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Ave

Comandante dos bombeiros de Fafe hospitalizado de urgência com covid-19

Covid-19

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Foto: Ivo Borges / O MINHO / O MINHO (Arquivo)

Paulo Ferreira, comandante dos Bombeiros de Fafe, foi hospitalizado de urgência durante a última madrugada depois de ter-lhe sido diagnosticado covid-19 acrescido de pneumonia.

Em deeclarações a O MINHO, o comandante ainda muito debilitado explicou, em parcas palavras, que sentiu um mau estar na passada sexta-feira, que o levou a contactar a saúde 24.

“De lá disseram-me para contactar o centro de saúde para fazer testes e acabaram por me mandar para o Hospital de Guimarães porque detetatarm que tinha falta de oxigénio”.

Paulo Ferreira foi internado de madrugada e recebeu o resultado do teste de despistagem à covid: positivo.

Foi-lhe ainda diagnosticada pneumonia pelo que deve ficar internado no Hospital Senhora da Oliveira, em Guimarães, ao longo dos próximos dias.

O comandante disse a O MINHO que o corpo de bombeiros vai ser testado a partir da tarde deste sábado.

Em comunicado, aquela associação humanitária anunciou que, para além do comandante, existem ainda mais dois casos confirmados de bombeiros infetados com o novo coronavírus.

“De forma a rastrearmos o mais rápido possível a existência de um surto no quartel, todos os elementos do corpo ativo serão sujeitos esta tarde a testes de despistagem”, explica o comunicado, assegurando que o socorro não está comprometido.

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Guimarães

“Acusaram uma cidade inteira de ser racista”, diz André Ventura em Guimarães

Eleições presidenciais 2021

Foto: Ivo Borges / O MINHO

A campanha presidencial do candidato André Ventura passou hoje por Braga e Guimarães, com o discurso a ser feito na cidade-berço, em frente ao castelo que outrora albergou o primeiro rei de Portugal.

E foi com ‘alegorias’ do castelo que o líder do Chega encantou a cerca de uma centena de apoiantes que se encontraram no Campo de S, Mamede, vindos de vários pontos do distrito.

Depois das habituais críticas ao Governo face à gestão da pandemia, onde apontou ser “uma vergonha” que Portugal esteja entre os países com maior incidência de casos no mundo, Ventura falou de racismo.

Foto: Ivo Borges / O MINHO

“Não podia vir a Guimarães sem falar de racismo. Acusaram-me, e a muitos de vós, de sermos racistas. Acusaram uma cidade inteira de ser racista. Acusaram-nos do pior sem saber”, disse, quando foi interrompido por um coro que clamava pelo seu nome.

A alguns metros, grupos antifascistas entoavam cânticos de “racistas” para os apoiantes do comício. No meio, a PSP assegurava que não existiam confrontos.

Foto: Ivo Borges / O MINHO

E Ventura prossegui; “Acusaram-nos de ser racistas e aqui em Guimarães temos de deixar para sempre claro que não somos racistas, só não queremos é uns a trabalhar e outros a beneficiar, nem minorias a viver acima da lei. Não somos racistas, somos portugueses que amamos este país”, vincou.

Foto: Ivo Borges / O MINHO

Sob forte aparato de meios policiais, do lado da Igreja de São Dâmaso, não mais do que 50 manifestantes antifascistas (“antifas”) chamaram racista e fascista ao candidato presidencial.

Com o conforto da aparelhagem sonora, o triplo das gargantas (cerca de 200), os militantes da força política abafaram os protestos, aclamando o seu “Presidente” e vociferando “ide trabalhar, seus comunas”.

Tudo isto debaixo do “dever geral de recolhimento domiciliário” para combater a pandemia de covid-19, num dia em que morreram mais 152 portugueses devido à infeção com SARS-Cov-2, num total de 8.861 mortes desde março.

“25 de Abril sempre, fascismo nunca mais” e “racistas, fascistas não passarão” foram palavras de ordem dos “antifas”, mantidos à distância do comício por um contingente de várias dezenas elementos da PSP, no histórico recinto de terra batida, convertido em parque de estacionamento gratuito.

Segundo fonte policial, “até houve um reforço de elementos do comando distrital de Braga”. A Lusa testemunhou no local: postos de controlo da circulação automóvel, cinco carrinhas do Corpo de Intervenção da Unidade Especial de Polícia e vários carros e motos de patrulha.

Foto: Ivo Borges / O MINHO

O comandante da “operação de segurança, no âmbito do estado de emergência” disse à Lusa que tudo estava “a decorrer dentro da normalidade”, mesmo com “alguns grupos de contra-manifestantes”, mas escusou-se a confirmar o empenhamento de cerca de 50 agentes “por razões de segurança”, preferindo apenas falar de um “contingente considerado adequado”.

Antes da chegada do concorrente ao Palácio de Belém, os seus apoiantes foram animados por música, com a muito bem sucedida canção antirracista de 1991 do artista e compositor norte-americano Michael Jackson, “Black or White”.

Ao mesmo tempo, a organização foi apelando ao uso de máscara e à manutenção da distância física entre participantes de “pelo menos dois metros”.

“O protesto é o dever cívico de todos os humanistas e feministas contra o crescimento do ódio, da divisão, da mentira e do neofascismo. Sou independente, mas tenho uma posição política contra a extrema-direita e o crescimento da corrupção. Eles (Chega), supostamente, querem acabar com a corrupção, mas pretendem é o monopólio dela”, disse um dos manifestantes, Luís Lisboa.

Foto: Ivo Borges / O MINHO

O professor de artes performativas com 41 anos queixou-se de que a manifestação não estava a ser permitida, pois os agentes de autoridade ordenaram o abandono de “cartazes e bandeiras”.

“A polícia já nos abordou umas 10 vezes e fomos empurrados aqui para trás. A única forma de estarmos aqui foi dizer que vínhamos assistir ao comício. Como vê há aqui mais polícias do que militantes do Chega”, lamentou, sem querer revelar a sua candidata ou candidato presidencial favorito, mas garantindo que “é da esquerda, que devia ter uma candidatura única”.

Já Daniela Geraldes, gerente de uma loja de tatuagens e `piercings´, 31 anos, assumiu ir votar na ex-eurodeputada do PS Ana Gomes.

“Não é que ela englobe tudo aquilo de que gosto, mas é para que o Ventura não fique em segundo lugar. Não tenho filiação partidária, mas normalmente votaria no João Ferreira ou Marisa Matias”, declarou.

Para Daniela, “os maiores corruptos são estas pessoas, basta ver o programa político do Chega”.

“Viemos cá para dizer que Guimarães não é só uma cidade de bairristas e nacionalistas. Portugal nasceu aqui, mas é só isso. Há pessoas que o apoiam, mas também há muitas outras contra ele”, assegurou, acrescentando que, “numa altura tão sensível, o tipo de discurso que esta pessoa tem – e os que o apoiam, porque ele acaba por ser um boneco, no meio disto – é muito perigoso porque há muito desespero e quem acabe por se deixar ir na cantiga”.

A médica-dentista Ana, 27 anos, mostrou-se “totalmente contra as coisas e ideias completamente antissociais” de Ventura.

“Não tenho nenhum partido. Sou mais centralista, um bocadinho dos dois. Vou votar talvez na Marisa Matias. Até tenho votado mais no PSD. Tenho ideias de direita e de esquerda, as coisas são igualmente importantes, a economia e o social”, defendeu.

As eleições presidenciais, que se realizam em plena epidemia de covid-19 em Portugal, estão marcadas para 24 de janeiro e esta é a 10.ª vez que os portugueses são chamados a escolher o Presidente da República em democracia, desde 1976.

A campanha eleitoral começou no dia 10 e termina em 22 de janeiro.

Concorrem às eleições sete candidatos, Marisa Matias (apoiada pelo Bloco de Esquerda), Marcelo Rebelo de Sousa (PSD e CDS/PP) Tiago Mayan Gonçalves (Iniciativa Liberal), André Ventura (Chega), Vitorino Silva, mais conhecido por Tino de Rans, João Ferreira (PCP e PEV) e a militante do PS Ana Gomes (PAN e Livre).

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Ave

Quatro feridos após rixa na via pública em Famalicão

Em Telhado

Foto: O MINHO / Arquivo

Quatro pessoas sofreram ferimentos na sequência de agressões na via pública no concelho de Famalicão, este domingo, apurou O MINHO junto de fonte dos bombeiros.

A situação ocorreu ao início desta tarde na Rua do Monte, freguesia de Telhado, com o alerta para as autoridades a ser dado pelas 14:26.

Sem especificar os motivos da altercação, ou sequer porque estariam pessoas na via pública durante o confinamento geral, o pedido de auxílio mobilizou três ambulâncias dos Bombeiros Famalicenses e duas viaturas da GNR.

Os feridos, todos ‘ligeiros’, foram encaminhados para o Hospital de Famalicão com hematomas e escoriações.

As forças de segurança estão a apurar o que terá originado as agressões.

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Guimarães

ASAE fiscalizou incumprimento do confinamento em operação que passou por Guimarães

Confinamento

Foto: DR / Arquivo

A ASAE instaurou hoje um processo-crime por especulação de preços e 19 contraordenações por incumprimento das medidas adotadas para conter a pandemia de covid-19, além de ordenar o encerramento de quatro estabelecimentos de restauração e bebidas.

Em comunicado, a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), diz que “foram fiscalizados 198 operadores económicos, tendo sido instaurado um processo-crime por especulação de preços e 19 processos de contraordenação dos quais se destaca a falta de cumprimento das regras de ocupação, permanência e distanciamento físico nos locais abertos ao público e a falta de cumprimento das regras relativas a restrição, suspensão ou encerramento de atividades”.

Foi ainda determinada a suspensão da atividade em quatro operadores económicos da restauração e bebidas “pela existência de clientes no seu interior”, indica a ASAE.

A autoridade lembra que, com o estado de emergência, “esta atividade apenas poderá ser exercida para efeitos de confeção destinada ao consumo fora do estabelecimento, seja através de entrega ao domicílio, diretamente ou através de intermediário, ou para disponibilização de refeições ou produtos embalados à porta do estabelecimento ou ao postigo (‘take away’)”.

As ações de fiscalização contaram com cerca de 30 inspetores e decorreram nos concelhos de Guimarães, Lisboa, Porto, Matosinhos, Lamego, Coimbra, Aveiro, Castelo Branco, Coimbra, Santarém, Faro e Évora.

A operação foi direcionada a operadores económicos cuja atividade se encontra sujeita a novas regras de funcionamento, “tendo como principal objetivo a verificação do cumprimento integral das regras de lotação, ocupação, permanência e distanciamento físico em espaços públicos e estabelecimentos comerciais, bem como o cumprimento da determinação de suspensão de determinados tipos de instalações, estabelecimentos e atividades”, lê-se no comunicado.

A ASAE afirma que continuará a desenvolver “ações de fiscalização no âmbito das suas competências, em todo o território nacional, para garantia do cumprimento das regras de saúde pública determinadas pela presente situação pandémica”.

O decreto do Governo que regulamenta o novo confinamento geral devido à pandemia de covid-19 entrou em vigor às 00:00 de sexta-feira e decorre até 30 de janeiro.

Entre as restrições, o diploma prevê o encerramento do comércio e restauração, com exceção dos estabelecimentos de bens e serviços essenciais.

Os restaurantes e similares podem funcionar apenas em regime de ‘take away’ ou entregas ao domicílio.

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