do mundo superbike e supersport 300 será assim exclusivamente acompanhada através da transmissão televisiva” e lembra que a ronda anterior do campeonato, que decorreu em França no primeiro fim de semana de outubro, os vencedores receberam “o apoio, carinho e aplauso do público”.

A atribuição do título de Superbikes vai ser decidida na prova portuguesa entre os britânicos Scott Redding (Ducati) e Jonathan Rea (Kawasaki).

Rea chega à prova lusa, que se disputa entre 16 a 18 de outubro, com 59 pontos de vantagem sobre Redding, quando estão ainda 62 em disputa.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de um milhão e setenta e quatro mil mortos e mais de 37,2 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 2.080 pessoas dos 86.664 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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Motores

Miguel Oliveira termina em sexto no GP de França

MotoGP

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Foto: DR / Arquivo

O piloto português Miguel Oliveira (KTM) terminou hoje na sexta posição o Grande Prémio de França de MotoGP, nona prova da temporada.

O piloto português, que chegou a rodar na 18.ª posição no início da corrida, chegou a estar em quarto lugar a duas voltas do fim, mas perderia a quinta posição na derradeira curva, terminando a 4,466 segundos do vencedor, o italiano Danilo Petrucci (Ducati).

Com este resultado, Miguel Oliveira soma, agora, 69 pontos no campeonato do mundo.

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