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Motores

Dakar2020 com combustível gratuito e ‘joker’ para pilotos amadores

A partir de 2020

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Foto: Facebook de Paulo Gonçalves (Arquivo)

O combustível na edição 2020 do Rali Dakar, prova de todo-o-terreno, na Arábia Saudita, vai ser gratuito para todos os pilotos e os amadores terão um ‘joker’, que permite regressar à corrida, caso não terminem uma etapa.

Em declarações aos jornalistas, em Lisboa, num evento de divulgação do novo Dakar, o diretor de serviços dos pilotos e participantes da prova explicou que as equipas terão “de graça” o combustível, durante as 12 etapas.

“É uma das grandes novidades da próxima edição. O combustível será de graça para todos os competidores. No caso dos veículos de assistência, já não será assim. Mesmo assim, esta medida tem um grande impacto no orçamento da corrida, não só a nível da organização, mas também nas equipas. Resulta do contrato que foi assinado com as autoridades da Arábia Saudita”, explicou Charles Cuypers.

O ex-piloto francês, de 52 anos, revelou também que os pilotos amadores, que representam normalmente 30% da lista final, vão ter uma “preciosa ajuda” durante a competição.

“Vão ter um ‘joker’, que poderão usar apenas uma vez e que permite continuar em corrida, mesmo que tenham algum problema mecânico, que os obrigue a abandonar. Mas, na segunda vez, já serão obrigados a desistir”, disse.

Cuypers adiantou ainda que, pela última vez, os ‘road books’ serão em papel, devendo passar a digital a partir de 2021.

Esta será a primeira edição do Dakar no Médio Oriente, depois da organização ter assinado um contrato de cinco anos com Arábia Saudita, com o objetivo de expandir a prova nesse território.

“O plano é, nesses cincos anos, fazer passar o rali por outros países, com a Jordânia, Omã e até o Egito. É toda uma nova experiência para nós, um mundo totalmente desconhecido. Estamos a descobrir o país. Tem muitas dunas, muita areia, mas também zonas de montanha e trilhos rápidos”, referiu.

Charles Cuypers destacou também que o Dakar será o primeiro evento em que pessoas com visto de turista poderão andar livremente na Arábia Saudita e desvalorizou as altas temperaturas no país.

“Na altura da prova, deverão estar entre 15 a 20 graus, algo normal e a que estamos habituais. Nesse momento, estão cerca de 50 e isso tem dificultado um bocado o trabalho da nossa equipa de reconhecimento, que está a estudar os troços”, revelou.

O trajeto final será anunciado em meados de novembro, com 12 etapas que deverão somar perto de 9.000 quilómetros. A prova começa em Jidá e termina em Al Qiddiya, conhecida como a “cidade do futuro” e que ainda está a ser construída.

O Dakar2020 arranca em 5 de janeiro e acaba a 17 do mesmo mês.

A prova foi criada em 1978 sob a designação Paris-Dakar, disputada entre as capitais francesa e senegalesa, e teve várias alterações ao longo do tempo, como a partida de Lisboa em 2006 e 2007, antes de se mudar para a América do Sul, por razões de segurança, relacionadas com o fenómeno do terrorismo, que levaram ao cancelamento da edição de 2008.

De 2009 a 2018, a corrida disputou-se na Argentina, Chile, Peru, Bolívia e Paraguai e, em 2019, decorreu pela primeira vez apenas num país, com todas as 10 etapas (ao invés de 14) a decorrerem em solo peruano.

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Desporto

Palavras de Tiago Monteiro: “Vejo o Mariano Pires a ser piloto profissional a curto prazo”

Mariano Pires apresentou o projeto para 2019/2020, no sábado passado, ao lado de Tiago Monteiro, seu agente, e de Celeste Patrocínio, presidente da Adega de Ponte de Lima, ‘main sponsor’ do prodigioso piloto limiano, de apenas 18 anos

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Tiago Monteiro é uma referência no desporto automóvel. Com 22 anos de carreira, o piloto português está virado, também, para o agenciamento de jovens pilotos. Mariano Pires, o jovem de Ponte de Lima, é uma das grandes promessas neste desporto.

“O Mariano, desde cedo, demonstrou a toda a gente o potencial que tinha em pista. Pouco a pouco foi crescendo e esse talento foi sendo desenvolvido”, começa por dizer Tiago Monteiro em conversa com OMINHO.

Aos 18 anos, depois de ter ganho vários campeonatos em Portugal e Espanha, Mariano Pires é um dos melhores pilotos da sua geração. Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

No entanto, hoje em dia para se ser atleta profissional é preciso muito mais do que talento: “é preciso ter outras qualidades que, pouco a pouco, ele foi desenvolvendo por si próprio”.

Monteiro ‘esbarrou’ com Mariano quando fazia uma pesquisa sobre os melhores jovens talentos nacionais: “o Mariano fazia parte do lote dos melhores pelas suas capacidades em pistas, mas também, fora de pista como a inteligência, a gestão da pressão, dos momentos mais complicados e o potencial que ele demonstrou”.

Evitar erros

A O MINHO, o único piloto português a conquistar um pódio na Fórmula 1 revela que “os pilotos quando têm 12/13 anos, vê-se logo que há uns que são melhores do que outros mas não sabemos como vão evoluir”. No caso de Mariano Pires, as coisas pareciam bem claras: “era um talento fora de série e eu não quis perder a oportunidade de me juntar a ele, de apoiá-lo tentando direccioná-lo da melhor forma possível”.

Tiago Monteiro com Mariano Pires, em Ponte de Lima. Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (19/10/2019)

Uma das funções de Tiago Monteiro é passar os ensinamentos que as mais de duas décadas de carreira lhe proporcionaram.

“Cometi alguns erros, aprendi muito e a ideia é evitar que os jovens pilotos cometam alguns erros que se cometem por desconhecimento, ultrapassando alguns passos no seu crescimento como pilotos”.

Mariano a piloto profissional

Tiago Monteiro não tem dúvidas: “vejo o Mariano a curto prazo a ser piloto profissional e a poder viver desta profissão mas tem que dar o salto a nível de campeonatos”.

No segundo ano em automóveis, o jovem limiano “já deu saltos grandes mas queremos dar saltos maiores para o ano e para daqui a dois anos para dar nas vistas no mundo mais abrangente do desporto automóvel”.

Tiago Monteiro esteve com Mariano Pires e Celeste Patrocínio, presidente da Adega de Ponte de Lima, na apresentação do projeto do piloto para 2019/2020. Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (19/10/2019)

Actualmente, Mariano Pires participa no GT4 South European Series, campeonato que se corre em França, Espanha e Portugal, mas o próximo salto é “para algo que dê mais nas vistas” e pode chegar ao DTM.

“É um campeonato possível, é um campeonato onde há pilotos profissionais, nos GT’s há pilotos profissionais, nos Turismos há pilotos profissionais”, alarga Monteiro as hipóteses para Mariano Pires.

Tiago Monteiro também gere a carreira de António Félix da Costa. Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

E descarta os monolugares: “a via não será essa porque não começou por aí, mas tanto nos Estados Unidos, na Austrália ou noutros países há campeonatos onde os pilotos podem exercer a sua profissão e o Mariano cabe, perfeitamente, nesses campeonatos”.

Novas funções

Apesar de fazer agenciamento há dez anos associado a António Félix da Costa, Tiago Monteiro montou, há dois anos, a Skywalker Racing Management, empresa dedicada à formação de pilotos semiprofissionais para serem profissionais.

“A ideia é descobrir jovens pilotos desde os kartings e temos pilotos dos 7 aos 30 e poucos anos, num total de 14”.

Vídeo: Tiago Monteiro foi o único piloto português a chegar ao pódio na Fórmula 1.

O papel do piloto português é orientar “na transição para os automóveis”, tal como fez com Mariano, porque é uma transição muito difícil por causa dos custos envolvidos.

Mariano Pires recebeu membros da equipa, patrocinadores e amigos, em Ponte de Lima. Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

“Tentamos facilitar e encontrar patrocinadores, parceiros, para que esse salto seja possível. Este é um desporto caro porque não é só pegar numas chuteiras. Tem camiões, mecânicos, deslocações”.

Como o futuro é já ali, Mariano Pires, mesmo com 18 anos, pode chegar, em breve, a campeonatos de referência, tornando-se um dos nomes incontornáveis do desporto automóvel em Portugal.

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Motores

Paulo Gonçalves sobe ao terceiro lugar no rali Rota da Seda

Motard de Esposende no Mundial de todo-o-terreno

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O piloto português Paulo Gonçalves (Hero) ascendeu ao terceiro lugar do rali Rota da Seda, segunda prova do Mundial de todo-o-terreno, após ter sido terceiro classificado na especial do dia.

O piloto de Esposende gastou 2:21.20 horas para cumprir os 212 quilómetros cronometrados da etapa desenhada na floresta siberiana de Taiga, perdendo 50 segundos para o vencedor, o britânico Sam Sunderland (KTM).

“Esta segunda etapa já foi maior do que a da véspera, com os primeiros 75 quilómetros muito parecidos com o que encontrámos no dia anterior, com muitas poças de água, muitos perigos, muitas pedras cravadas no chão. Os últimos 130 quilómetros, pelo contrário, eram mais ao estilo do Mundial de ralis, na montanha, com o piso muito escorregadio”, descreveu o piloto português, em declarações à agência Lusa.

Paulo Gonçalves estava satisfeito com o desempenho, que lhe permitiu ganhar três posições após duas tiradas.

“Fiz uma boa especial. Consegui subir a terceiro da geral. Estou, obviamente, satisfeito. Foi um bom resultado para a equipa, que colocou dois pilotos no pódio. Estamos ainda no início, mas o objetivo é tentar fazer o melhor resultado possível a cada dia”, comentou o piloto da Hero, que ficou a apenas 11 segundos do companheiro de equipa, o espanhol Oriol Mena.

Na geral, Paulo Gonçalves está a 1.19 minutos do líder, o argentino Kevin Benavides, da equipa oficial da Honda, cujo diretor desportivo é o português Ruben Faria.

Na terça-feira, os pilotos enfrentam o troço mais longo da prova, com 691 quilómetros, que inclui uma especial cronometrada de 243 quilómetros, a 1.500 metros de altitude.

“Vamos entrar já na Mongólia. O terreno vai mudar consideravelmente. Vamos deixar para trás as pistas com lama e pedra e começar a entrar em planícies mais ao estilo do deserto. Espero continuar a fazer bons resultados, dia após dia”, concluiu Paulo Gonçalves.

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Motores

Miguel Oliveira somou mais três pontos no Mundial de MotoGP

Piloto português na época de estreia

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Foto: DR / Arquivo

O piloto português Miguel Oliveira (KTM) somou hoje mais três pontos no Mundial de MotoGP, ao terminar no 13.º lugar a oitava prova da temporada, disputada no circuito de Assen, na Holanda.

Oliveira gastou mais 34,181 do que o vencedor do GP da Holanda, o espanhol Maverick Viñales (Yamaha), que cumpriu as 26 voltas em 40.55,415 minutos, batendo o compatriota Marc Márquez (Honda) por 4,854 segundos.

Com este resultado, Miguel Oliveira caiu para o 18.º lugar do campeonato, com 15 pontos, a um do 17.º, o francês Johann Zarco (KTM), que hoje desistiu com problemas mecânicos.

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