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Braga

Braga: Terminal Ferroviário de Mercadorias de Tadim concessionado a empresa de Amarante

À empresa Agremor – Materiais de Construção e Serviços por um prazo de cinco anos

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Foto: Ilustrativa / Arquivo

A Infraestruturas de Portugal (IP) concessionou a exploração do Terminal de Mercadorias de Tadim, Braga, ao abrigo da estratégia de “valorização dos terminais intermodais de mercadorias e de promoção do transporte ferroviário na rede”, anunciou hoje aquela entidade pública.

Em comunicado, a IP descreve que o Terminal de Tadim está vocacionado para um “conjunto alargado de atividades no âmbito da transferência modal de mercadorias, tendo estado, nos últimos anos, ligada ao setor do transporte de madeira e inertes”.

A exploração foi concedida à empresa Agremor – Materiais de Construção e Serviços, com sede em Amarante, por “um prazo de cinco anos, podendo este ser ampliado por mais dois anos, verificando-se o bom desempenho da concessionária”.

O Terminal de Tadim ocupa uma área de cerca de seis hectares, localizado no Ramal de Braga, entre as estações ferroviárias de passageiros de Tadim e Aveleda, dispondo de três linhas com cerca de 500 metros para carga e descarga de mercadorias, bem como de um armazém coberto com aproximadamente 1.000 metros quadrados.

“O presente contrato de concessão integra um conjunto de mecanismos de estímulos e incentivos de desempenho. Nomeadamente, estabelece um valor igual ou superior a 312 como número mínimo anual de comboios a realizar na rede, em consequência da atividade que a concessionária implementar no terminal”, lê-se.

A empresa pública refere ainda que “a definição deste tipo de mecanismo de desempenho tem como objetivo que o negócio a desenvolver pela concessionária estimule, efetivamente, o transporte ferroviário de mercadorias” na Rede Ferroviária Nacional.

O contrato prevê, por isso, “benefícios a favor da concessionária sempre que esta promova, por via da sua atividade, circulações ferroviárias acima de 104 comboios por trimestre”, sendo que, explica o texto, “estes benefícios por bom desempenho poderão refletir-se, por exemplo, numa dilatação do prazo da concessão”.

Neste contrato de concessão, salienta a IP, “é dada também particular atenção às disposições legais que têm vindo a ser introduzidas no domínio do acesso a este tipo de infraestrutura, nomeadamente no que concerne às condições equitativas de utilização do terminal sem qualquer tipo de discriminação entre diferentes operadores ferroviários”.

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Braga

Projeto para “empoderar estudantes ciganos” em conferência na UMinho

Projeto RISE

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Foto: Divulgação

O Instituto de Educação da Universidade do Minho, em Braga, recebe esta terça-feira a “Conferência RISE”, que visa divulgar os resultados de experiências escolares inclusivas de crianças e jovens ciganos, avançou aquela escola em comunicado.

O evento insere-se no projeto “RISE – Roma Inclusive School Experiences”, que alia ainda Itália e Eslovénia e é financiado pelo programa Direitos, Igualdade e Cidadania da Comissão Europeia. O “RISE” apoia também a Estratégia Nacional para a Integração das Comunidades Ciganas no que diz respeito ao eixo da educação.

A conferência inaugural, “Rumo à educação inclusiva de estudantes ciganos: atenção à diversidade ou política de choque?”, conta às 10h30 com Mariano Enguita, da Universidade Complutense de Madrid (Espanha). Uma hora depois realiza-se o painel “RISE: conceção, parcerias e monitorização”, com Maria José Casa-Nova e Maria Alfredo Moreira, da UMinho, Susana Fernandes e Natália Costa, do Agrupamento Escolar de Prado, incluindo um debate.

A partir das 14:30, investigadores da UMinho e daquele agrupamento abordam experiências de formação e de trabalho colaborativo e a construção de dispositivos pedagógicos. A discussão dos resultados do projeto “RISE” decorre pelas 17h30, por Rosa Madeira, da Universidade de Aveiro. A sessão de encerramento está agendada para as 18:00.

A escola pública passou a integrar as chamadas classes populares e minorias, com diferenças na frequência e no aproveitamento escolar, situando-se as crianças e jovens ciganos tradicionalmente na base da hierarquia do sucesso.

O projeto “RISE”, através do método de investigação-ação, pretende empoderar os alunos ciganos por via de práticas interculturais e ações pedagógicas, articulando os seus saberes experienciais com o currículo mainstream, construindo um bilinguismo cultural potenciador de diferentes oportunidades de vida.

A divulgação dos resultados do projeto visa promover a discussão e a reflexão em torno destas problemáticas e inspirar outras realidades socioeducativas. O público-alvo da conferência engloba decisores políticos e membros de instituições educativas e sociais, como professores, educadores, dirigentes, técnicos, formadores, pais, estudantes e outros interessados.

A sessão de abertura é pelas 09:30, com a presença prevista da secretária de Estado para a Integração e as Migrações, Cláudia Pereira, da coordenadora do “RISE” e do Observatório das Comunidades Ciganas, Maria José Casa-Nova, do reitor da UMinho, Rui Vieira de Castro, do presidente do Instituto de Educação, Leandro Almeida, da diretora do Centro de Investigação em Educação, Leonor Torres, e do diretor do Agrupamento Escolar de Prado, José António Peixoto.

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Braga

Tribunal confirma nulidade de despacho sobre 40 horas de trabalho semanal em Braga

Oposição fala em “derrota política”

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Foto: O MINHO (Arquivo)

O Tribunal Central Administrativo do Norte confirmou a nulidade do despacho da autarquia de Braga que instituía as 40 horas de jornada semanal, uma decisão encarada pela oposição como uma “derrota política” da “arrogância” da maioria do executivo.

A decisão, de que não é possível recurso, foi esta manhã dada a conhecer durante a reunião do executivo camarário, com a oposição, CDU e PS, a salientar a “derrota política” e “péssima gestão” de recursos humanos por parte da maioria PSD/CDS-PP/PPM.

Em janeiro, o Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga considerou nulo o despacho que instituía as 40 horas de jornada de trabalho para os trabalhadores do universo municipal, em decisão de uma ação interposta pelo Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local e Regional (STAL), alegando a falta de consulta aos trabalhadores e às suas estruturas representativas.

“O município perdeu, recorreu e voltou a perder. Confirma-se a nulidade do despacho, o que quererá dizer que o horário das 40 horas esteve a ser praticado na base de um despacho nulo”, afirmou, em declarações as jornalistas no final da reunião o vereador da CDU Carlos Almeida.

Segundo o comunista, “coloca-se a reclamação legítima da hora diária que andaram a fazer a mais cinco horas de trabalho extraordinário e pode-se estar em falar num valor bastante significativo de um milhão, 1,5 milhões de euros”.

Para a CDU e para o PS, esta decisão é uma “clara derroga política” do presidente da autarquia, Ricardo Rio, com o PS a salientar que o valor em causa “devia ser pago sem necessidade de reclamação dos trabalhadores”.

“Nem sequer devia ser preciso esperar pelo pedido dos prejudicados, a câmara devia era tratar de fazer as contas e liquidar já”, defendeu o socialista Artur Feio.

A CDU acusou ainda Rio de “arrogância por não ouvir os trabalhadores a seu cargo e que isso saiu caro aos cofres municipais”.

Em resposta a estas acusações, o autarca refuta a derrota política.

“Não á uma derrota política porque aparentemente foi uma questão de natureza formal quanto a procedimentos seguidos para a tomada de decisão, mas quanto à questão politica não há dúvida sobre a legitimidade que a câmara tinha para tomar esta decisão”, defendeu.

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Braga

Vieira do Minho recebeu três dias de “Mercado da Castanha”

Certame

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Foto: Divulgação

Durante este último fim de semana, a vila de Vieira do Minho recebeu, na Praça Dr. Guilherme de Abreu, mais uma edição do Mercado da Castanha e dos Produtos Locais.

Em comunicado, aquela autarquia refere que o objetivo da iniciativa passou por, durante três dias, valorizar os produtos locais, portenciar os negócios e aproximar o produtor do consumidor.

“As castanhas assadas, quentinhas a estalar, foram um verdadeiro regalo para a vista e um ótimo aconchego para o estômago dos visitantes que não hesitaram em participar nos tradicionais magustos”, aponta a Câmara de Vieira do Minho.

Para além da comercialização de castanha e dos produtos locais, os visitantes também tiveram a oportunidade de assistir às inúmeras atividades lúdicas e recreativas organizadas durante os dias de certame.

Para além dos magustos tradicionais, as jornadas micológicas, as chegas de bois e os grupos musicais animaram os visitantes do certame.

António Cardoso, edil, agradeceu aos mais de 30 produtores presentes, bem como a todos aqueles que participaram ativamente em mais uma atividade promovida pelo município.

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