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Caretos de Podence declarados Património Imaterial da Humanidade

UNESCO

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Os Caretos de Podence foram hoje declarados Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO.

A decisão foi anunciada na Assembleia Geral da Convenção para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial, que decorre até sábado, em Bogotá, na Colômbia.

Os tradicionais mascarados do Entrudo Chocalheiro da aldeia do concelho transmontano de Macedo de Cavaleiros passam a estar integrados numa lista mundial onde Portugal já tem o Fado, o Cante Alentejano, a Dieta Mediterrânica, a Falcoaria e os chamados “Bonecos de Estremoz”.

As “Festas de Inverno Carnaval de Podence” foram a única candidatura selecionada pelo Governo português para representar Portugal nesta que é a XIV reunião do Comité Internacional da UNESCO, o organismo das Nações Unidas para a Ciência, Cultura e Educação.

Decisão da UNESCO enche de orgulho Macedo de Cavaleiros e o país

O presidente da Câmara de Macedo de Cavaleiros, Benjamim Rodrigues, considerou que a decisão da UNESCO “enche de orgulho” o concelho transmontano e o país.

O autarca está em Bogotá, na Colômbia, onde o Comité Internacional da UNESCO inscreveu hoje as “Festividades de Inverno: Carnaval de Podence” na lista de representantes do Património Cultural Imaterial da Humanidade.

“É o ponto alto de uma caminhada iniciada em 2014, sob a excelente batuta da Patrícia Cordeiro, que coordenou todo o processo, em conjunto com António Carneiro”, salientou Benjamim Rodrigues, referindo-se à técnica que conduziu o processo que sustentou a candidatura e ao presidente da Associação dos Caretos de Podence, o mentor da mesma e responsável pela revitalização desta tradição na década de 1980.

O autarca salientou que “o apoio do município a esta candidatura foi total, mas o mérito de todo o trabalho é de quem não deixou morrer uma tradição secular em Podence e a quem compilou todas as informações para uma candidatura que a própria UNESCO veio reconhecer como exemplar”.

Para Benjamim Rodrigues, “a inscrição na lista de representantes do Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO é o início de uma responsabilidade maior” que se propõe assumir “a partir de hoje”.

O autarca adiantou que com este passo há novos projetos a surgir, nomeadamente uma ideia do presidente da Associação dos Caretos de Podence, António Carneiro, que desafiou o arquiteto Souto Moura a aceitar fazer um projeto de arranjo urbanístico da rua onde acontece o Entrudo Chocalheiro, em Podence, e do largo da Queima do Entrudo, bem como de um Museu do Careto.

Em Podence existe já a Casa do Careto, sede da associação responsável pela dinamização do Entrudo Chocalheiro, mas o presidente do Município de Macedo de Cavaleiros defende que “uma tradição património da UNESCO merece algo mais”.

“O arquiteto vencedor de um Prémio Pritzker já está a analisar a proposta e o município está disponível para ser parceiro nesta ação e para encontrar uma solução para os terrenos necessários para a implementação da infraestrutura””, assegurou.

Os tradicionais mascarados estão representados na Colômbia por uma comitiva constituídos por autarcas, a investigadora que fez a recolha para a candidatura e o presidente da Associação dos Caretos.

Regressam a Portugal no domingo com a promessa de preparar uma receção aos Caretos de Podence nos Paços do Concelho, nesse mesmo dia.

Os tradicionais receberam hoje a distinção na Assembleia Geral da Convenção para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial, que decorre até sábado, em Bogotá, na Colômbia.

A candidatura, considerada exemplar pela UNESCO, foi apresentada em março de 2018 e o promotor foi o Município de Macedo de Cavaleiros, em parceria com a Associação dos Caretos de Podence.

O processo foi iniciado em 2014, com uma equipa técnica científica liderada por Patrícia Cordeiro.

Os mais emblemáticos mascarados das tradições transmontanas têm representado Portugal em eventos internacionais com presença em dez países.

Os Caretos de Podence marcam a folia de Carnaval no Nordeste Transmontano com coloridos e farfalhudos fatos, máscaras de ferro ou lata, chocalhos à cintura e um pau para amparar as tropelias.

Em toda a região de Trás-os-Montes há Caretos, protagonistas das chamadas Festas de Inverno, que acontecem entre o Natal e o Carnaval.

Os de Podence distinguem-se dos restantes pelo chocalho, daí o nome da festa ser “Entrudo Chocalheiro”.

É apontado como “o mais genuíno carnaval português”, sem samba, ao ritmo da tradição.

As ruidosas manifestações dos Caretos atraem, durante quatro dias, à aldeia de Podence com cerca de 180 habitantes, milhares de curiosos portugueses e estrangeiros.

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Filho procura pai desaparecido em Vila do Conde

Bagunte

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Foto: Facebook de António Faria

Um homem de 65 anos, residente em Bagunte, Vila do Conde, está desaparecido desde as 11:00 do último domingo, disse um familiar deste a O MINHO.

Visto pela última vez na sua residência, o homem desapareceu sem deixar rasto, havendo a suspeita que possa ter caído em algum campo ou propriedade nas freguesias adjacentes, já que se deslocava a pé.

Mede 1,70 metros e vestia casaco azul marinho, camisola castanha, calças pretas e botas pretas. Figura bastante conhecida na sua área, desconhecem-se as razões que o possam ter feito sair de casa.

O desaparecimento já foi reportado às autoridades e pede-se que qualquer informação sobre o paradeiro seja comunicado aos familiares pelo numero 912448025 ou à GNR de Vila do Conde pelo 252640160.

 

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GNR de Vila Real deteve casal suspeito de gerir quartos para a prostituição

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Foto: DR / Arquivo

A GNR deteve um casal que alegadamente geria um estabelecimento de diversão noturno, em Vila Real, pela suspeita do crime de lenocínio, culminando uma investigação que decorria há um ano, anunciou esta segunda-feira aquela força policial.

A GNR disse, em comunicado, que as detenções do homem com 46 anos e da mulher com 36 foram efetuadas no domingo por militares do Núcleo de Investigação Criminal de Vila Real.

De acordo com o Comando Territorial de Vila Real, a investigação relacionada com o crime de lenocínio decorria desde fevereiro de 2019 e os militares apuraram que os suspeitos “geriam um estabelecimento de diversão noturna onde, no mesmo edifício, tinham quartos destinados à prática de prostituição”.

No seguimento das diligências foram realizadas 12 buscas, entre as quais nove domiciliárias, duas em veículos e uma em estabelecimento comercial.

Das buscas resultou a apreensão, segundo a Guarda, de duas viaturas, 2.600 euros, três telemóveis, uma passagem de via aérea e dezenas de artigos e documentos relacionados com a prática do crime de lenocínio.

A GNR de Vila Real referiu que foi ainda identificada uma cidadã estrangeira em situação de permanência irregular no país, pelo que foi contactado o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras.

Os detidos foram constituídos arguidos e vão ser presentes ao Tribunal Judicial de Vila Real para aplicação de eventuais medidas de coação.

A operação contou com o reforço de diversas valências do Comando Territorial de Vila Real e dos Comandos Territoriais de Braga e de Viana do Castelo.

No mesmo estabelecimento de diversão noturno foram detidos em 2017, numa operação da Polícia Judiciária de Vila Real, três homens, um dos quais primeiro-sargento da GNR, suspeitos da prática dos crimes de lenocínio e corrupção.

A julgamento, nesse mesmo caso, chegaram dois militares da GNR de Vila Real e mais quatro arguidos, dois deles irmãos que eram os “donos efetivos” do negócio, e outros dois homens que controlavam a atividade do bar e das mulheres que ali trabalhavam, a maior parte delas brasileiras com situação irregular em Portugal.

Em maio de 2018, o tribunal de primeira instância de Vila Real condenou o primeiro-sargento da GNR a três anos e seis meses de pena suspensa, em cúmulo jurídico, pelos crimes de lenocínio, corrupção passiva e auxílio à imigração ilegal.

O outro militar da GNR foi condenado a uma pena de multa de 1.500 euros pelo crime de recebimento indevido de vantagem.

Os guardas e o Ministério Público recorreram do acórdão para o Tribunal da Relação de Guimarães, que agravou a pena aplicada ao primeiro-sargento para prisão efetiva.

Em novembro, o Supremo Tribunal de Justiça reduziu em um ano, de cinco para quatro, a pena aplicada ao primeiro-sargento da GNR de Vila Real.

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Mais de 64 mil cigarros apreendidos no aeroporto do Porto

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Foto: DR

A Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) anunciou esta sexta-feira a apreensão de mais de 64 mil cigarros no aeroporto do Porto, elevando para mais de 1,12 milhões o número de cigarros apreendidos nos aeroportos nacionais desde o início de 2018.

Num comunicado publicado no Portal das Finanças, a AT refere que a apreensão decorreu “no âmbito da defesa da fronteira externa, mais especificamente no controlo aduaneiro de passageiros e suas bagagens”.

Os mais de 64 mil cigarros apreendidos são de várias marcas e encontravam-se “dissimulados em quatro malas de porão, transportadas por passageiros procedentes de Angola e da Ucrânia”, detalha o comunicado adiantando que está em causa “o não pagamento de direitos aduaneiros, IVA e imposto sobre o tabaco”.

A deteção do tráfego ilícito de cigarros foi levada a cabo pelos funcionários aduaneiros, através de técnicas de inspeção e controlo desenvolvidas pela AT, para reforçar o combate “à prática de atos ilícitos, à proteção da sociedade e da saúde pública”.

Esta foi a segunda apreensão de tabaco reportada pela AT desde o início deste ano. A primeira envolveu 84 mil cigarros detetados num controlo à bagagem transportada por uma viajante de nacionalidade angolana.

De acordo com a informação disponibilizada no Portal das Finanças, desde o início de 2018, o número de cigarros apreendidos pelos funcionários da AT em aeroportos nacionais ultrapassa 1,12 milhões.

A este número soma-se, em 2018, uma apreensão de 650 quilos de tabaco para cachimbo de água, que foram detetados nas bagagens de mão e de porão de um voo procedente do Dubai.

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