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Braga

CDS/Braga critica escolha de candidatos a deputados e ‘arrasa’ Telmo Correia

Concelhia discorda da forma como foram escolhidos os candidatos

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Telmo Correia, ao lado da líder, volta a ser cabeça de lista em Braga. Foto: Facebook de CDS/PP (Arquivo)

A Concelhia de Braga do CDS/PP veio hoje a terreiro mostrar o seu desagrado pelo modo como foram escolhidos os candidatos a deputados pelo distrito nas eleições legislativas de outubro. E com críticas duras ao deputado Telmo Correia, cabeça de lista do partido nas anteriores eleições, que é acusado de nada ter feito no distrito em três mandatos.

O plenário de militantes de Braga aprovou uma moção – apresentada pelo seu líder Altino Bessa – criticando os órgãos nacionais do partido, pelo facto de todos os candidatos serem escolhidos pela direção nacional: “havia sido acordado que a direção do CDS apresentaria apenas o cabeça de lista, ouvidos os órgãos locais, sendo os restantes candidatos indicados pela Distrital de Braga”, lê-se no documento.

Altino Bessa, líder do CDS/Braga e Vereador do Ambiente. Foto: DR / Arquivo

O texto acentua que, no último Conselho Nacional, a presidente do partido, Assunção Cristas, aprovou as listas de deputados às legislativas, de forma leviana e insensata, para além de ter introduzido um tema que só deveria ser tratado após as eleições europeias”.

Bessa diz que esta decisão “veio prejudicar a dinâmica da pré-campanha, levantando um coro de criticas de Norte a Sul, pelas escolhas apresentadas, centrando-as no Largo do Caldas, refletindo total cegueira territorial”.

“Almejei e confiei que soubessem encontrar para Braga, nos seus mais de 780 mil eleitores, alguém que possuísse a dita qualidade e proximidade com o distrito e fosse o garante da representação deste no Parlamento. Após o Conselho Nacional julguei que a “a voz” dos militantes iriam ser levadas em linha de conta pela Presidente do Partido”, lamenta o líder dos centristas bracarenses.

Telmo não merece

Já sobre a repetição da escolha de Telmo Correia, a moção pergunta: “Por que razão o cabeça de lista pelo distrito se mantém mesmo dando provas de que não merece representar este território? Foram dez anos como cabeça de lista pelo distrito. Nesta linha temporal muito podia ter sido feito, mas a opção passou por negligenciar o distrito.”

O texto lamenta, ainda, que “o cabeça de lista pelo distrito tenha exercido três mandatos inócuos, vazios de presença, de tenacidade, de interesse pelas problemáticas que assolam o território. Em três mandatos poucas foram as vezes em que se deslocou ao território para estar/ ouvir as “suas” gentes num esforço de perceber a realidade que está à superfície”.

“Considero, perante as evidências, que foram três mandatos em que a palavra que imperou foi a de “demissão” das responsabilidades que lhe foram confiadas”.

E prosseguindo nas críticas a Telmo Correia, Altino Bessa escreve: “Não correspondeu, no que à
defesa do território diz respeito, às aspirações dos militantes do concelho de Braga.

Insistir na designação de um deputado que durante três mandatos não zelou pelo distrito parece-nos errático e de uma tremenda incoerência com a estratégia pensada para o território. Recuso-me a aceitar que a lógica de distribuição de deputados pelo país esteja focada numa distribuição centralizada em Lisboa.”

Demitiu-se

E insistindo, afirma: “Enquanto deputado eleito pelo circulo eleitoral de Braga, Telmo Correia podia ter tido uma influência assaz profícua no desenvolvimento do território, mas optou por se demitir da incumbência que lhe foi atribuída, abandonando a área territorial que representa. Salta à vista de todos: o resultado de dez anos foi um retrocesso no trabalho pelo território. Os deputados são chamados a legislar sobre domínios do interesse público, do bem maior que, neste caso, é o distrito. No caso da escolha do cabeça de lista para o distrito de Braga o balanço é claro: por mais que seja duro reconhecê-lo, não é a escolha certa para cumprir um quarto mandato pelo distrito”.

O MINHO contactou a assessoria de imprensa do CDS/PP mas não conseguiu, até ao momento, uma resposta.

ATUALIZAÇÃO

CDS: “Obsessão de Altino Bessa prejudica o partido”

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Braga

Visitas pascais de carro proibidas pelo Arcebispo de Braga após conselho da polícia

Páscoa

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Foto: DR / Arquivo

Todas as paróquias da Arquidiocese de Braga (distrito de Braga + Póvoa de Varzim e Vila do Conde) foram proibidas de realizar as visitas pascais de forma alternativa, com recurso a veículos motorizados, disse o Arcebispo D. Jorge Ortiga.

Numa mensagem enviada aos sacerdotes diocesanos, Dom Jorge salienta que as autoridades policiais não vão permitir a deslocação de uma viatura em marcha lenta a passar com uma cruz, de porta-em-porta, como anunciaram algumas paróquias.

O MINHO sabe que a figura máxima da Igreja no Minho terá sido aconselhada pelos comandos distritais de PSP e GNR a não realizar este tipo de compasso improvisado. Alguns párocos já anunciaram a novidade nas Eucaristias de ontem.

Também em Viana do Castelo, o bispo D. Anacleto Oliveira pediu aos párocos para não aderirem à visita pascal motorizada, em voga por todo o Norte do país.

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Braga

DGS implementa plano sanitário em lar de Braga. Há 11 mortos em lares no concelho

Covid-19

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

A comissão, composta pela delegação de saúde, proteção civil municipal, segurança social e Cruz Vermelha – que gere a evolução da pandemia do coronavírus no concelho de Braga – vai implementar um plano de contingência no lar da Irmandade de Santa Cruz, onde já faleceram duas pessoas e há registo de vários infetados com covid-19.

Fonte ligada ao processo disse a o MINHO que o plano, que hoje começou com uma operação de desinfeção a cargo dos Bombeiros Sapadores de Braga, é semelhante ao que foi aplicado no lar do Asilo de São José, implicando a separação total entre utentes e funcionários, e o isolamento dos idosos que tenham sintomas da doença ou esperam o resultado de testes de despistagem.

É liderado pelo delegado de saúde, cabendo à proteção civil da Câmara a sua concretização no plano logístico.

21 óbitos

Entretanto, Braga registava, até ontem, 21 óbitos por coronavírus, 11 dos quais eram utentes de quatro lares, .

Uma fonte contactada por O MINHO referiu que, faleceram seis pessoas que estavam internadas no Asilo de São José, duas na Resisénior, duas outras no lar da Irmandade de Santa Cruz e uma no lar da paróquia de Ferreiros.

A crescentou que, na generalidade, e depois de medidas de confinamento interno tomadas pela Delegação de Saúde de Braga, com a colaboração da Proteção Civil municipal e da Segurança Social, a situação estabilizou em todos eles.

Mas, em Braga, não há só falecimentos, nem notícias trágicas: um cidadão de 84 anos, que fora internado no Hospital local com a infeção, conseguiu vencer a doença, tendo sido considerado curado. Não teve, ainda, alta hospitalar porque tem um problema numa perna, que carece de tratamento médico autónomo.

Outro caso positivo é o do Lar de Conde de Agrolongo. Depois do surgimento de uma funcionária com a covid-19, que terá contraído em contacto familiar, a direção do organismo tomou todas as medidas profiláticas indicadas pela Delegação de Saúde, de tal modo que, quinze dias depois, nenhum dos 180 idosos que alberga ficou infetado.

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Braga

Apreendidas 2,5 toneladas de bivalves em Braga, no valor de mais de 20 mil euros

Amêijoa japonesa

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Foto: Ilustrativa / Wikipedia

Foram apreendidos 2423,90 quilos de amêijoa japonesa, com o valor presumível de 21 815,10 euros, em Braga, na quarta-feira, anunciou hoje a GNR.

Segundo a fonte, a apreensão deu-se durante uma operação rodoviária, dirigida à fiscalização de transporte de pescado fresco e moluscos bivalves, da Unidade de Controlo Costeiro, através do Destacamento de Controlo Costeiro de Matosinhos.

“Foram apreendidas cerca de 2,5 toneladas de amêijoa japonesa (Ruditapes Philippinarum) sem o tamanho mínimo legal exigido por lei (quatro centímetros)”, pode ler-se numa nota publicada no site daquela força de segurança.

Foi identificado um homem, com 41 anos, “e elaborado um auto de contraordenação, por transporte de bivalves em estado imaturo, punível com a coima mínima de 598,56 euros e a máxima de 37409,88”, acrescenta.

A mercadoria apreendida encontra-se a aguardar inspeção higiossanitária.

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