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Futebol

“Demos 45 minutos de avanço ao Braga”

João Henriques

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Declarações do treinador João Henriques após o jogo Vitória SC – SC Braga (0-1), da quinta jornada da I Liga portuguesa de futebol, disputado em Guimarães:


João Henriques (treinador do Vitória SC): “Demos 45 minutos de avanço ao Braga na primeira parte. O Vitória da segunda parte já se assemelha ao que queremos. Só fomos curtos porque não finalizámos. O Sporting de Braga teve o domínio na primeira parte, mas marcou no remate que fez. Até teve as melhores oportunidades na segunda parte. O Braga foi mais eficaz e pragmático. O Vitória precisa de ser mais eficaz e pragmático para marcar.

Fizemos uma primeira parte no Bessa [no triunfo sobre o Boavista, por 1-0] e uma boa segunda parte hoje. Mas meias partes não chegam. Precisamos de estender este período. Na segunda parte, o Braga não consegue fazer nenhuma saída. Na primeira, deixámos o Sporting de Braga sair para o ataque. Na segunda, tivemos vários remates que não enquadrámos com a baliza. Com mais critério e pragmatismo, poderíamos ter conseguido mais resultados. O Vitória da segunda parte é aquele Vitória que, no futuro, vai ser assim por 90 minutos.

São poucos [golos]. Pelo caudal ofensivo que teve na segunda parte, o Vitória tem de fazer mais [golos]. Queremos mais chegada à área e mais presença. Com os jogadores que temos na frente, vamos fazer mais golos. Se a primeira parte tivesse sido melhor, teríamos saído daqui com a vitória. O Vitória tem de ser agressivo com e sem bola, independentemente do adversário e do campo. Vamos fazer mais golos e ter mais consistência. A equipa está comprometida com as ideias que vão sendo trabalhadas.

Se os adeptos estivessem no estádio, teriam sido uma mais-valia para a equipa, principalmente na segunda parte, porque conseguiriam empolgar ainda mais os nossos jogadores. Na segunda parte, fomos para cima do Braga, porque fomos melhores. Não me venham com cansaço. É preciso ser-se coerente com a ideia de que se precisa de jogar de três em três dias. O Braga foi melhor na primeira parte e o Vitória na segunda. O resultado é de 1-0, porque [os jogadores do Braga] foram mais eficazes.

Vamos mudar isso no próximo jogo, em Barcelos [com o Gil Vicente]. Entramos em todos os jogos da mesma forma, apesar de este ser um dérbi, que as pessoas gostam de ver. Os adeptos mereciam ver este jogo, mas não são carros de Fórmula 1. Se fossem carros de Fórmula 1, poderiam ver, mas o futebol é o desporto do povo, dos pobres, e não podem”.

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Futebol

Três jogos das jornadas oito e nove da I Liga alterados

I Liga

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Foto: DR

Dois jogos da oitava jornada e um jogo da nona sofreram alterações, segundo revelou hoje a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), em comunicado.

Em relação à oitava jornada, o jogo Paços de Ferreira-Famalicão, que estava inicialmente marcado para as 15:30 de sábado, 28 de novembro, foi antecipado para as 19:00 de sexta-feira, dia 27 de novembro.

Igualmente no dia 27, o Tondela-Vitória, que estava previamente agendado para as 20:30, será disputado às 21:00.

No que toca à jornada nove, o encontro entre Moreirense e Gil Vicente, cujo pontapé de saída estava marcado para as 20:30 de sexta-feira, dia 04 de dezembro, terá início pelas 15:30 de sábado, 05 de dezembro.

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Futebol

Fernando Gomes repudia divulgação de informação obtida de forma ilícita

Football Leaks

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Foto: DR / Arquivo

O presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Fernando Gomes, repudiou hoje em tribunal a divulgação obtida de forma ilícita pelo ‘Football Leaks’, apesar de admitir um possível contributo da plataforma eletrónica para uma maior transparência no futebol.

“Essa informação obtida de forma ilegal não deveria ter sido divulgada. Ponto. Se de uma perspetiva global essa informação possa ter sido entendida [para uma maior verdade desportiva], tenho de admitir que possa ter tido alguma influência nesse sentido”, afirmou o líder federativo, na audição efetuada na 23.ª sessão do julgamento do processo, a decorrer no Tribunal Central Criminal de Lisboa.

Através de videoconferência, Fernando Gomes reiterou a defesa da “legalidade a todo o custo” e confirmou só ter tido conhecimento da intrusão alegadamente cometida por Rui Pinto no sistema informático “em agosto ou setembro de 2019”, quando foi chamado pela Polícia Judiciária (PJ) para identificar informação que tinha sido encontrada nos dispositivos apreendidos ao criador do ‘Football Leaks’.

“Temos consciência de que existem muitas tentativas de intrusão no nosso sistema, mas desde há muito que vínhamos a criar condições para evitar essas tentativas”, disse Fernando Gomes, sem esconder “um sentimento de enorme desconforto” pela existência de acessos ilegítimos: “Não podemos deixar de estar desconfortáveis, é como se a nossa casa estivesse a ser roubada. A FPF deve preservar e não partilhar a informação que tem à sua guarda.”

No entanto, o dirigente desportivo, de 68 anos, reconheceu que a FPF já tinha ficado em alerta cerca de um ano antes, quando, em julho de 2018, foram divulgados publicamente os contratos de dois jogadores do Benfica – Ferreyra e Castillo – e que deixou o organismo “na dúvida” sobre a origem da informação.

“Fizemos uma participação à PJ contra desconhecidos, porque não sabíamos quem se tinha intrometido nos sistemas e sem ter a certeza de que isso tinha sido através da rede da FPF. Não sabíamos em que momento tinha havido a intromissão para ter acesso a esses documentos”, explicou, aludindo à circulação desses documentos entre os próprios clubes e a Liga Portuguesa de Futebol Profissional.

Contudo, Fernando Gomes enfatizou o combate por uma maior transparência no futebol desde que assumiu a presidência da FPF, em 2011, e, em resposta à defesa do principal arguido do processo, confessou não se opor à divulgação dos contratos entre os clubes e os jogadores de futebol.

“A minha posição é que acordos entre entidades privadas são uma responsabilidade entre eles e, se quiserem, têm essa capacidade. Não tenho nenhum problema que sejam divulgados, mas na forma normal de os tramitar não são divulgados”, observou.

Já sobre a questão de contratos que envolviam fundos de investimento, anteriormente permitidos e designados por TPO (third party ownership, na sigla em inglês), o presidente da FPF considerou que se os contratos estabelecidos permitirem a intervenção do fundo sobre o jogador, isso “põe em causa a integridade desportiva”, lembrando ainda o trabalho desenvolvido pelo organismo contra a corrupção.

“A FPF conhece as suas responsabilidades, tendo inclusivamente apresentado no parlamento uma proposta. Em 2017, perfeitamente consciente de que poderia haver um problema de corrupção em Portugal, pugnou pela alteração da lei e para combater esse tipo de situação [enriquecimento ilícito] é que apresentou alterações”, notou, sentenciando: “Tudo o que for contra a verdade desportiva e transparência tem o nosso protesto.”

Na sessão de hoje foram ainda ouvidos os advogados Nuno Barnabé e Inês Almeida Costa, ambos ligados à sociedade PLMJ à data dos factos do processo, a secretária Lina Peres, o membro do Conselho de Arbitragem da FPF João Rocha e o diretor de tecnologia do organismo, Hugo Freitas, cuja inquirição prosseguirá no dia 19 de novembro.

O julgamento prossegue agora no próximo dia 18 com a audição de José Luís Cristóvão, especialista informático da PJ, e as testemunhas dos assistentes do processo João Medeiros e Inês Almeida Costa.

Rui Pinto, de 32 anos, responde por um total de 90 crimes: 68 de acesso indevido, 14 de violação de correspondência, seis de acesso ilegítimo, visando entidades como o Sporting, a Doyen, a sociedade de advogados PLMJ, a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR), e ainda por sabotagem informática à SAD do Sporting e por extorsão, na forma tentada. Este último crime diz respeito à Doyen e foi o que levou também à pronúncia do advogado Aníbal Pinto.

O criador do Football Leaks encontra-se em liberdade desde 07 de agosto, “devido à sua colaboração” com a Polícia Judiciária (PJ) e ao seu “sentido crítico”, mas está, por questões de segurança, inserido no programa de proteção de testemunhas em local não revelado e sob proteção policial.

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Futebol

Pedro Proença confiante que futebol vai ultrapassar momento complicado

Presidente da LPFP

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Pedro Proença. Foto: DR / Arquivo

O presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), Pedro Proença, mostrou-se hoje confiante de que a modalidade vai ultrapassar o momento complicado causado pela pandemia de covid-19.

“O regresso dos adeptos aos estádios e as precauções e modelos de teste sanitários foram dois dos grandes temas debatidos hoje na reunião da Ligas Europeias. Enquanto membro do Board of Directors, estou confiante e comprometido em que o futebol supere este momento”, escreveu Proença nas suas redes sociais.

O líder da LPFP adiantou que “a atual pandemia de covid-19 é um dos temas que mais preocupa as Ligas de futebol por toda a Europa e a Liga Portugal não é exceção”.

“Hoje mesmo, decorreu uma reunião da European Leagues, da qual sou membro do Board of Directors, tendo sido analisados temas como o regresso dos adeptos aos estádios e os procedimentos sanitários a colocar em prática. Analisámos e partilhámos experiências e, nestes tempos difíceis para todos, o Futebol europeu está empenhado em ultrapassar este momento”, referiu.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.263.890 mortos em mais de 50,9 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 3.021 pessoas dos 187.237 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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